O Contrato.

5 Capitulo 4.


Notas iniciais
Espero que estejam gostando aqui vai mais um capitulo.

Capitulo 4.

Seus olhos azuis estavam fixos em mim, assim como estiveram no dia anterior, mas agora eu podia ver certo medo pelo homem que se debatia logo atrás de nós. Anastácia olhava entre mim e Taylor que já havia voltado para perto do homem que á pouco tempo á estava ameaçando. Sua casa era assim como na fotografia que um de meus técnicos havia conseguido e suas roupas simples me mostravam que a sua situação estava ainda pior do que eu imaginava.

Anastácia estava estática na porta e seus olhos percorriam toda a cena á sua frente parecendo não acreditar que aquilo estava realmente acontecendo, mas eu não podia esperar já que queria estar o mais longe possível de tudo isso então a empurrei para dentro da casa olhando para Taylor, indicando que ele resolvesse o problema com o homem que finalmente havia parado de se debater. Sua casa era completamente simples e muito pequena compara com a que vivemos quando éramos menores.

—O que está fazendo aqui Christian? –Ela parecia completamente surpresa e sua voz sussurrada me fez olhar ao redor para ver se havia alguém ali, mas logo descartei a ideia ao ver seus olhos ainda assustados pela ameaça do homem que agora já não era mais visto.

—Eu acho que podemos discutir o nosso contrato não é mesmo Anastácia? –Digo a vendo negar com a cabeça. –Eu acho que você não tem opção pelo que acabei de ver. –A vi caminhando até o sofá e se sentando ali negando com a cabeça.

—Eu não posso fazer isso Christian, eu não sou assim eu não me vendo, eu nunca fiz isso antes e não vou fazer agora. –Ela disse olhando para mim mais infelizmente e eu não conseguia acreditar no que ela me falava.

—Taylor deve estar pagando a sua divida agora mesmo então eu acho que você não vai ter muita escolha. –Falo fazendo com que ela me olhe assusta.

—Eu não aceitei a sua proposta antes e não irei fazer isso agora eu posso muito bem arrumar um emprego e cuidar de mim mesma, pedir ajuda a você foi um erro. –Disse sendo o mais convincente possível, seus olhos pareciam magoados com as minhas palavras.

—Você deve algum dinheiro a pessoas bem duvidosas, seu aluguel está atrasado á alguns meses e você será despejada em alguns dias, seu irmão está entrevado em uma cama em um desses quartos e você acha que pode cuidar de si mesma? –Minha risada seca a fez me encarar. –Você não tem como se cuidar sozinha e sabe disso. –Digo vendo seus olhos irem para a pasta em minha mão.

—O que você sabe sobre mim? –Sua pergunta me fez rir, mas diferente de mim ela não havia visto graça.

Era claro que logo depois de sua recusa em meu escritório coloquei meu melhor técnico atrás dela para saber tudo sobre sua vida, então eu sabia muitas coisas sobre ela mais nada do que realmente me interessava. Ela pareceu me analisar enquanto eu fazia o mesmo com ela e por incrível que pareça Anastácia não havia mudado muito desde que nós vimos pela ultima vez. Mas eu havia, já que por causa de sua mãe e irmão eu havia me tornado um pessoa fria.

—Sei tudo o que me importa no momento, então responda a minha proposta Anastácia. –Ela tentou dizer mas suas palavras travaram assim que uma voz fina e angelical soou pela casa me fazendo olhar para o corredor, vendo uma pequena menina de cabelos loiros compridos com um pijama de algum personagem de desenho e um coelho preso em sua pequena mão.

—Titia... –Ela parou assim que seus olhos pararam em mim, eu podia ver o medo em seus olhos e Anastácia pareceu ver a mesma coisa já que correu para onde a menina estava a pegando no colo.

—Me desculpe pelo barulho querida, mas volte a dormir eu já vou me deitar com você tudo bem? –Anastácia perguntou á ela que mantinha os seus olhos sobre mim a todo o momento.

—Quem é ele? –Ela tentou sussurrar mais foi em vão já que pude escutar tudo o que ela dizia e por incrível que pareça isso fez com que um sorriso surgisse em mim.

—Ele não é ninguém importante agora vamos vou colocar você em sua cama para que você volte a dormir. –Anastácia disse á ela olhando para mim e depois caminhando para a porta que estava aberta bem ao seu lado.

