O Contrato.
15 Capitulo 14.
Notas iniciais
Capitulo 14.
Anastácia me olhou aterrorizada quando disse a ela que um filho não serie um problema, por que eu sabia que essa possibilidade era completamente impossível. Eu havia feito vasectomia pouco tempo depois que meu pai morreu, e por isso ter um filho com Anastácia ou com qualquer outra mulher seria impossível. Mas eu não era o tipo de homem que não queria um filho, eu somente queria poder escolher a mulher que carregaria esse bebê em sua barriga, por isso congelei meus espermas mesmo com o doutor me garantindo que minha vasectomia poderia ser revertida. Eu havia prometido que não me relacionaria com qualquer mulher e que nunca iria entregar meu coração á alguém, mas mesmo assim eu queria um filho, eu queria fazer por ele, tudo o que meu pai não foi capaz de fazer por mim. Eu sabia que precisava dizer a ela, por que o pavor em seus olhos me alertou que essa ideia rondaria sua cabeça por muito tempo.
Mas agora eu não podia por que mesmo querendo que tudo o que estava em minha frente fosse mentira, eu sabia que era a mais pura realidade. Olivia estava nua em minha sala com minha mãe parecendo completamente perplexa com aquilo. Dona Grace que agora estava apoiada em Ana, olhava entre mim e Olivia que tentava se cobrir ao máximo com seu vestido, eu havia gritado para que ela me dessa alguma resposta, mas tudo o que recebi em troca foi silencio e um olhar assustado, enquanto ela desviava seus olhos para Anastácia e pude ver um ódio crescer neles.
Eu já havia dito para Andreia se livrar de Olivia antes que Anastácia entrasse em minha vida, seus olhares e sorrisos sempre me incomodaram, eu não aceitava esse tipo de comportamento em minha empresa, eu não me relacionava com nenhum funcionário até que Anastácia apareceu em minha vida, mas a cada vez que tentava despedi-la Andreia me dizia que precisava de uma assistente e por isso fui relevando tudo o que ela fazia, mas assim que pude coloquei Anastácia como minha secretaria e com isso, muito do trabalho de Andreia se aliviaria e com isso eu poderia me livrar de Olivia, mas pelo visto ela pensou que tentar me seduzir garantiria seu emprego.
—QUE PORRA ESTÁ FAZENDO AQUI OLIVIA? QUE MERDA É ESSA? VAMOS ME FALE! –Gritei para ela que abriu a boca varias vezes tentando falar algo, e para a minha surpresa minha mãe se soltou de Anastácia e caminhou até Olivia dando um tapa em seu rosto, fazendo com que todos ficassem chocados por sua reação.
—Acha que pode entrar no escritório do meu filho e tirar as suas roupas? –Minha mãe perguntou com sua voz que eu sabia que ela usava só quando estava brava. –Se recomponha e depois vamos querer saber exatamente o que se passou nessa sua cabeça menina. –Minha mãe se virou para mim. –Se vire Christian e espere ela se vestir, acho que todos aqui merecemos uma resposta. –Suas palavras fizeram com que eu virasse de costas, dando tempo para Olivia vestir suas roupas.
—Senhor Grey acho eu melhor sair, essa conversa é algo particular e eu acho... –Anastácia olhou para mim falando essas palavras quando Olivia a interrompeu.
—Por que quer sair agora? Até poucos minutos atrás todos podiam escutar seus gemidos vindos da sala de reunião. –Suas palavras foram acidas, fazendo com que todo o rosto de Ana ficasse vermelho de vergonha, enquanto minha mãe olhava para nós.
—O que faço em minha sala não é da sua maldita conta, então me explique que porra estava fazendo em meu escritório pelada? –Minhas palavras parecem a atingir.
—Eu passei três anos trabalhando como secretaria, querendo receber qualquer atenção sua e nunca fui reconhecia, e quando ela apareceu tudo piorou. –Olivia apontou para Ana que se mantinha quieta. –Ela veio como se não quisesse nada, uma pobre coitada com roupas rasgadas e conseguiu tudo o que eu queria, e se transar com o chefe é o que ela faz, eu também posso fazer isso e garanto que vai ser muito melhor. –Assim que ela terminou eu olhei para Ana que tinha algumas lagrimas em seus olhos, as palavras de Olivia havia batido fundo dentro dela e eu sabia o motivo disso.
