O Criminoso Perfeito

14 Capítulo 14 - Chantagem


Notas iniciais
Esse capítulo saiu mais cedo do que eu esperava... Parei um pouco na parte do lemon (sempre é assim, fica mais fácil de escrever depois que passo pela parte do lemon), mas já está entregue. Não sei quando poderei postar o próximo, mas creio que será em breve, até lá, aproveitem

Mikael e Antonnie só esperaram a porta ser trancada para que caíssem um nos braços do outro.

Fazia quase duas semanas que só trocavam poucas palavras. Ann estava estressado, ter que reorganizar, contratar novas pessoas de confiança, além de ter que vender todas as drogas que restavam para que sobrassem apenas armas, o estava deixando esgotado. Mikael apenas o acompanhava fielmente, protegendo-o de qualquer ameaça, mas quando estavam a sós, só pensavam em descansar. Quando o ultimo carregamento de cocaína fora entregue ao comprador, sentiu que podia descansar. Um cargueiro portando as armas que importara chegaria apenas na semana seguinte, então poderia aproveitar o pouco de paz no tempo que lhe restava.

Mas ele não queria apenas paz e descanso.

Nem ele, nem Mikael.

Assim que chegaram da viagem que haviam feito para confirmar a entrega das drogas, seguiu em direção a casa. Já estava de noite, então dispensou os empregados e outros guardas, alegando que ficaria bem com o moreno ao seu lado, que já tinha conquistado a confiança e respeito dos demais com seu jeito competente e reservado. Tinha que aprovar algumas transferências de dinheiro, mas apenas bastou que desligasse a ligação, ouviu a porta ser trancada. Finalmente teriam um tempo em paz.

Só os dois.

Mikael seguiu em direção ao loiro com algo no olhar que fez o outro estremecer, em pouco segundos estava tentando respirar enquanto a boca do maior envolvia a sua de forma faminta.

– Finalmente. – Começou o mais alto assim que se separaram.

– Vamos para a outra casa. – Tentou retrucar o outro, enquanto sentia seu pescoço ser envolvido por beijos e chupões que deixariam marcas, mas naquele momento pouco importava.

– Eu o quero agora, Ann. – Sussurrou no ouvido do loiro, fazendo-o estremecer.

– Ainda estamos na minha sala.

– Não importa.

– Acabamos de chegar de viagem, estou sujo.

– Também não importa. – Mikael mordeu o ombro de Ann, fazendo-o quase soltar um gritinho de espanto.

O loiro segurou o rosto do namorado e guarda-costas entre as mãos, e olhou em seus olhos negros. Queria negar, falar que preferia fazer aquilo no conforto do seu quarto, depois de tomarem banho juntos, mas se dissesse que não queria naquele momento, estaria mentindo. Sentia a sala ficar cada vez mais quente, então se entregou rapidamente.

Mikael prensou Ann na mesa, e segurou suas nádegas enquanto voltava a beijá-lo. Estavam tão entretidos que o moreno mal se lembrou de tirar as luvas, mas o fez rapidamente, queria sentir cada parte da pele exposta do loiro que já havia começado a desabotoar a camisa dele. O moreno observava atentamente enquanto Antonnie tirava a camisa aberta e começava a beijar seu peitoral exposto, arrancando-lhe suspiros enquanto a boca pequena passava fazendo um caminho de beijos e chupões até seu pescoço.

– Ainda que esperar até chegarmos à sua casa? – Provocou.

– Cala a boca, Mikael. – Respondeu Antonnie, mordendo o ombro do rapaz.

O moreno sorriu diante do rosto vermelho de Antonnie. Ele não costumava tomar a iniciativa, e quando o fazia, ficava completamente envergonhado. Mikael passou a mão pela virilha do menor, sentindo sua ereção e fazendo-o suspirar, antes de abrir o cinto e a calça, deixando-a cair aos pés do outro. Depois de deixá-lo despido da cintura para baixo, segurou-o e colocou sentado na mesa, observando as reações de Ann diante de suas ações.

Antes que o outro protestasse, envolveu o membro do menor com a boca e passou a chupá-lo com veemência, fazendo-o suspirar. Antonnie ansiava por algo mais com Mikael, e a forma com que Mikael agia, engolindo-o sem pudor e acariciando sua virilha, somado ao tempo relativamente grande em que havia passado sem sexo, fez com que o loiro chegasse rapidamente ao orgasmo, se derramando na boca do moreno que prontamente engoliu. Antonnie ainda estava com os cabelos negros entrelaçados nos dedos quando Mikael olhou para cima e sorriu.

