O Coração Quer O Que Ele Quer
4 Capítulo 4
Notas iniciais
PoV Pedro
“I know a girl
(Eu conheço uma garota)
She puts the color inside of my world
(Ela põe cor dentro do meu mundo)
But she's just like a maze
(Mas é como um labirinto)
Where all of the walls all continually change
(Onde todas as paredes mudam continuamente)
And I've done all I can
(E eu fiz tudo que eu posso)
To stand on her steps with my heart in my hands
(Para seguir seus passos com meu coração nas mãos)
Now I'm starting to see
(Agora eu estou começando a entender)
Maybe it's got nothing to do with me
(Talvez isso não tenha nada a ver comigo)”
“Pedro!” Tomtom gritara “Você tá com algum tipo de problema? Essa música tá aí tocando tem mais de 2 horas. Desde quando você curte John?” disse, enquanto sentava em sua cama. Tomtom é minha irmã mais nova e tem uma sensibilidade surpreendente para saber quando tem algo de errado, ainda mais comigo. Mas aquilo não era algo errado, na verdade eu nem sabia o que era.
“E desde quando curtir John é um problema, maninha?” levantei de minha cama, onde antes eu estava deitado, perdido em pensamentos. Eu estava diferente e ela percebeu isso “Ei, ei, ei. Que cara é essa, Tomtom?”.
“Pedrinho, você não me engana. Pode ir falando tudo. Quem é ela?” terminou e me olhava com uma carinha sapeca. Ela me conhecia direitinho.
“Ok, maninha. Conheci uma menina aí, ela é linda e...” suspirei e ela percebeu.
“E...” seus olhinhos eram ansiosos por minha conclusão.
“E ela me beijou!” Aquilo saiu mais alto do que eu imaginava, mas era algo de se esperar, eu estava com as emoções reprimidas. Mas eu esperava uma reação mais alegre dela. “O que é?”
“Como assim ela te beijou? Pedro, desde quando você é frouxo assim? Tem atitude não?” ela parecia incrédula com o que eu acabara de contar.
“Tomtom, você sabe muito bem o motivo deu não ter tomado nenhuma atitude” terminei com uma tristeza na voz.
“Pois devia ter tomado. Você sabe o que eu acho do motivo e o que os nossos pais também acham. Você tá aqui, sendo fiel e ela tá onde? Me fala. Acha mesmo que a fidelidade é recíproca? Você ainda gosta dela? Amar eu sei que não ama. Sabe, nem precisa me responder. Pela sua cara e pela música que tocava aqui, eu sei de quem você gosta. Pensa nisso, maninho.” Suas palavras foram como um tapa na minha cara, um choque de realidade. Ela finalizou e deitou-se em sua cama.
Aquilo me fez pensar. Não que eu não tivesse pensado nisso antes. Desde muito antes de conhecer a Karina, eu já pensava. Mas antes era diferente, antes não havia mais ninguém com quem eu quisesse ter algo a mais. Hoje havia ela, com aqueles olhinhos mais azuis que o céu, com aquele sorriso de lado encantador, com sua timidez envolvente, mas dona de uma atitude desmedida. Passamos poucos dias próximos, mas há algo nela que me faz parar e pensar ‘vamos lá, Pedro. Ela vale a pena’. E espero não estar enganado, como já estive antes.
As palavras de Tomtom me fizeram repensar meus últimos anos e, por fim, tomei uma atitude que devia ter tomado a muito tempo. Peguei o celular e enviei uma mensagem para ela.
Precisamos conversar!
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