O Cristal e o Diamante
11 O mal entendido
“My favourite inside of source
I'll kiss your open sores
appreciate your concern
you gonna stink and burn
Rape me, rape me my friend
Rape me, rape me again” – Rape-me — Nirvana
Os movimentos repetidos eram cada vez mais rápidos. As respirações cada vez mais sonoros, misturados aos gemidos de Taiga, que resistia a dor. Valkyon nunca imaginava que fosse tão difícil terebrar a pureza daquela mulher. Ele também sentia dor, pelo exíguo caminho por onde seu membro era pressionado.
A dor e o prazer era a maior tentação que os dois poderiam ter naquele momento, entre tapas, beijos, mordidas e arranhões, toda a forma bruta de sentir amor um ao outro. Marcar território... E todos os espaços possíveis.
O corpo de Taiga aos poucos amolecia e se rendia aos movimentos de Valkyon, que conduzia todo aquele momento. O sorriso da vitória era estampado em seu semblante, mas era respondido aos ataques de Taiga que arranhava suas costas, fazendo suas marcas sórdidas de pequenos vestígios de liquido vermelho. Era o seu troco, a resposta que estimulava ainda mais as grosserias das estocadas, a velocidade que conduzia o clímax, provocando gemidos mais altos que juntos faziam o dueto daquela orquestra.
Mal se davam conta que o cenário aos poucos ganhava iluminação. Passaram-se horas... Que parecia a vida inteira pela enorme espera daquele momento acontecer. Uma grande quebra de tabu. Esqueceram-se de tudo, como se a única função da vida era alimentar o ódio e o amor em prazeres e agressões físicas.
O suor salgado fazia arder os ferimentos de Valkyon que havia se estendido por todas as suas costas, peitoril e braços. Taiga exibia suas novas marcas roxas nas pernas e principalmente nas coxas.
– Vou lembrar sempre desse momento quando você arriscar alguma tentativa frustrada de querer me enfrentar. – Disse Valkyon, ofegante.
– Você vai lembrar de mim pra sempre com estas cicatrizes. Homem zebra. – Retrucou Taiga, saindo de cima do corpo daquele homem. Tentava caminhar, mas procurava por uma grande resistência dentro de si. Arrumou os seus cabelos com raízes molhadas de suor, e passou a procurar por suas roupas. Lamentou pela sua saia rasgada, mas encontrou a calça de Valkyon há poucos centímetros, escondida entre as rochas por ele mesmo ter jogado longe. Ela pega aquela peça e veste, escondida dele que estava distraído com as marcas que Taiga havia feito em seu corpo.
– Meu Deus, Taiga... Você me deixou todo arranhado! – Disse Valkyon olhando para seus próprios braços, enquanto ela terminava de se vestir. Ele então pegou a sua cueca branca e vestiu. Ele voltou a si e percebeu o silêncio– Taiga? – Disse, olhando para todos os lados, na tentativa de encontrá-la.
– Pronto. Agora eu poderei sair desse encontro brega. – Respondeu Taiga, exibindo-se para Valkyon, para a surpresa do jovem guerreiro.
– Minha calça! Como eu vou sair daqui? – Valkyon reclamou.
– Pensasse antes de ter rasgado a minha saia! – Respondeu, colocando as suas mãos na cintura.
– Pode tirar!
– Nananinanão! Regra número um de sobrevivência na floresta: Mantenha sempre atento. Você não ficou atento, portanto... Perdeu! Agora se vira aí, otário. – Taiga saia correndo, indo embora para não ser notada por todos antes das seis.
– Você é um bicho mesmo! Volta aqui! Não vou embora de cueca! – Valkyon tentava correr, mas não estava com seu bom físico pela atividade exausta que havia feito por horas, além de ter pisado em falso em um pequeno desnível daquele terreno.
[...]
A dalafa e a sabali estavam dormindo juntas, por tanto esperarem a Taiga chegar. Saphyre com seu medo do escuro, havia encolhido seu corpo macro e delicado, bem próximo a Taiga que deitava com as quatro pernas esticadas. Os raios de sol ultrapassavam o vidro da janela, incomodando os olhos da Saphyre.
– Eita... – Disse a Saphyre desviando seu olhar.
– Hã? Já é dia? E nada da sua dona chegar. – Disse Taiga, espantada.
– Eu acho que deve ter sido um belo encontro! – Saphyre suspirou sonhadora.
