O Conto dos Cavaleiros de Ouro

6 Capítulo V - O Resgate de Atena


Notas iniciais
Um capítulo individual para que vocês não se percam com o livro, rs.

Hades olhou para aquele cavaleiro de ouro com as rosas em mãos e sorriu, seu cosmo era mantido alto constantemente, mas aquele cosmo alto e maligno não amedrontou Rugonis. O dia já estava em sua manhã, as árvores ao redor daquele lugar eram muitas e com o amanhecer do dia, parecia tudo calmo, mas era exatamente ao contrário.

O Deus então tomou a frente, Atena observava Rugonis e o Deus do Submundo, possivelmente travariam uma batalha ali exatamente naquele lugar, quando menos esperavam, o chão estava coberto de rosas vermelhas, o que levantava uma fragrância cheirosa e ao mesmo tempo mortal. Tais rosas eram tão venenosas que se um humano inalasse seu odor estaria morto em segundos. Rugonis viveu sua vida toda sob aquelas rosas, desde pequeno ele lida com elas e anos mais tarde, domina por completo o veneno. O sangue do cavaleiro de Peixes era o veneno mais mortal da terra e por isso ele evitava o contato com as pessoas, apenas um toque, poderia ser mortal.

— Peixes, huh? – Disse Hades debochando. – O que acha que uma rosa dessas fará com o Deus do Submundo? – Ele então cruzou os braços esperando, estava flutuando.

— Não há rosas sem espinhos. – Disse o homem encarando Hades, enquanto cheirava a rosa vermelha que estava em suas mãos. – Esse é um provérbio melancólico, particularmente eu não gosto desse. – Ele então olhou para Hades. – Em vez disso, digamos... Não há espinhos sem rosas. — Seu olhar era penetrante, a beleza do cavaleiro era impressionante e Atena ainda continuava a observar.

— Rosas, espinhos... Tudo um dia murchará. – Respondeu Hades então esticando a mão para frente e de repente uma espada começou a surgir. A espada era negra e possuía uma bainha da mesma cor, não era uma espada muito grande, mas apenas de olhar para ela, podia perceber quão poderosa ela era.

Rugonis viu aquela espada, não demonstrou medo, mas estava pensativo. O que na verdade lhe chamava a atenção era como um cavaleiro de Atena foi escolhido por Hades para se tornar o seu receptáculo e também, o porquê a armadura não estava completamente negra. O cavaleiro então percebeu algo, talvez a alma de Takeshi ainda estivesse lá e o cavaleiro de bronze estivesse lutando contra Hades sozinho.

— É o seu fim, Peixes. – Hades então numa velocidade que rasgava os ventos foi em direção à Rugonis que então naquele momento desapareceu como um turbilhão de rosas e apareceu atrás do Deus, que rapidamente já enviou uma rajada de ar sobre o cavaleiro que unindo os braços conseguiu se defender, mas foi lançado para longe. – Acha que pode vencer um Deus?

Essa é a força de um Deus, então? Rugonis se recuperou e viu que Hades estavam bem a sua frente, seu campo de rosas continuava a crescer no chão e aquilo poderia lhe dar alguma vantagem. Imediatamente surgiram algumas rosas vermelhas em suas mãos e então o mesmo deu dois passos à frente.

— Rosas Diabólicas Reais! — As rosas que estavam em suas mãos imediatamente como disparos voaram em direção à Hades que apenas com um simples olhar dispersaram todas elas, fazendo-as nem mesmo se aproximar do Deus.

— Repugnante. – Disse Hades após o acontecido. – Atena, esses são os cavaleiros que dizem lhe proteger? – O Deus olhou para Atena.

A Deusa estava apoiada em seu cetro, não estava a dizer nada apenas observava toda a situação ali como uma expressão de tristeza, pois, querendo ou não as imagens que ela viu de seus próprios cavaleiros se enfrentando foi algo terrível, ela ainda se concentrava naquilo e agora ao ver a imagem de Takeshi lutando contra Rugonis lembrou-se novamente.

