O Contrário
2 Fabray + Puckleberry
Alguns dias depois.
"Foi exatamente o contrário do que eu esperava... A mãe foi embora e o pai... Ele ficou e almoçou comigo e aceitou tudo numa boa!" Quinn deitou em sua cama e seu gato se enrolou em uma bola ao seu lado, ronronando suavemente contra sua barriga.
"Sabe, ele também foi muito mais receptivo quando contei do divórcio do que a mamãe... Eu te falei que ela praticamente teve um ataque cardíaco no meio do jantar."
"Ele quase disse que estava orgulhoso por eu ter tido coragem de contar para eles... E também disse que iria conversar com a mãe sobre isso." Continuou Quinn, acariciando as orelhas de Marvin distraidamente.
"Alcoólicos Anônimos?"
"Alcoólicos Anônimos." Concordou a loira mais nova. Desde o inicio do tratamento, seu pai havia mudado completamente.
"Você ainda vai pro jatar na semana que vem?"
"Não sei, se as coisas se acertarem com a mãe até lá, sim.. Se não eu não sei." Quinn enrolou o rabo de seu gato nos dedos e mordeu a parte interna da bochecha.
"Você vai. As coisas vão se acertar. Ela demorou 2 dias para falar comigo depois do divórcio."
Quinn fez uma careta e suspirou profundamente. "Já faz quase uma semana pra mim, Fran."
"Eu sei, irmãzinha... Mas ela vai entender. Eu também demorei algum tempo quando você me contou, lembra?"
A loira fez que sim com a cabeça antes de perceber que sua irmã não conseguia ver o movimento pelo telefone. "Sim..." De repente, Marvin se endireitou e pulou para o chão, correndo até a sala no instante em que a campainha tocou. Quinn franziu a testa. "Er.. Fran? Eu vou ter que ir, tem alguém na porta." Ela falou, se levantando e seguindo o caminho que seu gato havia acabado de fazer.
"Você estava esperando visita?"
"Não." A campainha tocou mais uma vez. "Já vai!" Ela gritou. "Nos falamos depois, Fran.."
"Ok, te ligo amanhã..."
Quinn desligou seu celular e espiou pelo olho mágico.
"Pai? O que você está fazendo..." Ela começou enquanto abria a porta. "... aqui?" Ela congelou quando percebeu que sua mãe estava parada atrás dele. "Mãe?"
"Quinnie..." Judy se impulsionou para frente e a envolveu em um abraço apertado. A loira lançou um olhar para Russel por cima do ombro de sua mãe.
"O porteiro nos deixou subir." Murmurou ele, passando por elas e entrando no apartamento, analisando a bagunça moderada e quase tropeçando em Marvin no caminho até o sofá.
"Mãe?" Quinn deixou seus braços caírem depois de alguns minutos e sua mãe pareceu entender o sinal, soltando seu aperto e se afastando um pouco (não muito) para olhar dentro dos olhos de sua filha.
"Oh, querida... Eu senti tanto a sua falta..." Judy passou uma mão por seus cabelos e acariciou seu rosto suavemente, se algum estranho estivesse assistindo a cena, provavelmente pensaria que elas não se viam há muitos anos.
"Só faz uma semana..." Disse Quinn em voz baixa. Ela já passara meses sem ver seus pais antes.
"Eu sei, querida, mas sinto que devia ter vindo muito antes. Eu sinto tanto por isso..." Ela apertou o braço da loira. "Você me perdoa, Quinn?"
"Claro, mãe..." Ela murmurou, dando espaço para que Judy entrasse no apartamento.
"Você me pegou de surpresa no restaurante, querida..."
"Quinn, filha? Será que você pode tirar essa coisa de cima de mim?" Quinn lançou um olhar para seu pai e sorriu ao ver que Marvin tinha sentado no colo dele como se fosse o sofá.
Ela colocou o gato no chão e Russel o seguiu com o olhar. Ele nunca havia gostado de animais e em sua casa eles eram terminantemente proibidos. Mas pelo menos Marvin não tentara lambê-lo, como o cachorro de Fran sempre tentava fazer.