– Sim! Tomara que tenha dado um jeito na fera dela! – Taiga pulava da cama, muito animada.
– Ela não é tão rabugenta! – Saphyre defendeu.
– Mas ela vive insultando a minha dona! – Taiga furiou-se.
– Eu sinto muito pela minha dona não se dar bem com a sua... – Saphyre se jogou na cama outra vez, desapontada.
– Mas por outro lado, somos civilizadas! E nossas donas não se importam com isso. – Taiga ergueu sua silhueta, deixando as duas patinhas na beira da cama.
– Sim! Somos muito civilizadas! Agora vamos atrás do nosso Jipinku, que deve estar faminto! – Saphyre lembrou do Jipinku, preocupado com o estado que ele poderia estar nesse momento.
– Sim. Precisamos... – Taiga foi interrompida por um barulho.
– Taiga! Aconteceu algo? – Era a voz de Saphyre que ecoava.
– Aconteceu nada, loura. É normal nas batalhas. – Taiga não ligava para a preocupação da Loura.
– Mas você tá toda roxa, o que aconteceu? E que roupas são essas? – Saphyre não entendia.
– Tá na moda! Você deveria usar também! – Taiga bateu leve nas costas de Saphyre, prosseguindo para seu quarto.
– Nossa! – Disseram a dalafa e o sabali, espantadas com o estado de Taiga, que ignoravam a presença das duas.
– Acho que ela foi pra batalha, não pra encontro romântico... – Cochichou a dalafa Saphyre, um pouco intrigada com o estado de sua dona.
– Pois é... – Respondeu a sabali Taiga.
– Vamos dar um fora daqui antes que ela brigue com a gente sem motivo. – Saphyre chamava a Taiga para irem ver o Jipinku, que saíram saltitantes e abanando suas caudas, deixando a moça quieta em seu quarto, olhando através do espelho as suas marcas.
– Você vai me pagar! E não só ficar sem roupa pela floresta. – Taiga disse pra si mesma, rindo feliz pelo grande momento que passou.
[...]
Valkyon aparecia após ter tomado um refrescante banho na cachoeira, onde Taiga costumava tomar seu banho com Saphyre. Seus cabelos estavam um pouco encharcados de água.
Passou pelo portão como se todos fossem olhar apenas para ele, um pouco envergonhado por estar só de cueca branca e o colete de pele. Deparou-se com a Saphyre, horrorizada com as suas feridas.
– O que foi isso? Valkyon, você está todo machucado. – Saphyre disse, deixando Valkyon sem o que responder.
– Aconteceu nada, não se preocupe. Eu estou acostumado. – Valkyon deu um leve tapa no topo de cabeça de Saphyre, e adiantou mais seus passos.
– Mas a Taiga também se feriu. Aconteceu algum ataque? – Saphyre retornava, andando atrás dele.
– Vamos dizer que gostamos de correr perigo. – Valkyon olhou para Saphyre, sorrindo, enquanto ela respondia com um olhar desconfiado ao ver um pouco das costas dele ainda mais arranhadas.
– Mas as suas costas... Isso vai ficar horrível. – Ela ficava mais surpresa e preocupada.
– Você não se importa em pegar com Ezarel um gel para ajudar a cicatrizar um pouco? É que está ardendo e se torna incomodo. Dá vontade de coçar também. – Disse ele, passando a mão em uma de suas feridas, nos ombros.
– Sim... Tudo bem. Eu pego pra você. – Saphyre saiu rápido para a sala de Ezarel, deixando Valkyon livre para poder ir no corredor dos quartos.
Saphyre subia as escadas em velocidade, enquanto Ezarel surgia descendo elas.
– Ezarel, Ezarel! Preciso de você. – Saphyre parou na frente dele, que estava a dois degraus acima.
– Hm... O que precisa... – Ezarel responde, descendo os degraus, aproximando-se dela.
– De um gel para feridas. – Respondeu muito séria. Ezarel lançava um semblante um pouco malicioso.
– Hm... Se machucou? Pra você eu ajudo até a passar se quiser. Onde machucou? – Ezarel respondia de forma um pouco vulgar, tentando olhar de cima o discreto decote dela.
– Não é pra mim, seu tarado! É pro Valkyon que surgiu todo machucado. Lembra que estranhamos a Taiga e ele não terem aparecido para o café? Então... Eles apareceram. A Taiga toda roxa e ele todo arranhado. – Explicou Saphyre, deixando Ezarel com olhar mais malicioso ainda.