—Eu... — Ana olhou para os lados tentando disfarçar o choro, que estava prestes a sair. –Eu vou... – Ela correu para fora da minha sala fazendo com que eu corresse também, só que assim que cheguei ao lado de fora vi ás portas do elevador se fechando com Ana lá dentro fazendo com que eu a perdesse.
—Ela não levou a bolça senhor Grey. –Andreia me informou me fazendo soltar um palavrão assim que vi que chovia do lado de fora.
—Ligue para Taylor e mande ele a pegar, á quero em minha sala, então diga isso á ele. – Digo caminhando novamente para minha sala vendo que minha mãe e Olivia continuavam ali. –Pegue suas coisas e saia da minha empresa agora mesmo. Nunca mais quero ver seu maldito rosto em minha frente e mais uma coisa, com que eu transo ou deixo de transar não é da sua maldita conta. SUMA AGORA MESMO ESTÁ ME OUVINDO? –Gritei fazendo com que ela corresse para fora da sala enquanto passava minha mão em meus cabelos.
—O que ela disse é verdade Christian? –Eu andava de um lado para o outro, Taylor já deveria ter a trazido para cá. –Estou falando com você e quero uma resposta. –Minha mãe disse autoritária.
—Sim eu estava transando com ela em minha sala, eu andei transando com Anastácia em qualquer lugar possível e não me olha assim. –Digo olhando para o porta retrato em minha mesa vendo nossa foto ali.
—É ela não é? A menina que quebrou seu coração quando você veio morar comigo? Foi por isso que abandonou a casa do seu pai? –Ela não parecia tão surpresa quanto eu espera que ela ficasse.
—Mãe, isso é complicado e eu não posso ficar aqui e conversar com você sobre isso Anastácia esta sozinha e Taylor não me ligou ainda, eu preciso ir atrás dela e ver onde ela está. –Digo tentando desviar do assunto, mas antes que eu possa sair, minha porta é aberta por Taylor que esta sem Ana.
—Ela fugiu de mim senhor, eu tentei correr atrás dela na rua, mas foi impossível. –Ele diz me fazendo soltar um palavrão enquanto caminhava até a porta, vendo que minha mãe vinha atrás de mim.
—Mãe, eu não tenho tempo para conversar agora. –Digo entrando no elevador com ela atrás de mim. –Eu preciso encontrar Ana e essa conversa pode esperar. –O elevador nos levava direto para a garagem.
—Eu tenho tempo Christian Grey, então vou com você e só irei embora quando me contar o que esta acontecendo. – Ela diz saindo do elevador e caminhando para meu carro onde Taylor a esperava ao lado da porta.
—Corra com esse carro, ela deve ir para o Escala, então me leve até lá agora mesmo Taylor. –Digo o fazendo assentir, enquanto tirava o carro da vaga o levando para a rua.
Durante todo o caminho eu podia sentir os olhos de minha mãe em mim enquanto eu olhava para fora, procurando por qualquer sinal de Anastácia e para a minha frustração eu não a encontrei em lugar algum. Taylor corria com o carro e por isso chegamos ao meu apartamento rapidamente, fazendo com que eu saltasse para fora enquanto Taylor abriu a porta para minha mãe descer.
—Procure por ela, eu a quero em casa Taylor e faça isso o mais rápido possível. –Digo caminhando para dentro com minha mãe logo atrás de mim. Eu sabia que ela não iria embora até que eu desse algumas respostas á ela. –Sim mãe ela é a menina que fez com que eu voltasse para sua casa. –Digo a vendo assentir.
—Por que ela está aqui Christian? Por que você está tendo uma relação com ela depois de sofrer tanto, filho? –Sua voz era preocupada e antes que eu respondesse o apito do elevador soou indicando que havíamos chegado ao andar de Ana.
—Eu sei que tem muitas perguntas, mas tudo o que eu posso dizer agora é que, mesmo estando confuso e tendo feito uma coisa horrível com Ana, ela é importante para mim, mãe. –Digo abrindo a porta de seu apartamento vendo Summer deitada no sofá.
—Moço bunito. –Ela se levantou e correu até mim, fazendo com que eu a pegasse no colo. –Cadê a mamãe? –Sua pergunta me mostrou que Ana ainda não havia chagado.
—Christian... –Minha mãe me chamou fazendo com que eu me virasse para ela, negando com a cabeça para que ela não fizesse nenhuma pergunta.