Os três ficaram em silêncio. Quinn sentou de frente para seus pais no sofá menor e esperou que eles falassem alguma coisa, mas seu pai inspecionava a sala enquanto sua mãe encarava os próprios dedos.
"Então..." Ela começou, cruzando as pernas e se perguntando se deveria ligar a TV, ou algo assim.
"Eu sei que já perguntei isso antes, filha, mas preciso perguntar de novo e eu não quero que você fique brava comigo por causa disso, está bem?" Judy falou de uma vez só, levantando os olhos no final enquanto cruzava e descruzava as mãos. "E eu prometo que é a ultima vez. Eu não vou questionar o que você disser, eu só preciso ter certeza..."
Quinn mordeu o lábio e fez que sim com a cabeça, um pouco apreensiva.
"Aquilo que você falou no restaurante, é mesmo assim que você se sente?"
"Sim." Respirou Quinn. "Eu sei que pode ser difícil de entender e se você precisar de mais tempo..."
"Não, eu não... Eu não entendo, na verdade, acho nunca vou entender, mas não posso agir como se fosse o fim do mundo..." Judy fez uma pausa e olhou para seu marido, que sorria fracamente. "E... Você ainda vai ter filhos e casar e todas as coisas que eu sonhei pra você, não é mesmo?" Seu olhar era quase suplicante e a loira mais nova sorriu.
"Sim, mãe, eu vou sim... Só preciso encontrar a mulher certa primeiro."
Judy suspirou ao ouvir a palavra mulher, mas o suspiro foi sua única reação e Quinn concluiu que aquilo era um progresso.
"Isso... Isso é outra coisa que eu e seu pai..." Russel limpou a garganta e a Senhora Fabray se endireitou. "Que eu queria saber."
A loira olhou de um para o outro e depois para Marvin, que se esfregava em suas pernas. "O que?"
"Eu, nós, eu... Tenho uma nora?" Ela tremia um pouco e passou uma mão pelos cabelos em um gesto nervoso. "Quero dizer, você está... Saindo com alguém? Alguma? Alguém?"
Quinn abriu a boca. "Ahh.. Não. Não, já faz alguns meses que terminei um relacionamento na realidade..." Ela não pretendia falar sobre isso, mas também não tinha mais motivos para esconder.
"Você.. O que?" Judy chacoalhou a cabeça, finalmente encontrando os olhos de sua filha. "Por que não nos contou sobre isso?"
"Eu não achei que vocês fossem entender e na época, eu ainda estava lidando com meus próprios conflitos internos... Mas não é importante, não foi nada realmente significativo. Só ficamos juntas por 3 meses."
"Como você pode dizer que não é importante?" Sua mãe perguntou, parecendo magoada e seu pai tinha um olhar semelhante ao dela.
"Eu concordo com sua mãe, querida.. Foi uma parte da sua vida que nós perdemos." Disse ele. "Todo mundo tem segredos, eu entendo, mas isso não precisava ser. Nós somos família, Quinn... Você tem que saber que pode contar com a gente para qualquer coisa."
"Eu sei, desculpa..." Ela murmurou, se focando em um grãozinho de poeira no chão.
"Mas o que passou, passou, eu espero que você possa nos perdoar, me perdoar pelo meu comportamento, filha." Judy voltou a conversa, parecendo determinada de repente. "E também gostaria que você fosse para o jantar sexta que vem... Tem uma pessoa que eu gostaria de te apresentar."
"Uma pessoa?" Quinn arqueou uma sobrancelha.
"Sim, eu pensei bastante sobre tudo isso durante essa semana e acho que a melhor forma de mostrar que estou... ok... com a sua escolha é te apresentando minha futura nora." Judy fez uma careta. "Deus, eu nunca imaginei que fosse usar essa palavra... Nora..."
Quinn franziu o cenho. "Desculpa, o que?!"
"Bem, você disse que não está namorando ninguém e tem essa menina do..."
"Mãe!" Exclamou a loira, se levantando. Parte dela estava irritada, mas a outra parte sabia que iria rir dessa situação quando seus pais fossem embora.