– Ah... Entendi... Mas aí... Se precisar de ajudinha, eu curo seu corpinho, viu? Em um minutinho. – Ezarel lançou seu mesmo olhar para o corpo de Saphyre, que vestia o traje de sua equipe.
– Eu não preciso, obrigada. E então, não vai dar o gel? Você precisa ver como que o Valkyon está. – Saphyre desviou o assunto.
– Queria saber se a Taiga não precisa passar pomada nas coxas dela... Estaria de prontidão... Ai! – Respondeu, que foi logo interrompido por Saphyre.
– Anda, o Valkyon precisa do gel! – Saphyre dava tapas no braço dele, muito impaciente.
– Tá bom, eu vou lá pegar o gel. Vem comigo.- Disse Ezarel, subindo os degraus que haviam descido.
Ezarel se apressa até chegar a sua sala, e pega um pote no armário. Saphyre aguarda o objeto na porta da mesma, não querendo entrar e correr o risco de ficar perto de um homem que demonstra interesses pervertidos.
– Pronto, Saphyre. Aqui está o gel. Será o suficiente? Não sei como o Valkyon está, não tenho ideia. – Disse ele, entregando o pote para Saphyre.
– Ele é muito forte, logo um grandalhão... Não sei se esse pote servirá o suficiente. – Respondeu, com um pouco de dúvida ao olhar para o pote e a quantidade de gel que havia nele.
– Eu vou com você, vamos ver qual a burrada que Valkyon se meteu...- Ezarel abria a passagem para Saphyre, que iam até o quarto de Valkyon. Leiftan fitou os dois com curiosidade, e foi até eles.
– Saphyre, não está com a sua guarda? – Perguntou Leiftan, curioso.
– Até ia... Mas apareceu um problema. Valkyon e Taiga voltaram bem feridos. – Explicou Saphyre.
– Feridos? Como assim? – Preocupou-se o louro.
– Esperem pra ver como o Valkyon está, que é ainda pior. – Disse Saphyre avançando mais nos passos, deixando os dois entreolhando-se.
[...]
– Eu digo este estado. – Disse Saphyre após Valkyon a permitir entrar.
– Eita... O que é isso? Virou reunião agora? – Ele reagiu ao ver Ezarel e Leiftan o olhando incrédulos.
– Só estamos preocupados, oras. – Disse Ezarel.
– Obrigado Saphyre. Agora como vou passar isso aqui nas minhas costas? – Disse ele, olhando para seu reflexo do espelho, de costas nuas, o estado por qual ficou.
– Ah, e passe com algodão. Está aí no pote junto. – Ezarel avisou, enquanto Valkyon abria o pote.
– Saphyre, se não for incomodo, poderia passar nas minhas costas? Eu não vou conseguir alcançar. – Valkyon pediu a moça, sem jeito.
– Tá, vire de costas que eu vou passar um pouco. – Saphyre colocou o algodão no gel para que pudesse passar em Valkyon. Ela tinha totalmente aflição ao ver as marcas mais de perto. – Isso deve arder. – Saphyre manifestou, agonizada ao ver mais de perto as feridas.
– Aí, o grandalhão... Você é esperto mesmo, hein? – Disse Ezarel.
– Eu não quero homem passando nada em mim não, vão pra fora vocês dois, a Saphyre vai passar pra mim aqui o gel nas minhas costas. Xô, xô! – Exclamou, pois não permitia que nenhum homem passasse suas mãos nele.
– Tá com medinho de sentir o meu machão, né? – Ironizou Ezarel.
– Ezarel, você está passando dos limites. Venha.– Disse Leiftan para Ezarel, puxando ele para fora do quarto. – Saphyre, eu te vejo depois... – Disse antes de fechar a porta, com um pouco de ciúmes da situação.
– Ainda bem que nesse mundo existe alguém como o Leiftan! – Disse Valkyon.
– Ele é um bom rapaz. – Respondeu Saphyre, sorrindo. Valkyon via a reação dela pelo reflexo do espelho.
– Você acha que ele gosta de você? – Saphyre surpreendeu-se com a pergunta.
– Mas... – Ela ficava confusa, enquanto espalhava o gel nas costas dele.
