O Conclamar de Destroços

1 Capítulo 1 - O Despencar


Notas iniciais
Esse primeiro capítulo é só o apresentar de um dos núcleos de personagens da história.

O Despencar

No interior de um bosque pantanoso, coberto por um véu de escuridão e repleto de micro-organismos em decomposição, jazia quatro figuras de imponência inigualável, prontos para destruírem-se se necessário.

O bosque estava totalmente devastado na área de ação dos combatentes. Dois deles eram incrívelmente grandes, cada ataque com suas colossais espadas era um impacto físico e sonoro avassalador, essa era uma batalha de resistência, cada choque de lâminas significava a destruição de algumas partículas das forjas inimiga. Além dessa força física esmagadora, ambos os guerreiros possuiam uma presença incorpórea distinta dos níveis normais, assim como seus aparentes vassalos às suas dianteiras, eles excediam extraodináriamente os padrões de capacidades metafísicas de um ser humano, era energia o suficiente para matar alguns seres vivos só por suas presenças.

- Grande Portón Sarbyrus ascenda ! — Conjurara um dos grandes combatentes, expandindo a energia que estava a seu redor, reorganizando-a, fazendo com que emergisse um grande circulo luminoso, iluminando a região em sua volta, e, por fim, invocando uma espada de proporções decanômetras que ira de encontro com o guerreiro adversário em alta velocidade.

O combatente alvo parecia calmo. Seus olhos violetas iam de encontro com a visão da grandiosa lâmina e nem se quer piscavam. E então, de repente, sua cabeça fora abaixo, seu cabelo branco caira sob seu rosto, tudo parecia acabado, antes mesmo da grande lâmina encontrar seu corpo.

Realmente, foste muito ingênuo em creste que cairia em batalha sob essa ofensiva. — Dissera o homem de olhar violeta, erguendo sua cabeça, juntamente à seus braços, colocando-os à frente, com aparente intenção de interceptar a gigantesca espada que vira em sua direção. — Observes sua queda e minha ascenção, Majestade Sênior XI … — Proclamara o homem presunçosamente.

Ao fim dessas palavras, um clarão luminoso cegou a todos, era o impacto da grande espada colidindo com a esfera aurística inerente (a orb). Por um grande período de tempo a orb deu sinais de que iria se fragmentar e romper-se, o que significaria a morte de seu portador, entretanto, subitamente a grande espada começara a liquifazer-se, o metal estava entrando em ponto de fusão ,ainda assim o material que era composto a espada continuava submerso no ar tentando inutilmente penetrar a orb, de coloração arroxeada, do alvo.

Sênior XI não conseguia observar os resultados de seu ataque, pois uma grande fumaça tomou conta do ambiente. — Creio que esteja tudo acabado – Dissera ele exausto e ofegante, ajoelhado sob o solo com sua aura esvaindo-se mais e mais, seus olhos estavam cada vez mais fechados, já não conseguia nem mesmo sustentar seu próprio peso e muito menos o de sua armadura, após exaurir todo sua energia com aquele avassalador ataque.

- Vá e pegues a coroa daquele estúpido pseudo rei, Kêndria! — Ordenara ele à sua sanclave, que observou suas ordens com indiferença, permanecendo calada e imóvel, a não ser por ainda estar sob o ar, observando o real resultado desta batalha.

Quando toda a poluição visual se desfez, o combatente, de cabelos brancos e olhar violeta inconfundível, ainda estava de pé, sem que nem mesmo uma fissura tenha sido aberta em sua armadura de minério rúnico. Com seu maquiavélico sorriso, de ar debochado, observava maravilhado a queda do Rei Sênior XI pela exaustão do ataque que realizara a ele, cujo o qual ele destruiu totalmente e tomou para si o controle do metal fundido da grande espada, que agora estava sob seu domínio.

- Não sinto-me satisfeito, necessito derramar o sangue real – Dissera com imenso sadismo em sua voz,com o olhar perdido, que visionara seu futuro idealizado, banhando-se no sangue inimigo enquanto dançava sob o cadáver do mesmo, um futuro com muito sangue e morte, do qual ele não sentia remorso algum. Quando, então, suspirou e tornou a gargalhar, de forma insana e incontrolada imaginando o futuro que iria se suceder.

