O Conto dos Cavaleiros de Ouro

7 Capítulo VI - Os Gêmeos da Esperança


Notas iniciais
Um capítulo curto, porém, bastante chocante. Para quem gosta de reviravoltas... esse é "o" capítulo.

Sage ficou ali encarando seu companheiro Francisca que vestia a armadura de Touro. Não demorou muito para que eles voltassem a conversar. O dia estava clareando e o sol nascendo, causando uma bela manhã, tirando todo o caos ao redor deles, o dia estava maravilhoso e sereno.

— Francisca! – Gritou Sage para o cavaleiro. – Acorde! Não deixe lhe dominar! – Alertou o cavaleiro de Câncer para o amigo, ambos eram próximos e já haviam lutado lado a lado, porém, Sage era um pouco mais velho que o mesmo.

— O ideal de paz é acabar com todos os cavaleiros de ouro! – O homem então cruzou seus braços e em uma rapidez tremenda de elevação de seu cosmo juntamente com uma explosão. – Grande Chifre!

Essa técnica era incrivelmente destruidora e veloz. Francisca fazia seu cosmo queimar rapidamente e com isso soltar uma imersão de energia para o oponente em forma de um touro dourado que rapidamente atingiria o oponente. Por sorte Sage já conhecia essa técnica e quando percebeu a movimentação do cosmo, imediatamente se preparou para esquivar, num piscar de olhos a parede que estava atrás de Sage desmoronou com a técnica que era devastadora.

— Francisca! – Disse Sage, partindo para cima do cavaleiro, com um soco. Ambos trocaram socos e chutes e começaram a se enfrentar por um momento, Sage era golpeado, mas também golpeava o cavaleiro, até que cada um resolveu dar um espaço para poderem contra-atacar de uma vez. As fadas ainda estavam todas por ali ainda e rodeavam aquele cenário de combate, enquanto o fogo se alastrava.

— Sage... Por que ainda resiste? – Disse Francisca, sua voz era calma e serena, mas naquela ocasião ela parecia pesada e grossa, talvez pelo fato de estar sendo controlado. – Desista! A paz que você procura não existe!

— Existe e você sabe disso, Francisca! – Correu em direção ao cavaleiro e com os punhos fechados, pulou e com as suas pernas prendeu o corpo de Francisca pelo lado, como se fosse um pinça de um caranguejo. – Acubens!— O golpe concentrava uma boa quantidade de cosmo nas pernas do cavaleiro e então o mesmo usou como se fosse cortar o corpo do amigo ao meio, porém, quando ia se completar ele utilizou de um impulso para jogar longe o cavaleiro de Touro.

O cavaleiro se debateu contra os entulhos causados pelo desmoronamento e também o incêndio causado, porém, não foi o bastante para derrubá-lo, o Touro parecia ainda muito bem, mesmo após o golpe. O cavaleiro se levantou e novamente voltou em sua postura, ereta e impecável e com os braços cruzados.

— Sage, Sage... Você costumava ser um cavaleiro de ouro sábio, mas acho que seus ensinamentos foram contrários ao que realmente é verdade. – Seu cosmo era colossal, Francisca era considerado um dos cavaleiros mais poderosos. – O próximo golpe será o último.

— Pelo jeito você se esqueceu do seu verdadeiro eu, não é Aldebaran? – Disse o cavaleiro de Câncer sorrindo de forma desafiante. – Lembre-se de quem você é realmente!

Touro diminuiu seu cosmo por instantes, o cavaleiro pareceu fechar os olhos e abaixar sua cabeça. Sua postura ainda era a mesma, ereta e superior a qualquer outro cavaleiro, seus braços não tão musculosos cruzados, pareciam ter uma influência e tanto naquela armadura brilhante de ouro. Francisca como era chamado por todos, na verdade, não tinha esse nome. Seu verdadeiro nome era Aldebaran, o mesmo nome da estrela mais brilhante da constelação de Touro, uma coincidência. Francisca surgiu como um nome de homenagem e também para enganar a verdadeira força do cavaleiro, onde muitos achavam que era um nome feminino e realmente é um nome feminino, quando na verdade era um homem por trás do nome. Aldebaran nasceu na Itália, sua mãe era Francisca e seu pai era chamado Paolo, ao ouvir seu nome verdadeiro, o mesmo teve um pequeno trecho de memória lembrado, foi quando seu cosmo expandiu novamente em fúria.