—Summer querida... – Isabel, a mulher que estava cuidando de Summer apareceu e olhou para mim. –Me desculpe, eu não sabia que Ana já havia chegado. –Ela disse olhando ao redor vendo que Ana não estava ali.
—Estou aqui para liberar você, a senhora já pode ir embora, Ana vai chegar logo com meu segurança. –Digo vendo que ela me olha com duvidas enquanto eu tiro minha carteira do bolço. –Aqui está o dinheiro para o taxi. – Digo não dando qualquer espaço para que ela negue a minha ordem.
—Peça para ela me ligar quando chegar, por favor. –Ela diz pegando sua bolsa e dando um beijo em Summer que ainda estava em meu colo. E logo depois caminhou até a porta saindo por ela.
—Senhor Grey. –Emma aparece no corredor fazendo com que minha mãe olhe novamente para mim. –A senhorita Ana não veio? –Ela parecia nervosa e isso me deixou em alerta.
—Querida o que acha de volta para o desenho? –Digo dando um beijo nela enquanto a coloco no chão. –Eu vou ali ajudar a Emma e logo eu volto. –Digo fechando a porta enquanto ela assente para mim e corre de volta para frente da televisão.
Emma me indica o corredor e eu sei que ela precisa de algo no quarto de Jack, então a acompanho e vejo minha mãe atrás de mim. Assim que chegamos vejo que mesmo inconsciente Jack esta se mexendo, mas não esta se debatendo. Eu não sei o que fazer, já minha mãe pareceu entender o que Emma precisa e para minha surpresa ela colocou sua bolsa no chão e caminhou até a cama segurando os braços de Jack.
—Pegue o calmante dele e aplique. –Minha mãe diz a Emma que assente, fazendo rapidamente o que ela havia falado enquanto eu olho tudo a minha frente. Assim que Emma aplica a injeção, aos pouco Jack foi ficando mais calmo e pelo olhar que Dona Grace lançou para mim eu sabia que ela não iria embora sem uma boa explicação. –Ele vai voltar a dormir tranquilamente, a propósito eu sou Grace. –Minha mãe sorrir.
—É um prazer. –Emma a cumprimenta enquanto minha mãe me lança um olhar, me indicando á porta fazendo com que eu saísse e esperasse ela no corredor.
—Tudo já era difícil de entender antes, agora vendo Jack naquela cama me diga Christian, o que realmente está acontecendo aqui e não minta para mim? – Ela estava nervosa.
—Ana me procurou há algum tempo atrás me pedindo ajuda e eu a ajudei. –Digo escondendo informações e ela pareceu perceber isso já que me olhou intrigada. –Eu fiz uma proposta á ela mãe, mas nada disso é importante agora. –Digo vendo ela me olhar.
—Eu espero que você não machuque essa menina se não eu mesma irei machucar você Christian. Ela tem um irmão doente, uma filha que depende dela e mesmo amando você meu filho, seus sentimentos confusos podem acabar fazendo estragos enormes naquela menina. –Ela disse na mesma hora em que escuto a porta sendo aberta, fazendo com que eu corresse para a sala vendo Ana ali.
Ela estava completamente molhada e Taylor não estava com ela, mas seus olhos foram o que me fizeram quebrar. Ela havia chorado, ela havia chorado muito e eu sabia que eu era a razão para seu choro, eu sabia que as palavras de Olivia haviam á acertado profundamente e tudo isso era culpa minha. Então antes de pensar em qualquer outra coisa, eu fui até ela que não se negou a mim e a puxei para o meu colo, fazendo com que ela enrolasse suas pernas em minha cintura enquanto seus soluços voltavam a ela, fazendo com que ela chorasse em meu pescoço enquanto eu a apertava contra mim. Eu queria pedir para ela parar, mas eu sabia que não podia, então caminhei com ela até o sofá onde Summer nos olhava parecendo preocupada e me sentei com Ana ali, fazendo com que Summer viesse até meu colo se encaixando em nosso abraço.
Por mais que parecesse estranho, esse abraço fazia com que eu me sentisse completo, ter as duas a minha volta fazia com que eu sentisse que esse era o certo para mim. Passei meu nariz nos cabelos de Ana que soluçou e com calma foi se separando de mim para que pudesse me olhar e depois olhar para Summer, que mesmo sem saber o porquê de tudo aquilo se mantinha presa ao meu braço ao nosso lado.