– Foi rápido Ann.

– Fiquei muito tempo sem isso, o que esperava? – Respondeu o menor, ruborizando.

– Quero entrar em você, Ann. – Mikael levantou-se e ficou com o rosto a centímetros do outro rapaz.

Sem que nada mais fosse dito, Antonnie se virou e apoiou-se na mesa, ouvindo uma de suas gavetas serem abertas, indicando que Mikael havia pegado um pote de lubrificante que guardava por ali. Sentiu ser penetrado e gemeu baixo quando as estocadas passaram a ficar cada vez mais rápidas, enquanto Mikael o abraçava por trás e sussurrava seu nome. O loiro sabia que não deveria gemer tão alto, mas como a casa estava vazia, pensou que não faria mal se soltar um pouco mais, deixando que sua voz ecoasse pela sala. Mikael segurou uma das pernas de Antonnie e o penetrava cada vez mais rápido, sentindo que logo chegaria ao clímax e masturbando o outro, que já estava ofegante e suado.

Chegaram ao orgasmo juntos, apoiando-se na mesa antes de sentarem – juntos – na cadeira de Antonnie, com o menor no colo do guarda-costas. Os corpos suados e ofegantes que tanto desejavam por aquele contato ainda não se sentiam satisfeitos.

– Vamos para casa. – Começou o loiro, segundos depois, quando finalmente recuperara parte do fôlego.

– Tudo bem.

– Espero que não tenha sujado minha mesa, ou algum papel importante.

– Acho que ficou tudo em minha mão. – Mikael sorriu e estendeu a mão para que o menor visse, fazendo-o ficar vermelho.

– Vamos limpar tudo e ir logo, amanhã não precisamos começar tão cedo e temos a noite para aproveitar.

– Sim. – Respondeu Mikael sentindo o cheiro dos cabelos loiros. – Vamos para casa.

Já era alta madrugada quando finalmente seus corpos ficaram totalmente exaustos e decidiram dormir. Depois de arrumarem tudo e saírem da casa principal, rumaram em direção à casa particular de Antonnie, onde tiraram todo o atraso que havia ficado durante o tempo em que não tiveram paz. As vozes, os gemidos, a cama rangendo, eles não se importavam em fazer barulho, já que pensavam estar sozinhos.

Mas eles não estavam.

.

***

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Todos os pelos do corpo do loiro estavam arrepiados. O hálito quente em seu ouvido enquanto ouvia frases para acalmá-lo, só faziam com que sentisse ânsia de vômito. Queria gritar, mas a essa altura nem mais era uma mão que tapava sua boca, já que também pensou em mordê-la, mas sim um pano, que para sorte do garoto não tinha nenhum produto para fazê-lo dormir. Pensou que teria que passar novamente por todo o horror que tinha sofrido nas mãos de Valentino, enquanto se debatia inutilmente nos braços de alguém.

– Calma... Calma... – Aquela voz lhe era conhecida, mas estava tão disposto a esquecer seu passado que mal conseguia associar o nome a ela. – Não se lembra de mim, Arminzinho?

Armin balançou a cabeça negando, enquanto as lágrimas brotavam em seus olhos.

– Não fique assim. – O homem o prensou na parede e continuou a sussurrar em seu ouvido. Pelo cheiro que seu hálito exalava, parecia que havia bebido bastante e que fumava com frequência. – Sou eu, seu dono antes de Valentino...

Damien Carnivale não era nem de longe o homem que gostaria de ver novamente, quem dirá cair em suas mãos uma segunda vez. Ele o vendera como se fosse uma mercadoria que podia ser facilmente negociada, não se importando com seus sentimentos ou como isso o afetou. Estar novamente perto daquele homem o fez entrar em pânico. Precisava achar um jeito de se libertar, mas como?

– Agora entendi porque Valentino o queria, realmente é bonitinho. Pena que não tive a chance de aproveitar você. – Continuou o homem, passando a mão por sua virilha e esfregando seu volume entre as pernas nas nádegas do garoto. – Mas acho que não devo cometer esse erro novamente, não é? Bem, não foi fácil achar você, mas creio que ainda não seja importante o suficiente para sentirem sua falta. Se você vier comigo, pode ter tudo que quiser, prometo nunca mais vendê-lo...

