O Criminoso Perfeito

4 Capítulo 4 - Revelação


Notas iniciais
Aeew o/ Depois de ficar até 6 da manhã escrevendo, aí está

Levi sorriu ao vê-lo entrar na sala de interrogatório.

Depois de ser nocauteado, ele e Patrick foram levados para uma cela onde eles foram separados minutos depois de Levi ter acordado, mas foram os suficientes para que ele avisasse ao criado que não deveria falar nada para os policiais, até que ele dissesse o contrário. Desde então ele tem se recusado a falar qualquer coisa para quem quer que fosse interrogá-lo.

Isso porque ele esperava a pessoa certa.

E ela finalmente havia entrado na sala.

– Parece que você ansiava por isso, então realmente estava me esperando.

– Claro que sim, afinal, fiz tudo isso pra ter esse momento com você, Erwin.

***

Mikael estava preocupado com Eren.

O capitão Erwin havia deixado Eren e Mikael passarem um tempo em casa, para poderem se recuperar do trauma do que aconteceu com o garoto, mas ao contrário do que Mikael esperava, Eren não parecia tão abalado. O ódio que sentiu de Levi ao saber que este tinha violentado o irmão, foi ficando cada vez mais intenso nos primeiros dias, quando ele ainda estava abalado e mal dormia, mas com o passar do tempo Eren estava se acalmando, e parecia ansiar para voltar à delegacia.

– Eren, tem certeza de que está bem? Não se passou nem uma semana desde que Levi te pegou... – Perguntou Mikael enquanto Eren abotoava uma camisa azul clara

– Sim Mikael, não adianta ficar em casa se lamentando, preciso voltar à atividade, assim vai ser mais fácil de não pensar nisso.

– Eu... Eu pensei que você ainda não estaria bem. Me perdoe por não estar do seu lado, se eu tivesse feito você me esperar, e ido com você... Nada disso teria acontecido.

– Mikael, pare. A culpa não é sua. Levi que é um filho da puta e fez aquilo comigo, mas esqueça isso.

O garoto de cabelos negros irritou-se. Sabia que não tinha como ele estar tão calmo, e principalmente, sabia que não tinha como esquecer aquilo. Ele não agüentava mais ver Eren tentando abafar o que aconteceu, queria que ele colocasse para fora, que dissesse o que estava sentindo, que demonstrasse alguma coisa.

Mikael foi em direção a Eren, que a essa altura já havia colocado os sapatos, e estava pronto para sair, o pegou pelo pulso e o empurrou na parede, deixando-o entre ela e seu corpo.

– Mikael, o qu-

– Agora você vai me escutar – Respondeu Mikael apertando o pulso direito de Eren e apoiando-se na parede com a outra mão – Estou cansado de ver você tentando abafar isso! Pare de achar que está tudo bem!

– Mas está tudo bem...

– NÃO! Não está! Você foi seqüestrado, violentado, e agora age como se estivesse bem!

– Mikael, você está preocupado comigo, ou ainda se culpa pelo que aconteceu?

Aquilo foi como um tapa na cara dele, naquele momento que Mikael percebeu o que estava acontecendo. Quem não estava bem era ele. Ele que não aceitava ter sido tão fraco a ponto de deixar aquilo acontecer com Eren.

– Me perdoe Eren... Eu... – Mikael apoiou a cabeça no ombro do irmão – Eu deveria ter ido mais cedo... Eu deveria...

Eren o abraçou quando sentiu as lágrimas do irmão caírem quentes em sua camisa. Os dois escorregaram pela parede, fazendo com que Mikael ficasse ajoelhado apoiando a cabeça no ombro de Eren, que sentou no chão. Eren se sentia mal, mais pelo Mikael do que por ele. Ele não se sentia necessariamente bem, mas sentia uma necessidade de ir para a delegacia. Não porque queria voltar à ativa, mas por outro motivo que ele sabia que não conseguiria explicar ao seu irmão. Ele começou a sentir suas próprias lágrimas caírem e escorrerem pelo seu rosto.

Como explicaria ao irmão que ficava excitado toda vez que se lembrava do que aconteceu? Como explicar que queria voltar à delegacia para ver Levi?