"Você está brava?" Judy perguntou, alarmada.
Quinn chacoalhou a cabeça, sem saber o que responder.
"Eu... Posso desconvidá-la, se você quiser, eu achei que..."
"Não, não... Mãe..." Ela riu, mas sua risada soou estranha. "Eu só... não estava... Você arrumou um encontro pra mim?" Ela não conseguia crer nas próprias palavras.
"Bem, mais ou menos... Eu apenas os convidei para o jantar, mas também convidei todos os outros vizinhos, então..."
"Espera, quem você convidou?" Quinn sentou-se novamente, na beira do sofá dessa vez, pegando Marvin no colo.
"Os novos vizinhos de quem eu te falei na semana passada." Explicou Russel. Seu olhar era apologético, como se dissesse que não compactuava com as ideias de sua esposa.
"Os irmãos?"
"Esses mesmo. Eu os convidei para o jantar. A menina, Rachel, é solteira, bonita e bem sucedida..." Recomeçou Judy.
Quinn abriu e fechou a boca, sem saber o que responder a sua mãe. De todas as coisas que ela jamais esperara que sua mãe fizesse, bem aquela nunca havia passado pela sua cabeça...
"Ela é morena, olhos castanhos... Você gosta de morenas, não é? Elas fazem o seu tipo?"
"Tipo?" Quinn não fazia ideia se tinha um tipo ou não.
"Bom, pelo menos com homens você sempre namorou morenos, exceto por aquele menino, Sam... Mas eu nunca gostei de vocês juntos. Eram parecidos demais." Ela balançou a cabeça. "Parecia uma relação incestuosa entre irmãos. Gêmeos. Idênticos."
"Mãe!" Exclamou a loira, sentindo-se um pouco nauseada.
"Oh, querida, não precisa gritar, eu estou bem na sua frente..."
"Como você sabe se essa tal de Rachel é gay?" Quinn perguntou, passando uma mão pelos cabelos.
Judy piscou algumas vezes. "Bem, ela tem dois pais gays e trabalha no ramo artístico... Por que ela não seria gay?"
Quinn teve vontade de se esconder em algum lugar. Era típico da sua mãe se agarrar a estereótipos idiotas...
"E se ela não for gay, provavelmente é... Como é mesmo que vocês dizem hoje em dia?" Ela olhou para Russel. "Bissexual?"
Quinn fechou os olhos. "Oh céus..."
...
Enquanto isso...
Rachel estava cantando a plenos pulmões sem perceber o que fazia graças aos fones de ouvido que usava enquanto terminava de desempacotar as ultimas caixas. Ela separava suas coisas em uma pilha, as de seu irmão em outra e jogava as de uso comunitário em cima do sofá.
Cuidar das ultimas caixas seria tarefa dele, mas ele andava tão estressado com os negócios e ela resolveu usar seu tempo livre para algo útil.
I would give all this and heaven too, if only for a moment I could just understand… Ela cantou, jogando um pote de gel na pilha das coisas de seu irmão e partindo para a última caixa. O rótulo dizia cozinha e ela franziu o cenho ao se deparar com álbuns de fotos. Definitivamente, seu irmão tinha um grande problema no quesito organização.
A morena pegou o primeiro álbum nas mãos e o abriu cuidadosamente, sorrindo ao se deparar com a primeira foto de seus dois pais em frente a antiga casa em Ohio. Ela riu suavemente ao reparar no bigode que Leroy usava na época. Não demorou para que ela se perdesse em memorias de aniversários, concertos improvisados com seu irmão no meio da sala e férias em família. Ela traçava os contornos do próprio rosto em uma foto de 10 anos atrás quando sentiu uma mão em seu ombro e o álbum titubiou em suas mãos, por pouco não caindo no chão.
Ela abraçou-o contra o peito e se virou, removendo os fones dos ouvidos com um movimento brusco.
"Noah! Você quer me matar do coração?!" Ela exclamou, empurrando seu irmão que ria para trás com a mão livre.
"Eu te chamei duas vezes e você não respondeu!" Discutiu ele.
"Você viu que eu estava usando fones de ouvido..."
