O Coração Jamais Esquece
4 Capítulo 4
Notas iniciais
PV EDWARD
— Aceita?
— Claro. — pego a caneca de chocolate quente de sua mão e ponho sobre a mesa. E a fiz se sentar no meu colo.
— Eu não quero atrapalhar seu trabalho, só vim te trazer o chocolate quente.
— Não está atrapalhando eu já estava parando por hoje. — salvo meu trabalho no computador e o desligo.
Mais alguns dias e eu termino de desenvolver o software que o hospital do meu pai trabalha me encomendou. Eu amava meu trabalho, primeiro que computadores é a minha paixão. Desde criança que sou fascinado por equipamentos eletrônicos, eu sempre os desmontava para saber como funcionava e inacreditavelmente conseguia montá-los novamente rapidamente. E segundo, por que esse trabalho pode ser feito em casa então eu não precisava sair de casa para trabalhar e deixar minha Bella e nossos filhos, principalmente, por conta desse problema de perda de memória esporádica dela, assim eu quase sempre estou por perto quando ela tem uma crise, Bella sempre aceita as minhas explicações melhor do que quando qualquer outro membro da nossa família a explica, que às vezes tinha de fazer isso quando eu inevitavelmente tinha de sair para ir caçar, mas como só preciso sair para caçar uma vez por mês, felizmente era raro coincidir o meu dia de caça com uma crise dela.
— Não vai provar? – perguntou dando um gole em seu chocolate quente e eu em seguida lhe roubei um beijo.
— Está delicioso como sempre. – falo após sentir o gosto de chocolate em sua boca. – Você sabe fazer chocolate quente como ninguém.
E era verdade o chocolate quente dela era o melhor que já provei. Aliás, Bella tinha a “mão boa” para doces em geral.
E ela me de um sorriso em agradecimento ao elogio e voltou a tomar seu chocolate quente e eu o meu.
— Está ficando frio. – comentou após por sua caneca vazia sobre a mesa.
— E vai piorar de madrugada, vai chover bem forte.
Sinto as sutis mudanças climáticas que Bella como humana não perceberia por não ter os sentidos aguçados como os meus.
E suspirou irritada, ela não gostava muito de frio.
— Não se preocupe eu vou te esquentar durante a madrugada.
— Você pode começar agora mesmo se quiser.
— Você está me tentando senhora Cullen? – percebi o duplo sentido em sua frase.
— Imagina. Apenas estou usufruindo do benefício de ter um marido com uma temperatura bem quente. – sussurra em meu ouvido.
— Você vai ver só o quão quente eu vou te deixar agora.
Afasto um pouco as coisas sobre a mesa e a coloquei sentada lá de frente para mim.
— Mal posso esperar por isso senhor Cullen.
Bella passa suas pernas por minha cintura me puxando para mais perto de si e rapidamente nos livrei de nossas roupas.
Acordei por sentir falta de Bella em meus braços.
Levantei-me da cama e fui procura-la.
O que será que fazia acordada de madrugada?
Desci até a sala e ela estava segurando uma foto de nós dois juntos se beijando e em seguida olhou para sua aliança não acreditando que estava ali em seu dedo.
— Não está se lembrando da sua vida?
— Como sabe?
— Eu sei tudo sobre você. — digo me aproximando dela e uni nossas mãos esquerdas, ela viu que nossas alianças eram quase iguais à diferença que a dela tem uma pedrinha de diamante.
— Somos casados?
— Sim.
— E não lembro por quê? Tenho algum problema de memória?
— Sim de vez em quando você se esquece das coisas, mas não se preocupe isso logo passa.
— E esses são meus pais. – digo quando pegou outro porta-retratos que tinha uma foto deles e aproveitei a deixa para distraí-la para que não fizesse mais perguntas sobre sua falta de memória eu odiava vê-la triste por causa disso.
— Eles são novos demais para serem seus pais, não?
— Adotivos.
— Ah! Claro.
— E esses são meus quatro irmãos também adotivos, Emmet que é casado com Rosalie e Alice que é casado com Jasper. – aponto cada um à medida que falava seus nomes e ela riu.
— Do que está rindo Bella?
— Seus pais são alguma espécie de santo casamenteiro? Por que é muita coincidência os filhos deles se apaixonarem entre si.
— Não acha isso estranho?
— Não é comum, mas até que é bem legal, pense, eles não tem que se preocuparem em serem aprovados pelos sogros e sogras. – fala divertida.
