O Conto Da Sereia - Hiatus
3 Capítulo 3 - Transformando! - parte 1
Notas iniciais
Pegamos nossas coisas e fomos pro carro. Chegamos lá e já eram 15 pras 3. Deixamos desta vez as coisas no carro e eu fui direto recuperar o skate. O guardei no carro e depois disso fomos tomar um sorvete. Mas, nem um sinal do Luke...
Ai credo, o que eu estou procurando essa criatura das trevas? Por que você é uma babaca.
Consciências...
Depois de tomarmos o sorvete as meninas foram nadar. Eu peguei o livro de sereias que trouxera comigo e fiquei por lá, lendo.
Sinto uma mão tocar no meu ombro e rapidamente viro para o lado e lá está , o garoto loirinho/cor de mel de olhos azuis.
– Oi — foi o que ele disse com um largo sorriso no rosto.
Ah, aquele ser de novo não!
– Oi Luke! — disse sem animação.
– Que mau-humor hein? — falou fazendo careta e sentando ao meu lado;
– Quem te deu permissão pra sentar ? — perguntei indiferente juntando as sobrancelhas.
– É... suas amigas! — apontou p/ as meninas — Disseram que você precisava de...
– Companhia! — o interrompo revirando os olhos.
– Mas você, precisa? — ele perguntou em um tom malicioso.
– Não! — falei séria voltando a ler.
– Por isso mesmo que eu vou me sentar aqui! — dito isso, ele abriu um sorriso igual ao gato da Alice no País das Maravilhas e se sentou na cadeira ao lado.
– Idiota! — bufei e voltei a ler normalmente meu livro sobre Sereias. Passou-se algum tempo e ficamos em silêncio; ou melhor, ele finalmente calou a boca!
– É... — disse rindo baixinho — Você acredita em sereias?
– Você acredita? — abaixei o livro o deitando no peito para o encarar.
– Bom... não, mas e você? — voltou a perguntar; estava se divertindo com a situação — Não me respondeu?!?
– Se eu ver, acredito... se não ver, continuarei na dúvida! — ele concordou divertido e voltei a ler.
'' [...] Se você se encontrar com uma sereia, cuidado! Ela pode te enfeitiçar [...]''
– Sério que você vai ficar aqui, lendo?
Argh! Qualé a tua mermão, tem o que contra pessoas que lêem livros sobre Sereias?
– E daí? Problem? — abaixei o livro mais uma vez.
– A qual é! — reclamou — Você vem pra praia para ler um livro sobre, sereias?
– Cala a boca! — voltei a ler.
– Por que você tem que ser tão teimosa ?
– Por que você se importa ?
– Você quem pediu! — ele se levantou bruscamente e me pegou no colo indo em direção ao mar;
– ME SOLTA ! — gritei enquanto batias os pés.
– Não senhora! — comigo no colo foi até o meio do mar e me atirou. Isso mesmo; e se eu tivesse me afogado? O que seria raro, eu admito, já que eu nado excepiscionalmente bem!
– Seu... — disse ofegante pois não tranquei a respiração quando cai — ... Cretino! — ele só ria da minha cara. Fiquei vermelha de raiva; vi as meninas, junto com Julian o Stefan e o Jeremy rindo da cena. Peraí, juntos? — PELA NOSSA SENHORA DA COCA COLA! — gritei e parti pra cima do Luke. Enquanto eu o sufocava nossos amigos riam.
– SOCORRO! — ele mal falava pelo fato de eu estar apertando seu pescoço.
– Só vou te soltar por que fiquei com pena! — o solto; ele está ofegante devido a falta de ar.
– APANHO DE UMA GAROTA! — dizia Jeremy , enquanto ria com os outros. Eu apenas dei um sorriso satisfeito e voltei a sentar onde estava pra ler meu livro.
