Victor Rodenmaar. Eric Sweet. Daphne Andrews. Esses são só alguns dos nomes dos fiéis a Anúbis, o deus da morte. Eles sobreviveram por anos, sacrificando alunos de sua própria escola, sendo que nunca se importavam com as famílias dos alunos, apenas com o que Anúbis iria lhe dar... O elixir da vida. Beba e você vai continuar a viver por muito tempo, mas, não para sempre. Anúbis ofereceu isso aos seus fiéis e só alguns aceitaram sua proposta: Oferecer um adolescente que tenha coração puro para ser imortalizado nos cristais do tempo, assim, ele iria dar todo o elixir que eles precisassem. Eu cheguei na casa de Anúbis, nessa escola e pensei que pudesse ter uma vida normal, ter amigos, ser uma adolescente normal, mas agora eu pude ver, que ninguém nessa escola, nunca conseguiu ser normal, pois há professores nos vigiando 24 horas por dia, querendo que você seja o escolhido para ser sacrificado a um deus da morte. Isso acaba hoje.

Era o pátio da escola. Ainda havia algumas fumaças no céu, mas o fogo dentro do auditório já havia sido apagado. Os pais, amigos, paramédicos, bombeiros e policiais estavam no pátio. Lydia estava chorando no colo de Anya, enquanto outros pais conversavam com os policiais.

– Lydia, pare de chorar — disse Anya — Isso não ajuda em nada.

– Mas... Meu irmão sumiu! — disse Lydia — Junto com a Sam e todos mais! Para onde eles foram?

– Olha, o Bruno é um menino corajoso — disse Anya — Você pode conviver com ele todo o dia, mas eu conheci ele antes de você e ele é uma das pessoas mais corajosas que eu já conheci.

– Você acha? — perguntou Lydia, limpando o choro.

– Acho — disse Anya — Agora para de chorar. Se você vai chorar, eu vou deitar ali no banco e ficar engolindo as folhas que caem das árvores.

Lydia riu e se abraçou a Anya. Os bombeiros saem do auditório e alguns policiais vão até eles.

– E como está lá dentro? — perguntou Sanches.

– Tudo destruído — disse um dos bombeiros — Encontramos o que parece o causador desse incêndio.

Um dos bombeiros sai de dentro do auditório, trazendo consigo a máquina de fazer fumaça de Victor.

– Foi isso? — perguntou Igor — E o que é isso?

– É uma máquina de fazer fumaça — disse outro bombeiro — Encontramos nos bastidores do auditório.

– Então, quer dizer que isso foi apenas um acidente acidental — disse Tavares — Essa máquina devia estar sendo usada na peça e acabou explodindo.

– Sim, mas porque explodiu? — perguntou outro bombeiro.

– Essas coisas acontecem — disse Igor — Mas, e a garota? Encontraram alguém lá?

Os bombeiros se olharam.

– Não encontramos ninguém e nenhum outro resquício de algum ser humano — disse o bombeiro — As pilhas de cinzas que tem lá são de roupas, das cortinas e talvez algumas cadeiras que acabaram perdidas.

– Então onde está a garota? — perguntou Tavares.

– Espera, onde estão os outros alunos? — perguntou Sanches.

E... Os alunos entram na casa de Anúbis. Como era noite, a casa parecia mais sombria do que todos os dias que eles estiveram lá. Trudy havia ido ver a peça e por isso não estava na casa. Eles apenas viram uma luz vindo de baixo de uma porta que ficava na escadaria.

– O que é lá? — perguntou Raina.

– O porão — disse Sam — Deve ser lá que eles estão.

– Mas somos proibidos de ir ao porão! — disse Nick.

– E daí? — perguntou Max — Victor quer assassinar um aluno para dar a Anúbis. Já desrespeitamos mais regras do que pensamos.

– Eu não disse assassinar — disse Sam.

– Mas é o que está parecendo! — disse Max — Eu vou lá salvar minha Mia, nem que eu tenha que ir sozinho. Quem vai comigo?

Os alunos se olharam.

– Conta comigo — disse Sam.

– Eu também — disse Bruno.

– Você é meu amigo, estou com você — disse Nick.

