O Contrato.

22 Capitulo 20.


Notas iniciais
Meninas quero agradecer pelos comentários me desculpe por não ter postado o capitulo antes, já que o bônus veio primeiro, espero que gostem.

Capitulo 20.

Olhar para ela nos braços de outro homem fez com que todo o meu corpo tremesse de raiva. Sim, era o ciúmes me corroendo e eu sabia disso. Ela estava me mantendo afastado e no primeiro momento correu para os braços de um cara qualquer, e ver isso acabou comigo. Eu entendia que ela ainda estava com raiva, assim como entendia que esse não era o momento para termos uma conversa, já que por mais que eu odiasse Jack, ele era seu irmão e ela o amava. Mas a ver abraçada ao homem á minha frente foi de mais para mim, então resolvi sair, eu precisava espairecer por isso corri para o elevador e liguei para Taylor para que ele levasse a minha chave do carro e para que ligasse para o piloto para que eu pudesse planar. Isso era o que me relaxava e depois de todos os acontecimentos, era exatamente disso que eu precisava. Quando cheguei á garagem Taylor já esperava por mim com a chave e assim que ele me entregou caminhei para o carro enquanto ele seguia para o outro. Eu sabia que podia o deixar dirigir, mas eu precisava da emoção de estar atrás de um volante, então arranquei com o carro e segui meu caminho.

Quando estava na metade de meu caminho meu telefone tocou e eu o atendi já sabendo que era Elliot ali, eu já esperava por sua ligação depois de minha saída repentina, ele tentou me convencer a não planar, disse que eu precisava estar concentrado e que isso não aconteceria até que eu resolvesse meus problemas com Ana, mas preferi não dar bola e segui com meu plano chegando ao campo onde os planadores ficavam rapidamente. Assim que tudo estava pronto, o avião decolou enquanto eu era rebocado por ele. A vista de cima era simplesmente linda e eu nunca me cansava dela, ver Seattle de cima mesmo que de longe era algo magico, e quando ganhamos a altitude necessária para que a corda fosse solta o piloto me avisou e eu logo confirmei que estava pronto.

A cada pirueta que eu dava eu sentia a tensão saindo do meu corpo, eu amava estar aqui em cima, ver tudo do alto sempre foi á solução para os meus problemas, mas mesmo assim á imagem de Ana com raiva, triste e abraçada a outro homem ainda rondavam a minha cabeça, fazendo com que eu perdesse um pouco do equilíbrio que precisava para estar ali. Quando dei por mim já havia levado o planador para o lado contrario das rajadas de ventos e isso estava fazendo com que ele rodopiasse sozinho e mesmo eu tentando o controlar estava quase impossível, avisos eram dados á mim, mas mesmo assim eu não conseguia tirar o planador daquele local então á única solução que tive foi o controlar o máximo possível, já que eu podia ver que estávamos quase chegando a terra. E quando o impacto com a terra foi inevitável eu sentia minha cabeça ser jogada para trás enquanto uma pontada em minha costela fez com que eu gritasse alto. Eu podia escutar bem ao fundo barulho de algumas pessoas chegando perto e foi ai que abri meus olhos vendo Taylor ali ao meu lado parecendo completamente preocupado.

—Senhor Grey? –Ele disse apresado e eu olhei para ele sentindo um incomodo por ter que me virar. –Eu vou ligar para a sua mãe, vou avisar ao senhor Elliot... –Ele disse e eu neguei com a cabeça eu não os queria aqui, pelo menos não agora.

—Ligue para Elliot depois que os médicos me examinarem, não quero a dona Grace lá até que eu tenha certeza que estou bem, ela não precisa se preocupar a toa. –Digo e vejo que ele me olha com duvidas enquanto a ambulância chega. –Faça o que eu pedi Taylor e nada mais do que isso.

Ele assente e logo se afasta para que os paramédicos me tirem dali, fora a dor em minhas costelas e cabeça eu já não sinto nada, mas é ai que meus olhos pesam e a ultima coisa que vejo em minha frente são as luzes da ambulância. Abro os olhos assustado e vejo que tudo ao redor está branco e que Taylor está na porta me encarando parecendo completamente preocupado, minha cabeça já não pesa mais, mas assim que tento me mover minha costela reclama fazendo com que eu pare na mesma hora para que a dor não continue.

