O Cálice Escarlate

2 Observações estranhas


Notas iniciais
Mais um capítulo! Adianto que tomaremos dois rumos nessa história, duas visões distintas. Assim virão capítulos onde vai mudar extremamente o tipo de escrita a fim de se adequar a situação. Boa Leitura! Vocês podem estar sendo observados também, olhem sempre a sua volta!

—Cara, você é a pessoa mais idiota que eu conheço e olha que eu convivo com meu irmão. João disse já desistindo.

Guilherme estava morrendo de tédio, João não parava de falar! Era como se ele fosse uma abelha zumbindo em seu ouvido. O ambiente da casa também não ajudava muito, um som alto e estridente com umas músicas bem “de gosto duvidoso”, faziam a cabeça de Guilherme zunir!

—Manda seu irmão desligar essa merda, porque eu não tenho saco para aguentar isso que ele ouve. Doí na alma! E além do mais, física não se aprende ouvindo a Mc Ludmila, pois a única coisa que vai acontecer hoje sou eu zerar essa maldita prova.

João deu um grito, aliás, tudo acontecia por meio de gritos naquela casa. Parecia que eram todos surdos. O seu grito não virou em nada além de um resmungo rouco vindo do quarto ao lado.

A UFPR nunca esperava, todos eram como cães famintos em relação aos estudantes, você podia ser o nerd queridinho do Ensino Médio, mas eles jogavam na sua cara que você é um merda perante o mundo. E eles sabiam disso! Com 18 anos e no segundo período de suas engenharias João Gabriel e Guilherme Pádua estavam com os nervos à flor da pele. Física II era um monstro!

João fazia Engenharia Mecânica ele tinha alguma facilidade, porém às vezes penava para conseguir entregar tudo a prazo, era o conhecido preguiçoso! Já Guilherme era o aluno brincalhão, ele cursava Engenharia Florestal e tinha uma grande dificuldade nas matérias básicas da engenharia!

João era rico. Seu pai era dono de uma filial da uma enorme agencia de viagens. Então sua casa era o símbolo do requinte. Até certo ponto, pois tinha Leandro lá, e esse é o típico cara metido a revoltado da família. Só falta estar escrito na cara dele “Olhe para mim, necessito de atenção.” É fanático por academia, e isso o tornou uma montanha de músculos, o que é um ponto que ajuda Guilherme a pensar muito antes de implicar com ele. Seus cabelos bem negros vão até o ombro. Resumindo, era o oposto de João que com seus cabelos loiros e o corpo franzino era motivo de chacota pela maioria dos seus colegas. Chegara uma vez a perguntar ao seu pai se Leandro não era adotado, e seu pai assegurou com algum desgosto que era seu legítimo irmão! A genética às vezes dá tanto a poucos!

O dia estava quente e o vento era como um secador quente na nuca.

—Eu não aguento mais, preciso ir embora eu não estou entendendo nada e preciso dormir. Disse Guilherme com a voz acima daquela cacofonia.

—Está bem, boa sorte lá. Não quer comer algo? A empregada fez bolo de chocolate e isso quase nunca acontece. João gesticulava para ele ir para a cozinha.

— Não, vou ir logo se não minha mãe me mata. Até amanhã cara!

Depois de algum tempo tentando sair da casa de João e com um enorme pedaço de bolo de chocolate ainda na mão, ele chegou ao quintal na frente da casa. E seguiu seu caminho. Nem desconfiava que alguém o observava por trás. Pela janela Leandro estava fazendo seus planos e Guilherme estava neles. Aquele bilhete que ele tinha achado no livro de história da Uel não poderia estar errado. Mesmo Leandro taxado como cérebro minúsculo sabia que àquilo era o prefácio de tempos estranhos e perturbadores. À descoberta do cálice caiu nas mãos de um cara metido e orgulhoso, mas que não é tão idiota quanto aparenta.

Notas finais
Obrigado por lerem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.