– Estamos junto, colega — disse Louis.

– Isso mesmo — disse Justin.

– Ei! E nós? — perguntou Julieta — Não queremos morrer!

– Não vamos morrer! — disse Sam — Se não nos apressarmos, Mia morre.

– Eu não vou descer lá em baixo! — disse Raina — E você fica comigo, Louis!

– Eu não! — disse Louis — Posso ser seu namorado, mas Mia também é minha amiga e sua também. Pensei que vocês fossem amigas.

Raina olhou para Julieta.

– Ei! Eu tive uma ideia! — disse Mary.

– Você quer fugir? — perguntou Nick.

– Claro que não — disse Mary — Tenho um plano maluco.

– E como é? — perguntou Sam.

Victor e os seus aliados estavam no sotão, usando já suas capas douradas. Mia estava em cima de uma mesa onde havia uma estátua de Anúbis na frente da mesa.

– A lua está perto — disse Daphne.

– Ok, vamos começar — disse Victor.

Um som estranho foi ouvido.

– Rodenmaar! Victor Rodenmaar! Aqui é a polícia! Sabemos que você está com a aluna Amélia Stravinsky presa! Saia do porão com seus colegas enquanto pode!

– É a polícia! — disse um dos integrantes — Vamos sair daqui!

– Como eles nos acharam? — perguntou Sweet — E como eles sabiam?

– Tem algo estranho ai — disse Victor.

– Saiam do porão com as mãos para cima!

Justin estava usando uma máscara de Darth Vader, falando em um autofalante. Sua voz ficava diferente, assim os aliados de Victor não iriam o reconhecer.

– Isso é ridículo! — disse Justin.

– Fica quieto! — disse Mary — Eles vão começar a subir daqui a pouco!

Julieta, Raina e Sam entraram no saguão, levando frigideiras.

– Quem diria que a Trudy tem tantas frigideiras — disse Raina.

Bruno e Louis estavam no escritório de Victor, em frente ao armário que ele guardava as chaves da casa de Anúbis.

– Qual é o do seu quarto? — perguntou Louis.

– Ali! — disse Bruno — Quarto Um dos Meninos.

– Meninos? — perguntou Louis.

– Esquece isso! — disse Bruno. Ele olha a mesa de Victor — Procura algo que dê para quebrar um vidro na mesa.

Louis vai abrindo as gavetas da mesa, enquanto Bruno procura nas prateleiras. Louis tira um grande grampeador.

– Isso serve? — perguntou Louis.

Bruno olhou para o grampeador.

– Serve — disse Bruno — Se afasta.

Ele pegou o grampeador e jogou com força no armário. Eles se afastaram e o vidro todo se quebrou, caindo no chão junto com o grampeador.

– Ouviram isso? — perguntou um dos integrantes — Eles estão invadindo a casa!

– Eles quebraram a janela? — perguntou Daphne.

– Quebraram algo — disse Victor — Onde a lua está?

Daphne olha para a janela.

– Está quase no ponto — disse Daphne — Victor, não podemos continuar com isso! Há policiais lá fora! Se eles souberem de tudo, a escola vai fechar e acabou tudo!

Victor fica pensativo. Bruno pega a chave do quarto e a chave da porta principal da casa de Anúbis.

– Para que essa outra chave? — perguntou Louis.

– Segurança — disse Bruno — Vamos.

Eles desceram a escadaria, chegando no saguão. Bruno foi até Julieta.

– Ju, preciso que você vigie a porta — disse Bruno.

– Como assim? — perguntou Julieta.

– Policiais ou outras pessoas podem vir aqui — disse Bruno — Eles não podem descobrir o que está acontecendo aqui.

– Porque não? — perguntou Julieta — Eles estão nos sequestrando!

– Ju, só faz o que eu estou pedindo! — disse Bruno — Confia em mim!

Julieta suspira, pega a chave e tranca a porta da frente da casa, olhando pelo olho mágico se tinha alguém perto. Max pega a outra frigideira e fica ao lado de Sam e Raina.

– Estou avisando! Ou vocês saem do porão agora ou vamos invadir ai em baixo! — disse Justin.

– Eu não quero ser presa! — disse uma das integrantes — Eu vou sair daqui!