—Eu não faria isso se fosse você. –Vejo um senhor todo vestido de branco entrando em meu quarto. –O senhor tem muita sorte senhor Grey a queda poderia ter o matado, mas tudo o que o senhor tem são duas costelas quebradas. –Ele me diz parecendo surpreso.

—Quando vou poder ir para casa? –Pergunto sentindo a minha garganta seca e ele caminha até a jarra de agua ao meu lado e despeja um pouco do liquido em um copo e me entrega, e eu o bebo aos poucos.

—O senhor poderá ir embora hoje mesmo eu conheço sua mãe, Grace. –Ele me diz e eu o olho desconfiado. –Vou receitar alguns remédios para dor, tenho certeza que ela cuidará de você melhor do que qualquer outro medico nesse hospital. –Ele caminha de volta para a porta e sai por ela enquanto Taylor entra com uma sacola em suas mãos.

—Comprei assim que o medico disse que o senhor poderia ir embora. –Ele me diz fazendo com que eu assinta. –Avisei ao senhor Elliot e foi quase impossível o convencer a ficar no apartamento, mas eu garanti a ele que o senhor está indo para casa essa noite. –Ele me diz todo profissional.

—Quanto tempo eu dormi, Taylor? –Pergunto por que não faço ideia de que horas são e a única coisa que posso ver pelas janelas e que o sol esta começando a se por.

—Por cerca de duas horas, o doutor me explicou que seu corpo somente precisava descansar do acidente. –Ele diz e logo uma enfermeira entra para tirar o soro e com isso Taylor sai do quarto.

Trinta minutos depois eu estava sentado confortavelmente no banco de trás do meu carro com Taylor dirigindo. Ele havia passado em uma farmácia e comprado todos os meus remédios e agora eu estava indo para meu apartamento para que eu pudesse descansar, o que eu achava que seria impossível já que toda a minha família estava lá. Assim que Taylor entrou na garagem eu respirei fundo sabendo o que teria que enfrentar quando chegasse ao meu apartamento. Por isso sai do carro e fui direto para o elevador com Taylor a minha frente e não demorou muito para que eu chegasse ao meu destino. Assim que as portas foram abertas eu pude escutar as vozes que vinham de lá de dentro e quando meu segurança saiu fazendo com que eu caminhasse logo atrás dele eu olhei para todos vendo que eles me encaravam. Minha mãe me encarava procurando qualquer coisa fora do lugar. Mia chorava abraça a Ethan e Ana estava paralisada com o maldito Paul ao seu lado.

—Papai... –Summer foi a primeira a correr até mim se jogando em meu corpo e infelizmente eu não podia a pegar. –Pega papai, pega... –Ela pediu esticando os braços e Taylor a pegou a colocando ao meu lado para que eu não me abaixasse.

—O papai está um pouco machucado, querida. –Digo e sinto minha mãe se aproximar rapidamente me abraçando enquanto eu ainda olhava para Summer que parecia confusa. –Papai pode pegar você depois? –Pergunto para ela que assente se inclinando para frente para dar um beijo em meu rosto.

—Eu pode cuida papai? –Ela me pergunta e eu sorrio assentindo enquanto aperto minha mãe em meus braços.

—Claro que pode querida. –Minha mãe e eu respondemos ao mesmo tempo fazendo com que todos na sala rissem enquanto Mia se aproximava do meu outro lado me abraçando apertado, fazendo com que eu reclamasse pela dor.

—Nunca mais faça isso está me ouvindo Christian? Eu quase morri quando descobri que aquele maldito planador caiu. –Ela disse ainda me apertando. –Eu sou sua irmã e quero ter muitos sobrinhos. –Ethan se aproximou rindo enquanto escutava sua mulher.

—Você é muito cabeça dura cara. –Elliot se aproximou e eu me senti sufocando em meio aos abraços de todos. –Eu disse para não subir naquela coisa, não disse? –Sim, ele havia dito e eu não havia escutado mas agora eu estava aqui á salvo e isso era o que importava.

