Chegamos na nossa cabana, minha mãe fechou todas as janelas e ligou o ar condicionado para nós dormimos melhor...

–Escutem aqui! Não quero saber de vocês saírem agora de noite, e isso vale muito para você April, que adora sair escondido à noite! — gritou minha mãe.

Resolvi ir dormir, estava cansada e preocupada com o assassinato da garota... A família dela parecia desesperada, só sabia de que eu não sabia de nada apesar de saber que os bandidos eram homem e mulher e que estavam mascarados. Quando adormeci, comecei a sonhar que estava com Richard na piscina, estava tudo ensolarado e muito quente (típico do verão). Começou a chover forte e corri o mais rápido para minha cabana, mas no mesmo momento algo puxou meu pé e me fez arrastar para a floresta. No mesmo momento, Richard pegou uma mão minha e Susan pegou a outra. Não deu certo e fui sendo arrastada para a floresta.

Me jogaram no tronco da árvore. Não deu para ver o rosto ou as roupas que usavam, mas novamente estavam lá, as duas silhuetas.

–Escute aqui garota... — começou o homem — se você nos dedurar, você será a próxima a morrer, entendeu?

–Controle-se querido, ainda tem o namoradinho dela.

Fiquei ofendida, ia dizer que Richard era meu amigo, nessa ocasião fiquei quieta. O homem colocou uma faca no meu pescoço, até que...

–APRIL PARKER! ACORDA! — Era a Lucy berrando comigo

–Já acordei, Lucy Jane Parker...

Meus pais estavam vestidos para irmos tomar café, então resolvi por minha camiseta e meu shorts. Novamente sentamos com o chefe do papai e a família dele. Derrubei uma uva de propósito para falar com Richard. Contei a ele o meu sonho e ele ficou boquiaberto.

–UAU! Que pesadelo hein?!

–Eu sei, mas temos que tomar cuidado se formos investigar isso, então vamos? — perguntei.

Apertamos as mãos como sinal de sim e voltei a me sentar com minha família. O presidente da pousada chegou dizendo para nós fazermos um minuto de silêncio em homenagem à Ayla Gandeshi, a menina que havia sido assassinada ontem à noite. A família dela subiu ao palco e ficou por lá. Havia os pais e mais dois garotos e uma garotinha.

–Obrigado! — disse o presidente que saiu com todos batendo palmas.