—Eu estou molhando sua roupa. –Ela estava com a boca um pouco roxa e sua pele estava completamente fria. –Eu preciso ir tomar banho, eu... –Ela tentou de levantar, mas eu a segurei pelo quadril não a deixando levantar.
—Eu não me preocupo com as roupas. –Digo a vendo assentir enquanto se mantinha parada. –E eu acho que Summer adoraria tomar um banho com você. –Digo fazendo com que ela solte um sorriso, enquanto assentia com a cabeça. –Então o que acha de ir até o quarto da mamãe e esperar por ela lá enquanto eu a ajudo aqui? –Perguntei á Summer que nos olhou por um tempo antes de pular do sofá e correr para o corredor.
—Me desculpe eu não podia sair correndo, mas... –Ela estava tentando se explicar mais tudo o que eu precisava agora ela beijá-la, então á puxei para mim levando seus lábios aos meus, fazendo minha língua penetrar em sua boca enquanto a apertava contra meu corpo e isso fez com que eu visse que ela realmente estava aqui e que estava bem.
—Christian... – A voz de minha mãe entrou em meus ouvidos me fazendo lembrar de que não estávamos sozinhos, e isso fez com que Ana desse um pulo do meu colo ficando o mais longe possível de mim. –Eu mandei uma mensagem para Taylor avisando que Ana chegou e pedi para ele trazer roupas limpas e uma sopa para vocês, Ana vai precisar já que tomou toda essa chuva. –Ela não parecia brava, podia dizer que confusa, mas não brava.
—Eu... me desculpe Grace. –Ana disse fazendo com que minha mãe negasse com a cabeça. –Eu não deveria ter corrido é que eu não sabia... –Ela estava se enrolando com as palavras.
—Eu entendo os seus motivos. –Minha mãe disse á ela enquanto dava um beijo em seu rosto. –E se cuide para não pegar um resfriado. –Seu rosto estava leve e feliz. E isso fez com que Ana sorrisse enquanto se despedia, indo em direção ao corredor para o seu quarto. –Você á ama Christian e isso é algo lindo, você deveria cultivar isso. –Ela me incentiva.
—Anastácia é filha de Helena e a senhora mais do que ninguém sabe o ódio que tenho daquela mulher. –Digo a vendo negar com a cabeça.
—Pelos poucos minutos que passei ao seu lado, pude ver que Ana é a pessoa mais doce que poderia haver em sua vida filho. O jeito como ela olha para você indica que ela também tem sentimentos fortes por você. –Ela beijou meu rosto e se afastou. –Não perca isso por causa de alguém que não vale a pena, Helena pelo que vejo causou estragos enormes em seus filhos, e pelo que vejo também, sua filha não puxou á ela. –Seu sorriso me mostrou que ela tinha convicção de tudo o que falava.
—Obrigado. –Digo sentindo mais uma de minhas barreiras caindo. Eu havia construído varias delas em volta do meu coração e desde que Ana chegou, eu ás sinto caindo uma a uma fazendo com que meu coração ficasse exposto novamente e era isso o que me deixava inseguro, eu precisava de minhas barreiras para que eu estivesse seguro.
—Clitian... –A voz de Summer fez com que eu desviasse os olhos de onde minha mãe havia acabado de ir embora, para ela que estava enrolada em um roupão. –Vamos toma bano? –Ela me perguntou esticando sua mãozinha me fazendo sorrir.
—Eu adoraria. –Eu a peguei no colo e coloquei minha boca em seu ouvido cochichando ali. –Você é muito linda. –Digo escutando seu riso angelical.
Assim que chego ao quarto, vejo Ana também vestida somente com um roupão me olhando. Ela apontou para o meu roupão, que esperava por mim enquanto eu colocava Summer dentro da banheira que estava pronta. Ana tirou seu roupão entrando dentro banheira com a sobrinha enquanto eu tirava minhas roupas ficando com a cueca. Assim que caminhei para lá, percebi que isso era algo que eu nunca havia feito em toda a minha vida e de alguma forma isso era algo bom. Ana me deu espaço para que eu me sentasse atrás dela enquanto Summer estava de pé jogando agua para todos os lados, fazendo com que ríssemos da sua alegria por estar ali. Ana se apoiou em meu peito e quem visse a cena a nossa frente podia até mesmo pensar que éramos uma família feliz.