– Sim. Eu acho que ele gosta muito de você... Além do Nevra. Eu acho que você está confusa entre os dois... – Saphyre derruba o pote ao ouvir aquilo.
– Eu... Eu acho que você está vendo coisas. – Respondeu nervosa. Valkyon ria um pouco da situação.
– Eu vou te aliviar. Mas lembre-se que pode contar comigo quando estiver confusa. Conheço os dois muito bem, conheço-os como se fossem meus irmãos mais novos. Mas te digo uma coisa: Leiftan ficou estranho demais depois que te viu. Ele te ama, e muito... Tome muito cuidado de não feri-lo. Ele é frágil. E você tome cuidado com as suas escolhas, você pode se dar muito mal. – Disse ele, como se fosse o pai de Saphyre, dando conselhos.
– Eu estou bem... Por enquanto. Eu tenho missões mais importantes aqui. – Saphyre tentou desviar o assunto.
– Tudo bem... Vou fingir que não disse nada. Mas agora eu preciso de sua ajuda. Confio muito em você. – Valkyon virou para Saphyre, fazendo-a olhar no fundo de seus olhos.
– Ih... Estou virando sua empregada já?- Saphyre zombou-o.
– Não, não e não. O assunto é... Eu e a Taiga. – Respondeu.
– E o que tem vocês dois? – Interrogou.
– Temos jeitos nada convencionais de demonstrar amor. – Respondeu. Saphyre olhou para todas as feridas de Valkyon e pensou na Taiga que havia visto pela manhã.
– Agora entendi... Vocês... – Saphyre disse, com o dedo indicador no queixo.
– Sim... Nós estávamos dando amassos na floresta, e deu tudo isso aqui que você está vendo. Mas acontece é que eu fico confuso, perdido... Sei lá... Eu não sei se vamos levar esta vida juntos entre tapas e beijos, sabe? Eu tenho medo de um dia... Matá-la com meus desejos masoquistas. – Respondeu, deixando Saphyre com olhos arregalados.
– Meu deus... E ela gosta disso tudo... Quer dizer... Vocês gostam disso? Uau... Eu tenho maneira diferente de amar mesmo... E isso explica o jeito durão seu e o dela.- Ela respondeu, um pouco mexida.
– Sim... Mas eu não sei como vencer isso... De ouvir ao menos que ela me ama. – Valkyon sentou-se na cama, um pouco decepcionado.
– As vezes... Nem é preciso dizer... Eu ligo mais para as atitudes do que as palavras. E quanto aos seus gostos... Não posso opinar. Primeiro, é o jeito de vocês, e segundo... Eu não curto este tipo de amar. – Saphyre disse, e sentou-se ao lado dele.
– Como é complicado um homem que nem eu, todo grosso, estúpido, ignorante... Nunca vou chegar á uma mulher com um buquê de flores. Nunca serei um homem convencional. – Desabafou um pouco preocupado.
– Você não pode tentar ser o que não é. Olha, eu acho que tudo vai dar certo. Todo ser da terra gosta de um pouco de carinho, e você mesmo necessita. Espero que vocês se deem bem. Quanto mais brigas, mais entendimento vocês vão ter. Vai por mim. É igual dizer que aprendemos errando. Sei lá, dê um buquê de flores pra ela, ela pode gostar, e entender que você gosta muito dela.- Aconselhou. Valkyon ficou pensativo com o conselho.
– Tem razão, branquela. Acho que é o mínimo que eu posso fazer até agora. Muito obrigado. E te devo muitas por ter me ajudado. – Valkyon estendeu a mão para Saphyre.
– De nada. – Ela estendeu a mão.
– Formamos aqui um pacto de SOS Um ajuda o outro com os problemas do coração. Entendido? E não conte isso pra ela, vai ser segredo nosso. – Ele disse, e piscou o olho pra Saphyre.
– Tudo bem. Pacto feito. Eu não vou contar, prometo. – Saphyre levantou-se.
– Acho que você tem coisas pra fazer, desculpe por ter tomado seu tempo. Obrigada por ter passado o gel pra mim. – Ele sorriu, muito grato.
– Que isso. De nada. Eu vou indo encontrar o Nevra. Preciso ir. – Abriu a porta para sair.
– E ó... Segredo. – Ele cobrava o silêncio de Saphyre.
– Ok... – Ela respondeu entre risos. – E ó... Nada de treinar hoje. Descanse vocês dois um pouco. Podem atrapalhar vocês. – Ela partiu, depois de piscar o olho e fechou a porta.