— Não ouse falar esse nome, Câncer. – Respondeu o homem já olhando fixamente nos olhos de Sage. – Como eu disse, esse vai ser o último golpe, estive esperando alguém capaz para usar essa habilidade. – Seu cosmo então se elevou à alturas extremas, que até mesmo Sage se surpreendeu, seu cosmo era magnífico e colossal o que lhe permitiu usar em constante liberdade. – É uma pena que não tenha abandonado a teus amigos, ao menos isso é o que deveria dizer, mas, na realidade está bom assim! Eu bem que queria ao menos matar de novo outro Cavaleiro sem restrições! Ainda mais sabendo que eu causarei uma Guerra de Mil Dias!

— Francisca... – Disse Sage, então fazendo aparecer algumas almas ao seu redor, a quantia de almas aumentava a cada segundo, gerando um campo completamente azul naquele cenário da batalha.

— Você parece ser um bom pensador, Sage. – Ele sorriu, seu cosmo era monstruoso e a aura que o cercava era surreal. – Mas, eu odeio pensadores! – Partiu então em uma velocidade extrema para cima do cavaleiro de Câncer. – Arena de Espinhos!— Com uma velocidade incrível e rodeado por um manto de cosmo enorme e dourado, Francisca em uma velocidade além do normal atingiu Sage, o impacto quando o atingiu fez desmoronar mais algumas paredes e tetos, o rachão rachou-se e levantou alguns espinhos devido o impacto causado, tudo destruído. Uma forte luz tomou conta por instantes quando o atingiu e aquelas almas se rodearam em volta dele, meio que o pretendendo então, Sage que foi lançado longe de repente desapareceu como num piscar de olhos e Francisca não entendeu o que estava acontecendo.

— Francisca... – Disse Sage, aparecendo atrás do Touro. – Você precisa se lembrar de quem realmente é, se não for capaz de fazer isso, terei que matar-te. – Sage havia enganado o cavaleiro de ouro, ele recriou sua imagem com almas do submundo para que então Francisca caísse na armadilha. O cavaleiro de Touro ficou preso nas almas que então não lhe soltavam de maneira alguma, Sage se aproximava enquanto via que as fadas estavam desaparecendo e Francisca parecia estar voltando ao normal.

—... Sage...? – Disse meio desnorteado o cavaleiro. – O que eu...? – Ele então olhou ao redor e as fadas pareciam sumir, assim o soltando, ele caía de joelhos e observava todo aquele local. – O que... Houve? Eu... Eu... – Ele então golpeou o chão com força causando uma pequena cratera no local. – Maldição! Eu fui enganado por essas malditas fadas.

— Sim, Francisca. – Disse Sage esticando a mão para ajudar sem companheiro. – O cosmo de Itia desapareceu, Atena foi raptada, Krest e Hakurei são os únicos que não estão possuídos, o Santuário está uma verdadeira bagunça. – Completou o cavaleiro de Câncer, seu olhar era sério e ele não parecia estar brincando o que fez com que Francisca imediatamente se recuperasse.

— Tudo bem. – Ele pegou nas mãos do companheiro e se levantou. – Vamos até o Salão do Grande Mestre, me lembro de ter sentido o cosmo de Zeno desaparecer...

— Exatamente, vamos até lá! — Sugeriu Sage.

Ambos em meio a destroços e uma batalha um tanto quanto destruidora, conseguiram se acertar, as fadas haviam desaparecido naquele momento, algo que poderia sinalizar uma possível vitória aos cavaleiros de Ouro, saíram do abrigo dos cavaleiros de prata, Sage e Francisca então se direcionaram para o Salão do Grande Mestre, queriam ver o que havia acontecido e também se Atena estava bem.