O menor pensava em todos os planos possíveis para se livrar daquele crápula, até que uma ideia desesperada surgiu. Mesmo que o corpo que o prendia fosse mais pesado e forte que o seu, havia uma lata de lixo do seu lado que dava para rua. O beco onde estava era escuro e não dava pra ver muita coisa, sem contar que as pessoas costumam ignorar o que não as afeta, então seria muito difícil que alguém os visse naquele momento, mas se conseguisse chutar aquela lata... Enquanto o homem falava tudo que gostaria de fazer com o rapaz, o loiro tentou se esticar rapidamente, mas quando Damien percebeu o que ele pretendia, segurou-o com os dois braços pela cintura, soltando por poucos segundos o pano que usava para tapar a boca do menor, mas fora tempo suficiente para que ele gritasse.

– Não, não, não Arminzinho, daqui a pouco chegarão com a nossa carona, então fique quietinho...

Armin perdera uma oportunidade que não conseguiria uma segunda vez, fazendo com que seu pânico aumentasse. Naquele momento desejou que pelo menos alguém o tivesse ouvido, mas todos passavam despercebidos pela frente do beco. O loiro já estava começando a perder as esperanças enquanto Carnivale enfiava a mão dentro da sua calça e esfregava-se cada vez mais incisivamente nele, quando viu um vulto entrar no beco.

Antes que o homem pudesse perceber sua presença, o rapaz que acabara de chegar o golpeou na cabeça, fazendo com que ele desmaiasse no ato e soltasse o loiro, que a essa altura estava prestes a começar a chorar compulsivamente. Pegando a mão de Armin, o rapaz saiu correndo do local, atravessando a rua e seguindo em direção às ruas mais movimentadas.

Quando finalmente pararam de correr, segundos depois e já em uma área residencial, Armin pôde ver que o salvara.

– J-Jean? – Começou, vendo o mais alto passar a mão no rosto enxugando o suor.

– ‘Cê tá bem?

– S-Sim.

– Quem era aquele cara? Parecia te conhecer.

– Bem... Ele... Ele...

Jean percebeu que aquele assunto estava deixando o menor abalado e decidiu não forçá-lo a falar. Armin estava começando a chorar silenciosamente, e a única coisa que queria era ir para casa, deitar e chorar até dormir.

– Venha, vamos para meu apartamento, fica logo ali. – Continuou Jean, apontando um prédio claro e simples, a alguns passos de distância.

– E-Eu vou pra casa, ficarei bem.

– Não Armin, não posso deixá-lo sozinho depois do que aconteceu.

– Mas eu... não quero atrapalhar.

– De forma alguma, vamos logo.

Jean segurou o pulso de Armin e o puxou até seu apartamento. O menor sentia seu corpo esquentar com o toque do mais velho, mas tentava disfarçar, não queria que ele percebesse o quanto o afetava. Talvez fosse sua imaginação, mas pensou ter visto Jean corar.

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***

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Alguns minutos antes

– Ele gosta de você. – Falou o sardento arrumando os papeis que antes estavam jogados aleatoriamente na mesa.

– Você tá imaginando coisas, Marco. Por que o garoto ia gostar de mim? Me poupe.

– Todo mundo já percebeu isso, Jean, só você se faz de besta.

– Eu não me faço de besta.

– Faz sim.

– Eu não quero ficar me preocupando se o garoto gosta ou não de mim – Suspirou. – Eu já tenho alguém de quem gosto – Continuou, olhando para o parceiro que começava a corar.

– E-Eu sei...

– Então por que fica nervoso com isso?

– Não fico, é só que...

– Marco. – Jean segurou o rosto do outro entre as mãos – Não se preocupe com isso, mesmo que ele goste de mim, é você que eu amo.

O moreno ruborizou ainda mais e baixou a cabeça, antes que Jean se aproximasse mais e o beijasse delicadamente nos lábios.

– Vem pra meu apartamento hoje?

– Não posso, prometi a minha mãe que dormiria na casa dela hoje. Faz um bom tempo que não a vejo.

– Ah, é mesmo. — O descontentamento era evidente no outro.

– Não fique assim – Marco o abraçou – Amanhã poderemos passar a noite toda juntos, afinal, depois de amanhã é nossa folga, lembra?

– Sim, mas eu não queria dormir sozinho hoje.

– Aguente até amanhã pelo menos.

– Tudo bem.

