O Coração Da Noite
1 Roob
– A Noite te espera garoto! Então se prepare, por que daqui para frente nada será como antes...
Acordei com um solavanco, estava suando frio. Estes sonhos estavam ficando cada vez mais frenquentes... e mais assustadores também. Sempre se revezavam, umas vezes era aquela voz masculina que parecia muito mais antiga que qualquer ser, outras vezes, como tinha sido segundos atrás, era aquela voz feminina fria e sombria.
Mas vamos às apresentações... Meu nome é Roob Starky, tenho 14 anos de idade. Tenho cabelos cor de areia, olhos cinzentos e sou corpulento. Um pouco demais para minha idade. Pareço um daqueles jogadores de Futebol Americano, mas bem mais jovem. Viajo pelo mundo com meu pai, Steve Starky. Ele só é parecido comigo no corpo, musculoso. Tem olhos e cabelos negros. Ele é um explorador e viaja por aí procurando relíquias greco-romanas antigas.
Estava, mais uma vez, em um avião, rumo à mais uma das explorações de papai. Nosso destino de hoje? Atenas, na Grécia!
Meu pai estava aninhado em sua poltrona, dormindo bem ao meu lado. Estávamos passando por uma zona de turbulências, presumi. Olhei pela janela do meu lado, o lado de fora estava totalmente escuro, negro como a noite.
Então a risada, a mesma mulher que tinha falado comigo no sonho estava por perto, presumi, rindo. A risada gélida e sombria. Outro solavanco. Um frio percorreu minha espinha. Olhei pela janela e quase dei um pulo. Relâmpagos cortavam o céu negro. De repente, com um trovão, um vulto na asa do avião. Uma mulher com cabelos negros, como se fossem fios da noite, a pele era morena meio clara, usava um vestido de seda que, assim como o cabelo, era totalmente negro. Estava ajoelhada. Seus olhos negros fixos em mim. Então deu um breve sorriso, daqueles bem maus, e desapareceu em outra trovoada. Tudo isso durou poucos segundos, mas ficou na minha mente por um bom tempo. Mesmo quando desembarcamos em Atenas, o acontecimento no avião não foi muito fácil de esquecer.
Eu e meu pai pegamos um táxi e nos dirigimos ao Hotel. Ele não acreditara quando contei sobre o acontecimento. Ao chegarmos, me dirigi ao quarto, depositando nossas bagagens. Coloquei meu iPhone e o iPod para carregar e fui tomar banho.
Depois do banho, me deitei. Olhei no relógio. Já eram 10 da noite em Atenas, e eu estava exausto da viajem. Ao perceber a cama macia, não resisti. Deixei o celular de lado, me virei e dormi.
Meu erro foi ainda lembrar do acontecimento...
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