* * *
Já era 8 horas da noite e já aviamos voltado para casa. Esta vamos conversando sobre nossos novos amigos. Menos Luke; aquela criatura das trevas! — Ok, exagerei — Mas, ao contrário de mim as meninas se deram bem com ele. Como é possível?
– Eu achei o Jeremy tão lindo! — Angélica disse apaixonada. Já to vendo!
– Tá perdida Ange! — comentei.
– Mas, eu acho o Julian bonitinho também! Naaada de mais! — Cloe diz, tentando, eu repito, tentando, parecer indiferente.
– Bom, eu estou namorando sabe... — Kar disse — Então, Stefan e eu... apenas amizade!
– Por que o Stefan é a única opção? — perguntei — Por que o Luke também tá sozinho e...
– Mentira! — me interrompeu Ange. — O Luke é seu e todo mundo sabe disso.
– Bebeu vodka? — perguntei, arqueando uma sobrancelha.
– A qual é! — Cloe disse — Tá na cara que vocês se gostam! — revirei os olhos.
– Eu vou sair ok meninas? — disse pegando minha bolsa. Logo sai sem deixar ninguém falar a bati a porta.
Saindo de casa começo a caminhar pelas ruas de Los Angeles rumo a praia.
***
Vou para um lugar mais reservado; Com pedras grandes; a maré, revoltada e forte bate agressivamente nas tais pedras. De longe, eu consigo avistar pessoas com fogueira e comendo marshmallows. Sento no chão da praia; a água bate nos meus pés e eu começo a me prender em devaneios.
– SOCORRO! — ouvi uma mulher, ou menina gritar — SOCORRO!
Comecei a procurar a tal pessoa. Chegando mais perto dos gritos vejo uma mulher; ela tem cabelos negros e se debate na água. Ainda gritando por socorro. Ela está basicamente em uma área onde ninguém pode a ver; no meio do mar; no meio do nada, digamos assim.
Sai correndo e entro no mar. A mulher continua a se debater e pedir ajuda.
Chego perto da mesma para ajudar; Ela continua a se debater e me empurra contra uma pedra. Sem forças eu afundo no mar; não consigo me mover, o que é muito estranho. Tento voltar para a superfície mas a única coisa que ouço são palavras estranhas da mulher.
Meu Deus o que deu nesta mulher?
Já sem forças, as únicas coisas que eu consigo ouvir é minhas amigas gritando meu nome. Sinto braços me segurando e levando de volta a superfície.
– Tá tudo bem com você? Amiga? AH MEUS DEUSES! — Cloe disse me apoiando. Assenti.
– O que aconteceu? — Ange perguntou aflita.
– É... — falei tentando me lembrar do que ocorreu — Eu vi uma garota se afogando e... tentei ajudar mais, ela me empurrou contra a parede e ...
– Katy, nós vimos você, mas, estava sozinha... Agarrando o nada e, você foi , do nada parar contra a pedra! — Karolyne disse.
– O que? — pergunto incrédula — Eu vi, a menina, eu... ela tinha cabelos negros e...
– Ela deve ter batido a cabeça antes — Cloe diz me avaliando. Estão pensando agora que eu estou louca é?
– Eu acho! — Kar apoiou.
– Vamos leva-la ao médico! — minha irmã disse. Revirei os olhos e eles pararam em cima de uma criatura... Era a mulher de antes! Ela estava com um sorriso malvado no rosto e... nua; não conseguia ver suas pernas. No mesmo momento ela começou a se aproximar e eu vi... Uma calda batendo na água! Ela era em um tom preto e ... bonito. A olhei paralisada e a única coisa que eu fiz foi soltar um grito agudo.
As meninas pararam de conversar e me fitaram, olharam para a direção que eu olhava e, viram, a sereia que vinha na nossa direção. E a última coisa que ouvi, eram gritos desesperados das minhas amigas; pude sentir algo fisgar meu calcanhar e eu adormecer. Caí em sono profundo.
Minha nossa Senhora das batatinhas!
Notas finais
Quanto leitor fantasma... :(
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