– Então é isso. Tem uns papeis em cima da mesa, é só guardar e já pode ir pra casa. Eu vou na frente porque tenho que pegar o ônibus que passa daqui a pouco para ir ver minha mãe. – O sardento seu um selinho no namorado – Boa noite Jean.

– Boa noite. – Respondeu com um biquinho de birra.

Depois de ver Marco passar pela porta sorrindo, Jean terminou de organizar a bagunça que ele mesmo fizera e saiu. A noite estava começando a ficar fria, com nuvens e a temperatura decrescendo, e a vontade de dormir com Marco só aumentava. Decidira comprar alguma coisa na lanchonete e ir para casa, já que estava com preguiça de cozinhar e tinha acabado todos os macarrões instantâneos. Ao sair do local com um xburguer, um hambúrguer e uma garrafa de refrigerante de um litro, ouviu o grito de alguém, mas logo sendo abafado. Mesmo por um breve segundo sabia de quem era aquele grito de socorro.

Ao entrar no beco de onde havia ouvido, viu o garoto loiro ser prensado na parede por um homem desconhecido, e percebeu que ele estava em perigo. Antes mesmo de pensar no que fazer, pegou um pedaço de ferro que encontrou no chão e golpeou o homem, antes de pegar na mão do garoto e correr dali, indo em direção à sua casa.

Sem pensar convidara Armin para dormir no seu apartamento, mesmo que algo dissesse para não o fazê-lo. O garoto podia gostar dele, mas já estava namorando com Marco a alguns anos, que mal podia haver?

Tentava se acalmar, mas seu rosto insistia em ficar vermelho, mesmo não entendendo o porquê.

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***

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Mike chegou mais cedo do que gostaria na delegacia. O loiro tinha o costume de ser um dos primeiros a chegar, mas daquela vez não era porque gostava de começar suas coisas cedo, mas sim porque não conseguira dormir direito. Os flashes da noite anterior ainda o atormentavam, como se devesse ser algo bom, mas tinha se tornado algo frustrante. Por que recusara Nanaba? Se dissesse que não o desejava estaria mentindo, mas algo o impedia. Sabia que sua frustração amorosa ainda doía e realmente queria esquecer, mas não podia simplesmente se jogar nos braços do mais novo e esperar que ele curasse suas feridas.

Sentiu sua cabeça latejar por conta da ressaca, então foi em direção à sala de descanso para fazer um café, mas o cheiro do liquido lhe atingiu antes da visão de Nanaba sentado no sofá, observando o liquido negro na xícara entre suas mãos.

– Bom dia. – Começou. Não queria falar muito com ele, sabia que talvez tivesse estragado alguma coisa.

– Bom dia. – Ouviu o outro responder sem o bom humor que ele emanava logo de manhã cedo. O mais novo era um dos poucos que parecia estar bem logo no começo do dia.

– Bem... Nanaba... Eu... – Arriscou Mike, depois de alguns minutos de silêncio constrangedor e já com sua xícara fumegante nas mãos.

– Tudo bem, Mike. Desculpa por ontem, eu... forcei a barra. Não deveria ter feito aquilo, só achei que meus sentimentos eram correspondidos.

Mike ficou chocado com aquele pedido de desculpas. Havia recusado o garoto porque não queria machucá-lo, mas parecia que o efeito fora totalmente o oposto. Nanaba se levantou do sofá de cabeça baixa e foi em direção a pia, onde o mais alto estava encostado, lavou sua xícara e a colocou emborcada junto com os outros copos. Já havia começado a se afastar quando sentiu seu braço ser puxado.

– Não é isso. – Mike olhou nos olhos igualmente azuis do mais baixo e viu dúvida neles. – Não é que eu não... goste de você.

– Então por quê?

– É meio complicado...

– Esqueça isso, Mike.

– Não. Não vou deixar que você fique sofrendo assim.

– Não importa.

– Claro que importa!

Nanaba olhava sem entender a reação de Mike. Por que, depois de tê-lo rejeitado, ele agia daquela forma? O mais baixo observou o barbudo colocar a xícara que segurava com a outra mão na pia, antes de puxá-lo pela cintura e o beijar. Como na noite anterior, sentiu que seu coração batia mais rápido que o normal e que suas pernas ficavam sem forças, mas ainda assim segurou o rosto do outro e intensificou a carícia. Queria entender as ações de Mike, mas poderia fazer isso depois, por enquanto, se permitiria aproveitar aquele momento.

