O Conto de PortFish

1 The Forgotten Section


Notas iniciais
Hey leitores! Espero que gostem, escrevi com muito carinho!

Estava sentada sozinha na mesa de um restaurante com um copo quente de café, a manhã estava fria mas mesmo assim o sol brilhava com uma luz dourada e fraca no meio de várias nuvens cinzentas. Já havia se passado vinte minutos do horário marcado com Cat. Atrasada como sempre, pensei. Peguei o copo de café e tomei um gole, o líquido quente trazendo um pouco mais de calor ao corpo, que parecia que ia congelar. Estremeci e apertei mais o casaco cinza de lã.

Nesse momento, Cat apareceu em minha frente, sentando na mesa. As roupas e os cabelos lisos e ruivos perfeitamente arrumados, porém, o rosto claramente sonolento.

–Sério? — Ela disse emburrada — Sete horas da manhã?

–Sete e meia na verdade — falei olhando para o relógio.

–Por que tão cedo? Por que não depois das dez?

–Ah, qual é Cat, deixe de ser rabugenta. Está uma manhã linda e faz bem acordar cedo.

–Eu não sou rabugenta. E você definitivamente não é uma pessoa normal.

–Vai querer o quê? — eu disse acenando para a garçonete.

–Só um café.

–Panquecas para mim e um copo de café para a senhorita mal humor aqui — eu disse à garçonete que saiu com um aceno de cabeça.

–Então — falei ignorando sua careta — Depois daqui nós iremos à biblioteca...

–E ao shopping — Cat me interrompeu

–Tudo bem, e ao shopping.- falei revirando os olhos

Prometi que iríamos dividir os afazeres daquele dia, as duas escolheriam aonde ir. Cat era o tipo de garota popular e bonita, a que todos admiravam, com pele branca e cabelos ruivos, sempre impecável. Enquanto eu era só Elizabeth, a invisível. Podia contar em uma só mão os amigos que tinha, sempre no canto da sala. Dizia que preferia os livros e seu cachorro luke do que pessoas e era verdade. Luke e seus livros são leais e confiáveis, pessoas não. E sinceramente, nunca se incomodara em ser sozinha, pelo contrário.

–Tudo bem, escolhi ir a livraria e a costa.

–Por que gosta tanto daquele lugar? Fede a peixe.

–Ai Cat, gosto do mesmo modo que você ama aquele shopping. Para mim, a única coisa que vale á pena ali é a comida.

–Credo, Liz! Tá, tanto faz. Mas só iremos a costa depois do shopping.

Até hoje, se perguntava como ela e Cat se tornaram melhores amigas, duas garotas tão opostas, e ainda não sabia explicar.

Cat tinha a mesma idade que eu, quinze anos, sendo apenas alguns meses mais velha. E sempre me vinha com a mesma história, de que eu tenho QUINZE ANOS, dizia com uma voz esganiçada, e que precisava cuidar mais de mim mesma, e ficava repetindo não sei quantas vezes, dizendo que eu tenho uma beleza mas a escondia. Ao passar do tempo, já tinha desistido de argumentar com cat.

–Liz! — ela disse com os olhos azuis arregalados — quantas vezes vou ter que repetir, pare de usar esse casaco.

–O que há de errado com ele? — digo olhando para o mesmo

–É fora de moda. Já lhe disse isso, você tem que...

–Cuidar mais de mim mesma, eu já sei disso. — Falei abanando a mão, e dei uma pausa quando a garçonete trouxe as panquecas e o café de cat.

–Mas ele é quentinho e foi minha avó quem fez, então não vou me desfazer dele — disse cruzando os braços.

– Ai meu Deus Elizabeth, me diz o que eu faço com você — ela falou tomando um pouco do café. Ficamos em silêncio por alguns minutos enquanto eu comia as panquecas. Então Cat olhou para o lado e deu um gritinho e um sorriso brilhante.

–Chad, oi! — ela disse abraçando um garoto alto de cabelos pretos perfeitamente emaranhados e olhos verdes — Que surpresa te ver aqui.

–É, vim encontrar com alguns amigos — ele disse apontando para uma mesa cheia de garotos. — Ah, oi Elizabeth.

Acenei sem falar nada, com a boca cheia.

Chad e Cat conversaram por algum tempo e quando o garoto se afastou eu tinha terminado de comer.

Chad, o QuarterBack do time de futebol da escola e uma perfeição para as garotas de lá. Mas tinha que admitir, ele era um rapaz bonito. Alto e musculoso, com cabelos pretos e rebeldes e olhos verdes brilhantes. Mas por incrível que pareça, não era o tipo de garoto que me fazia suspirar.

Quando disse isso a Cat ela quase caiu para trás. "Como assim não é seu tipo? — Ela gritou horrorizada — Chad é o tipo de QUALQUER garota" "Bom, não o meu tipo" eu disse fazendo Cat ter vontade de me bater.

Saímos do restaurante e fizemos a trajetória até a biblioteca, conversando as coisas de sempre.

–Então, algo de novo lá? — cat disse

–Provavelmente, mas não são as novidades que me interessam.

Cat franziu o cenho esperando uma explicação

–Tem uma sessão na biblioteca que quase ninguém vai lá, só a bibliotecária. Tem livros um pouco velhos sobre a história da cidade, como foi fundada, como, por quem e outras coisas assim.

–Explicado por que ninguém vai lá — Cat disse caçoando

–Ai, para com isso Cat, Você não se interessa pela história de onde vive?

–Nenhum um pouco — ela disse com desdém

–De qualquer forma — falei revirando os olhos — Eu nunca fui naquela sessão, pode até ser cisma minha, mas sempre que eu resolvo ir lá, algo me atrapalha. Coincidência demais, não?

–E daí? São só aguns livros sobre história — Cat deu de ombros — O que tem de mais nisso?

–Bom — eu disse sorrindo — Existem boatos sobre a verdadeira história de PortFish. Dizem que na época em que a cidade foi fundada, coisas como vampiros, lobisomens e sereias habitavam aqui e participavam da política e outros assuntos, principalmente sereias. Por isso o nome.

–Mas são só boatos, Liz. É provável que não encontre nada sobre isso naquela sessão de livros esquecidos.

–Mas pode ser que eu ache. Não vai nos matar se dermos uma olhada lá.

Notas finais
Gostaram? Deixem comments com sua opinião e obrigado por ter lido!