Notas iniciais
Ainda não é o fim, leitores! Estou avisando porque talvez esse capitulo esteja parecendo finalizador demais. Bom... Tenham uma boa leitura! ♥

– Uns cortezinhos de nada. Você é tão boiola. Ela revirou os olhos e ele sorriu com o canto da boca. Aquele sarcasmo insuportável e aquele jeito agressivo definitivamente, eram os defeitos que Freddie mais apreciava em Samantha. Mesmo quando eram constantemente usados sobre ele. — Como se eu estivesse diferente... Olhe só... Sam girava os braços observando a manchas arroxeadas em sua pele e procurando arranhões que ardiam em seu corpo.

– É... Eu te dei uma sua surra.

– Cala a boca, imbecil. Retrucou, fazendo o garoto sorrir.

– Desculpa... Sam deu de ombros como se não fosse nada importante e segurou o braço direito com a mão esquerda, balançando-se em seus pés e grunhindo com a dor neles. – Está assustada?

– Me sinto estranha.

– Você tinha momentos de domínio? O tempo todo? Sabia o que estava acontecendo?

– Só aconteceu quando pedi para que me matasse. Lembro das coisas que meu corpo fez, mas... É como se fosse à lembrança de um sono distante, sabe. É borrado. É como se eu estivesse dormindo e de repente acordasse para o mundo novamente. Mas não me lembro da minha mente estar em outro lugar enquanto, você sabe...

– Eu sinto muito.

– Por?

– Não ter te pego pelo braço e usado até mesmo da violência para te impedir de entrar naquela maldita van. Você tem razão. Eu sou um covarde, um fraco e um...

– Boiola? Ela disse com as sobrancelhas erguidas e um sorriso debochado, fazendo-o mostrar sua língua numa careta engraçada. – Sabe, Benson... Primeiramente, se tivesse me pego pelo braço, você que estaria numa encrenca hoje. Ele deu de ombros e sorriu, aproximando-se e deixando-a a vontade para fazer o mesmo. – E... Para um boiola, enfiar uma estaca no coração de um demônio foi bem corajoso.

– Não foi no coração de um demônio. Não exatamente. Para mim, mesmo sabendo claramente de tudo o que estava se passando... Eu ainda estava enfiando uma estaca no coração da garota que eu amo. Descansou as mãos na cintura dela e penetrou os olhos castanhos nos dela, fazendo-a corar.

– Então... Não disse que me amava por, você sabe... Impulso?

– Você disse?

– Eu tinha acabado de voltar, as coisas estavam à flor da pele pra você. Você estava com medo de que seu plano desse errado. Se disse por ação instintiva, eu vou entender.

– Sam, Sam, Sam... Sussurrou repetidamente, tentando frear as palavras da loira e segurando seu rosto com as mãos, acalmando-a. – Ação instintiva foi ter enfiado aquela estaca em você. Eu não queria, mas era preciso. Dizer que te amo era algo que eu pretendia há muito tempo, todos os dias... É o que eu sinto há muito tempo. E eu estou cansado de não tomar um posicionamento sobre isso.

– Do que está falando?

– Seja minha namorada, Sam. Minha amante, minha ficante, seja o que você quiser, mas apenas seja minha. Mesmo sendo a melhor coisa do mundo, ter apenas a sua amizade não é o que eu quero. Sim, eu te amo. Eu te amo.

As pupilas dela dilataram-se de comoção pelas palavras que ela por tanto tempo, quis ouvir. Sem explicações e como um modo não-verbal de encaixar-se nas palavras de seu amado, beijou-lhe a boca com intenções de tirar do seu peito todo o amor e afeição que cada letra pronunciada por Freddie lhe fez sentir. Deslizava as mãos com rapidez em seu pescoço e peitoral, a coordenação motora tão louca de paixão que nem mesmo sabia onde tatear.

Já ele continuava firme em sua cintura, afagando-a com uma força agradável, a mesma fome lhe consumia o corpo inteiro e ele beijava a boca da loira em um ritmo um pouco mais adiantado pela vontade mais gananciosa de tê-la. A demonstração daquele beijo, mesmo com todo o calor, amor e fogo que ele envolvia, ainda era pouca para o que os seus corpos desejavam extravasar. Exatamente como a relação deles sempre fora. Desde que eram garotos, provocações e pontapés não eram o suficiente para demonstrar o que sentiam um pelo outro, até que isso evoluiu para um companheirismo agradável, e depois para o aflorar do amor que sempre existiu. Naquele momento, os pensamentos de ambos se conectavam num extremo e obsessivo desejo de repetir uma das noites mais inesquecíveis de suas vidas.