Eu não sabia sobre sua sobrinha, eu não sabia nem que Jack estava doente como saberia que ele tinha alguém que dependia dele? Mas isso não faria com que eu mudasse os meus planos, eu usaria Anastácia, essa seria a minha vingança pelo que Helena havia feito comigo e com meu pai. Assim que me vi sozinho naquela casa minúscula olhei ao redor vendo que esse era um lugar onde ninguém deveria morar.

Olhei para o corredor e por puro instinto caminhei indo até a primeira porta e para minha surpresa Jack estava ali deitado, completamente imóvel bem diferente do homem que havia sido um dia, olha-lo ali fez com que as lembranças que eu tanto queria esquecer voltassem á tona em minha cabeça.

Flashback:

Meu dia havia sido horrível e para piorar eu ainda precisava voltar para casa do meu pai onde Helena e seus filhos estavam já que minha mãe estava em um plantão, eu tentava ficar o máximo longe dela, mas Carrick insistia para que eu me enturmasse com meus novos irmãos como ele mesmo dizia, mas eu não tinha o menor interesse nessa relação já que meu ódio por Helena não me deixava fazer isso.

—Filho que bom que chegou achei que viria mais cedo.– Meu pai me perguntou assim que fechei a porta e para o meu desgosto Helena estava ao seu lado.

—Tive problemas não pude chegar mais cedo. –Digo tentando passar, mas Jack aparece ao lado da mãe com um sorriso falso em seu rosto.

—Claro que teve, Christian se meteu em uma briga de novo Carrick você deveria tomar mais cuidado com seu filho ele não pode sair atacando as pessoas como vem fazendo. –O veneno em sua voz me fez ter ainda mais raiva.

—Eu não acredito que você fez isso outra vez Christian quando essa sua fase rebelde vai passar eu não sei mais o que fazer com você. –Meu pai estava nervoso passando as mãos no cabelo.

—Vamos jantar querido você pode conversar com Christian logo depois disso. –Helena disse sorrindo para ele e isso fez com que um nojo surgisse em mim.

—Vamos para a mesa, mas não pense que vou esquecer esse assunto vamos conversar sobre isso mais tarde. –Ele disse indo para a sala de jantar.

Fui obrigado a caminhar para lá também vendo que Jack já estava sentado e ao lado sua irmã que quase nunca falava em nossos jantares e para o meu desespero tive que me sentar ao lado de Helena que assim que me viu sentado levou sua mão a minha perna a apertando. Eu a empurrei mais isso não pareceu uma negativa já que sua mão voltou direto a minha virilha a apertando ali também eu já estava enjoado de todas as suas tentativas baratas então empurrei sua mão me levantado rapidamente vendo os olhos de meu pai sobre mim.

—Onde você pensa que vai Christian? Nós vamos jantar em família e eu não deixei você sair da mesa. –Meu pai disse me olhando.

—Então temos um problema pai essa aqui não é a minha família e o senhor sabe muito bem disso. –Digo vendo o sorriso de Helena e de Jack enquanto os olhos azuis somente me encaram como sempre fazia.

Sinto uma mão em meu ombro e isso faz com que eu volte de minhas lembranças, mas elas parecem bem vivas em mim já que os mesmos olhos azuis me encaram agora, Anastácia nunca havia me feito nada mas ela seria a minha isca perfeita para que eu pudesse atingir Helena a onde mais á doía que era o seu amado filho Jack.

—Você tem a minha resposta? –Perguntei a vendo olhar para o irmão e depois para mim.

—Isso vai acontecer somente uma vez? –Sua voz fraca me mostrou o quanto ela estava relutante em me dizer aquilo.

—Você rejeitou a minha primeira proposta então eu não quero você somente uma vez Anastácia você vai ser minha por dois meses e em troca eu resolvo todos os seus problemas. –Eu sabia que minha proposta era no mínimo absurda, mas eu contava com seu desespero para que ela aceitasse.

—Eu não posso estar longe de Jack e de Summer por muito tempo, minha sobrinha é pequena e eu sou a única pessoa que ela tem no mundo. –Suas palavras me fazem olhar para a porta vendo a menina dormindo em sua cama.

—Vou levar vocês para um apartamento no prédio onde moro e vou contratar uma pessoa que cuide deles enquanto você estiver comigo. –Ela me olha soltando uma risada seca me fazendo ver que ela não havia gostado de minhas palavras.

—Então eu serei a sua puta particular que fica a sua disposição para quando você bem entender? –Seu rosto corado me mostrava sua raiva.