—Será que eu posso? –Escutei uma voz baixa e abafada ao nosso lado e isso fez com que todos se separassem de mim de vagar para que Ana se aproximasse, ela estava com os olhos vermelhos e seu rosto estava um pouco inchado e molhado. –Eu fiquei preocupada. –Ela diz vindo até mim e me dando um abraço desengonçado.

—Eu estou bem, não se preocupe. –Digo olhando para Paul que nos encava. –Acho que só preciso me deitar um pouco. –Digo para todos que assentem. –Queria pedir para Summer ficar aqui essa noite, você se importa? –Pergunto a Ana que ainda está a minha frente me olhando.

—Não é... você de estar cansado... eu posso ficar... –Ela fala, mas eu nego, esses sentimentos loucos em mim não iram ajudar com ela por perto.

—Minha mãe vai ficar. –Digo caminhando para perto de dona Grace que me olha com se estivesse me perguntando o que merda eu estava fazendo. –Você trás ela pra mim?–Pergunto para ela que assente caminhando até Taylor.

—Você ainda não disse o que aconteceu para que seu planador caísse Christian. –Mia diz e eu olho para minha irmã vendo o medo e a curiosidade em seus olhos.

—Eu fui imprudente Mia, deixei outras coisas me distraírem. -Digo e olho para Anastácia. –Mas isso não vai acontecer novamente, eu prometo. –Garanto a ela enquanto caminho para meu quarto a passos lentos já que não posso fazer movimentos bruscos.

Quando estou quase pronto para me deitar minha mãe aparece com Summer e uma grande bandeja com uma sopa que Gailhavia preparado. Há dois pratos ali então imagino que um deles seja para Summer que esta sorridente sentada esperando por mim. Como estou sem camisa minha mãe olha diretamente para a mancha que esta começando a se formal na lateral do meu corpo.

—Taylor me passou o telefone do hospital enquanto Gail fazia a sopa de vocês. –Ela me diz enquanto me sento ao lado de Summer que vem até meu colo. –Falei com o medico que atendeu você e ele me disse que tenho um filho muito sortudo já que com a sua queda algo pior poderia ter acontecido. –Ela me diz enquanto Summer se inclina para pegar a colher com a sopa levando direto a minha boca.

—Able papai... –Ela me diz risonha fazendo com que eu abra a boca para que ela me alimente. –Mamãe semple cuida de mim quando eu to dodói. – Ela me diz levando a colher de novo para o prato. –Quelo cuida de ocê. –Ela diz fazendo com que eu ria.

—Você foi muito frio com ela. –Minha mãe diz enquanto Summer derruba um pouco de sopa em meu peito. –Ela estava preocupada e ainda está, já que só foi embora por que seu amigo a abrigou. –Pensar em Ana com Paul estava me deixando enjoado.

—O que tínhamos acabou. –Digo olhando para Summer que ainda continua a derrubar a sopa em mim enquanto me alimentava. –Temos somente uma coisa que nos liga. –Ela não parece acreditar mas assente mesmo assim.

—Eu vou estar na sala, vejo que você tem uma ótima enfermeira já cuidando do seu caso. –Eu e Summer rimos enquanto ela sai.

Assim que ficamos sozinhos eu ajudo Summer com a comida e a alimento assim como ela estava fazendo comigo, gosto de a ter aqui, gosto de sentir o seu cheiro de criança, e isso é o que mais vou sentir falta quando não puder a ver todos os dias. Eu havia dito para Anastácia esquecer o contrato e era isso o que eu faria também, eu a livraria da obrigação de estar comigo, mas mesmo assim ainda a manteria no apartamento a baixo para que eu não perdesse Summer de vista. Assim que terminamos fui ao banheiro me limpar e quando voltei para o quarto Summer estava enrolada em minhas cobertas pronta para dormir.

—Pou que a mamãe não ficou? –Ela me pergunta enquanto eu me deito com cuidado. –Eu goto dela pla domi. –Ela se acomoda do lado que não esta machucado e eu levo meus dedos aos seus cabelos.

