O Contrato.

19 Capitulo 18.


Notas iniciais
Meninas estou adorando saber como vocês estão gostando do que estou escrevendo, cada comentário me incentiva a escrever mais e mais por isso tenho mais um capitulo pra vocês. Quero agradecer a Beijocas de uma Belieber amei suas palavras então quero dedicar o capitulo a você espero que goste.

Capitulo 18.

Muitas coisas estavam se passando em minha cabeça. As revelações de Jack e sua morte fizeram com que uma bagunça se instalasse em mim. Tudo o que eu conseguia pensar era que ela não era culpada e que eu havia sido injusto com ela durante todos esses anos. Eu via raiva e magoa em seus olhos quando a levei para o seu quarto e vi como ela me olhou quando saiu daqui para ir ao meu apartamento. Anastácia queria se manter afastada de mim e eu não podia a julgar por isso, eu havia feito coisas horríveis a ela. Mas eu tentaria me redimir essa noite, já que falei serio quando disse que queria terminar esse maldito contrato. Eu a quero do meu lado de livre e espontânea vontade, já que decidi finalmente assumir que sou e sempre fui apaixonado por Ana. Então eu lutaria por ela e lutaria por Summer também, minha pequena menina loira de olhos verdes conquistou meu coração e mesmo tentando resistir a ela de todas as formas humanamente possíveis, Summer me conquistou um pouquinho de casa vez.

Olho para frente vendo o medico que Taylor havia chamado para analisar e fazer o atestado de óbito de Jack trabalhando junto com Emma, que explica os últimos dias de Jack a ele. Desde que sai da casa de meu pai jurei a mim mesmo que nunca mais deixaria Jack Steele atrapalhar a minha vida outra vez, e que faria de tudo para esquecê-lo, mas agora aqui estava eu, olhando para o homem que já me fez muito mal e cuidando de todos os preparativos para o seu funeral. Mas eu sabia que havia algo que era muito mais importante do que enterrar Jack, agora que ele estava morto Leila era a mãe e teria todos os direitos possíveis sobre Summer e era isso o que eu tentaria impedir. Peguei meu telefone e disquei o numero de Elliot que chamou e chamou varias e varias vezes me fazendo ligar novamente até que uma voz rouca e muito nervosa chamou a minha atenção.

—Eu espero que alguém tenha morrido Grey ou é você quem vai morrer já que acabei de deixar a minha mulher na cama. –Ele disse não me deixando dizer quaisquer palavras.

—Jack morreu. –Digo o fazendo soltar um palavrão enquanto escuto a voz de Kate ao fundo. –Quero que você descubra se Jack deixou qualquer coisa que garanta a guarda de Summer, e se ele não estiver feito isso Elliot eu quero que você vire essa maldita cidade do avesso até conseguir que Summer seja de Anastácia. –Digo com o tom autoritário para que ela saiba que não estou brincando.

—Você sabe que eu não sou da vara de família, você precisa ligar para o contato que te passei. –Ele diz suspirando. –Paul vai aconselhar Ana muito bem... –Ele diz fazendo com que uma raiva cresça em mim.

—LEVANTE ESSA MERDA DESSA BUNDA E VÁ ATRÁS DO QUE EU MANDEI VOCÊ FAZER, QUERO O MALDITO PAPEL QUE GARANTA QUE SUMMER É LEGALMENTE DE ANA, ESTA ME OUVINDO BEM ELLIOT? –Grito fazendo com que o médico e Emma me olhem assustado.

—Eu estou indo Christian. –Escuto sua voz derrotada e desligo o telefone. Volto minha atenção para o médico e ele caminha até mim parecendo muito cauteloso por minha explosão.

—Tudo está pronto senhor Grey. –Ele diz me mostrando alguns papeis. –O corpo será levado e logo depois será liberado para o funeral. –Ele me mostra onde tenho que assinar e assim que o faço ele me lança um sorriso amarelo. –Meus pêsames. –Suas palavras são ditas enquanto ele caminha novamente para o corpo de Jack.

—Senhor Grey? –Olho para trás vendo Taylor ali e por sua cara as noticias não são nada boas. –A senhora Helena está lá em baixo e como o senhor me pediu eu proibi sua entrada no prédio, mas isso não a impediu de fazer um escanda-lo. –Taylor parece irritado assim como eu fico.

—Ela vai embora a algum momento. –Digo não parecendo certo disso. –Cuide para que Jack seja levado e mande preparar seu funeral, leve Emma para sua casa quando ela estiver pronta, ela precisa descansar. –Digo o fazendo assentir. –Eu vou subir Taylor, qualquer coisa me ligue. –Digo e recebo uma confirmação.