Hades avançou novamente, parecia estar brincando com o cavaleiro de ouro, apesar dele estar portando sua espada ele não buscou atacar com ela, com uma rajada de ar novamente lançou contra Rugonis que da mesma maneira defendeu-se mas foi jogado para longe.

As fragrâncias das rosas que estavam por ali era altíssima e apesar de Hades ser um Deus, seu corpo era de um humano assim como a de Atena. Hades tentou mover-se, mas sentiu uma pontada interna dentro de si, como um forte dor. Nesse instante, Rugonis aproveitou e novamente lançou suas rosas contra o Deus, mas nada adiantou que mesmo com dores Hades bloqueou o ataque com mais uma rajada de vento fortíssima.

— Então você ainda luta... Pégaso!? – Disse o Deus se encurvando de dor, a armadura que estava meio negra e meio bronze, estava tendo a oportunidade de voltar a ser bronze novamente.

— Takeshi! – Exclamou Atena saindo daquele transe entristecido e observando de mais perto a luta, ela correu para próximo do cavaleiro que então estava se encurvando no ar, ainda flutuava. Ao se aproximar mais, foi atingida por uma rajada de vento ainda mais poderosa.

— Saia Atena! – Sua voz saía com eco, como se duas pessoas estivessem falando ao mesmo tempo. – Eu preciso proteger Atena! Eu preciso... – Ele então cai ao chão, aquele antigo ferimento no cavaleiro de bronze volta a aparecer e ele começou a gritar de dor, Rugonis foi até Atena para ver se a Deusa estava em condições, enquanto o cavaleiro se contorcia.

— Atena, você está bem? – Aproximou-se Rugonis sem encostar-se na Deusa.

— Sim. – Disse ela, mas seu foco de visão era Takeshi, ela rapidamente se recuperou do golpe imposto por Hades e olhou para Rugonis. – Ele ainda está lá, Rugonis. Eu posso sentir.

— Sim. – O cavaleiro olhou para aquele corpo. – Mas ele mesmo assim é Hades, não podemos mudar isso. – Disse o cavaleiro sem muito ânimo, apesar de não ter sofrido golpes diretos, as rajas de vento de Hades eram poderosíssimas e em sua pele havia alguns arranhões como também em sua armadura.

— Entendo, mas mesmo assim eu queria salvá-lo. – Disse Atena.

— Compreendo a imensa dor que você está sentindo, Senhora Atena. – Disse Rugonis olhando para ela. – Mas nós somos cavaleiros, nossa honra é morrer em batalha para que a senhora continue a reinar sobre essa terra com justiça e paz. Acredito que Takeshi se sinta da mesma maneira.

Atena sentiu o mesmo que Rugonis quando olhou para o cavaleiro de bronze se contorcendo ali, ele estava com uma briga interna contra a alma de Hades. A Deusa fez um sinal de positivo com a cabeça para Rugonis.

— Quando ele abrir uma brecha... Ordeno que o mate, Rugonis. – Disse a Deusa.

— Sim, Atena. – O cavaleiro de ouro deu um passo à frente e já portava suas rosas em mãos, o jovem ainda continuava ali se retorcendo ao chão, a dor era tamanha e um cosmo gigantesco foi emitido, o que fez todas as rosas do chão ficarem todas murchas.

— Peixes... – Disse o Deus se levantando, dessa vez a armadura de Pégaso já havia sido completamente sugada pelo manto negro das trevas. Ele se levantou, sua postura era mais ereta e as rosas ao seu lado ficavam podres. Seu cosmo era descomunal, mas Rugonis em nenhum momento demonstrou medo, mesmo diante daquela situação. – Pégaso já foi... Falta você agora.

Nesse momento o campo florido de rosas e o cenário repleto de árvores se transformaram em um piscar de olhos em um deserto de podridão. As cores vivas das folhas, do tronco, até mesmo dos animais, ficaram completamente escuras. Até mesmo o céu começou a ter nuvens carregadas de uma hora para a outra. Atena estava por ali e seu corpo rodeava uma aura fina e dourada, mais brilhante que as armaduras de ouro. Hades então com o movimento circular das mãos fez com que as sombras ganhassem vida e forma e como espinhos fossem em direção à Rugonis.