—A mamãe precisou ficar no apartamento de vocês hoje. –Digo para ela que assente enquanto eu ligo a televisão em algum canal de desenhos para que ela se distraia. –Hoje seremos só nós dois princesa.

Eu queria mais, eu somente descobri isso tarde de mais. Talvez toda essa proposta absurda tenha sido um erro, eu tinha uma vida boa, eu era dono das minhas próprias vontades antes de Ana voltar e agora tudo gira em torno dela, tudo o que faço é pensando no seu bem estar. Mas eu entendo a sua raiva, fiquei assim por um longo tempo depois de sair da casa do meu pai, por isso vou a libertar de mim, darei a ela outro emprego em minha empresa, e seguirei em frente. Esses pensamentos rodam em minha cabeça enquanto eu vou fechando os olhos. Eu estou cansado e tudo o que quero agora e dormir. Posso sentir uma mão em meus cabelos e escuto bem ao fundo vozes sussurradas e tudo o que eu mais quero é voltar a dormir, mas não consigo já que cada vez mais as vozes me atrapalham.

—Eles ficam lindos juntos. –Posso identificar a voz de minha mãe e por isso não abro os olhos, quero escutar com quem ela está conversando.

—Ele está bravo comigo, assim como eu estou com ele. –As mãos penetram novamente em meus cabelos assim que escuto a voz doce de Ana. –Ele nem olhou direito para mim quando chegou, nem me abraçou direito. –Ela diz e posso sentir que ela vai começar a chorar. –Eu estava muito brava com ele, mas tudo passou quando soube do acidente. –Eu quero abrir os olhos, mas a voz de minha mãe me impede.

—Christian era um menino lindo desde que nasceu. –Posso sentir o sorriso em sua fala. –Ele cresceu idolatrando o pai, Carrick era tudo para ele e quando tudo aconteceu... –Sua voz fica embargada. –Ele mudou completamente, muito antes ele já havia mudado, mas desde que o pai morreu ele se fechou em seu próprio mundo e tudo o que valia para ele era o dinheiro e sua posição social. –Posso sentir a sua angustia. –Ele mudou desde que você e Summer apareceram, eu vejo o meu filho sorrindo, eu vejo que o amor dele não é direcionado somente a mim e a Mia, ele é apaixonado por vocês e mesmo não sabendo o motivo para a briga de vocês eu posso ver o amor nos olhos dos dois. –Senti um movimento na cama e aposto que é minha mãe se sentando ali. –Eu não fui forte o bastante para lutar pelo o homem que eu amava, mas eu quero que você seja, eu sei o quanto dói perder o homem que se ama e eu não quero que isso aconteça com você também. –Logo todo o quarto fica em silencio e eu posso escutar alguém se levantando.

—Eu amo você. –Escuto a voz de Ana falando bem perto de mim e isso faz com que eu me arrepie. –Eu amo você desde que você me beijou naquela piscina, eu amei você mesmo quando você foi embora, e amo você mesmo estando com raiva de você por ter me deixado sofrer tanto. –Ela soluça e continua a falar. –Hoje quando Elliot me disse do seu acidente tudo o que me veio á cabeça foi o seu olhar magoado de quando saiu, tudo o que eu pensava era que eu nunca mais veria você, e o quanto isso estava doendo em mim, sua mãe está certa eu tenho que lutar por nós. –Ela beija o meu rosto. –Eu pretendo dizer isso a você amanhã se você pelo menos me deixar chegar perto. –Posso sentir sua magoa.

—Espere. –Eu seguro o seu braço na mesma hora em que ela vai se levantar e Ana me olha assustada. –Você não precisa me dizer nada amanhã, eu pude escutar tudo muito bem hoje. –Digo enquanto ela me olha com os olhos arregalados. –Me desculpe por ter ido embora anos atrás sem perguntar nada a você, me desculpe por ter ido embora hoje só por que estava com ciúmes, acho que eu tenho que parar com essa mania de ir embora todas ás vezes. –Digo tentando fazer graça. –O que eu quero dizer é que eu também te amo e ver você abraçada com ele hoje foi horrível para mim. –Digo por que não quero mais que exista mais nada entre nós. – Ver você com ele me mostrou que posso estar tirando de você o seu direito de escolha e não quero fazer isso Ana.