Foi sobrenatural, porém surpreendente a velocidade com a qual chegaram ao dormitório do garoto. Ele nem se deu conta se vieram andando, correndo ou aos beijos. Ambas as memórias até o trajeto final havia se perdido na metade do caminho, tamanha a vontade de unirem seus corpos os fazia até mesmo perder os sentidos. Mil pensamentos fora de ordem invadiram sua cabeça no momento em que ele a sentiu embaixo de si, contorcendo-se com o pré-contato de seus corpos, onde roupas e os formais preliminares o distanciavam de tomar o seu rumo final. Ele gostava... Eles gostavam. Tanta embromação só prolongava a excitação em seus corpos. Suspendeu Sam pela cintura com um dos braços, fazendo a cabeça dela tombar para trás, deixando toda a região de seus seios a mostra e acentuando o decote de seu vestido, agora tão acabado, mas Samantha não parecia se importar com isso, e sim querer livrar-se da peça de uma vez por todas. Freddie logo realizou sua vontade, abrindo com cuidado o zíper que se situava na lateral do vestido e deixando que ele deslizasse pela pele macia da loira até que estivesse finalmente ao chão. A lingerie de renda delicada e vermelha lhe destacando a pele alva deslumbrou os olhos de Freddieward com um espanto positivo. Incrível como parecia que ele estava fazendo aquilo pela primeira vez, pois continuava bobo, fascinado e nervoso à medida que as coisas tomavam seu rumo natural. Suas mãos tatearam as costas dela atrás do feixe de seu sutiã, e Sam sorriu para ele ao perceber sua afobação, beijando sua bochecha e mordiscando seu maxilar, por saber o quanto ele adorava aquilo.

– Me deixa te ajudar... Sussurrou, livrando-se de seu sutiã e jogando-o para um canto qualquer, cravando as unhas nas costas do moreno e rasgando-lhe o resto de sua camisa com vontade. Aquilo o fez soltar um gemido de prazer por motivos desconhecidos, deixando-a satisfeita consigo mesma por ainda conseguir tira – lo do sério. Sem a mínima vontade de perder seu tempo, tratou também de livrar-se do zíper da calça de Freddieward, logo depois de seu cinto, e logo depois de sua calça, deixando ser a única coisa entre eles apenas suas roupas intimas de baixo. Ele mordiscou o pescoço da loira e pousou uma das mãos sobre seu seio, fazendo-a arrepiar-se ao sentir o membro firme do garoto massagear-lhe por cima da calcinha. Ela precisava sentir – lo por inteiro. Por sentir a mesma agonia que ela, Freddie livrou-se da calcinha de Sam, fazendo-a sorrir corada ao expor-se totalmente nua para ele. Beijou-lhe a testa fazendo-a fechar os olhos e lhe acariciou o canto do rosto, amorosamente.

– Você é fascinante, Puckett.

Ela não respondeu, mas parecia ter o mesmo pensamento sobre Freddie e ele poderia ler aquilo nos olhos da garota, que fitavam o corpo dele de cima a baixo com desejo. Depois de aprecia – lo, Sam deslizou sua cueca para longe de seu corpo e voltou para beijar-lhe mais uma vez, antes que devidos os corpos matassem a vontade de se unirem. Ele brincava com ela, apenas roçando seu membro nu ao dela e deixando-a um pouco mais dependente. Sam estava quase exigindo que ele a penetrasse, tamanho era o prazer que sentia. Mas surpreendeu-se quando os lábios dele correram do seu pescoço para seus seios, beijando-os demoradamente por algum tempo e depois se afastando para beijar-lhe a barriga. Só de pensar no que viria a seguir os olhos dela rolaram e seus dedos se cravaram nas laterais do colchão. Mas ele parecia querer tortura-la pela maior quantidade de tempo possível. Mordeu o osso de seus quadris levemente, afastando delicadamente suas pernas e beijando-lhe a genitália. O encontro dos lábios molhados de Freddie em seu corpo a fez arquear o corpo e pedir-lhe mais. Freddie conseguia sentir as coxas dela tremerem em suas mãos, os olhos da loira completamente fechados e perdidos na sensação maravilhosa que sentia.

Seu corpo todo ardia em brasas de excitação, gemia para Freddie de modo calmo e agradável, deixando-o se divertir com aquilo ao saber que proporcionava tanta satisfação a ela e encontrando-se no mesmo estado corporal que ela. Só de ouvir aqueles gemidos vindo dela, ele mesmo já queimava também.

