O Conto De Fadas Perdido

1 História Para Dormir


Tudo começa em uma casa na cidade grande, iluminada pelas luzes dos postes, as pessoas indo e vindo, algumas com pressa, outras acompanhadas apenas caminhando e conversando, apenas por diversão. Já é noite, as ruas estão um pouco frias e movimentadas, nada muito fora do comum. Mas não é aqui que nossa história começa. Perto dali, há uma certa casa onde uma mãe bota sua filha para dormir.

- Me conte uma história mamãe. – dizia a menina Lucy de belos cabelos loiros pulando em sua cama.

Lúcia era uma garota simpática e muito alegre, cheia de energia, caminhava pelas ruas movimentadas daquela pacata cidade com seus colegas, seja aonde for, ela era sempre querida.

- Já vou querida, e por favor, pare de pular e se deite. – disse a Sra. Stephanie fechando as janelas e se aproximando da filha.

Stephanie era jovem ainda e sua beleza era muito bem vista por alguns, mas não por outros. Seus cabelos são negros e vão até sua cintura, cheios de belos cachos, que eram moldados com muita perfeição. Seus olhos são azuis como o céu, e chegavam até a brilha. Seus lábios eram vermelhos, e possui bochechas levemente rosadas.

- Que história você vai me contar hoje mamãe? Quero uma diferente, chega dessas histórias que você me conta todo dia.

- Você quer uma diferente então? – disse a mãe enquanto cobria a menina, que não parava de balançar os pezinhos delicados e sorrir alegre.

— Sim mamãe.

- Pois bem, que assim seja.

A menina se ajeitou em sua cama, e fitava a mãe que pensava sobre o que contar a ela. Havia muitas histórias que ela sabia, aventuras com piratas, lutas épicas e romances, mas ela já havia contado todas elas à pequena Lucy. Menos uma.

- Tudo começou a muito tempo, muito mesmo, antes das cidades, carros e outas coisas... Lucy, quero que preste muita atenção, esta história que vou te contar, foi perdida a muito tempo, junto com a pessoa que a presenciou.

- É real mamãe? – disse a menina mais contente ainda.

- Sim meu amor, ela foi real. – e com um suspiro, Stephanie se sentou na cama ao lado de menina.

“Há muito tempo atrás, havia um reino muito próspero, onde as pessoas viviam alegres, cantando belas canções sobre o mundo. Naquele reino, todas as mulheres eram extremamente lindas, fazendo os homens se encantarem diante de tal presença. Dentre elas, a própria princesa era dita como a mais bela dentre elas. Tão pura e tão perfeita, parecia uma boneca de porcelana, e sua voz encantadora parecia o canto de uma sereia. Seus cabelos castanhos e extremamente lisos eram ditos como os mais perfeitos, sua beleza devastadora eram extremamente prezadas.”

- Qual o nome mamãe, qual o nome da princesa? – disse Lucy interrompendo.

“Seu nome era Brianna. A pequena princesa, todas as tardes saia do castelo, mesmo contra as regras, e ia para a floresta, seu lugar predileto. Era muito bonita, todos os animais pareciam conhecê-la e nenhum deles a temia, até mesmo os mais perigosos.

Mesmo tendo recebido avisos de seu pai, o grande rei Arthur, a pequena o desobedecia e saía, apenas para de distrair, já que não gostava muito da sua madrasta, uma mulher falsa e arrogante, que fazia de tudo para perturbar a menina. Em uma dessas caminhadas, Brianna teve uma pequena surpresa. Enquanto corria em direção ao seu lugar predileto, Brianna esbarrou em um garoto, Seu nome era Trevor. O garoto tinha cabelos negros e ondulados, até a altura dos ombros, e seus olhos eram de um verde muito brilhante. Ele estava com um corte em sua mão, e Brianna decidiu ajuda-lo.

Era um menino muito agitado, e sua paciência era curta, ele e ela sempre acabavam brigando, por qualquer motivo que fosse. Passaram a se encontrar todo dia no mesmo local onde ela sempre ia, que com o tempo se tornou o lugar preferido dele, uma imensa cachoeira, repleta de criaturas magníficas e um verde encantador, e atrás da cachoeira, uma caverna escondida, que apenas os dois sabiam.”

- E o que houve depois mamãe? Não gostei muito da madrasta dela.

- Eu sei meu amor, e você tem razão, a madrasta da princesa Brianna era uma mulher horrenda, mas muito bela também, e gostava muito de perturbar a menina. E isso não mudou, nem quando o rei estava doente, e a menina entrou em desespero...