—Do que você está falando? –Ela me pergunta enquanto se senta novamente ao meu lado. –Você não está me tirando nada Christian eu disse que ... –Eu a paro.

—Nossa relação começou da pior maneira possível, eu comprei você para que eu a levasse para cama. –Digo e vejo uma careta em seu rosto. –Talvez agora você queira algo diferente, algo que você mesma possa escolher, eu já pensei em tudo, vou pedir para Elliot cancelar nosso contrato, vou deixar vocês no apartamento aqui em baixo e vou... –Ela colocou um dedo em meus lábios me fazendo calar a boca.

—Sim Christian, tudo começou da pior maneira possível, mas eu não quero estar em outro lugar que não seja aqui. – Ela me diz sorrindo. –Hoje quando você chegou e mal me abraçou doeu muito em mim, mas mesmo assim tudo o que eu queria era ficar com você. –Ela diz chegando mais perto. –Paul é um amigo e você sabe muito bem que o único homem que tive em toda a minha vida foi você. –Ela me diz e eu sorrio. –E outra eu tenho certeza que Paul preferiria você a mim. –Ela diz fazendo com que eu a olho espantado enquanto ela cai na risada fazendo com que Summer se remexa ao meu lado.

—Ele é gay? –Pergunto e Ana assente ainda sorrindo e mesmo não podendo ver meu rosto eu imagino que estou com a maior cara de idiota. –Por que não me disse isso antes? –Pergunto irritado e isso só a faz rir mais.

—Você saiu correndo daqui não perguntou nada a ninguém, eu não imaginei a hipótese de ciúmes até Paul me perguntar. –Ela disse com se isso fosse a coisa mais normal do mundo. –Eu não sabia que você cairia do céu por causa disso. –Ela diz se aproximando e deitando sua cabeça em meu peito fazendo com que eu trema um pouco pela dor.

—Me desculpe por ter assustado você. –Digo a arrumando em meu peito. –Eu achei que sair seria a melhor coisa a se fazer e pelo visto não era. –Digo soltando um riso fraco. –Me desculpe pela forma como tratei você assim que cheguei. –Ela assente sem responder.

—Temos muitas coisas que precisam ser resolvidas ainda. –Ela me diz e eu assinto, já que sei que tenho varias coisas a dizer a ela ás primeiras são sobre minha vasectomia e a conta que fiz para Summer a algumas dias atrás.

—Podemos fazer isso amanhã? –Pergunto á ela e a mesma se levanta antes que eu a consiga parar. –Onde você vai? –Pergunto para ela que olha para mim sem entender.

—Achei que você não me queria aqui. –Ela diz parecendo perdida enquanto um sorriso surgiu em meu rosto.

—Você vem até aqui, diz que me ama e acha que vai dormir em qualquer outro lugar que não seja ao meu lado. –Eu pergunto fazendo com que um sorriso surja em meu rosto. –Venha logo antes que eu mesmo vá ai pegar você. –Digo a fazendo sorrir enquanto tirava seus sapatos e se deitava ao meu lado tomando todo o cuidado para não relar em meu machucado.

—Eu amo estar aqui. –Ela diz se aconchegando enquanto eu a puxo para mais perto dando um beijo em seus cabelos e levantando seu rosto para que eu pudesse levar minha boca a sua. Fazendo com que Ana a abrisse para que nossas línguas se encontrassem em uma dança sensual fazendo com que eu queria mais do que um simples beijo. –Você não pode... –Ela se separa de mim ofegante. –Summer está aqui e você está machucado. — Ela me lembra.

—Eu amo que vocês estejam aqui. –Digo dando um selinho em seus lábios, e logo depois puxo Summer para mais perto de mim. Eu sabia que nossos problemas não estavam resolvidos, ainda tínhamos muito que conversar, mas agora eu tinha a certeza que ela me amava assim como ela tinha a certeza que eu a amava. E juntos nós conseguiríamos resolver tudo o que estava ao nosso redor.

Notas finais
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