O Criminoso Perfeito
5 Capítulo 5 - Algumas verdades.
Notas iniciais
– Não posso aceitar isso! – Berrou o rapaz de cabelos e olhos negros.
– Acredite Mikael, eu também não quero. Na verdade se dependesse de mim, isso nunca teria acontecido.
– NÃO POSSO ACEITAR QUE EREN VEJA AQUELE CARA TODO DIA! – Mikael gritou batendo com as duas mãos na mesa de Erwin.
– Mikael, se acalme, por favor.
– Me perdoe... Eu... – Respondeu ele se sentando na cadeira de visitantes da sala do capitão.
– Eu entendo. Sei que está preocupado, eu também estou. Liguei para o comandante e ele mesmo me disse que o advogado de Levi fez um acordo com ele – Erwin soltou um suspiro – Estou de mãos atadas.
– Aquele filho da puta foi falar direto com o comandante?
– Sim. Acho que ele já pensava nisso desde o começo. Explica muita coisa.
– Não explica porque fez aquilo com o Eren.
– Fazer aquilo foi apenas uma forma de ser preso, ele não faria se não quisesse ser acusado.
– Mas e o que ele fez com o Eren? Como fica?
– Segundo eles, não teve muito peso. O seqüestro foi provado, mas o estupro não.
– COMO NÃO? EREN MESMO FALOU ISSO!
– Uma coisa é Eren falar, outra coisa é encontrar provas. Não duvido da palavra dele, mas não encontramos nada no Eren que provasse que ele foi violentado pelo Levi, ele estava limpo. Eren não deveria ter tomado banho... Isso complicou tudo. Se ao menos conseguíssemos provar os assassinatos de Levi, mesmo com um acordo, ele estaria atrás das grades.
– Então vamos ter que aturar ele rondando por aqui? Perto do Eren?
– Não, tudo que eu precisar falar com ele, farei quando o Eren não estiver por perto. Eu queria suspender o Eren até esse caso ser resolvido, mas acho que ele não vai aceitar isso.
– Do jeito que ele é, não aceitaria mesmo.
– Vou mandar vocês para coletar provas quando Levi estiver por aqui, deve bastar. O resto do tempo ele ficará na casa dele mesmo. Desculpe Mikael, só posso fazer isso.
– Tudo bem, sei que a culpa não é sua, capitão.
– Ainda bem que você sabe disso. Mas enfim, como o Eren está? – Perguntou Erwin apoiando o queixo nas duas mãos.
– Ele está bem. Achei que precisaria de um acompanhamento psicológico ou algo do tipo, mas ele parece até querer voltar logo para a delegacia.
Saber daquilo deixou Erwin preocupado. Ele se lembrou do que Levi havia dito: “Vai acreditar na palavra de um garoto que gostou de ser violentado?”, e desejou que o moreno estivesse errado. Eren poderia estar superando bem, sem ter gostado do que aconteceu. Ele pensou em contar para Mikael, mas isso parecia uma má idéia, o garoto já estava preocupado demais com o fato de Levi chegar perto de Eren.
– É bom que ele esteja superando bem – Erwin suspirou – Se quiser, já pode ir para casa Mikael.
– Tudo bem. Qualquer coisa, só me chamar capitão – Respondeu Mikael levantando-se e indo em direção a porta.
– Ah, Mikael – começou o loiro antes que o outro saísse da sala – por favor, tome conta de Eren.
Mikael se virou para encarar Erwin e ele percebeu o quanto o garoto se importava com o irmão.
– Farei isso. Boa noite – Respondeu o moreno antes de sair e fechar a porta atrás de si.
***
Mikael chegou em casa alguns minutos depois. Estava cansado, e com a cabeça cheia de coisas. Desde que tinha se confessado para Eren, alguns dias antes, ele evitava conversar com o irmão, e quando acontecia, era com poucas palavras. Ele sabia que não era certo, mas talvez isso ajudasse Eren a esquecer o que ele havia falado, embora ele tivesse noção de que isso não o ajudaria a esquecer.