Kêndria permanecia como uma pedra regida pela gravidade, nada demonstrava sentir ao observar seu mestre, caído, incapaz de empunhar sua espada e sem sua orb de proteção. Ela necessitava pensar em algo rápido, entretanto sua mente se deparava em um combate mortal de decisões como nunca se encontrara antes. Por um lado ela temia ferir o orgulho de seu rei ao resgata-lo e partir em fuga, por outro ela sentia necessidade de defende-lo, entretanto ela não conseguiria faze-lo por muito tempo contra dois inimigos que acabara de subjugar seu rei, o que se sucederia inevitávelmente na morte de seu rei de qualquer forma.

O sujeito, do qual eles não sabiam nada, estava manipulando o metal fundido, resultado da fusão da grande espada, e o solidificando novamente, dando forma a ele, transformando-o em diversas lanças, espadas, maças, flechas, empaladores, punhais e gladios.

Estão prontos para o ballet sangrento das lâminas ? — Indagara ele alisando com os dedos o fio de uma das lâminas para testar seu corte e então lambera os dedos deliciando-se com o sabor do metal cortante.

- Pronto ou não elas irão, e é bom que estejam. – Dissera com um sorriso desequilibrado de orelha a orelha enquanto as lâminas se dirigiam em alta velocidade ao encontro de Sênior XI e Kêndria como um vendaval de armas do qual não era possível sair vivo.

Cada milimetro que as lâminas se aproximavam mais o horror e o descontrole de Kêndria e Sênior aumentavam. Como um ato desesperado, covarde e inesperado o rei começa a arrastar-se no chão, como um verme fugindo do seu predador. Todo seu orgulho não fora suficiente para manter-se firme perante a inevitável morte. De nada Sênior tivera mais orgulho de que de seu poder e de sua posição social, e, se fosse necessário, humilharia-se perante o inimigo e sofreria dos mártires da vergonha pelo resto da sua miserável existência se isso significasse que viveria e teria sua coroa.

- Kêndria, Kêndria, Ajuda-me ! — Implorara o rei desesperado com a aproximação da morte.

Ao ver aquilo a mente de Kêndria entrou em colapso. Já não mais conseguia manter seu quilibrio emocional de costume. Assim como seu rei, ela caiu dos céus.

As lâminas enfim encontraram seu destino, atravessaram a espessa armadura do rei Sênior XI diversas vezes, uma após outra, sem parar, nenhuma havera atingido um órgão vital, tornando-se uma morte cada vez mais lenta e dolorosa. Ainda assim o rei arrastava-se sem parar enquanto o presunçoso inimigo andejava despreoupadamente até a realeza e logo atrás vinha seu sanclave, que mais se assemelhava à uma sombra, rastejando sua túnica negra sobre a excassa luz do pântano.

- Lamentável observar um rei que outrora fora intocável nesse estado deplorável, rebaixado a posição de um pedinte, implorando pela vida. — Desabafara o sádico subjugador enquanto agarrava a longa capa do rei que desesperadamente continuava a rastejar-se enquanto tossia débilmente, liberando sangue.

Kêndria seguia desacordada. Graças a sua orb de proteção ela não fora atingida pela tempestade de lâminas .

- Estupendo, não é mesmo, San Senly ? – Perguntara, o homem de olhar violeta à seu sanclave, enquanto observava com fascínio a desgraça de Sênior XI.

- Sim, meu senhor, Lorde Cinder I – Concordara San Senly, com sua típica entonação vazia,
ao mesmo momento que cuvarva sua cabeça em aprovação a vitória de seu mestre.

Por fim a loucura de Lorde Cinder I esgotara. Com grande grande euforia, cantaranlando infantilmente sua conquista, agarrou a coroa do rei caído e o soltou, o deixando livre para continuar com sua asquerosa caminhada pelo terreno alagado do pântano.

O rei, mesmo após a partida de seus algozes, continuara a arrastar-se. Já não dava para reconhece-lo, seus cabelos castanhos, olhos verdes, armadura rúnica azul, nada restou intacto, tudo estava coberto de lama, sangue e musgo. Nem mesmo o próprio rei querera mais viver, estava totalmente destruído, física e psicológicamente, outrora fugia pela vida, porém agora fugia da humilhação, não queria ser visto naquele estado … desejava morrer.

Sênior não parava, mesmo sem forças, sem fôlego e saturado de dor, continuava a rastejar e se tivesse lágrimas choraria, mas nem mesmo lágrimas o restou, ele perdera aquilo do qual mais tinha orgulho, sua coroa e seu prestígio.

Ele arrastara-se incessantemente, até que, por fim, caira em um dos muitos lagos daquele pântano e
afundara.

Notas finais
Pode ter ficado meio confuso '^'

Por favor, críticas construtivas.

Grato. :D'
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.