— Rosas Piranhas! — Rugonis então retirou de baixo da armadura uma rosa negra e muitas delas foram lançadas em meio as sombras que foram transformadas em espinhos, as rosas negras se colidiam com os espinhos e então quebravam-nos rapidamente, porém, não foram suficientes para tal, alguns espinhos pegaram diretamente na coxa direita e em seu braço esquerdo, fazendo inúmeros ferimentos.

— Rosas Negras? – Disse Hades. – Isso é a prova que até mesmo a beleza, perde sua cor. – Riu o Deus e então novamente fez o mesmo movimento, começou a flutuar e a distância de ambos era cerca de quinze metros.

— Não. – Disse Rugonis. – As Rosas Negras são as mais belas, pois mesmo mortas, elas ainda possuem o seu charme. – Ele então se levantou, estava com o braço completamente ferido e a perna também, por isso, não conseguiu levantar por completo. – Rosas Piranhas!

Hades não havia percebido, mas quando apodreceu toda a terra aquele campo de rosas vermelhas, se tornaram negras, eram dezenas delas e estavam próximas demais do corpo do Deus. Elas numa velocidade além do normal atingiram o corpo do cavaleiro de bronze e as sombras de espinhos atacaram diretamente Rugonis que também não teve como esquivar-se, pois sua mobilidade estava comprometida devido o ferimento na perna.

As rosas penetraram o corpo do Deus e os espinhos o corpo de Rugonis, o sangue era visível em ambos, Atena mantinha uma fina camada de cosmo em volta de seu corpo e estava com os olhos fechados, estava planejando algo. Rugonis caiu de cara ao chão, seus dois braços estavam completamente perfurados, assim como seu peito, pernas, tórax, tudo. Os ferimentos eram gravíssimos do cavaleiro de ouro. Hades por sua vez, mesmo com o corpo atravessado por rosas, se levantou e flutuou da mesma maneira como fazia antes, gargalhou de forma escandalosa ao ver que o cavaleiro estava todo ensangüentado e ferido.

— Essa é a força de um cavaleiro de ouro? – Ele então pressionou seus olhos e as rosas que atravessaram seu corpo, foram lançadas longe, seu corpo pareceu então não ter nenhum arranhão sequer e a coloração da armadura de Pégaso parecia cada vez mais dar espaço para uma sobrepeliz completamente negra. – Patético... Ares foi capaz de perder para seres tão insignificantes assim? – Ele portava sua espada, pegou-a e flutuando lentamente se posicionou diante do corpo de Rugonis, ele levantou a espada e então na hora de abaixá-la, um cosmo também colossal se manifestou.

— Excalibur! — Uma espécie de corte surgiu em direção à Hades e a Rugonis bem no meio deles para ocorrer uma divisão, o corte era como uma lâmina de cosmo altamente poderosa, que quando encostou-se ao chão, fez uma fenda profunda de tão poderoso que era o golpe. Quem estava ali era um cavaleiro de ouro, possuía um elmo com chifres nas pontas que era meio envergado, sua estatura era alta e seu cabelo comprido que ultrapassava a cintura, cabelos escuros. Era musculoso e não muito jovial, seus traços revelavam uma pele mais desgastada com o tempo e ele estava com um dos braços completamente coberto por um cosmo gigantesco, este era o cavaleiro de Capricórnio, Ionia.

— Mais um cavaleiro para brincar? – Resmungou Hades então se virando para o cavaleiro que havia chegado ali, ignorando Rugonis ao chão. – Capricórnio...? Sua lâmina é até afiada. – Ele movimentou sua espada, estava ainda dentro da bainha, numa velocidade imprescindível ele apareceu logo a frente do cavaleiro de ouro e então com a bainha da espada tentou um golpe, Ionia o bloqueou com a seu cosmo que era uma espécie de lâmina, ambos duelavam.

— Hades... – Disse Ionia com sua voz grossa, estava sério, por mais gigantesco que era o cosmo do cavaleiro o Deus nem se esforçava para duelar.