Durante todo o tempo em que ficamos ali, Summer se manteve brincado, até mesmo enquanto Ana lavava seus cabelos, e ela quis retribuir o carinho da tia que deixou com que ela fizesse sem problema algum, e foi quando ela terminou e sorriu para mim, fazendo com que Ana soltasse uma risada quando sua sobrinha não me deixou qualquer outra escolha a não ser a deixar lavar meus cabelos. Eu estava me sentindo feliz ali, era bom ter as duas por perto. Quando a agua começou a esfriar eu me levantei e peguei Summer no colo indo para o chuveiro para tirarmos o resto de sabão que ainda havia em nós. Ana veio logo atrás e Summer enrolou seu bracinho em seu pescoço fazendo com que nossos corpos ficassem colados uns aos outros.
Depois de estarmos completamente limpos, nos enrolamos novamente no roupão e Ana levou Summer para seu quarto para trocar de roupa, enquanto eu vestia meu roupão e tirava a cueca molhada e caminhava para a sala vendo a sopa e minhas roupas ali, mas antes que eu pudesse as pegar, Summer apareceu ao meu lado com um pente em suas mãos o apontando para mim.
—Ela quer que você penteie os cabelos dela. –Ana disse assim que viu minha confusão. –E enquanto você faz isso eu vou arrumar a mesa para comermos. –Ela disse me fazendo olhar entre a menina e o pente e suspirar.
—Eu nunca fiz isso antes. –Digo me sentando e Summer se sentou em meu colo. –Mas eu vou tentar. –Digo pegando a primeira mexa de cabelo, tentando ao máximo não a puxar com força e isso pareceu dar certo já que fiz tudo com o máximo de cuido e quando terminei, Summer estava com os cabelos penteados.
—Obligado, eu amo ocê. –Ela disse pulando do meu colo e correndo para a mesa onde Ana já á esperava. E aquelas palavras balançaram mais uma barreira que estava querendo cair. Eu já tinha ouvido mulheres dizerem que me amam, mas em nenhuma delas eu senti tanta sinceridade como havia sentido agora quando essas palavras saíram de Summer.
Fui para a mesa tentando ao máximo parecer não abalado e me sentei comendo, eu podia sentir os olhares de Ana sobre mim, mas não disse nada e me mantive calado durante todo o nosso jantar. Quando terminamos, Emma que havia se juntado a nós para o jantar ajudou Ana a arrumar a mesa enquanto contava como havia sido o dia de Jack.
—Christian. –Ana me chamou fazendo com que eu olhasse para ela. –Eu queria pedir desculpas por ter fugido, eu não deveria deixar com que as palavras de Olivia me afetassem, mas eu não consegui. –Ela disse constrangida.
—Olivia não sabe o que estava falando! –Digo fazendo com que Ana negasse com a cabeça.
—Eu transei com você naquela sala e ela estava certa sobre isso, mas quando ela disse sobre minhas roupas e todo o resto, eu soube que só tinha aquilo por que você me deu, assim como tudo o que tem dentro desse apartamento e quanto tudo isso acabar, eu não sei o que fazer. –Ela balançou a cabeça limpando uma lagrima. –Eu acho melhor nós irmos, Summer vai voltar aqui se não formos logo. –Ela disse limpando o rosto e caminhando para o seu quarto.
Minha mãe estava certa eu á estava machucando, eu a machucaria ainda mais se continuasse com tudo isso, mas mesmo com minha cabeça dizendo para cancelar esse contrato, meu coração dizia que eu não podia a deixar ir, pelo menos não agora. Então caminhei para seu quarto vendo que as duas já estavam deitadas na cama de Ana, e assim que me viu Summer sorriu e bateu no meio da cama para que ficasse entre elas na cama. Minha cabeça dizia que eu não podia, que eu devia sair dali e correr para meu apartamento, mas fiz algo completamente diferente e me deitei naquela cama acomodando Summer e Ana uma de cada lado, e isso foi a melhor coisa que eu podia ter feito.
Summer se enrolou ao meu copo enquanto eu sentia a perna de Ana sobre minha cintura e sua cabeça em meu peito e por agora eu não pensaria nas consequências, eu somente iria sentir o quanto era bom as ter perto de mim, então fechei os meus olhos e me deixei levar pelo delicioso carinho em meu peito até cair no sono.
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