Hakurei lutava intensamente contra Forel e Kanhoji, ambos tentavam o dominar, mas o cavaleiro de prata conseguia resistir bastante, apesar de serem todos da mesma patente, Hakurei parecia estar em um nível superior ao deles. Ambos lhe atacavam com bastante força e o cavaleiro de Altar apenas com um dos braços conseguia defender seus golpes.

— Kanhoji! Forel! Acordem! – Gritou o homem, enquanto num movimento acrobático, ele girou seu corpo e com as suas pernas golpeou o rosto de ambos ainda no ar, se impulsionou para frente e então saiu de perto deles, indo para um local menos fechado e mais amplo, como um pátio.

— Desista, Hakurei... – Disse Kanhoji que vestia a armadura de Mosca, seu elmo lembrava uma mosca com dois olhos em cima, sua armadura prateada com os primeiros raios de sol, brilhava ainda mais. – Você não pode vencer-nos. – O cavaleiro foi para cima de Hakurei e concentrando seu cosmo em um ponto único em sua perna, rapidamente ele voou em direção ao cavaleiro de Altar e com um chute tentou ao certar. – Vôo Mortal!

Hakurei concentrou seu cosmo em seu braço para defender o ataque, de repente algumas almas surgiram no local e acompanharam o cavaleiro de prata que as dominavam, elas revestiram seu corpo e então num golpe rápido, o cavaleiro de altar usou as almas ao seu favor.

— Ondas do Inferno!— Várias almas foram ao encontro de Kanhoji que não teve como se defender, as almas meio que entraram em seu corpo e como uma implosão atacaram-no, fazendo o cavaleiro de Mosca cair. Os ataques de Hakurei atingiam diretamente a alma e ao contrário de seu irmão, dessa vez ele conseguiu acertá-lo e as fadas não bloquearam seu ataque, algo estranho até então.

Forel que estava mais atrás ao ver que o companheiro havia caído decidiu investir com um golpe no cavaleiro de prata, porém, suas habilidades eram diferentes, ele ao tocar na terra, fez aparecer diversos monstros de cerca de um metro de altura, eram realmente muitos, eles correram rapidamente contra Hakurei, eles corriam de forma rápida e pareciam ferozes.

— Vida Colossal!— Gritou Forel de longe e mais monstros desse tamanho surgiram e dessa vez se uniram para então formarem um monstro maior que estava a frente de Forel. – Ninguém sobreviveu à esses golens, Hakurei.

— Então eu irei sobreviver! – Respondeu o outro cavaleiro emitindo mais algumas almas que acertavam os monstros criados por Forel, porém, esses não paravam nunca, pareciam nunca se cansar e também nunca morrer. Preciso parar a fonte! Pensou Hakurei ao ver que se não acabasse com Forel, esses golens não acabariam jamais, ele se virou e elevando seu cosmo em uma velocidade imensa, conseguiu um impulso tão poderoso que em um piscar de olhos apareceu na frente de Forel e com um soco o lançou longe.

Os golens, porém continuavam e as almas de Hakurei ainda permaneciam a atacar o cavaleiro que se defendiam como podia, mas a cada vez mais via que os golens teriam total vantagem se continuassem daquela maneira.

Não demorou muito para que o golem maior formado pelos outros pequenos começasse a reagir, ele ergueu seus braços e ao invés de atacar Hakurei, atacou diretamente os menores que então também pararam de se mover, o cavaleiro de Altar se espantou com aquilo não esperava e imediatamente olhou para Forel, o homem estava sorrindo um pouco ferido, ao redor deles não havia mais borboletas o que significava que o mal havia sido cortado pela raiz, alguém matou o mal feitor daquilo, Hakurei sorriu ao ver que Forel ainda estava bem.