Eu sabia que podia confiar completamente em Taylor. Assim que caminho até a porta e depois até o elevador um medo surge em mim, Ana pode não querer me ouvir, ela pode querer ir embora, ela pode até mesmo me impedir de ver Summer e para mim qualquer uma dessas opções me deixa aflito. Eu a quero aqui, eu a quero ao meu lado assim como a quero em minha cama. Digito a senha do elevador e rapidamente chego ao meu apartamento vendo que tudo esta em um silencio, caminho até meu quarto vendo que as roupas de Ana estão em meu banheiro, mas não a sinal delas em minha cama, por isso caminho por todo o apartamento até que chego á sala de televisão e escuto o barulho de algum desenho vindo dali. Caminho nas pontas dos pés e assim que entro eu as vejo deitadas em meu sofá, completamente espalhadas e dormindo. Com cuidado para não acorda-las eu desligo a televisão e pego Summer em meu colo fazendo com que Anastácia se remexa e a levo para o meu quarto a colocando deitada no centro da minha cama. Quando volto para a minha surpresa Ana esta acordada olhando para todos os lados.

—Ela está em minha cama. –Digo fazendo com que ela olhe para mim por um tempo antes de assentir. –Ana será que podemos conversar? –Pergunto e ela rapidamente nega com a cabeça.

—Eu não acho que temos o que conversar, nós ainda temos algum tempo de contrato e quando tudo isso acabar eu vou embora e vai ser como se nada estivesse acontecido. –Ela diz me encarando.

—Eu disse á você que não queria mais o contrato, mandei você o esquecer. –Digo a fazendo negar com a cabeça. –Eu falei serio essa tarde, Ana. –Digo tentando me aproximar, mas ela se afasta.

—Você mentiu e me usou da pior forma possível, eu sempre imaginei que você me queria com você para se vingar de Helena, mas não, você me queria com você para se vingar de mim Christian. –Ela diz com raiva. –Eu nunca fiz nada além de amar você e tudo o que eu ganhei em troca disso foi ser abandonada e usada. –Eu não sabia o que dizer.

—Eu quero conserta tudo isso. –Digo a vendo negar. –Eu quero começar outra vez, eu quero poder dar a você e a Summer o um futuro melhor. –Digo fazendo com que uma careta surja em seu rosto.

—Eu digo que amo você e você me propõem uma vida melhor? É isso mesmo? –Ela diz indignada. –Eu posso ter procurando você por dinheiro Christian, posso ter aceitado sua proposta, mas isso não quer dizer que eu somente penso no dinheiro, fiz isso por Summer e por Jack e não por uma vida de conforto, quando tudo isso acabar eu vou embora e você nunca mais vai me ver ou a Summer novamente. –Ela diz saindo mas eu seguro o seu braço fazendo com que ela pare.

—Você não pode fazer isso. –Digo e posso sentir o quanto minha voz está elevada. –Você não pode a tirar de mim assim, eu a amo e Summer me ama também. –Digo fazendo com que ela assinta.

—Summer ainda é muito pequena e pode esquecer ás coisas rápido, eu vou dizer que o moço bonito não pode a ver mais e mesmo que ela sofra no começo isso vai passar com o tempo, as crianças podem esquecer coisas. –Ela diz me fazendo olhar indignado para ela. –Eu só quero que você se mantenha o mais longe possível dela de agora em diante. –Ela diz tudo olhando em meus olhos. –Você quer sexo eu posso vir aqui e faze-lo e depois eu volto para ela.

—Acha que o sexo é o que me importa agora? Acha que estou ligando para comer você quando você me diz que não vou mais poder ver Summer? –Essa pergunta a desestabiliza. –Eu posso lutar por ela Anastácia, e é isso o que vou fazer caso você não me deixe ver ela. –Digo a fazendo arregalar os olhos.

—Você não faria isso, faria? –Sua pergunta e o medo em seu rosto me mostrou que ela pode ver o quanto eu estava falando serio. –Ela é minha Christian, você não pode a tirar de mim. –Seus olhos agora estavam se enchendo de lagrimas. –Eu a amo, você não pode... –Ela veio até mim e bateu em meu peito. –Ela foi tudo o que ele me deixou... –A cada soco que ela me dava lagrimas mais grossa caiam dos seus olhos.

—Eu não quero a tirar de você. –Digo segurando os seus braços e a apertando em meu corpo enquanto todo o seu corpo se convulsiona pelo seu choro. –Quero somente poder vê-la, quero estar com ela Ana, eu a amo. –Digo ás palavras que estavam presas em minha garganta e isso faz com que Ana levante a cabeça olhando bem em meus olhos.

