O Conto do Bem Maior

1 Capítulo 1 - A carta de Alvo a Grindelwald


Notas iniciais
"O inicio nunca será esquecido, pois aqui começamos e talvez aqui terminamos". Grindelwald*

* Em todos os capítulos teremos uma pequena pista de um suposto final dessa história. Essa é a primeira, não ta muito difícil em?
Boa Sorte e boa leitura a todos!
Renata Nascimento

Renata do Nascimento

O Conto do Bem Maior

Natal/RN — 2015

PALAVRA DA AUTORA

Para Juliane de Oliveira Silva a amiga louca por yaoi e que insistiu para que eu escrevesse, graças a ela aqui está o primeiro capítulo dessa história baseada no fantástico mundo de Harry Potter e suas aventuras e na história de Alvo Percival Walfric Brian Dumbledore.

O Conto do Bem Maior

CAPÍTULO 1

A CARTA DE ALVO A GRINDELWALD

Gerador,

O seu argumento de que a dominação dos bruxos visa ao PRÓPRIO BEM DOS TROUXAS é, a meu ver, crítico. Sim, fomos dotados de poder e, sim, esse poder nos dá o direito de governar, mas isto também nos dá responsabilidades sobre os governados. Devemos enfatizar este ponto, pois será a pedra angular da nossa construção. Onde discordarmos, como certamente ocorrerá, ela deverá ser a base dos nossos contra-argumentos. Assumimos o poder PELO BEM MAIOR. E segue-se daí que, onde encontrarmos resistência, devemos usar apenas força necessária. (Este foi o seu erro em Durmstrang! Não me queixo, porém, porque se você não fosse expulso, jamais teríamos nos conhecido.)

Alvo

1898 – Antes da Carta

Instituto Durmstrang

- Senhor Grindelwald, é grave seu caso em nossa instituição não podemos mais aceitar tanto insulto de um aluno! Seu interesse nas artes das trevas levou quase a morte de alguns alunos da escola.

- Com todo respeito, esta escola já foi para o buraco a muito tempo! Não merece ser chamada de escola de magia e bruxaria! É ridícula!

- O senhor estar expulso! Senhor Grindelwald! Por favor retire-se.

- Com todo prazer! – Disse com todo desprezo em sua voz.

Gerador Grindelwald era jovem tinha apenas 16 anos, era loiro e seus cabelos cacheados caiam os ombros, possuía um ar alegre e rebelde e um interesse imenso nas artes das trevas principalmente nas Relíquias da Morte em especial uma, a varinha das varinhas feita de sabugueiro, a mais poderosa que tornava o bruxo que a tivesse, quem sabe até invencível, e foi por esse motivo que fora expulso do instituto Durmstrang.

Gerador vinha estudando as relíquias a muito tempo, viajou meses para o exterior a procura de pistas sobre as relíquias e finalmente conseguiu a pista mais valiosa: Ignoto Peverell, Godric’s Hollow. O irmão Peverell que pediu a varinha a Morte, só poderia estar em Godric’s Hollow a cidade onde fora enterrado e por um acaso a tia-avó Batilda Bagshot de Grindelwald morava por lá, então Grindelwald não pensou duas vezes e foi fazer uma “visitinha” a sua querida tia-avó.

Godric’s Hollow

Uma batida na porta e uma surpresa para Batilda Bagshot.

- Oh! Não acredito! – Falou admirada ao ver um velho amigo de uma família que não via a muito tempo.

- Alvo! – O menino de apenas 18 anos sorriu torto.

- Como vai, senhora Bagshot?!

- É um imenso prazer em vê-lo – Falou alegremente a Alvo Dumbledore.

- O prazer é todo meu!

- Oh... Entre! Vamos... Junte-se a nós!

Dumbledore entrou e para sua surpresa havia mais uma pessoa a casa de Batilda.

- Bom dia! Alvo Percival Walfric Brian Dumbledore! – Apresentou-se Alvo ao garoto de cabelo loiro cacheado.

- Ola! Gerador Grindelwald! – Que o cumprimentou com um aperto de mão.

- Oh! Gerador, este é Alvo, ele é da família Dumbledore. Mas o que o traz a Godric’s Hollow meu jovem? E sua mãe?

- Temo que este seja o grande xis da questão senhorita Bagshot. Minha mãe faleceu.

- Oh! Sinto muito Alvo! – Falou tristemente.

- A minha irmã estar muito doente, e a pouco tempo fiquei sabendo quando estava a caminho de uma longa viagem com meu amigo Elphias Doge que minha mãe havia falecido. Tive que retornar para cuidar de minha irmã e ajudar meu irmão.

- Nossa! Muita mudança de um dia para o outro! – Falou Grindelwald.