[...]
– Olha... Mas que coisa mais linda de todas! – Disse a Taiga para Saphyre, se referindo ao Jipinku.
– Sim... Que coisa mais meiga. E ele gostou tanto da gente. – Respondeu Saphyre, enquanto observava o Jipinku dormindo em uma casinha de bambu, que foi feito pelas duas.
– É... Ele deve gostar muito de dormir. Olha pra ele. – Taiga encostava o focinho na entrada da casa, e deparava com o Jipinku enrolando e desenrolando a língua enquanto ronca.
– Rooonc... Pinku, Pinku, Pinku... – Soava o Jipinku, diversas vezes.
– Vamos ficar aqui com ele, se não pode ser perigoso ele sair sozinho pela floresta. – Disse Saphyre, ajeitando-se perto de Taiga.
– Sim. Quando ele acordar, vamos sair juntas para a caça! – Taiga extasiou-se, também se acomodando no jardim.
– E agora temos que caçar três comidas diferentes: A minha, a sua e do Pinkuzinho! – Respondeu, de forma muito meiga.
– Pinkuzinho? Eu gostei do nome. Ele só fala Pinku mesmo. – Disse ela, enquanto deitava sua cabeça na grama.
– Talvez seja esse o nome dele. Será? – Saphyre questionava, enquanto ela e Taiga olhavam para o Jipinku que dormia tranquilamente.
– Olha se não são as mocinhas mais lindas dessa vasta terra. – Aproximou-se Nevra.
– Olha... O gatinho que tá interessado na sua dona. – Disse Saphyre, suspirando pela beleza de Nevra.
– Não vou muito com a cara dele! – Taiga dava um leve rugido, não gostando muito da presença dele.
– Eu trouxe pra vocês o café da manhã. Tome.- Nevra entregava flores de algodão e fruta de mel para as duas.
– Uuuhh... – Manifestava Saphyre, soando com fina voz, adorando o presente que ele havia dado. Nevra afagava as duas ao mesmo tempo.
– Agora eu preciso ir. Tenho que encontrar a minha Saphyre para as tarefas do dia. Se cuidem, hein? – Ele disse, como se elas entendessem... Mas entendiam perfeitamente de alguma forma.
– Tá vendo? Ele é lindo e gentil. Aaah... Se eu fosse uma humana pelo menos... – Saphyre disse entre suspiros.
– Você é muito assanhada mesmo. Eu prefiro o Leiftan! – Disse Taiga, manifestando contra o Nevra.
– Vamos ver com quem a minha xará escolhe... Tomara que seja o Nevra... Ai... que menina de sorte.- Saphyre suspirou e olhou para o céu azul, sonhadora.
Nevra ia à procura de Saphyre, mas logo encontra Ezarel, a fim de recolher algumas plantas do jardim.
– Eza... Viu a Saphyre por aí? – Perguntou o moreno...
– A Saphyre? Bem... Ela está no quarto do Valkyon.- Respondeu ele, em tom provocativo.
– Fazendo o quê no quarto dele, posso saber? – Nevra avançou bruscamente pra cima de Ezarel.
– Ela está cuidando dos machucados dele... Você sabe né... Valkyon adora tratamento VIP... Ele sem camisa, e ela toda linda e irresistível... Se eu fosse você eu impediria aquele momento antes que ele craaau nela. – Respondeu, rindo da maneira que Nevra saiu correndo. – Eu adoooooro colocar pimenta nos olhos dos outros... Quem sabe mela o romance dos dois, né? – Ezarel sorriu sádico enquanto dizia para si mesmo, e voltou a executar seu trabalho de colheita de plantas.
O ciúmes louco de Nevra manifestava-se, cobrando explicações de tudo que havia acontecido, ou ao menos do que soube por terceiros. Não aceitando aquela história, abordou Saphyre e colocou-a contra a parede, mas ainda de maneira cuidadosa.
– O que você estava fazendo, hein? – Nevra questionou, com tom nada amigável. deixando Saphyre assustada pela sua atitude.
– Eu estava com o Valkyon no quarto dele, ele estava... – Saphyre explicou.
– E você fica dando sopa assim, é? – Questionou outra vez.
– Acho melhor você soltá-la. – Chegou Leiftan, que viu toda a cena, para a surpresa dos dois.
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