—Você á ama? –Ela diz parecendo querer testar as minhas palavras em sua boca e logo depois ela me encara profundamente. –Ela o ama. –Ela me diz me fazendo assentir eu não preciso de palavras por que eu sei que ela me ama. –Eu não posso afastar vocês dois, mas não quero você perto de mim agora Christian. –Ela se solta e caminha até a porta. –Eu posso pegar ela e a levar para o outro quarto, mas eu não quero dormir com você. –Ela me diz me fazendo assentir eu já esperava por essas palavras.

—Fique lá com ela. –Digo a fazendo assentir e se virar para sair, mas antes que ela não esteja mais eu meu campo de visão eu a chamo fazendo com que ela me encarre. –Me desculpe. –Digo por que quero que ela me perdoe. –Me desculpe por ter ido embora, me desculpe por não ter perguntado a você, me desculpe pela forma que tratei você quando apareceu em meu escritório e me desculpe pela proposta que fiz a você. –Digo por que quero ser completamente honesto com ela. –Só não vou pedir desculpas por ter feito você a minha mulher, por que de tudo o que eu fiz essa era a única coisa que eu repetiria. –Digo a fazendo corar e assentir enquanto saia sem me dizer qualquer palavra por minha recente declaração.

Eu olho ao redor eu vejo que tudo está escuro e eu sei que no andar de cima há vários quartos onde eu posso me deitar, mas eu não subo, vou até onde elas estavam deitadas e me deito lá quero poder sentir seu cheiro mesmo não estando ao seu lado, e eu não sei se pelo cansaço, mas durmo rapidamente fazendo com que eu enterre meu rosto no travesseiro onde o cheiro de Ana está. Posso sentir a claridade batendo em meus olhos, mas não é isso que me acorda e sim uma risadinha fina e uma lambida em minha boca fazendo com que eu dê um pulo do sofá, vendo bem a minha frente Summer e Taylor que estava tentando subir no sofá.

—Papai... –Ela grita vindo até mim me fazendo sorrir. –Eu ploculei ocê. –Ela disse me abraçando e se acomodando em meu peito me fazendo a apertar ali. –Mamãe disse que ocê estava aqui.

—Onde está sua mamãe? –Pergunto fazendo com que ela aponte para a porta e na mesma hora me viro vendo Anastácia ali encostada no batente da porta olhando para nós. –Bom dia Anastácia. –Digo a fazendo assentir e posso ver por seus olhos vermelhos que ela andou chorando.

—Mamãe cholo papai. –Summer me disse enquanto Ana se aproximava do sofá se sentando longe de nós fazendo com Taylor fosse até ela e pulasse em seu colo. –Ela disse que o papai que estava deitado na cama foi para o céu. –Summer diz me olhando com a testa franzida. –Mamãe disse que ele agola é um anjinho que vai cuida de mim. – Para minha surpresa Summer não parecia triste e sim confusa.

—Ele vai cuidar de você e da sua mamãe. –Digo fazendo com que ela assinta.

—Quem vai cuida de você, papai? –Ela parece preocupada e isso me faz rir, fora a minha família ninguém mais se preocupava comigo.

—Eu cuido de mim princesa, e se eu não conseguir fazer isso tenho Taylor para me ajudar. –Digo o nome de meu segurança que na mesma hora me chama. –Sim Taylor. –Digo fazendo com que o cachorro no colo de Ana lata fazendo com que todos nos caíssemos na risada.

—Tudo está pronto senhor. –Meu segurança tem um discreto sorriso em seu rosto me mostrando que não se importa de seu nome estar no cachorro de Summer. –O carro já está a espera de vocês. –Ele me diz e eu o dispenso.

—O que acha de ir tomar um banho na banheira do papai querida, mamãe já vai lá com você. –Ana diz a ela que assente e sai correndo para o meu quarto. –Você já viu os jornais? Helena fez um escândalo aqui na frente. –Eu nego a ela e me levanto. –Eu não a quero no velório dele, Christian. –Ela me diz com lagrimas nos olhos. –Naquele maldito jornal ela diz que eu não a deixei vê-lo, foi ela quem sumiu, foi ela que o deixou doente. –Ela está frágil e o que eu mais quero é abraçá-la mas também quero respeitar as vontades.

—Vou pedir a Taylor mais seguranças. –Digo a fazendo assentir enquanto caminho para fora da sala. –Me avise se precisar de mais alguma coisa. –Eu digo e quando vou sair, sinto seus braços contornando meu corpo enquanto sua testa se apoia em minha costa. Ela me aperta contra si e eu somente seguro suas mãos que estão em minha barriga, e assim ficamos os dois, por algum tempo sem dizer nada somente abraçados, e mesmo sabendo de sua raiva por mim é bom saber que ela esta aqui.