– Mikael! Até que enfim! Consegui fazer o jantar sem queimar nada, olha! – Começou Eren que havia ficado em casa por ter sido dispensado por Erwin.
– Ah, oi Eren – Respondeu o moreno tirando a bolsa dos ombros e indo em direção ao quarto.
– Como foi no trabalho? Queria ter ido, não preciso mais de uma dispensa, já estou bem!
– Foi normal. Como sempre.
– Mikael... Você vai continuar sem falar comigo?
Mikael ignorou as perguntas e tentativas de chamar a atenção de Eren e seguiu para o banheiro depois de pegar uma toalha no quarto. Ele achava que seria melhor para ambos se voltassem a ser apenas irmãos, mas não conseguia se sentir culpado por ter se declarado para Eren, pelo contrário, sentia-se leve, mesmo que isso o fizesse sofrer.
Depois de passar vários minutos embaixo do chuveiro, apenas sentindo a água bater em sua cabeça e escorrer pelo seu corpo, ele se enrolou em uma toalha e saiu do banheiro, mas ao contrário do que esperava, Eren estava sentado encostado na parede ao lado da porta esperando por ele.
– Mikael... Precisamos conversar – Disse Eren se levantando e olhando fixamente para ele.
– O que você quer Eren?
– Quero que pare de me ignorar!
– Não estou te ignorando, sempre te respondo.
– Mas friamente! Por que está fazendo isso? Por causa do que disse naquele dia? Isso não muda nada!
– Como não muda? Agora você sabe o que eu sinto, acha que não muda?
– Pra mim não.
– Não seja idiota Eren, agora deve me achar estranho, deve até sentir nojo de mim!
– Eu nunca faria isso Mikael! Quem você acha que eu sou?
– Então olhe pra mim – Mikael ficou na frente de Eren – agora, o que você vê?
– Você. Meu irmão. O que mais eu veria?
– E se eu dissesse que não te vejo da mesma forma?
– Então o que você vê?
– Vejo o garoto por quem sou apaixonado.
– Mas Mikael... Nós...
– Se você vai falar que somos irmãos, é melhor parar – O moreno se virou em direção ao quarto.
– Mas é verdade...
Mikael não agüenta mais ouvir Eren falar tudo aquilo. Doía ver ele sempre lembrá-lo que eram irmãos. Ele não podia esquecer o que sentia, não queria esquecer, não enquanto Eren o olhasse com aqueles grandes olhos verdes e sempre estivesse por perto. O moreno se virou rapidamente e pressionou o irmão contra a parede, fazendo com que ele se assustasse.
– Acha que eu não sei!? Acha que é fácil pra mim? Agüentei durante anos isso, você não faz idéia de como me sinto!
– Mikael... Me perdoe... Eu...
– Não se desculpe! A culpa não é sua... Nunca foi... Eu apenas... – ele não sabia quais palavras usar, e nem como reagir àquilo – Eu não quero que as coisas mudem com a gente agora, não quero que se afaste de mim por causa disso.
– Eu nunca faria isso.
– Mas você não sente o mesmo que eu.
Aquilo fez Eren parar de falar. Os dois ficaram um tempo em silêncio, apenas ouvindo a respiração do outro. Mikael podia perceber que Eren evitava olhar nos olhos dele, e começava a ficar vermelho enquanto observava as gotas escorrerem pelo cabelo negro do irmão. Ele só queria ficar ali, observando-o, queria que Eren pudesse entender, e acima de tudo, queria que o irmão quebrasse o silêncio entre eles e parasse de encará-lo daquela forma inocente que faria seu coração disparar.
– Sim... Eu sei... Mas eu não me importo. Você sempre me protegeu, sempre esteve ao meu lado, eu nunca faria nada para machucá-lo Mikael...
Não faz isso Eren... – Pensou
– Então, por favor, pare de me tratar friamente...
Não me olhe assim.
– Tudo b-
Mikael calou Eren com um beijo. O moreno não se importava mais com nada, nem com o fato de serem homens, nem de serem irmãos, só queria que aquilo não acabasse.