- Receio que sim, Alvo é um jovem muito dotado em magia. Não é Alvo?!

- Bom... Tenho minhas habilidades.

- Não seja modesto Alvo, mesmo tão jovem ouvi falar de seu talento.

- Talento?! – Gindelwald olhou para Dumbledore com interesse em suas habilidades.

- Temo que essa não é a melhor hora para falar de minhas habilidades. Bom, vim para ficar! Voltamos a morar aqui e decidi fazer uma visita e deixa-la a par dos acontecimentos, afinal a senhora foi uma grande amiga da família Dumbledore, retiro o que eu disse... Foi não! Ainda continua sendo.

- Obrigada Alvo! Minhas condolências! No que precisar estarei aqui.

- Obrigado! – Disse Alvo levantando-se para ir embora.

- Apareça Alvo, para conversar com Grindelwald não é bom ficar sozinho cheio de pensamentos em um momento tão difícil.

- Claro! Me parece fascinante. – Falou olhando com um sorriso torto para Grindelwald, que retribuiu o sorriso, balançaram as cabeças com um cumprimento e Alvo retirou-se para sua casa.

Naquele dia algo aconteceu dentro de Alvo, algo que ele viu em Grindelwlad, viu o desejo pelo poder em um jovem tão novo, a vontade de ser grande, algo que Dumbledore tinha dentro de si antes de todos os ocorridos. Alvo Dumbledore era conhecido por ser brilhante e por ter ganhado vários prêmios na escola de magia e bruxaria de Hogwarts, era um bruxo excepcional. Alvo tinha dois irmãos, o primeiro era Aberforth que era um tanto diferente de Dumbledore, não gostava de leitura e preferia resolver suas diferenças com duelos em vez de discuti-las racionalmente, contudo eram grandes amigos, compartilhavam tudo um com o outro. A segunda era Ariana Dumbledore que possuía uma história mais triste, foi atacada por um grupo de três rapazes muggles (Pessoas sem capacidade mágica), que a viram praticar magia e se assustaram, desde então Ariana passou a ser mentalmente e emocionalmente transtornada, os seus poderes mágicos não se manifestavam normalmente e só apareceriam em raras ocasiões e de forma aleatória ou destrutiva. Seu pai Percival Dumbledore encontrou-se inconsolado pois os vizinhos muggles (Trouxas) passavam o dia inteiro a maltratar Ariana, demonstrando preconceito. Foi então que Percival farto da situação decidiu fazer justiça pelas próprias mãos, assassinando os três rapazes. Percival foi condenado a prisão perpetua em Azkaban onde acabou falecendo. E agora sua mãe Kendra Dumbledore morrera devido a uma explosão de magia incontrolável de Ariana. Então agora só sobrara ele e seus irmãos, o que o deixava triste, solitário, só pensava no seu sonho de rodar o mundo e conhecer os maiores bruxos do século, um sonho que teve que ser interrompido pois agora tinha que tomar a frente da família por ser o mais velho dos irmãos.

Em um fim de tarde lindo Dumbledore resolveu ir visitar mais uma vez Grindelwald.

- A onde estar indo Alvo?! – Perguntou Aberforth.

- Estou indo a casa de Batilda, conversar com o Grindelwald.

- Não gosto desse rapaz!

- Bom, eu receio que continuarei indo lá. Até mais tarde irmão.

Dumbledore estava fascinado com Grindelwald e suas histórias sobre as relíquias da morte, em se tornar o maior bruxo da história, do incrível poder da varinha das varinhas e do desejo de poder dele, que era bem comum entre os dois, e além de tudo Alvo acabara se apaixonando por Grindelwald, pelo homem que ele era, determinado e ao mesmo tempo rebelde. Os dois aviam ficado mais próximos e isso tinha deixado Dumbledore mais feliz, fazia pensar que não tinha problemas quando estava com Grindelwald, que não tinha perdido tanto em tão pouco tempo.

- Porque demorou Alvo?

- Me desculpe, tive umas coisas a resolver antes de vir. – Disse Alvo limpando os óculos.

- Receio que estou mais próximo da verdade sobre as relíquias. Tenho certeza que a varinha estar aqui em Godric’s Hollow, só ainda não sei onde! Temos que procurar mais pistas Alvo!

- Acho incrível sua sede pelo poder.

- Olha quem fala! Você compartilha o mesmo que eu Alvo.

- Sim, não vou negar! Mas a sede pelo poder na maioria das vezes nos torna cegos a ponto de cometer a pior atrocidade.

- Ora, vamos Alvo, eu sei que você gostaria de experimentar o poder.

- Sim, eu gostaria Grindelwald. – Alvo sentia uma tristeza agora, pois queria experimentar o poder mas de uma forma diferente a de Grindelwald, mas estava disposto a seguir a seus passos porque o amava e porque queria o poder.