Separaram-se por alguns segundos recuperando o fôlego.

– Não te entendo, Mike.

– É muita coisa.

– Não me importo de ouvir.

– Não sei como explicar.

– Pelo menos tente.

– Eu vou, mas depois.

Quando seus lábios já estavam juntos novamente, ouviram vozes indo em direção à sala e se separaram rapidamente. Mike pigarreou e se virou, bem no instante em que Hanji e Moblit entravam na sala.

– SENTI CHEIRO DE CAFÉ! Finalmente eu chego aqui e encontro café pronto, de manhã cedo é um inferno pra achar essa cafeteira com alguma coisa. – Ela parou alguns segundos e observou o rapaz totalmente vermelho e ofegante, apoiando-se na pia. – Aconteceu alguma coisa, Nanaba?

– Não, aconteceu nada. – Nanaba sorriu.

– Ah... Tudo bem. Ainda tem café, ou você e Mike beberam tudo?

– Ainda tem.

– Beleza.

Nanaba observou Mike sair da sala apressado. Pelo menos percebera que talvez o mais alto sentisse algo por ele, então decidiu arriscar. O problema era o motivo pelo qual ele hesitava, mas estava disposto a descobrir e passar por essa barreira.

Sorriu ao perceber que tinha uma chance.

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***

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Antonnie ainda sentia seu corpo doer. Tinha passado a noite quase toda sem descanso, enquanto transava com Mikael em várias posições possíveis, e mesmo acordando tarde, sentia-se exausto. Não tinha muito trabalho a fazer, então decidiu continuar o que deixara pela metade na noite anterior. Estava na sua ultima ligação quando ouviu baterem na porta.

– Senhor Leonhardt – Começou a governanta responsável pelos afazeres na mansão – Tem um homem aqui para falar com o senhor.

– É conhecido?

– Nunca o vi por aqui, senhor.

– Disse o nome?

– Não, mas disse que o senhor o conhecia.

– Está acompanhado?

– Não, senhor.

– Onde está Mikael?

– Foi comprar algumas coisas, disse que logo voltaria.

– Tudo bem. – Ann suspirou, não gostava de receber ninguém sem a presença de seu guarda-costas, nunca sabia quando apareceria alguém querendo matá-lo. – Mande-o entrar. Assim que Mikael voltar, peça que ele venha a minha sala imediatamente.

– Sim, senhor.

A mulher curvou-se de forma respeitosa e saiu para chamar o visitante. Antonnie colocou uma arma no colo e outra em cima da mesa, indicando que estava pronto para qualquer coisa, caso o desconhecido tentasse algo. Assim que ouviu baterem na porta, pediu que entrasse.

– Bom dia senhor Leonhardt.

– Bom dia. – Antonnie observou o homem. Deveria ter seus quarenta e poucos anos, magro e usava óculos. O que não o agradou foi o sorriso debochado, como se estivesse ali com alguma coisa muito importante nas mãos. – E então, o que quer comigo?

– Bem... Eu vim ontem para resolver uma questão com o senhor, mas não pude falar diretamente.

– Ontem eu estava chegando de viagem.

– Mas me disseram que pela noite estaria aqui.

– Eu me retirei cedo, estava cansado.

– Não foi bem isso que eu vi. E ouvi.

Antonnie sentiu seu sangue congelar quando o sorriso do homem se abriu ainda mais.

– O que você está falando?

– Ora, não se faça de besta, quando cheguei aqui ouvi uns gemidos altos e vim ver o que era. Achei que seria você comendo alguma vagabunda, mas me surpreendi ao ver que quem estava sendo fodido era você.

– Não estou entendendo. – O loiro fechou ainda mais o semblante, tentando disfarçar o nervosismo que crescia ainda mais.

– Não? Então veja aqui. – Continuou o visitante, jogando o celular em cima da mesa. – Isso é apenas algumas das coisas que consegui ontem. Tem fotos, vídeos, áudios...

– O que você quer? – A voz do chefe da família Leonhardt se tornou cada vez mais baixa, demonstrando uma raiva crescente.

– Interessante pergunta... Ainda não pensei sobre, posso tirar muito proveito disso, afinal, qual chefe de uma família importante da máfia gostaria de ser exposto como um viado que geme como uma putinha?

Notas finais
Eu senti o cheiro de tretas? Acho que sim. HAUHAUAHAUAHAUAH *corre*