—Eu não usaria essas palavras, mas se você as quer usar eu não me importo. –Digo escutando uma batida na porta e isso indicava que Taylor havia resolvido todos os problemas que haviam lá fora. –Taylor já pagou sua divida com o proprietário da casa e com o agiota e você se muda amanhã mesmo. –Digo fazendo com que ela me olhe assustada.

—Eu não aceitei ainda, como você tem tenta certeza que vou cumprir o que você quer se já pagou todas as minhas dividas? –Me aproximo e Anastácia da um passo para trás ficando presa entre mim e a parede.

—Eu sou um homem que sabe o que quer Anastácia e você deve saber muito bem disso. –Digo me aproximando sentindo o seu cheiro doce. –Mas não sou burro venha, você vai assinar algo para mim. –A puxa para sala tirando de minha pasta o contrato que me garantia ela por dois meses ao meu lado. –Esse contrato diz que você recebeu dez mil por seus serviços, seis já foram pagos e os outros quatro serão dados a você assim que nosso contrato terminar. –Digo entregando uma caneta á ela que lê atentamente antes de se virar para mim.

—Eu não sou como minha mãe Christian, mas eu não tenho outra opção, Summer vem em primeiro lugar e no momento você está certo eu não posso cuidar dela. –Anastácia diz assinando os papeis em suas mãos.

—Fiquem prontos, uma equipe medica vira transportar Jack e Taylor á levara até seu novo apartamento amanhã á tarde. Foi um prazer fazer negócios com você Senhorita Steele. –Vejo um pouco de raiva em seus olhos, mas não me importo vou até a porta e a abro, mas antes que eu saia sua pergunta me para.

—Você sabia que ele estava aqui, ou sua aparição foi algo inesperado? –Sua pergunta me faz sorrir, não eu não sabia sobre o bandido em sua porta, mas isso era algo que ela não precisava saber.

—Apenas me agradeça, salvei sua vida e lhe darei uma oportunidade de melhorar a sua vida e de sua sobrinha. –Digo vendo ela se aproximar de onde eu estava.

—A que preço não é mesmo? –Sua piada sarcástica me fez querer rir, mas eu não faria isso em sua frente.

—Ele valera a pena um dia para você. –Me virei olhando em seus olhos. –Mas para mim ela já está valendo. –Digo e não espero por sua resposta e vou direto ao meu carro onde Taylor já me espera com a porta aberta.

Olhei pela janela á vendo fechar a porta, Anastácia nunca havia sido o alvo do meu ódio direto assim como seu irmão e mãe, mas ela seria a minha a arma certa para que eu destruísse Helena em seu novo golpe em um dos meus acionistas. Peguei meu telefone e liguei para Elliot que atendeu no segundo toque.

—Ela aceitou? –A preocupação em sua voz me mostrava que ele não gostava de minha ideia.

—Ela relutou, mas eu estou com a sua assinatura. –Digo escutando o seu suspiro em frustração. –Eu sei que você não gosta de minha ideia Elliot, mas eu vou seguir em frente mesmo assim.

—Você vai usar uma pessoa com sua prostituta particular, vai levar ela em jantares e bailes a usando, ainda mais tudo isso para que Helena suma de uma vez por todas de sua vida? –Ele parecia indignado. –Acha que ela merece isso Christian?

—Ela aceitou Elliot. –Digo tentando conter minha raiva, mas por incrível que pareça a raiva era sobre mim mesmo.

—Ela não teve outra opção e você sabe muito bem disso Christian. Eu só espero que você não á destrua para conseguir algo que nós dois sabemos que não vale a pena. –Ele faz uma pausa. –Seu pai morreu, Helena deveria ser passado para você, mas não, você continua com sua frieza e não deixa ninguém entrar. –Ele diz jogando em mim tudo o que eu já sabia.

—Helena e Jack destruíram a minha relação com meu pai com mentiras eu não estive ao seu lado quando ele morreu o que estou fazendo não é nem metade do que eles mesmos fizeram comigo.

—Você está escutando o que está dizendo? Essa menina não esteve envolvida em nada disso ela é inocente assim como você foi. –Disse tentando me convencer.

—Ninguém me garante isso, ela é igual á mãe e nada vai me fazer mudar de ideia. –Digo convicto eu levaria meu plano até o fim.

—Espero que não se arrependa meu amigo. –Ele diz por fim encerrando a ligação.

Eu não me arrependeria eu tiraria Helena de uma vez por todas de minha vida e de quebra ainda teria sua filha em minha cama por um tempo.

Notas finais
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