***

Erwin observou Levi antes de começar a falar. Era evidente que Levi se sentia satisfeito ao vê-lo ali, e isso o estava irritando, mas algo nele se sentia bem ao saber que Levi havia esperado ele para começar a falar. Aquilo fez com que ele sentisse uma sensação de exclusividade que o deixou animado, mas ele não pretendia demonstrar isso.

– Seqüestro, estupro, isso apenas porque foi pego em flagrante. Ainda tem assassinato, formação de quadrilha, falsidade ideológica... Devo continuar? – Disse Erwin sentando-se na cadeira à frente de Levi.

– Isso é tudo pelo qual estou sendo acusado?

– Sim.

– Só isso?

– Por enquanto.

– Estão nos vendo?

– Não. Nem está sendo gravado.

– Ótimo.

– Achei que você não falaria se estivessem vendo.

– Na verdade você estava com medo de que eu falasse algo errado, não é? – Levi apoiou-se na mesa e se aproximou de Erwin — Algo que você não quer que eles saibam, como por exemplo, sobre nossas ligações, como você ficava, como se imaginava me fodendo...

– Chega.

– Você sabe que é verdade.

– Sim, eu sei, e eu disse já chega.

– Você poderia ter colocado algemas em mim, até ter me acorrentado na cadeira, mas ao invés disso apenas colocou essas correntes – Falou Levi enquanto levantava os pulsos e mostrava as correntes que o prendiam à mesa de ferro – O que não me impede de me movimentar.

– Só coloquei por via das dúvidas, nem acho necessário.

– Não tem medo que eu faça alguma coisa, ou você quer que eu faça alguma coisa?

– O que você acha que eu quero que faça? — Erwin perguntou apoiando o queixo nas duas mãos.

– Estamos sozinhos aqui – Continuou Levi se aproximando cada vez mais pela mesa – Eu poderia satisfazer os seus desejos...

– Levi...

– Quanto tempo faz desde a ultima vez que transou com alguém, Erwin?

– Isso não importa pra você – o loiro encostou-se na cadeira, mas manteve as mãos cruzadas sobre a mesa.

– Na verdade, importa sim – o moreno sorriu maliciosamente – afinal, fui eu que deixei você assim.

– Assim como?

– Com desejos, principalmente por mim.

– Me poupe, Levi.

– Se você esqueceu como se faz, posso mostrar pra você.

– Não quero que me mostre nada.

– Não era o que parecia quando estávamos no telefone.

– Chega desse assunto.

– Tem certeza que quer que eu pare? Achei que você gostasse... Ou talvez você prefira por telefone...

– Já chega!

Erwin levantou-se de súbito e bateu com as duas mãos na mesa. Ele tinha tomado o cuidado de ir falar com Levi bem cedo, antes do expediente na delegacia, justamente para não correr o risco de que alguns dos seus colegas os vissem e descobrissem sobre as ligações, sua relação com Levi, sobre tudo. Mesmo agora, depois de tudo que Levi fez, ele não conseguia se sentir ameaçado por ele, e pior, mesmo negando, o desejava.

– Por que esta me olhando assim Erwin? Menti em alguma coisa?

– Você sabe que não. Mas não vim aqui falar disso – Respondeu Erwin voltando a se sentar.

– Não vai me dizer que quer me interrogar.

– Sim, pra isso que vim aqui.

– Deixe de ser mentiroso, você sabe tudo que precisa saber. Não escondo nada de você, se quer uma confissão, assim terá, mas também sabe que só comigo conseguirá prender Valentino – falou Levi encostando-se na cadeira.

– E o que você sugere?

– Sugiro nada, uma hora você vai perceber o que tem que fazer, só quero que não envolva o Patrick nisso.

– Quer deixar seu cúmplice sair dessa?

– Ele é apenas meu mordomo.

– Não foi isso que Eren disse.

– Vai acreditar na palavra de um garoto que gostou de ser violentado?

– Pare de falar idiotices! Quem ia gostar disso?

– Alguém que gozou duas vezes, uma enquanto recebia um oral, a outra quando eu metia nele.

– Você o estimulou, claro que ele gozaria!