— Hakurei... Me desculpe, eu não estava me controlando... – Ele disse, parecia fraco e estava tentando ficar em pé, enquanto se apoiou em uma coluna de pedras de uma residência destruída por ali. – Kanhoji também tentou lutar, mas... Elas nos dominaram por completo;

— Está tudo bem, Forel. – Disse Hakurei recuperando um pouco o fôlego. – Você deve ter sido controlado por essas fadas, mas agora está tudo bem. – Ele olhou em volta e elas pareciam desaparecer magicamente, como se a real fonte de sua origem tivesse sido destruída. – Acho que finalmente acabou.

— Sim... – Quando o cavaleiro terminou de pronunciar-se uma rajada de cosmo se formou em seu peito e então atravessou-o assim o matando por completo, Hakurei ao olhar em volta, percebeu que então Gateguard havia o matado e o cavaleiro de ouro de Áries estava pronto para lutar contra ele.

— Gateguard... – Hakurei apertou os punhos com força, Gateguard era discípulo de Itia, assim como o cavaleiro de Áries, porém, em épocas diferentes, ambos não se davam muito bem e assim como Sage, Hakurei não gostava do cavaleiro de Áries. – Você também está dominado?

— Eu? – Ele fez uma cara de espanto enquanto pisava por cima do corpo de Forel já morto. – Eu nunca tive tão lúcido em toda minha vida. – Ele sorriu.

— Então é você que está por trás disso tudo, não é? – Hakurei deu um passo à frente, parecia levemente irritado, mas o cavaleiro de prata era sábio assim como seu irmão. – Pelo visto você ignorou completamente os ensinamentos do mestre Itia, onde está sua honra para com essa armadura, Gateguard?

— Você não entende nada. Absolutamente nada. Somente os eleitos podem receber uma armadura de ouro. Escolhidos para simbolizar a paz! É por isso que nós devemos guiar o mundo! – Disse Gateguard parando e sorrindo. – Como se você estendesse... Você fugiu das responsabilidades de um cavaleiro de ouro... Alguém como você, portando uma armadura de prata, a falar sobre o Grande Mestre Itia... É insuportável! – Gateguard rapidamente elevou seu cosmo de uma maneira descomunal.

— Itia... – Ele então abaixou levemente seu olhar ao chão e depois ergueu, encarando Gateguard. – Você deve estar por trás da morte dele não está? Logo você que sempre disse que seguiria o ideal dele. Todo o seu passado então foi uma mentira, Gateguard? – Hakurei estava parcialmente furioso.

— Os meus sentimentos não mudaram, Hakurei. – Disse Gateguard. – Por que fui eu quem o perfurou com essa mão aqui. – Ele então levantou a mão com a qual matou Itia, ela era rodeada de um cosmo incrível. – Pelo contrário, o sonho dele ainda é meu ideal, mas já não era algo alcançável para alguém tão senil. – Ele então deu mais dois passos para frente, enquanto seu cosmo se elevava. – Para que a harmonia do mundo possa se tornar realidade... era melhor que essa pessoa desaparecesse!

— Ondas do Inferno! — Hakurei não demorou muito para lançar sua habilidade contra o oponente que em instantes dissipou o ataque do cavaleiro de prata. Em contra partida, o cavaleiro de ouro se aproximou em uma velocidade incrível para próximo de Hakurei e o golpeou na face, fazendo-o voar para o meio dos destroços e incêndio que estava no abrigo dos cavaleiros de prata.

— Vou matá-lo, da mesma forma que fiz com o Grande Mestre, para sua própria honra, Hakurei. – Gargalhou Gateguard. – Você foi escolhido para ser o assistente do Grande Mestre do Santuário, mas não é possível que apenas com esse cosmo... Pare de esconder quem você realmente é! – Gateguard então prepara sua habilidade, a concentração de cosmo era exuberante e tudo parecia brilhar tão forte quanto o sol, de repente a descarga de energia fora lançada para onde Hakurei havia ido. – Força Ascendente!

A enorme esfera de energia cósmica foi lançada até Hakurei, aquilo causou um imenso alvoroço que destruiu praticamente um terço daquele abrigo. A luz foi tão forte que podia ser vista a quilômetros dali, porém, o cavaleiro de Altar ainda estava vivo, porém, ferido por completo, em seu peito pingava sangue e o braço machucado da luta contra Sage, também estava ferido novamente.