—Mamãe... – O gritinho de Summer faz com que eu ria e posso sentir Ana fazer o mesmo antes de se soltar lentamente de mim e se afastar saindo da sala sem dizer uma palavra sobre nosso abraço demorado.

Quarenta minutos depois, nós três estamos pronto para ir ao velório que seria na parte da manhã e no inicio da tarde seria enterro. Ana se recusou a comer qualquer coisa, mas fez com que Summer comesse algumas frutas. E agora nós três estávamos no banco de trás do meu carro a caminho do cemitério. Ana se mantinha calada e olhava para fora, e a todo o momento e eu podia ver lagrimas saindo dos seus olhos, já Summer parecia completamente dispersa brincando com meu celular. Eu olhava ao redor vendo que estávamos quase chegando e com isso eu podia ver que varias pessoas da imprensa se encontravam ali. Eu havia lido o jornal antes de sair de casa e o show de Helena foi além do esperado por mim, ela acusou a mim e a Ana muitas coisas que nós saibamos que não era verdade e segundo Elliot, revidar as suas acusações só daria a ela ainda mais visibilidade e isso era tudo o que não queríamos.

Quando o carro foi estacionado, Taylor saltou para fora indo abrir a porta de Ana enquanto eu saia pela minha e estendia minha mão para Summer para que ela viesse em meu colo. Ana deu a volta no carro e quanto começamos a caminhar juntos para á entrada da capela onde o corpo de Jack estava eu a vi travar, e foi ai que eu olhei para frente vendo Helena ali, vestida completamente de preto e com um sorriso gigante em seu rosto.

—Eu não imaginei que estivesse com ela, Grey. –Helena disse se aproximando e eu apertei Summer contra mim vendo que Kate, Elliot e Mia vinham logo atrás dela. –Eu espero que dessa vez você me deixe ver o meu filho. — Ela disse para Ana que parecia não saber o que dizer.

—Você não deveria estar aqui. –Escuto a voz de Mia assim que ela chega ao meu lado e estica os braços para que Summer vá com ela. –Sabe que não é bem vinda aqui por ninguém, nem mesmo seu filho deve a querer aqui. –Minha irmã é completamente direta e não espera por uma resposta de Helena para sair com Summer.

—Garotinha abusada ela não. –Helena se aproxima de mim e tenta levar sua mão ao meu peito, mas antes que eu possa reagir vejo uma pequena mão segurando a sua e é ai que vejo que Ana despertou. –O que foi querida? Está com ciúmes ou com medo de que ele me ache melhor do que você? –Assim que termina as suas palavras a mão de Ana acerta o seu rosto, fazendo com que um estalo ecoe pelo o lugar e todos olhem para a cena.

—Você não tem vergonha na sua cara. –Ana solta sua mão quase a jogando. –Seu filho está morto e tudo o que você pensa é em se jogar em cima de Christian? –Sua voz esta se elevando a cada palavra. –QUE MALDITA MÃE DE MERDA VOCÊ É? NUNCA ESTEVE LÁ EM TODA A SUA DOENÇA, NUNCA TROCOU NENHUMA DE SUAS FRAUDAS, NUNCA O ACALMOU QUANDO ELE TINHA SUAS CONVULSÕES. VOCÊ SÓ PENSA EM VOCÊ MESMA E NADA MAIS, ENTÃO AGORA NÃO VENHA AQUI SE FAZER DE BOA MÃE, OU PARA DAR EM CIMA DE CHRISTIAN MAIS UMA VEZ, VÁ EMBORA AGORA MESMO. –A cada palavra que Ana jogava sobre ela Helena se encolhia.

—Acha que me mandar embora vai resolver os seus problemas? Está muito enganada, eu já estraguei a sua vida uma vez, posso muito bem fazer isso quantas vezes você quiser. –Ela diz e se vira para mim. –Diga a ela querido, diga o porquê de você ter ido embora anos atrás á deixando sozinha. –O sorriso de Helena parecia de alguém que havia ganhado o melhor presente do mundo.

—Acha que não sei o que aconteceu? –Ana pergunta fazendo com o que o sorriso de Helena vacile. –Acha que me importo com isso agora? Meu irmão morreu e isso é tudo o que importa para mim Helena, já sei o motivo de Christian ter ido embora anos atrás e mesmo estando com raiva dele por ter feito isso, tenho pena de você por ser essa mulher vazia e sem amor que vai ser sempre usada por alguém até que não tenha mais serventia nenhuma para qualquer homem. –Assim que termina de falar, Ana olha para mim me lança um sorriso e sai deixando a loira a minha frente completamente sem fala.