– Da mesma forma que eu estimulo você? Aliás, não, ainda não estimulei você, só fiz você se estimular.

Levi se levantou e contornou a mesa em direção a Erwin. O loiro sentiu todos os pelos do seu corpo se arrepiar com a aproximação do outro. Ele queria evitar, queria fazer Levi voltar a se sentar e parar de provocá-lo, mas ainda assim, algo nele desejava saber o que o moreno faria.

– O que você vai fazer? – Interveio Erwin.

– Ah, você sabe... – Respondeu Levi ajoelhando-se entre as pernas de Erwin, que automaticamente as abriu – Você quer tanto assim?

– Não toque em mim...

– Você realmente quer que eu pare? – Disse ele enquanto apoiava-se nas pernas de Erwin e passava a mão pela virilha do loiro – Você já está ficando duro, pare de negar, Erwin, mas vou fazer você se sentir melhor logo.

Levi abriu o zíper de Erwin e puxou o membro dele para fora. Após olhar para ele com uma expressão de aprovação, passou a lambê-lo, começando pela base até sua glande, onde começou a chupá-la levemente.

– Levi... Você não...

Ao ouvir os protestos do detetive, Levi sorriu e passou a lamber os testículos de Erwin, enquanto o masturbava. O pré-gozo começava a sair e o moreno já podia sentir seu próprio membro começar a forçar sua calça, indicando que ele também começava a ficar excitado.

Erwin suspirou e cravou suas unhas na lateral da cadeira quando Levi o engoliu e passou a chupá-lo veemente. Ele podia sentir que logo chegaria ao orgasmo, então segurou a cabeça de Levi e o forçou a se movimentar mais rápido, até que chegou ao clímax, jorrando fortemente na boca do moreno.

– Engula – Disse Erwin quando segurou o rosto de Levi com as duas mãos, e o observou passar a mão nos lábios, limpando o sêmen que não conseguiu engolir.

– Decidiu parar de bancar o difícil? – respondeu Levi levantando-se e voltando para sua cadeira.

Antes que Levi pudesse perceber, Erwin já estava em cima dele. Ele levantou-se com rapidez e o empurrou para cima da mesa. Segurou os cabelos negros entrelaçando-os entre os dedos, e os puxou para trás, fazendo com que o ouvido de Levi ficasse perto o bastante da sua boca para que pudesse ouvi-lo.

– Você se divertiu, agora é minha vez – Sussurrou Erwin no ouvido de Levi.

Erwin pegou uma chave que estava em seu bolso e soltou as correntes que prendiam Levi à mesa. Os pulsos do moreno eram finos, e foram fáceis de serem segurados pela mão grande de Erwin, que os prendeu às costas de Levi.

– Você já está duro, Levi? – perguntou Erwin passando a mão pela virilha de Levi.

– Parece que sim... – Levi tentou sorrir, mas mordeu o lábio inferior quando Erwin apalpou suas partes – Ande logo com isso...

– Não. Você me provocou por muito tempo, agora vou te dar o que sempre quis de mim.

***

Eren segurou o rosto molhado pelas lágrimas de Mikael.

– Por favor, Mikael a culpa não é sua, eu já disse...

– Não, eu tenho que cuidar de você... Eu... Eu falhei em proteger você, Eren.

Mikael apoiou a testa dele na do irmão. As lágrimas não paravam de cair, e por mais que Eren tentasse entender, ele não conseguia. Era compreensível que o moreno se preocupasse, afinal, eram irmãos, mas ele não conseguia entender o motivo de Mikael chorar tanto, enquanto ele não tinha derramado uma lágrima desde que voltou para casa.

Durante um tempo os dois ficaram parados, apenas ouvindo a respiração do outro, quando Eren finalmente quebrou o silêncio que tinha se instalado entre eles.

– Mikael...

– Eren, eu amo você.

– Eu também amo você, Mikael.

– Não – o moreno segurou o rosto do irmão com as duas mãos – eu realmente amo você. Eu sou apaixonado por você, te desejo com todas minhas forças e... E saber que outra pessoa tocou em você... Fez tudo aquilo com você... Eu...