– Você é covarde! — disse Victor — Você não vai ganhar o elixir!

– Eu não me importo! — disse a integrante — Isso já passou dos limites há muitos anos, Victor. Até seu pai sabia que isso já tinha perdido o controle! Adeus!

– Eu vou com você — disse outro integrante.

– Eu também — disse outro.

Eles foram subindo as escadas, enquanto só Victor, Daphne e Eric haviam ficado no sotão. Os integrantes chegaram no saguão, perceberam que estava tudo escuro e do nada, caíram no chão. Raina, Max e Sam haviam batido as frigideiras na cabeça deles.

– Eu sempre quis fazer isso! — disse Max.

– Ok, Bruno, leva eles para o seu quarto e prende eles lá — disse Mary.

Louis, Bruno e Max foram puxando cada integrante para o corredor onde ficava os quartos dos rapazes. Bruno abre a porta e os alunos jogam os integrantes dentro do quarto. Nick tranca novamente o quarto e pega a chave.

– Eu fico aqui — disse Nick — Continuem com o plano.

– Victor, acabou! — disse Sweet — Nós envolvemos a polícia agora! Isso não pode continuar!

– Eu não me importo se nós envolvemos a polícia! — disse Victor — Há 20 anos atrás nós fizemos isso sem problema! E até hoje, ninguém desconfia de que fomos nós que sequestramos aquela garota! Eu vou ganhar o elixir nem que seja a última coisa que eu faça!

Do nada, todas as luzes se apagam e os olhos da estátua se Anúbis começam a brilhar.

– Vejam! — disse Sweet.

– A lua está em seu ponto — disse Daphne.

– Chegou a hora! — disse Victor.

Sam pára ao sentir algo estranho.

– Sam? — perguntou Bruno.

– É o Victor! — disse Sam — Ele vai começar a cerimônia!

– Mas a Mia! — disse Max.

– Se acalmem crianças! Sam, preciso da sua ajuda agora.

– Com o que? — perguntou Sam.

– Não se preocupe, só deixe que eu fique no controle.

– Ok, eu conto com você — disse Sam.

Sam, do nada, cai no chão. Bruno vai até ela e quando toca em seu braço, ela estava gelada.

– O que houve? — perguntou Mary.

– Ela está muito fria! — disse Bruno.

– Ela morreu? — perguntou Raina.

Louis pega o pulso da colega.

– Não, ela está viva — disse Louis.

Do nada, Sam se levanta, estando com os olhos mais azuis do que já eram.

– Sam? — perguntou Bruno — Sam?

Sam olha para Bruno e dá um estranho sorriso.

– Olá Bruno — disse Sam.

– Nut? — perguntou Bruno — Onde está a Sam?

– Acalme-se — disse Nut — Eu estou protegendo ela. Agora, vamos ao que interessa.

Nut desceu as escadas, chegando ao porão. Victor, Daphne e Eric veem quem havia chegado.

– Eu não acredito — disse Daphne.

– Samantha Jonas — disse Victor — Acredito que tenha uma boa explicação de estar aqui sabendo que é proibido descer ao porão.

Ela ficou em silêncio.

– Cale-se Victor Rodenmaar Jr. — disse Nut.

Os professores ficaram preocupados.

– Samantha não tem essa voz — disse Sweet.

– É Nut! — disse Daphne — Ela se possuiu de Sam!

– Eu não possuí — disse Nut — Eu estou a protegendo de vocês, que a queriam desde o início.

– E o que vai fazer? — perguntou Victor — Não pode nos matar.

Nut sorriu e começou a falar algo em uma língua estranha.

– O que ela está falando? — perguntou Daphne.

Os olhos da estátua de Anúbis começaram a piscar.

– Victor! — disse Daphne.

Victor olha para a estátua.

– Não... Não! — disse Victor — Anúbis, me ouça! Esqueça Nut! Eu estou aqui! Faça o que prometeu! Ela está aqui! Sua escolhida está aqui!

Mia começou a se mexer. A luz dos olhos de Anúbis acaba ficando cada vez mais forte, iluminando todo o lugar. Os alunos notaram o forte clarão.