– Pare... Pare ou eu vou...

Ele sabia o que iria acontecer. A maioria dos garotos de seu dormitório, quando falavam sobre sexo e assuntos similares condenavam totalmente deixar uma garota chegar ao orgasmo durante a caricia oral. Diziam que parecia mais trabalhoso tenta reacender o fogo para a transa em seguida, mas Freddie não dava a mínima para isso. Ele queria mesmo sentir o gosto dela em sua boca, e seria extremamente prazeroso para ele recomeçar outra vez. Então simplesmente ignorou os apelos de pausa vindos de Sam, que não duraram por muito tempo até que ela tencionasse todo o corpo para trás e relaxasse em seguida, numa respiração descompassada. Freddie a puxou para seu colo em seguida, não havia tempo para pausas. Ela estava sentada de frente para ele, ignorando completamente os lábios do garoto e beijando sua nuca, conforme suas mãos empurravam Freddie para deitar-se. Sam também queria brincar com ele.

Porém, ela parecia bem mais objetiva. Correu os lábios beijando o peitoral do garoto enquanto sua mão já brincava com Freddie, fazendo-o fechar os olhos num suspiro demorado. Com rapidez chegou à sua extensão, abocanhando-a como se tivesse certeza do que estava fazendo. As mãos dele acariciavam os cabelos dela e ele tentava demonstrar controle, mesmo quando sua voz e respiração diziam o contrario. O nome dela saia da boca de Freddie com fraqueza e perdia-se ao vento, longe dos poucos pensamentos que restavam na mente dele. Tudo o que ele pensava era ela, e no quão deliciosa era a sensação que sentia. Assim como ela, agora ele sentia o ápice do prazer se aproximando de seu corpo, e antes que ela terminasse e o fizesse gozar, segurou-a pelos braços e a puxou para cima, colocando-a em baixo de seu corpo e tomando seus lábios com violência, fazendo-a gemer em sua boca assim como ele. Entrou em suas pernas e segurou uma de suas coxas para uma penetração mais profunda e o fez, indo aos céus quando finalmente a sentiu em si. Iam para frente e para trás num ritmo compassado e harmonioso, e ficar naquela posição o dava a liberdade de beijar seu pescoço, boca e seios ao mesmo tempo que o dava tempo para admirar as expressões de prazer no rosto da loira. Sam o acariciava as costas e segurava o olhar dele no seu, tornando tudo ainda mais provocante. Os corpos molhados pelo suor estavam chegando a sua etapa final. Assim como da primeira vez, lá estavam eles, testas grudadas e olhos fixos um no outro, a mão direta dele segurava a mão dela com intensidade ao sentir que o orgasmo lhe vinha. Sam o prendia em suas pernas com força, beijando com cuidado seu pescoço ferido e parando em seu ouvido para lhe falar algumas baixarias, deixando-o ainda mais louco. Agora Freddie gemia com desolação ao ouvido de Sam, até que a chama atingiu seu ponto mais alto e permaneceu nele por algum tempo até que diminuísse um tantinho, dando tempo para que ambos se acalmasse até que apaziguasse de vez.

Os gemidos continuavam mesmo depois do prazer atingido, Sam choramingava e roçava os tornozelos nas costas de Freddie, acariciando-o. Ele beijou o corpo dela por algum tempo e depois seus lábios, leve e docemente, encarando-a e tirando os cabelos loiros de seu rosto para fiscalizar melhor seus olhos.

– Eu te amo, Freddie... Ela sussurrou, olhando fixamente para ele e esfregando a palma das mãos em suas bochechas. Ele pegou sua mão e beijou, movimentando-se de leve ainda dentro dela e depois depositando outro beijo em sua testa, protetor.

– Eu te amo, minha Princesa.

E abraçaram-se como se nunca quisessem perder um ao outro, Freddie deitou a cabeça no peito nu dela e ficou ali por um tempo, sentindo-a mexer em seus cabelos e contar-lhe historias antigas sobre sua vida, enquanto ele brincava com a mão dela, namorando-a com os olhos, extremamente bobo por te – lá consigo outra vez. O barulho do baile ao lado de fora não era nada comparado às batidas dos corações amantes de Freddieward e Samantha, assim como as danças naquele auditório eram ridículas se comparada à dança dos corpos daquele casal. Eram um só, dois pedaços diferentes que se completavam, como duas peças de quebra cabeça. E lentamente, a vida normal lhes voltava de braços abertos.