Ele olhou para os fios brancos que saiam da camisa de sua irmã. "Mesmo assim, se não estivesse no volume máximo, você teria me escutado."
"Não estava no máximo."
"Não," começou ele sarcasticamente. "eu só conseguia ouvir o som da garagem... Oh, espera, era você cantando!"
"Você é tão infantil, Noah..." Ela resmungou, largando o álbum e batendo nele de leve com os punhos antes de abraçar seus ombros.
Ele descansou a mão na base das costas dela. "Sou um ano mais velho do que você." Ele murmurou, só pelo prazer de irritá-la.
"Mas tem o cérebro de uma criança de 8 anos." Sorriu ela, se afastando. "Como foi o seu dia?"
"Muito complicado para uma criança de 8 anos... Mas eu trouxe o jantar." Ele levantou uma sacola e ela tirou-a de suas mãos, espiando dentro.
"Não tem carne, não é?"
"Tem sim, carne de porco... E bacon!"
"Teoricamente, bacon é carne de porco." Murmurou a morena, tirando as embalagens de papelão de dentro da sacola e abrindo a que estava marcada com um V.
"Tanto faz. Você sabe que não precisa perguntar se é vegetariano.. Depois de tantos anos, as chances de eu fazer um pedido errado são muito pequenas..." Ele sentou na frente dela na bancada da cozinha e abriu sua própria comida. "E o seu dia? Algo de emocionante no ensaio ou no hospital?"
"Nem me fale do ensaio... Eu estou começando a acreditar que o ator que escolhemos como principal tem algum tipo de defcit cognitivo."
Noah parou o garfo no meio do caminho a boca. "Você está sendo má de novo."
"Não, eu estou sendo muito gentil em utilizar essas palavras."
"Você é muito crítica, Rachel."
"Eu sou. Orgulhosamente crítica." Ela levou o garfo a boca. "Sabe, muitas pessoas se beneficiam das minhas críticas."
"Eu gostaria de conhecer uma delas algum dia..."
Rachel revirou os olhos. "Hum, falando em pessoas, fomos convidados para um jantar sexta feira que vem."
Noah franziu o cenho. "Jantar? Aonde?"
"Na casa dos Fabray."
"Quem?"
"Os vizinhos, duas casas pra baixo."
"Ahh, azulejos cor de creme..."
Rachel lhe lançou um olhar questionador.
"A piscina deles, tem azulejos cor de creme."
"A informação mais útil do dia." Ela murmurou sarcasticamente, tomando um gole de água.
"Pra mim é importante." Protestou ele. "Enfim, qual é a moral desse jantar?"
"Não tenho certeza, exatamente... Judy, a esposa, me convidou hoje a tarde."
"Ela é a enfermeira de quem você falou?"
"Mhum." Concordou a morena, prendendo uma mecha castanha atrás da orelha. "Aparentemente, os outros vizinhos também estão convidados, acho que é algo que eles fazem anualmente para comemorar o início do verão."
"Parece incrivelmente entediante. Nós temos que comparecer?"
"Seria rude não ir depois de ter aceitado o convite, Noah."
"E você aceitou esse convite por mim?" Ele perguntou, largando o garfo ao lado do prato.
"Bem, sim..."
"Por quê?"
"Por que Judy me comentou que tem duas filhas. Eu pensei que você fosse achar essa informação interessante."
Ele arqueou as sobrancelhas e sorriu de lado.
"Só pra esclarecer, eu continuo não concordando com o modo como você trata as mulheres, mas Judy pareceu ansiosa em apresentar suas filhas para mim e eu imaginei que elas se dariam melhor com você do que comigo."
Ele fechou a cara. "Por que elas não se dariam bem com você?"
"Você já viu os Fabray? Você realmente acha que alguma das duas se interessaria mais por uma mulher do que pelo 'Puckassaurus'?" Ela questionou, soando um pouco sarcástica no final.
"Isso vem da mulher que dormiu com a minha ex namorada."
Rachel sentiu seu rosto esquentar. "Ela já era sua ex na época... E nós duas tínhamos bebido um pouquinho mais do que deveríamos naquela noite."