— Essa é a lendária Excalibur? – Hades então gargalhou. – Não passa de uma fina e cega lâmina. Se for isso que os cavaleiros de ouro têm... A vitória é minha. – Ele então forçou um pouco e Ionia parecia ceder.

O cosmo de Ionia era engolido pela imensidão infinita do cosmo maligno de Hades, o corpo que flutuava não parecia forçar a bainha da espada contra a lâmina de cosmo de Ionia. A cada pouco o chão ia cedendo e o cavaleiro ia afundando ao chão, de repente, Hades arregalava seus olhos e a armadura de Pégaso ganha mais um pouco de espaço naquela negritude da sobrepeliz do Deus. Nesse instante, Ionia sentiu uma oscilação no cosmo e viu que poderia vencer, com seu braço direito esquerdo então fez da mesma maneira e a lâmina de cosmo surgiu.

— Excalibur! — O golpe atingiu diretamente o corpo de Hades, a maior parte a sua sobrepeliz, isso fez com que Hades fosse jogado longe, o cavaleiro de Pégaso ainda lutava por sua alma e corpo dentro daquele corpo, o que desestabilizou o Deus. Aquilo permitiu que Ionia agisse com rapidez, novamente enquanto o corpo de Hades ainda estava ao ar, ele novamente lançou sua lâmina de cosmo que o atingiu direitamente.

— Argh! – Gritou Hades, caindo ao chão, sua voz assim como antes continha eco. Parecia ao fundo a voz de Takeshi. Hades se ergueu e com seu cosmo destruiu tudo ao seu redor no raio de cinco metros. Ele estava tremendo e assim o chão também, tudo parecia desaparecer ao tocar o seu cosmo, uma labareda de energia estava tomando conta daquele lugar, ele então retirou a espada da bainha, uma luz enorme se formou naquele lugar, ao mesmo tempo que a luz era branca, ao mesmo tempo passava uma sensação de escuridão à todos. Ele levantou a espada e da mesma raios negros começaram a sair, os raios atingiam as árvores podres e faziam simplesmente virarem pó, era um poder inimaginável vindo dela. – É o fim de todos vocês!

Quando de repente, Hades sentiu algo em seu peito na altura do coração. Era uma rosa que era vermelha, ele quando observou aquilo ficou completamente furioso e o ar ficou imensamente pesado, a gravidade parecia fazer todos ficarem deitados, menos Atena que se mantinha forte em pé. Pouco tempo depois tudo mudou e se acalmou, Hades pareceu cessar, ele se ajoelhou e a rosa em seu peito continuava ali, na altura do coração, essa era Rosa Sangrenta, uma habilidade de Rugonis, que mesmo todo ferido conseguiu dispará-la contra o Deus. Essa técnica permitia que uma rosa branca sugasse todo o sangue da vítima, fazendo assim parar o coração da mesma.

— Excalibur!— Rapidamente lançou suas lâminas de cosmo em direção ao cavaleiro ajoelhado, sua técnica cortou as duas pernas do Deus, na altura do joelho. Foi aí então que ele levantou a sua própria espada e ainda ajoelhado olhou para Atena.

— Proteger... Atena... – Era a voz de Takeshi que aparecia ali, ele com a espada em mãos enfiou em seu corpo justamente naquela ferida que ele tinha à muito tempo, ao invés de sentir uma enorme dor, ele sorriu amavelmente, parecia feliz, o cosmo gigantesco e brutal havia sumido por completo. O corpo ficou ali por um tempo e a espada de Hades desapareceu logo depois que feriu o cavaleiro.

Ionia se aproximou de Rugonis o pegou e o mesmo estava gravemente ferido, apesar de ter resistido muito bem contra o Deus, seu corpo estava sofrendo as conseqüências e seu estado de saúde era gravíssimo. O cavaleiro de Capricórnio se aproximou da Deusa, ambos estavam ignorando o cavaleiro de bronze, eles já se direcionavam para o Santuário.

— Atena... – Disse Ionia. – Acabou.

