O Conto de um Escritor
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Era sempre a mesma coisa e ele gostava daquilo. Gostava de imaginar mundos, fantasiava pessoas, previa situações, elaborava aventuras e então, as passava para o papel. Ah, e como achava incrível! A sensação de felicidade ao brincar com palavras — criava paradoxos, servia-se de hipérboles, usava de metáforas, sempre com um pouquinho de ironia. Poderia passar horas e mais horas, ele simplesmente não se importaria. Era como se o lápis e papel fossem seus melhores amigos e, por isso, ele não teria medo algum de dizer o que queria e passar o tempo que achasse necessário com eles.
Porém, antes de tudo buscava inspiração ao seu redor — nas músicas que ouvia, nas pessoas que observava, nas conversas com seus amigos — para então se atrever a idealizar o que escreveria. Começava com simples rabiscos, frases soltas que serpenteavam pelo caderno — ninguém além dele poderia entender o significado que elas viriam a possuir — para então construir períodos mais complexos com sentenças que só ele pensaria. Essa era a parte que mais demorava: escrevia e reescrevia; Tratava-a como se fosse uma obra de arte que necessitava da mais cuidadosa atenção.
À medida que produzia, dúvidas surgiam em sua cabeça.Será que estava ficando bom? Interessaria as pessoas? Essas eram algumas das questões que o faziam hesitar ao continuar. Mas ele continuava. Talvez porque amava criar as suas narrativas; talvez porque acreditava no poder das palavras; E com o tempo, essas incertezas se dissipavam de sua mente.
E,quando se aproximava do fim, a escrita fluía de uma maneira natural: as palavras vinham à sua mente rapidamente. E então, consideraria deixar um fim em aberto. Adorava o fato de que os seus leitores interpretariam e dariam um final diferente. E independente do fim, sabia que estaria satisfeito com o que redigiu.
O resultado? Nascia uma nova história completamente original e mirabolante.
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