"Nós dois sabemos que ela sempre teve uma quedinha por você..."
"Isso é irrelevante, Noah." Ela falou, ainda com as bochechas cor de rosa.
Ele apertou os olhos, mas decidiu mudar de assunto. "Então, o que nós sabemos sobre as irmãs Fabray?"
Rachel se empertigou em seu acento e cruzou as mãos, entrando em modo apresentação de slides (só que dessa vez sem powerpoint, obviamente ). "Bem, temos Francine, a mais velha, acho que ela deve ter mais ou menos 30 anos, está se divorciando..."
"Hummm, boas notícias..." Sorriu ele, fazendo um sinal para que ela continuasse.
"Não faço ideia de como ela seja fisicamente, mas considerando-se que Judy e seu marido tem cabelos claros, imagino que ela também tenha. E Judy é uma mulher bonita para a idade, então presumo que suas filhas também sejam."
"A perfeita família americana..."
"Exatamente."
"Judy me falou que ela é médica, nefrologista, eu acho?"
"Eu não faço a menor ideia do que seja um nefrologista." Comentou ele, fazendo careta.
"Rins."
"Ah... E a mais nova?"
"Quinn."
O nome unissex o fez arquear as sobrancelhas. "É um menino?"
"Não!" Rachel riu suavemente. "Quinn Fabray! Você sabe quem ela é!"
"Eu acho que não..."
"A mulher que apresenta as noticias de manhã cedo." Esclareceu Rachel.
"Você sabe que o meu cérebro só começa a funcionar direito depois das 10, Rach."
"Você sabe quem ela é! Eu sempre ligo no canal dela enquanto faço o café... Você faz a primeira refeição do dia olhando para ela." O rosto dele se iluminou em reconhecimento e Rachel sorriu, sempre funcionava com seu irmão, relacionar coisas com comida.
"Ahhh, a loira? Que senta junto com o cara das sobrancelhas?"
"Essa mesma..."
"Hummm, ela é gostosa."
Rachel cobriu o rosto com uma mão. "Será que você não pode elogiar as pessoas de uma forma menos vulgar?"
"Não."
Ela chacoalhou a cabeça. "Enfim, sim, é ela. E sim, ela é muito bonita." A morena fez uma pausa. "Linda, na verdade."
"É impressão minha ou você está interessada?" Ele perguntou em tom de provocação.
"É impressão sua, Noah. Eu só estou declarando que a considero uma mulher atraente." Ela tamborilou os dedos na mesa. "Sem contar que você deve fazer mais o tipo dela do que eu..."
Foi a vez dele de chacoalhar a cabeça. "Eu não entendo como você pode ser tão confiante a respeito de tudo na vida, mas quando o assunto é mulheres..."
"Eu não sou confiante, sou realista. Mulheres como ela dificilmente se interessariam por outras mulheres."
"Você é uma mulher como ela." Apontou ele.
"Eu sou uma exceção."
"Bom," Começou ele, dando de ombros. "De um jeito ou de outro, acho que vou investir na mais velha. Você sabe que eu gosto de mulheres maduras..."
"Minha antiga professora de piano que o diga..." Ela murmurou, se levantando e levando os pratos a pia.
"Senhora Morgan! Nunca mais ouvi falar dela!" Ele também levantou e levou as embalagens para o lixo.
"Eu também não, pelo menos não desde que o caso de vocês quase acabou em cadeia para ela."
"Mmmm... Bons tempos..." Ele coçou o queixo. "As vezes eu sinto falta de ter 13 anos... Toda aquele energia o tempo inteiro..."
"Eu acho que você não mudou muita coisa."
Ele passou por ela molhando a mão na pia e a agitando em sua direção.
"Hey!" Fez Rachel, jogando agua nele também.
"Então, sexta..." Noah começou a secar a louça. "Que horas vai ser mesmo?"
...
Notas finais
Enfim, espero que sim e realmente ficaria feliz se vocês deixassem um review...
No próximo e ultimo, teremos Faberry! Querem saber o que vai acontecer?
Abraços e até amanha o/
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