— Hunft! Era esperado de um Cavaleiro de Prata que superou a todos da sua categoria. – Gateguard sorria, seu sorriso era o que caracteriza sua verdadeira razão. – Infelizmente, estamos em patamares diferentes e será impossível me alcançar!

— Eu não preciso te alcançar, Gateguard. – Hakurei cuspiu um montante de sangue e portou-se de forma ereta. – Você está tão abaixo que é impossível me rebaixar ao seu nível. Quando tudo isso terminar, eu serei o substituto de Itia e você taxado como traidor do Santuário. – Ele sorriu. – Eu já me decidi você não merece mais viver, Gateguard!

Ambos foram de encontro um para com o outro, num impacto tremendo seus socos se encontraram o que fez um pequeno tremor e o chão rachou, na onde os dois punhos se encontraram, de certa maneira poderiam dizer que estavam em níveis iguais, mas Hakurei estava tão ferido que estava em desvantagem. A luta era rápida, os movimentos eram rápidos que não podiam ser completamente vistos, era uma luta intensa, até que Gateguard segurou o soco de Hakurei rente a sua face.

— É um absurdo que alguém como você o substitua! Mas não, isso não vai acontecer, afinal... Serei eu quem realizará o sonho dele! – Gateguard então apertou forte a mão de Hakurei que era possível ver os dedos se quebrando, foi quando com o cosmo o lançou para longe novamente e ele estava caminhando em rumo a Hakurei. O cavaleiro de prata estava cansado, seu cosmo se mantinha intacto, mas seu corpo estava gravemente ferido, Gateguard se aproxima e pega o cavaleiro pelo pescoço e o pressiona contra o chão, fazendo uma leve cratera na onde estavam afundando o cavaleiro de Altar. – Só mesmo um irresponsável como você poderia romper a harmonia do Santuário! Você não pode proteger nada! É melhor que você morra... Hakurei!

Nesse momento quando Gateguard ia pressionar ainda mais o cavaleiro de prata, foi surpreendido com uma flecha em sua direção.

— Flechas Fantasmas!— Da mesma flecha surgiram mais três que então divididas iam diretamente à direção de Gateguard, que em um impulso as lançou para longe apenas com o aumento do cosmo ao seu redor. Este era Alcon de Sagita, o cavaleiro de prata que era da constelação de Flecha. Sua aparência era semelhante ao cavaleiro de ouro, cabelos ruivos, curtos e estatura alta e poucos músculos, porém, Alcon tinha mechas pretas também em seu cabelo e seus olhos eram pequenos e de cor acinzentada.

— O que outro cavaleiro de prata está fazendo aqui? – Gateguard se levantou e deixou Hakurei ao chão, quase afundado naquela pequena cratera. – Você também vai morrer, Alcon. – Ele esticou então seus braços e se direcionando para o cavaleiro de prata, lançou. – Revolução Estelar!

Saiam como raios das mãos de Gateguard que iam a direção a Alcon, o golpe era indefensável e muito poderoso. Alcon não agüentou e foi lançado longe com força, suas armadura no impacto já foi se quebrando e despedaçando, quando a armadura de um cavaleiro se quebra, possivelmente sua alma também está despedaçada, Alcon estava prestes a morrer. Gateguard então tomou sua atenção para Hakurei e quando o viu, espantou-se, já que Hakurei estava em pé e completamente em postura para lutar.

— Você já está causando problemas demais, Gateguard. – Disse Hakurei o encarando desafiadoramente. – Esse lugar é santo, eu sou o assistente daquele que tem o dever de proteger o Santuário e Atena, eu não posso deixar que coisas assim aconteçam na ausência de um mestre. É minha obrigação agora matá-lo! – Uma espécie de aura gigantesca surgiu. Seu olhos brilhavam e sua armadura brilhava mais do que o normal, a armadura de Altar era composto com uma pedra enorme pegando quase todo o peitoral do cavaleiro, a pedra emitia uma luz azul-escura que parecia cegar Gateguard, mas esse não ficou impressionado com nada.