—Taylor vai levar você para o mais longe possível daqui e eu espero que você não apareça nunca mais em minha frente ou na de Anastácia. –Digo passando por ela vendo que ela me olha com ódio.

Assim que entro na capela vejo poucas pessoas ali, até onde sei todos os amigos de Jack sumiram desde que sua doença avançou a maioria das pessoas nessa sala são os vizinhos de Ana, que acompanharam seu sofrimento e em um canto afastado está a minha família que assim que me vê sorri para mim. Então caminhei até eles e passei boa parte da manhã com Summer a distraindo o máximo possível, Ana veio poucas vezes até onde estávamos e em todas elas Summer se recusava a sair dali sem mim. Isabel, a senhora que foi apenas uma vez cuidar de Summer ficou á todo momento ao lado de Ana lhe dando apoio coisa que eu queria fazer, mas eu estava respeitando seu espaço e me mantando afastado.

As horas se passaram e logo fizemos a caminhada até onde Jack seria enterrado, Ana se manteve ao meu lado enquanto eu levava Summer em meu colo, eu havia dado a ela meus óculos escuros, mas mesmo assim eu ainda podia suas lagrimas caindo. Quando chegamos ao local todos se sentaram e o padre disse palavras bonitas tentando confortar quem estava ali. Na hora de alguém dizer algo Ana se recusou, todos podiam ver o quanto ela estava abalada e por isso resolvemos encerrar tudo e jogarmos as rosas. Anastácia esperou que todos fossem para só depois olhar para mim, indicando o local me fazendo assentir.

—Vamos dizer adeus ao outro papai princesa? –Perguntei a Summer que assentiu enquanto eu me levantava com ela em meu colo e caminhava para o caixão a nossa frente.

—Adeus outlo papai. –Summer disse assim que a abaixei para que ela colocasse a rosa. –Assim papai? –Ela me perguntou me fazendo assentir.

—Adeus Jack. –Ana colocou sua rosa ali e se debruçou para sussurrar algo a ele e logo se afasta para que eles possam abaixar o caixão.

Assim que tudo está terminado, Elliot aponta para mim indicando que tem algo para me contar e eu gesticulo com a boca a palavra casa fazendo com que ele entenda e assinta me fazendo caminhar para o carro. Ana esta abalada posso ver isso em seu rosto já que agora estávamos no carro e ela resolveu tirar os óculos, mas mesmo assim ela me parece a mesma mulher forte e determinada que conheci. Quando chegamos ao Escala alguns fotógrafos cercam o carro para conseguir tirar uma foto, mas Taylor consegue ser mais rápido e nos leva para a garagem. Quando descemos Ana pede para ir ao seu apartamento, mas eu não a quero sozinha então eu a convenço de ficar em minha cobertura para que ela possa descansar enquanto eu estou com Summer.

—Que bom que chegaram, eu já estava ficando cansada de esperar eu vim buscar a minha filha. –Leila está com um enorme sorriso em seu rosto assim que entro em minha cobertura.

—Quem disse que você pode entrar aqui? –Pergunto a fazendo se encolher e noto que José está sorridente ao seu lado.

—Jack morreu e até onde sei não existe qualquer documento de afirme que Summer ter algum tutor, por isso entrei com o pedido de tutela e se nenhum milagre aparecer eu posso a levar comigo agora mesmo. –Leila diz e o homem ao seu lado que imagino que é seu advogado assente.

—Mais você não pode... –Ana pega Summer de meu colo e a aperta em seus braços ela esta com os olhos arregalados e posso ver o desespero ali.

—Ela não pode e não vai... –Olho para trás vendo Elliot ali com um grande sorriso em seu rosto. –Ainda bem que esta aqui senhora Rodrigues, eu achei o testamento de Jack por isso como todos os interessados estão aqui acho que essa seria uma ótima hora para abri-lo. –Elliot e seu grande sorriso fazem com que um alivio cresça em mim, ele não estaria sorrindo se as noticias que estavam naquela papel não fossem boas. Leila, José e seu advogado se entreolham parecendo surpresos por aquilo estar acontecendo e por isso somente assentem para meu melhor amigo que caminha até eles se sentando confortavelmente.

—Então acho que podemos começar os trabalhos. –Essas são suas únicas palavras antes que ele rasgue o papel que vai decidir o futuro de minha pequena Summer.

Notas finais
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