Depois do beijo, Eren olhou para ele mais vermelho do que já estava.
– Não quero perder você, Eren – Começou Mikael antes de voltar a beijar o irmão.
O segundo beijo pareceu melhor para ele. Eren acabou retribuindo enquanto ele segurava o rosto do garoto entre as mãos e continuava. O garoto de olhos verdes parecia que derreteria nos braços de Mikael, que o envolveu pela cintura e o puxou para mais perto de si.
– Mikael...
Mikael ignorou o irmão e passou a beijar o pescoço dele enquanto o abraçava com mais força. Eren podia sentir o corpo molhado de Mikael, a água que escorria pelo corpo dele já começava a molhar suas roupas, e suas pernas começaram a perder a firmeza, fazendo com que começasse a escorregar pela parede. Mas antes que ele chegasse ao chão, Mikael o puxou pelo braço e pegou nos braços, indo em direção ao quarto.
Eren não teve como reagir, e apenas se deixou levar pela situação. Mikael o colocou na cama e se apoiou com os braços nos lençóis para observar o rosto vermelho do irmão. Durante anos havia desejado poder fazer aquilo, e mesmo que não tivesse pedido permissão para Eren, não havia indícios de que o outro queria que ele parasse, então decidiu continuar.
– Você cheira tão bem Eren... – Começou a falar enquanto voltava a beijar o pescoço do garoto — Eu quero você... – ele desceu em direção ao peitoral – Cada parte sua...
O moreno voltou para o rosto de Eren e o beijou novamente, ele queria continuar a sentir seus lábios, desejando que aquele momento se prolongasse ao máximo. Passou a mão pelo corpo do irmão até chegar à virilha, onde já podia sentir que ele começava a ficar excitado. Ao perceber que Eren já estava duro, Mikael encaixou as mãos entre a pele nua da cintura de Eren e o short, e o empurrou para baixo, tirando-o. Ele pensou ter visto uma expressão de surpresa no irmão, mas antes que este pudesse protestar, o moreno desceu e começou a lambê-lo.
Eren soltou um gemido quando sentiu Mikael envolver seu membro com a boca. Nunca imaginou que um dia estaria fazendo aquilo com o próprio irmão, mas ali estava ele recebendo um oral, e por alguma razão ele não queria evitar demonstrar que estava gostando daquilo, era como se quisesse gemer para que Mikael ouvisse.
– Mikael, eu... Já...
Ao ouvir que o irmão já chegaria ao clímax, Mikael decidiu continuar manualmente, enquanto sorria ao observar Eren se contorcer e gemer baixinho. Ele levou os dedos aos lábios e os lambeu após ver o gozo do irmão nas mãos.
– Você é tão fofo assim, corado.
– Pare com isso seu idiota! – Respondeu Eren virando o rosto e tentando esconder que ficava cada vez mais corado.
Mikael sorriu e tirou a toalha que ainda o envolvia e a camiseta de Eren. Ele já havia sentido o gosto, o cheiro, agora faltava fazer o irmão senti-lo dentro dele, penetrando-o enquanto ouvia Eren gemer novamente.
O moreno puxou o garoto para mais perto e passou a mão ainda lambuzada no próprio membro, lubrificando-o.
– Isso deve ajudar a não doer – Disse.
– Mikael, o que você...
– Eu vou entrar em você, Eren.
Antes que o irmão pudesse responder, Mikael o penetrou, fazendo-o soltar um gemido agudo. Durante alguns segundos ele ficou parado, esperando o garoto se acostumar antes de se movimentar. A essa altura Eren já suava e ofegava, e o moreno se apoiou com os cotovelos começando devagar, mas passou a aumentar o ritmo das estocadas, fazendo Eren gemer cada vez mais e enterrar o rosto em seu ombro, abraçando-o e cravando as unhas em suas costas.
O suor dos dois já começava a se misturar com a água que ainda não havia enxugado do banho de Mikael. Os dois ofegavam, Eren mordia o ombro de Mikael, numa tentativa de impedir os gemidos que ficavam cada vez mais altos enquanto ele o penetrava e masturbava.