–Mikael...

O moreno não deixou que Eren terminasse a frase. O beijo foi suave e molhado pelas lágrimas de um irmão que amava o outro, que o desejava há muito tempo, que se sentia culpado por não ter protegido corretamente o outro, que sabia que aquele amor não poderia ter futuro, sem que os dois agissem de forma contrária a tudo que as pessoas acreditavam.

Eren ficou sem reação. Ele estava acostumado com a forma como o irmão costumava cuidar dele, mas saber que o amor que um sentia pelo outro era diferente, o deixou chocado, mas aquilo explicava muita coisa.

– Mikael, eu...

– Por favor, Eren, não diga nada.

– Mas desde quando? Como assim?

– Não sei, desde que passamos a morar sozinhos, desde que entramos na Academia de Policia.

– Mas nós somos irmãos...

– Acha que eu não sei? É difícil sentir isso...

– Não entendo... Então é por isso que todo esse tempo você... Mikael...

– Eren, chega.

– Não, quero que você me explique.

– Como quer que eu explique isso?

– Não sei... Eu...

Mikael se levantou deixando o irmão sentado no chão, ainda tentando digerir a notícia.

– Se você quer mesmo voltar à delegacia, então anda logo – Disse ele enxugando as lágrimas e indo em direção à porta – Estou no carro te esperando.

Durantes toda a viagem até a delegacia, os dois não trocaram uma palavra. Mikael se sentia mais leve depois de ter se confessado, embora soubesse que talvez Eren estivesse assustado com tal revelação. Ele esperava que o irmão esquecesse tudo aquilo. Pelo bem dos dois.

***

Erwin abriu a calça de Levi e deixou que ela escorregasse pelas pernas do mais baixo e o moreno soltou um suspiro quando sentiu a mão grande do loiro segurar seu membro. Havia desejado aquilo desde que soubera quem estava à frente da força-tarefa responsável por prender ele e Don Valentino, e agora necessitava que Erwin fosse mais rápido, mas sabia que ele pretendia se vingar de todas as provocações.

– Assim está bom? – perguntou Erwin começando a masturbar Levi – Você está se contorcendo muito, deve estar...

– Erwin... Eu já... – Respondeu Levi apoiando a cabeça na mesa.

– Não. Não vai.

– O qu- Levi começou a protestar, mas sentiu Erwin penetrá-lo sem avisar.

Levi não pôde evitar soltar um grito abafado, fazendo Erwin abrir um sorriso e agarrar novamente os fios negros da cabeça dele. Como estava sem algum tipo de lubrificante, ele sentia dor, mas de alguma forma aquilo o deixava mais excitado. Acho que sou tão masoquista quanto aquele garoto... – Pensou, lembrando de como Eren tinha ficado mais excitado depois de ser acorrentado e ter uma coleira colocada no pescoço. Erwin puxou mais uma vez o cabelo de Levi, trazendo-o para mais perto.

– Então você gosta disso... Sim, quero ver essa sua expressão submissa. Onde está aquele Levi que pinta o terror pelas ruas? – Perguntou Erwin penetrando-o com mais força e aumentando o ritmo das estocadas.

O moreno tentava abafar os gemidos enquanto Erwin ficava mais rápido e agressivo, mas parecia que não estava adiantando, pois isso o fazia gemer cada vez mais alto. O detetive soltou seus pulsos e começou a segurá-lo pelas nádegas, cravando as unhas nelas e sendo cada vez mais incisivo. Erwin passou a mão pelas costas de Levi, subindo por dentro da camisa e o empurrando para baixo, em direção a mesa. Quando levantou um pouco a camisa dele, o loiro pôde ver metade de uma grande tatuagem de um dragão que cobria toda as costas de Levi, da mesma forma que pôde ver um lobo tatuado em seu pescoço, quando este deitou a cabeça na mesa e apoiou os braços tentando se levantar. Aquilo o deixou intrigado, talvez fosse algum símbolo da máfia, ou talvez alguma facção, mas ele estava ocupado demais naquele momento, e decidiu pensar depois naquilo.

– Erwin... – Começou Levi com uma voz quase inaudível.