- Então Alvo! Tenho uma proposta.

- O que?

- Vamos pegar estrada. Existem vários lugares onde tem pistas, onde precisamos ir, eu sozinho sou forte mas com você Alvo serei quase invencível.

- E quando iriamos?

- Daqui a dois meses.

- Então iremos! Nos tornaremos invencíveis Grindelwald.

- E essa é a nossa luta pelo bem maior, meu amigo! Ao fim do legado trouxa, os bruxos tem quer ser de sangue puro!

- Um brinde ao nosso legado! Ao nosso bem maior!

Dumbledore ia a casa de Batilda todo dia para conversar com Grindelwald, estavam tão perto da verdade sobre as relíquias que podiam sentir o cheiro do poder. Aberforth começou a desconfiar das idas de Dumbledore a casa de Batilda e então resolveu investigar para ter certeza, acreditava ele que alguma coisa estavam planejando, foi então que ele foi ao quarto de Dumbledore achou alguns livros que falava sobre as relíquias e tinha algumas anotações de Alvo.

Alvo chegou em seu quarto e deu de cara com Aberforth.

- O que significa isso Alvo!?

- Eu faço a mesma pergunta, porque foi mexer nas minhas coisas?

- Não importa! Escuta aqui, não podemos viajar Alvo, e você sabe porquê.

- Podemos ir...

- Não podemos! Ariana precisa de repouso! E suas ideias são um grande absurdo! Pelo o amor de deus Alvo! Não se pode aniquilar os nascidos de trouxas, não dar para todos os bruxos serem de sangue puro.

- Com as relíquias seriamos invencíveis.

- Alvo por favor entenda, isso é só um conto bobo.

- Não é! Entenda você Aberforth, a varinha estar aqui em algum lugar. E eu e Grindelwald vamos encontrá-la.

- Você e Grindelwald, só pensa em você e nele! E nós?! Somos sua família Alvo! Grindelwald não é nada! Fazer essa viagem seria a morte da Ariana.

- Grindelwald é meu fiel amigo! Eu amo vocês mais que tudo nesta vida! Eu não tenho mais nada a não ser vocês e Grindelwald.

- Grindelwald, Grindelwald, to cansado de ouvir o nome desse cara. Alvo pelo amor que você diz ter por mim e Ariana, eu só peço, pensa um pouco em tudo que te falei sobre esses planos, eu conheço você Alvo e nada do que eu li aqui tem a ver com você irmão. Talvez a parte de poder! Mas o resto sobre o sangue puro, não, isso não é meu irmão. Alvo esse cara está dominando você.

Alvo ficou calado pensando com sigo mesmo. Passou a mão na cabeça, tirou os óculos e ficou ali pensando por um tempo, quando percebeu estava sozinho em seu quarto.

Passou a noite toda pensando em tudo que acontecera, na sua irmã doente, no Aberforth e em Grindelwald, Alvo concluiu que tinha confundido as coisas, talvez por amar Grindelwald, estivesse ficando louco, e seus planos mudaram, ele não queria mais tornar-se invencível nem criar uma raça pura. Agora o difícil era convencer Grindelwald a desistir de tudo e traze-lo para seu novo lado.

Falou com Grindewald tudo que tinha acontecido e disse tudo que realmente pensava e implorou para que mudasse seus planos, mas como previsto ele não estava disposto a isso e continuou a persuadir Alvo. Um certo dia Alvo lhe enviou uma carta que dizia o seguinte:

Gerador,

O seu argumento de que a dominação dos bruxos visa ao PRÓPRIO BEM DOS TROUXAS é, a meu ver, crítico. Sim, fomos dotados de poder e, sim, esse poder nos dá o direito de governar, mas isto também nos dá responsabilidades sobre os governados. Devemos enfatizar este ponto, pois será a pedra angular da nossa construção. Onde discordarmos, como certamente ocorrerá, ela deverá ser a base dos nossos contra-argumentos. Assumimos o poder PELO BEM MAIOR. E segue-se daí que, onde encontrarmos resistência, devemos usar apenas força necessária. (Este foi o seu erro em Durmstrang! Não me queixo, porém, porque se você não fosse expulso, jamais teríamos nos conhecido.)

Alvo

- Quanta besteira! Isso tudo é culpa de Aberforth! Se não fosse ele não brigaríamos tanto! Vou acabar com isso agora! Alvo não pode desistir de nós! — Disse Grindelwald com ódio e saiu porta fora, estava indo a casa de Dumbledore.

Continua...

Notas finais
Deixem seus comentários do primeiro capítulo e assim me incentivem a postar o resto da história de Dumbledore e Grindelwald. Desde já agradeço a todos!

"A luta pelo poder estar apenas começando".
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.