– Eren, eu amo você... – Sussurrou Mikael .
– Mika... Eu... Também...
Eren sentia todo seu corpo tremer. Mesmo não sendo sua primeira vez, já que havia acontecido aquele incidente com Levi, estar nos braços do irmão o estava enlouquecendo. O garoto já sentia que gozaria e o abraçou com mais força quando os dois chegaram ao orgasmo juntos. Mikael apoiou a cabeça no ombro de Eren enquanto tentavam recuperar o fôlego. Depois de um tempo ele virou-se e se deitou na cama, trazendo a cabeça do irmão para seu peito antes de adormecer.
Aquele, definitivamente, era o melhor dia da sua vida.
***
Erwin só queria ter que fazer tudo aquilo rápido.
O loiro chegou na casa de Levi minutos depois de ter dispensado todos da delegacia, deixando-a vazia. Antes que tocasse uma segunda vez a campainha, ele foi recebido por Patrick, que parecia mais animado desde a ultima vez que o vira sendo interrogado.
– Boa noite, detetive Erwin.
– Boa noite, Patrick. Levi está?
– Sim. Entre por favor – Respondeu Patrick dando passagem para Erwin.
Depois de apenas alguns minutos esperando na sala de estar, Levi chegou. Ele usava uma camisa branca aberta até a metade e uma calça bem passada. Pelo cabelo molhado e a toalha em volta do pescoço, ele provavelmente tinha saído do banho.
– Não achei que viria até minha casa, nem precisei ir atrás de você – Começou ele antes de se sentar na poltrona em frente ao sofá onde Erwin estava.
– Vim aqui apenas para que assine isso – Respondeu Erwin colocando um papel em cima da mesinha de centro que separava os dois.
– Não vou assinar nada sem meu advogado.
– Então traga ele aqui, mas preciso disso pra hoje.
– Sério que você quer que eu assine? O que é? – Levi pegou o papel, encostou-se na poltrona e cruzou as pernas.
– Leia.
– Seria melhor se você resumisse pra mim.
– Aí está dizendo que você só irá para a delegacia quando solicitado, de preferência quando Eren não estiver lá.
– Quer me manter longe do garoto?
– Parece que você entendeu.
– Pena que isso não vai funcionar – Levi colocou o papel novamente na mesinha – Porque ele virá até mim.
– Duvido.
– Acredite, ele gostou do que fiz com ele, e vai querer de novo. Aliás, você também. Preferia que você assumisse isso de uma vez.
– Desista disso, o que aconteceu naquele dia foi um caso isolado, não se repetirá.
– Agora é minha vez de duvidar. Você me deseja Erwin.
– Você vai assinar ou não?
– Ok – Levi suspirou – Tem uma caneta?
Erwin tirou uma caneta do bolso e entregou a Levi, tomando cuidado para nem ao menos se tocarem, para ele, quanto menos contato, melhor.
– Pronto. Feito – respondeu entregando o papel a Erwin – Mais alguma coisa, ou já posso tirar a roupa?
– Não se dê ao trabalho, preciso ir.
Patrick entrou na sala segurando uma bandeja com café e torradas quando Erwin se levantou e foi em direção à porta.
– Acha mesmo que vai conseguir se livrar de mim fácil, Erwin?
– Não, mas espero – o loiro nem se virou para responder enquanto andava.
– Aquele garoto, ele virá me ver, nem precisarei ir até ele. Vai proibi-lo de vir aqui?
Erwin parou por alguns segundos fazendo Levi sorrir. O fato de que talvez Levi estivesse certo o preocupava, mas precisava fazer tudo ao seu alcance para evitar. Decidiu ignorar as provocações do moreno e continuou andando até a porta. Sem esperar que alguém viesse abri-la, ele mesmo o fez e saiu em direção à noite fria.
Eren, espero que não faça essa merda com você vindo ver esse cara. Não se apegue a ele, por favor. Não faça a mesma merda que eu. – Pensou antes de entrar no carro e voltar para casa.