— Sim. – Disse ela, tentando se mostrar forte, mas sua reação seria chorar ao ver Takeshi se sacrificando para que ela pudesse viver. – Vocês dois foram ótimos, obrigado por chegar a tempo.

— Não seja humilde, Atena. – Disse o cavaleiro. – Se não fosse pela leve camada de cosmo do seu poder para nos proteger, acredito que nem eu e nem Rugonis teríamos chances de conseguir arranhá-lo. – Ele sorriu. – E você também elevou seu cosmo para servir como um alerta, assim que eu percebi, vim o mais rápido que consegui. – Completou.

— Você chegou na hora exata, Ionia. – Ela disse sorrindo para o cavaleiro. – Precisamos levar Rugonis o mais rápido possível para o Santuário e tratá-lo. Os outros devem estar lutando entre si. – Ela se virou já mais séria para Ionia. – A batalha ainda não acabou, ela está apenas começando.

— Sim. – Respondeu firme o homem, que era bem sério e pouco falava, ele foi o primeiro cavaleiro de ouro de Capricórnio.

Eles iam deixando aquele pequeno cenário destruído, apodrecido e também triste, o corpo de Takeshi ficava ali, com uma rosa no peito na altura do coração e também um gravíssimo ferimento. De fato os cavaleiros eram enterrados no cemitério do Santuário, porém, Atena preferiu não se aproximar do corpo de Takeshi, sabia que se aproximasse mostraria fraqueza e despencaria em lágrimas, não por que mais um cavaleiro morreu por ela, mas da forma que ele morreu, um cavaleiro de bronze, sozinho, conseguiu derrotar Hades e vencer a alma do Deus, se esforço foi tremendo, além do mais, Takeshi era tido como traidor e traidores não podiam ser enterrados no Santuário.

Já era por volta do entardecer, Ionia que carregava Rugonis e acompanhava Atena na caminhada por aquelas cordilheiras em retorno ao Santuário. Eles já estavam distantes do local onde aconteceu aquela tremenda batalha.

Foi então que uma mulher e dois homens idênticos se aproximaram do corpo de Takeshi. A mulher era bela, chamativa e sensual, possuía longos cabelos pretos levemente encaracolados e também peitos quase a vista de todos, estava com um vestido preto daqueles tomara que caia, seu olhar era penetrante e seus olhos esverdeados. Os dois homens ao lado dela eram de face idêntica, a única diferença entre eles era que um tinha o cabelo loiro e outro o cabelo preto, eram de estaturas iguais, olhos iguais, tudo exatamente iguais, eram gêmeos.

— Hades... – Disse a mulher se aproximando do corpo de Takeshi e tocando sua face cheia de sangue.

— Um cavaleiro de bronze conseguiu parar a total transformação do Deus supremo? – Disse um dos homens por ali, o de cabelo escuro. – Tem certeza que ele é o escolhido?

— Ele é a pessoa mais pura dessa geração, Hades iria reencarnar na pessoa mais pura. – A mulher olhou para os gêmeos. – Não há dúvidas.

— E por que ele foi derrotado? – Perguntou o loiro.

— Sua transformação não estava completa. Ele ainda tinha resíduos humanos em seu coração, assim como sua mente e também a armadura em seu corpo. – Ela respondeu. – Vamos levá-lo ao castelo e lá poderemos rejuvenescer o nosso mestre e também fazê-lo renascer por completo.

— Se isso não funcionar Pandora, eu mesmo te matarei. – Disse o de cabelo negro, apenas com o olhar levantou o corpo de Takeshi completamente ferido e morto. Ele estava sem as duas pernas, um buraco no flanco esquerdo e também um rosa no coração que drenou todo o seu sangue e mesmo assim aqueles três insinuaram que ele voltaria.

Foram caminhando tranquilamente até aquele enorme castelo no fim daquela floresta e ainda era o entardecer daquele dia.

Notas finais
Espero que tenham curtido! A Guerra do Século XVI é a primeira canônica de Saint Seiya que é contra Hades, por isso, estou dando essa cara "nova". Quem gostar me avisa e deixa o comentário que ajuda!