Notas iniciais
"Ideias são a prova de bala." - V de Vingança.

Frederich Morrison ouviu três batidas em sua porta, e logo após, viu a cabeça de Ella Rovere se meter entre a porta e a parede. Ela estava com um ar cansado, exausto.

— Com licença, senhor Morrison. Suzane Dudek e Paul de LaVitta estão aqui para falar com o senhor. Eles podem entrar?

— Claro que sim.

Atrás dela vinha Suzane e Paul, os dois ainda confusos sobre o que tinha acontecido, pensando que tinham assaltado um banco ou tinham feito algo pior.

— Rovere? Vá para casa, você precisa descansar um pouco. — Ella Rovere deu um sorriso como forma de agradecimento. — Não apareça aqui até você estar com uma aparência melhor, menos exausta. Obrigado por hoje, certamente isso á ajudará em sua carreira e acarretará promoções. Você me impressionou, Ella. Continue assim e um dia será como eu.

— Senhor. — Ella Rovere deu um sorriso e pensou o quão sortuda era, por trabalhar com Morrison, por estar num caso desses. Ela mordeu seu lábio inferior antes de fechar a porta e seguir rumo á sua residência onde seu marido e filho a esperavam ansiosamente.

Assim que a porta se fechou, Fred Morrison procurou organizar seus pensamentos o mais rápido possível para interrogar os "suspeitos" de Duster e de seu governo muquirana.

— Então, senhor, disse que gostaria de falar conosco, aqui estamos. — Suzane disse com a voz mansa. — Peço para que fale rápido, pois a qualquer momento a dor de minha cabeça pode piorar.

— Certo, Dudek. Por que não começamos com você?

— E por que não?

— Certo. Você é filha de Lucy e Spencer Dudek, aluna exemplar, eu diria. Cursou uma das faculdades mais bem frequentadas do país, e mesmo assim vem se metendo em confusão frequentemente. O que tem a dizer em sua defesa, doutora?

— Olha, senhor, não que eu goste de confusões, não, muito pelo contrário. Fujo delas o quanto antes para não fazer-me de vítima, de heroína, seja lá qual for o título merecido. O que eu realmente gosto e preciso neste momento é trabalhar. Não vejo a hora de solucionar casos criminais dos quais os advogados mais influentes do país não conseguiram resolver.

— Gosta de pensar que é mais inteligente que eles, doutora Dudek?

— Mais inteligente não, mais detalhista talvez. Quando eu me dedico, consigo o que quero. Por isso eu estou ajudando Paul, quero descobrir quem fez isso com seus pais o mais rápido possível.

— Não foi ela que se ofereceu, Morrison, fui eu que pedi sua ajuda, já que meus pais só a elogiavam e viviam em seu escritório fechando negócio. — Paul disse, meio desajeitado. — Se tem que prender alguém, que seja eu. Ela não fez nada de errado.

— Nenhum dos dois fez nada errado, o único órgão que vive fazendo erros e mais erros é o governo supremo de Goodman. — Aquela revelação fez com que o casal soltasse uma risada de satisfação. Não era normal alguém falar mal do governo, principalmente um agente do F.B.I., um empregado direto do governo. — Os dois sabem por que sequestraram os senhores de LaVitta?

Eles negaram com a cabeça.

— Ótimo.

— É só isso? Não vai nos ajudar? — Suzane Dudek estava de pé. — Faça-me o favor, senhor Morrison! Francamente, como colocaram o senhor nessa posição? Se eu fosse sua chefe, o demitia imediatamente.

— Quero que entendam que se eu ajudar, sendo um pouco, com uma fala apenas, Goodman matará toda a minha família. O que eu posso dizer pra vocês é que, confiram seus e-mails diariamente. O Walmart manda várias promoções e descontos exclusivos.

— O que? Por que esse maluco está falando de Walmart? — Paul de LaVitta estava tentando entender a frase do velho.

— Sim, entendi. — Disse Suzane. — Mais alguma dica?

Fred Morrison chegou mais perto dos jovens e cochichou:

— Fujam, não percam tempo neste lugar. Assim que derem um sinal de melhora, a agente Duster irá entrega-los ao governo. Ela já desconfia de vocês e disse-me – não diretamente, claro – que vocês são os principais suspeitos de Goodman.

— Quando iremos fugir? Não temos nem lugar para ficar! — Paul mordeu seu lábio.

— AGORA! Não percam tempo! VÃO, VÃO!!!!