***
– Ele nem esperou o café – Patrick parecia desapontado.
– Não se preocupe com ele agora, ainda está tentando negar o que está evidente. Ainda teremos a oportunidade de vê-lo por aqui.
Patrick colocou a bandeja na mesinha e olhou para Levi esperando novas ordens.
– Mais alguma coisa, mestre?
– Não, está dispensado.
– Se precisar de alguma coisa... Qualquer coisa, pode me chamar.
– Sim, chamarei – Disse Levi entendendo os reais motivos daquela frase.
Depois de uma reverencia desajeitada, Patrick saiu da sala. Levi pegou uma xícara e seu celular para mandar uma mensagem:
Se estiver se sentindo sozinho, ou quiser repetir a dose, sabe onde me encontrar.
Levi
***
No meio da noite ele recebeu a mensagem.
Fez um esforço para não acordar o outro enquanto lia e sentia seu corpo tremer. Ele não poderia fazer aquilo, mas seu desejo parecia mais forte. Sentia que era um erro, mas só de imaginar, de lembrar, já queria novamente.
Decidiu que no dia seguinte o veria. Esperava que o perdoassem por seu desejo incontrolável, mas iria fazê-lo.
***
Mikael chegou à delegacia radiante.
Tinha realizado seu sonho e dormido como um bebê com Eren nos braços. Sentiu uma pontada no coração ter que deixá-lo para ir trabalhar, queria estar ali quando ele acordasse, mas sabia que precisariam dele no trabalho.
Ao contrário de Mikael, Erwin parecia péssimo.
Não tinha dormido bem pensando no que Levi tinha falado, e por mais que negasse, tinha consciência que o desejava. O problema era Levi saber disso e sempre ficar provocando-o. Ele precisava voltar na casa de Levi para interrogá-lo, já que com a pressa que estava na noite anterior, havia esquecido de pegar o celular e o telefone da casa dele, mas não queria ir sozinho. Mikael foi sua salvação.
– Mikael, preciso que vá comigo até a casa de Levi.
O loiro percebeu que ele ficou meio tenso com o pedido, mas concordou. Talvez não fosse uma boa idéia levar Mikael, mas os outros estavam ocupados com uma suposta pista que haviam encontrado, então só restaria ele e o moreno para perguntar a Levi se aquela pista era válida ou não.
Depois de uma manhã agitada, os dois seguiram para a casa de Levi pela tarde. Depois de tocar a campainha três vezes, Erwin estranhou a demora de Patrick ou Levi. Já começava a pensar que eles tinham saído quando um Levi sem camisa apareceu para recebê-los.
– Olha só quem chegou. Isso vai ser interessante.
– Sem brincadeiras Levi, só vim aqui para pegar seu telefone.
– AH não, agora faço questão que entrem.
– O que você quer? Já falei para que viemos.
Levi sorriu e deu passagem para os dois que decidiram entrar e ver o que o moreno queria. Erwin sentia que talvez não fosse uma boa idéia prolongar sua estadia ali, mas talvez fosse algo que eles realmente precisavam ver.
E precisavam. Mas não era uma coisa boa.
O dono da casa os levou por um corredor até um quarto, onde encontraram Patrick ajoelhado enquanto chupava o membro de um garoto que mordia os dedos para não gemer.
Erwin sentiu como se tivesse levado um soco no estômago. Eren tinha acabado de gozar quando percebeu a presença deles e tentou se justificar.
– Capitão Erwin? Mikael? Eu... Só... –Começou ele tentando levantar as calças e fechar o zíper.
O loiro olhou para Mikael, mas este já estava indo em direção a Eren. Tudo ficou em silêncio e a única coisa que todos ouviram foi um tapa tão forte que todos os dedos da mão de Mikael ficaram marcados no rosto de Eren.
Mikael não disse uma palavra. Depois do tapa apenas virou-se e saiu, deixando um Eren com seus olhos verdes arregalados e que começavam a se encher de lágrimas.
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