– Isso soa bem – Erwin segurou Levi pelos dois braços e o puxou para perto de si – Sim, continue, diga meu nome...

– Seu canal- A frase foi interrompida por um gemido alto quando Erwin entrou mais forte.

– Eu disse, diga meu nome.

– Erwin...

– Mais alto.

– Erwin...

– Ainda não estou ouvindo...

– Erwin!

– Bom garoto.

Erwin segurou a perna direita de Levi, o virou, e o deitou sobre a mesa, fazendo com que os dois se encarassem por alguns segundos antes de continuar. Ele segurou o membro do moreno e começou a acariciá-lo, primeiro com movimentos leves, e depois com mais rapidez, antes de voltar a penetrá-lo. Observar Levi daquele jeito, vulnerável e submisso, o deixava cada vez mais excitado e ele já sentia que chegaria ao clímax, quando sentiu o esperma de Levi escorrer por sua mão, indicando que ele já havia gozado.

– Mas já, Levi? – Ele sorriu – Agora minha vez.

O loiro segurou as duas pernas do moreno e continuou com as estocadas rápidas, até jorrar dentro do outro. Depois se apoiou com as duas mãos na mesa, antes de se sentar na cadeira tentando recuperar o fôlego. Ambos estavam ofegantes e cansados, e um silêncio instalou-se sobre eles, que foi quebrado por Levi, que se sentou na mesa e passou a observar Erwin.

– Eu esperava que fosse bom, mas não tanto assim.

– Não esperava ver essa sua cara submissa, Levi. Mas essa foi a primeira, e a ultima vez – Respondeu Erwin se recuperando, enquanto levantava e fechava suas calças – Vamos, vista-se. Daqui a pouco os outros virão aqui, e você precisa estar apresentável.

– E suas perguntas? O interrogatório? – Perguntou Levi com um sorriso irônico no rosto.

– Como você mesmo disse, eu já sei tudo que preciso saber. Agora você vai pra prisão, e tudo que aconteceu aqui, não se repetirá.

Erwin virou-se e seguiu em direção à porta, depois de acorrentar Levi novamente à mesa. Após uma ultima olhada para o moreno, este saiu, mas não antes escutar a resposta de Levi.

– Não Erwin, você me verá novamente. Várias vezes. E em breve.

***

Todos na delegacia achavam que estavam livres de Levi. Mesmo sabendo muito sobre Valentino, todos concordavam em uma coisa: precisavam se virar sozinhos, para não colocar um assassino profissional novamente nas ruas. Patrick tinha sido solto, já que segundo Levi, este era apenas um mordomo, e era obrigado a fazer tudo que lhe era mandado.

Mas as coisas não iam bem. Estavam andando em círculos, não havia provas e nem sinal de que poderiam encontrar algo para incriminar e prender o comandante da máfia.

– Erwin, acho melhor fazer um acordo com Levi – Disse Hanji em uma das inúmeras reuniões sem resultado daquela semana.

– Nunca! Não vou negociar com ele. Quem garante que irá cumprir?

– Mas você sabe que sem ele estamos de mãos atadas.

– Hanji, daremos um jeito.

– Se tivéssemos como dar um jeito, já teríamos feito!

– Sim, eu sei – Erwin enterrou o rosto nas duas mãos – Mas não posso colocar Levi em liberdade novamente, foi difícil capturá-lo, e nem foi pelo motivo que eu queria.

– Você sabe o que o comandante pensa disso, não é? Sabe o que ele quer fazer?

– Sim, eu sei, mas pedi a ele que não fizesse.

– Acha que ele vai ouvir?

– Espero que sim.

– Pois eu acho que ele não ouviu, e fez a coisa certa. Ao contrário de você, capitão Erwin – Respondeu uma voz vinda da porta da sala de reuniões.

Todos viraram para encarar quem entrava pela porta, e o sangue de Erwin parou. Não podia ser verdade, ele não podia estar solto novamente, o comandante não deveria ter feito aquilo.

Mas fez.

– Vou ajudar vocês. Eu te avisei que nos veríamos novamente, Erwin.

– Levi...

Notas finais
Acho que no próximo vou investir mais no MikaEren...