Eu ficava impressionado com isso, sua perda de memória nunca afetava a sua maneira torta de ver as coisas, Bella é única, qualquer um em seu lugar acharia a situação de meus irmãos absurda, mas Bella sempre é a exceção.
— E esses?
— São seus pais.
— Eles parecem bem felizes juntos.
— Sim eles eram muitos felizes.
— Eram? Não são mais, por acaso se separam?
Engoli a seco antes de falar.
— Eles faleceram em um acidente de carro.
Os olhos dela começaram a encher de lágrimas.
— Eu sinto muito meu amor. — a abraço e ela desabou no choro.
— Quando foi isso? – me perguntou alguns minutos depois, quando conseguiu se acalmar.
— Há quase quatro anos.
— Como aconteceu?
— Quando eles voltaram para Forks, após ter passado uns dias conosco quando nosso filho nasceu.
— Filho?
— Sim nosso Matthew. — pego o porta-retratos que tinha uma foto recente de nós três juntos.
— Ele é a sua cara. – Bella admira o garoto de olhos verdes e cabelos acobreados como eu.
— Quer vê-lo pessoalmente?
— Quero. — diz ansiosa enxugando suas lágrimas.
— Venha. — e a levo até o quarto de Matt.
Entrei mais ela ficou parada na porta.
— Você não vem?
— Ele está dormindo não quero atrapalhar o sono dele.
— Venha vê-lo de perto te garanto que não vai acordar, ele tem o sono pesado.
Bella veio até a cama e se ajoelhou a frente de Matthew.
— Parece um anjo. –sussurrou.
— Também acho.
O clarão do relâmpago cortou o céu e segundos depois ouvimos o barulho alto do trovão, Matt nem se moveu quando isso aconteceu, já a minha pequena acordou assustada com o barulho do trovão.
— Nossa pequena acordou.
— Pequena?- diz olhando em direção à porta, com certeza deve ter ouvido o choro de nossa filha agora.
— Sim nossa filha Ellen, ela tem quatro meses, vamos até ela. – seguro sua mão a ajudando a se levantar e a guiei até o quarto de nossa filha.
— Calma pequena papai já está aqui. – pego Ellen nos braços- Esse barulho te acordou, não foi? – e vi na mente dela que estava assustada com o barulho dos trovões.
— Não precisa ter medo, isso é só chuva, papai e mamãe vão ficar aqui com você até você voltar a dormir, está bem? – Ellen se acalmou e limpei as lágrimas dela.
Em seguida Ellen olhou para a mãe que estava praticamente paralisada ao ver a linda menina que nós temos.
Ellen era praticamente a Bella toda, os mesmos cabelos cor de chocolate, o rosto em formato de coração, pele branquinha como porcelana, bochechas rosadas, o nariz pequeno e arrebitado, a boca avermelhada, a única exceção são os olhos que eram da cor dos meus. No final das contas Matt havia adivinhado como a irmã seria fisicamente.
Ellen começou a abrir e fechar a mãozinha em direção a Bella num pedido mudo que a mãe se aproximasse dela.
E Bella veio até nós e fez um carinho suave no rostinho de nossa filha, que fechou os olhinhos apreciando o toque da mãe.
— A segure um pouco. — passo Ellen para seus braços e logo Ellen agarrou a camisola de Bella a puxando insistentemente.
Bella a olhou sem entendê-la.
— Ela quer mamar. – esclareço. E me olhou desconcertada, parecia perdida com a situação.
— Sente-se aqui. – aponto para a poltrona de amamentação.
Bella se sentou e ajeitou Ellen em seus braços, e quando segurou a alça de sua camisola, hesitou.
E logo entendo porque, ela estava com vergonha de fazer isso na minha frente.
Bom no momento era como se ela tivesse me conhecido há poucos minutos, eu compreendia sua reação.
— Bom eu vou deixa-la à vontade.
— Não fique, eu , er... bom você já deve ter me visto dar de mamar a ela inúmeras vezes, não é?
— Sim, mas...
— Está tudo bem. – diz Bella sem me deixar terminar de falar, abaixando a alça da camisola e dando de mamar a Ellen.
E eu me sentei no braço da poltrona de amamentação e dei um beijo no topo da cabeça de Bella, que me presenteou com um pequeno, mas lindo sorriso e ficamos ali admirando em silêncio nossa filha mamar.
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