— Agora o verdadeiro cavaleiro de Altar está aqui, não é? – Sorriu Gateguard. – Eu sempre estive esperando por esse dia! – Seu cosmo se igualou com o de Hakurei, o chão tremia, as pedras flutuavam e logo depois se destruíam sozinhas, devido a força e a pressão do cenário onde estavam, o chão onde cada um estava, num raio de um metro afundava devido ao grande cosmo de ambos. – Força Ascendente!— Um carneiro dourado voou em direção à Hakurei que apenas esperou pelo golpe, Gateguard achou que aquilo fosse um suicídio e então gargalhou, mas quando percebeu o golpe havia acertado o cavaleiro, mas nada havia acontecido.

Hakurei estava da mesma maneira e com a mesma postura de antes, porém, dessa vez com um sorriso no olhar, enquanto seu cosmo se mantinha firme, Gateguard parecia não conseguir manter seu cosmo daquela maneira.

— O que... – Gateguard parecia assustado com algo, de repente, seu corpo se tornou pesado, sua armadura se tornou pesada e seu cosmo estava sendo comprimido. Gateguard se ajoelhou, apoiou suas duas mãos ao chão e não estava resistindo aquilo, sua armadura estava querendo sair de seu corpo e a luta entre os dois era mortal.

— Essa é a habilidade de ser um assistente do Grande Mestre do Santuário. – Disse Hakurei. – Eu posso retirar a armadura e o cosmo de qualquer cavaleiro de Atena. Esse é o poder concedido a mim, Gateguard para quando o Santuário recebesse pessoas como você. – Hakurei se virou e com uma forte pisada ao chão, fez com que a armadura de Áries desaparecesse dali em um piscar de olhos, deixando Gateguard apenas em seus trajes normais. – Não sou um homem misericordioso, apesar de que me foi ensinado a ser pela própria pessoa que você assassinou, por ele, acho que não deverei ser dessa vez. – Uma porção imensa de almas se formaram ali ao redor de Hakurei e todas estavam direcionadas para Gateguard que estava ao chão.

— Não! – O cavaleiro de ouro mesmo sem sua armadura mostrou-se extremamente poderoso e elevou seu cosmo a alturas extremas. Hakurei recuou ao ver que aquilo era incrível, mas logo foi pego pela habilidade do cavaleiro de prata e suas almas que o atingiram. Gateguard estava sem proteção de cosmo alguma, ou seja, estava completamente vulnerável ao ataque que o atingiu. Em meio a tamanha dor e sofrimento, Gateguard lembrou-se de seu passado. Itia o encontrou enquanto o povoado de sua vila foram mortos. Itia o encontrou em meio a escombros e depois de passar algum tempo com o Grande Mestre resolveu seguir seu caminho e se tornar um cavaleiro de Atena e segui-lo. Seus ideais, suas manias, Gateguard era fiel ao seu mestre e por um momento antes de desistir de sua vida deixou escorrer uma lágrima de seu rosto.

Hakurei estava pronto para dar o golpe final em Gateguard que agonizava já desistindo de viver. Foi então aí que o mais surpreendente aconteceu, o cavaleiro de Libra surgiu e impediu o ataque de Hakurei em Gateguard, o cavaleiro vestia a armadura completa e com seu elmo abaixado não poderia ver seu rosto. Tal cavaleiro era misterioso e diziam que ele não existia, mas sempre que tinham reuniões ele comparecia, mas nunca dizia nada. O cavaleiro de Libra então num movimento muito mais rápido do que o normal e com uma espada em mãos, virou e atingiu Hakurei que foi gravemente ferido com um cosmo descomunal e muito poderoso.

Hakurei caiu, praticamente morto ao chão, enquanto o cavaleiro de Libra pega o corpo de Gateguard também bastante ferido e caminha em direção as Doze Casas. Alcon de Sagita de longe e também bastante ferido observava aquela estranha cena e via que Hakurei havia acabado morto então, já que seu cosmo havia desaparecido.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.