O Confronto dos Deuses
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Frederich Morrison ouviu três batidas em sua porta, e logo após, viu a cabeça de Ella Rovere se meter entre a porta e a parede. Ela estava com um ar cansado, exausto.
— Com licença, senhor Morrison. Suzane Dudek e Paul de LaVitta estão aqui para falar com o senhor. Eles podem entrar?
— Claro que sim.
Atrás dela vinha Suzane e Paul, os dois ainda confusos sobre o que tinha acontecido, pensando que tinham assaltado um banco ou tinham feito algo pior.
— Rovere? Vá para casa, você precisa descansar um pouco. — Ella Rovere deu um sorriso como forma de agradecimento. — Não apareça aqui até você estar com uma aparência melhor, menos exausta. Obrigado por hoje, certamente isso á ajudará em sua carreira e acarretará promoções. Você me impressionou, Ella. Continue assim e um dia será como eu.
— Senhor. — Ella Rovere deu um sorriso e pensou o quão sortuda era, por trabalhar com Morrison, por estar num caso desses. Ela mordeu seu lábio inferior antes de fechar a porta e seguir rumo á sua residência onde seu marido e filho a esperavam ansiosamente.
Assim que a porta se fechou, Fred Morrison procurou organizar seus pensamentos o mais rápido possível para interrogar os "suspeitos" de Duster e de seu governo muquirana.
— Então, senhor, disse que gostaria de falar conosco, aqui estamos. — Suzane disse com a voz mansa. — Peço para que fale rápido, pois a qualquer momento a dor de minha cabeça pode piorar.
— Certo, Dudek. Por que não começamos com você?
— E por que não?
— Certo. Você é filha de Lucy e Spencer Dudek, aluna exemplar, eu diria. Cursou uma das faculdades mais bem frequentadas do país, e mesmo assim vem se metendo em confusão frequentemente. O que tem a dizer em sua defesa, doutora?
— Olha, senhor, não que eu goste de confusões, não, muito pelo contrário. Fujo delas o quanto antes para não fazer-me de vítima, de heroína, seja lá qual for o título merecido. O que eu realmente gosto e preciso neste momento é trabalhar. Não vejo a hora de solucionar casos criminais dos quais os advogados mais influentes do país não conseguiram resolver.
— Gosta de pensar que é mais inteligente que eles, doutora Dudek?
— Mais inteligente não, mais detalhista talvez. Quando eu me dedico, consigo o que quero. Por isso eu estou ajudando Paul, quero descobrir quem fez isso com seus pais o mais rápido possível.
— Não foi ela que se ofereceu, Morrison, fui eu que pedi sua ajuda, já que meus pais só a elogiavam e viviam em seu escritório fechando negócio. — Paul disse, meio desajeitado. — Se tem que prender alguém, que seja eu. Ela não fez nada de errado.
— Nenhum dos dois fez nada errado, o único órgão que vive fazendo erros e mais erros é o governo supremo de Goodman. — Aquela revelação fez com que o casal soltasse uma risada de satisfação. Não era normal alguém falar mal do governo, principalmente um agente do F.B.I., um empregado direto do governo. — Os dois sabem por que sequestraram os senhores de LaVitta?
Eles negaram com a cabeça.
— Ótimo.
— É só isso? Não vai nos ajudar? — Suzane Dudek estava de pé. — Faça-me o favor, senhor Morrison! Francamente, como colocaram o senhor nessa posição? Se eu fosse sua chefe, o demitia imediatamente.
— Quero que entendam que se eu ajudar, sendo um pouco, com uma fala apenas, Goodman matará toda a minha família. O que eu posso dizer pra vocês é que, confiram seus e-mails diariamente. O Walmart manda várias promoções e descontos exclusivos.
— O que? Por que esse maluco está falando de Walmart? — Paul de LaVitta estava tentando entender a frase do velho.
— Sim, entendi. — Disse Suzane. — Mais alguma dica?
Fred Morrison chegou mais perto dos jovens e cochichou:
— Fujam, não percam tempo neste lugar. Assim que derem um sinal de melhora, a agente Duster irá entrega-los ao governo. Ela já desconfia de vocês e disse-me – não diretamente, claro – que vocês são os principais suspeitos de Goodman.
— Quando iremos fugir? Não temos nem lugar para ficar! — Paul mordeu seu lábio.
— AGORA! Não percam tempo! VÃO, VÃO!!!!
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