– O que está acontecendo lá em baixo? — perguntou Raina.

– Isso é um clarão? — perguntou Nick — Eu consigo ver daqui.

– Chega! — disse Max — Eu vou lá!

– Max, espera! — disse Bruno.

Max chega no porão no mesmo momento que a luz some. Mia havia sumido e os olhos de Anúbis estavam apagados novamente. Victor, Daphne e Eric olham o que havia acontecido, enquanto Sam estava caída no chão. Os outros alunos descem também e olham tudo. Bruno vai até Sam.

– Sam! Sam, acorda! — disse Bruno.

Max vai até a mesa onde Mia estava e olha para Victor. Ele agarra Victor pela gola da camiseta.

– Onde está a Mia, seu maldito? — perguntou Max.

– Ela se foi — disse Victor.

– Onde ela está? — perguntou Max.

Justin e Nick puxam Max para longe de Victor, que arruma a roupa.

– Não tenho medo de você, seu pivete — disse Victor — Eu consegui o que eu queria.

– Será mesmo? — perguntou Daphne — Victor, onde está o elixir?

Victor olha para a mesa, vendo que não havia nada. Bruno pega Sam no colo.

– O que você fez com ela? — perguntou Bruno.

– Eu? — perguntou Victor — Nada. Sua amiga estava possuída por Nut.

Sam começa a acordar, tossindo.

– Sam? — perguntou Bruno — Você consegue me ouvir?

A garota sorri.

– Nut foi embora — disse Sam, em um tom baixo.

Bruno ri.

– O importante é que você está bem — disse Bruno.

– E a Mia? — perguntou Sam.

Bruno abaixa o olhar, enquanto Max senta, angustiado, na mesa.

– Ela sumiu — disse Bruno.

Uma lágrima cai dos olhos de Max.

– Eu tentei — disse Max, quase chorando — Me perdoa, Mia. Me perdoa por ter te perdido novamente.

Os olhos da estátua de Anúbis voltam a brilhar.

– Olhem! — disse Mary.

A luz acaba preenchendo toda a estátua de Anúbis. Max começa a se aproximar, quando percebe que a luz vai ganhando forma. A luz se apaga, revelando Mia, que cai no braços de Max, mas a estátua havia sumido.

– Mia! — disse Max.

Ela olha para todos os lados e depois olha Max.

– Eu perdi alguma coisa? — perguntou Mia.

Os alunos riram e Max e Mia se abraçam.

“Quando Max resgatou Mia, Bruno me levou para a frente do auditório. Todos os alunos foram e todos os que estavam lá, nos viram. Imediatamente, os pais ficaram loucos. Os paramédicos nos ajudaram e os policiais observaram que Victor, o senhor Sweet, a senhora Andrews e os outros integrantes estavam conosco. Eles foram até eles e começaram a fazer perguntas. Nenhum dos alunos entregou Victor ou seu grupo de loucos. Nós nos mantemos em silêncio. Queríamos apenas ficar em paz e ir embora. Nunca havia acontecido tal coisa comigo e nem com ninguém. Ninguém poderia imaginar, que uma simples escola faria isso com seus alunos. Agora eu é que havia encerrado isso. E os alunos sacrificados anos antes? Suas mentes estavam em paz, seus familiares poderia descansar, sabendo que nunca mais isso iria acontecer novamente. E eu? Nut havia cumprido o que havia prometido, eu estava salva. Agora, eu precisava pensar no que eu iria dizer para o Bruno”.

Estava amanhecendo, o sol estava começando a se levantar. Sam estava sentada dentro de uma ambulância, com um cobertor enrolado no corpo. Os alunos estavam divididos, sendo atendidos por policiais e paramédicos. Louis e sua irmã gêmea, Anna estavam sentados em um banco enquanto seus pais conversavam com os policiais. Justin estava com sua irmã Liana, de três anos no colo, junto com seus pais. Julieta e Raina estavam no colo de seus pais, chorando sobre o que havia acontecido. Nick e Mary estavam se beijando, enquanto seus pais conversavam entre si. Mia estava sentada no colo de Max, enquanto os paramédicos cuidavam dos machucados de ambos, quando a mãe de Mia, Elsa e seus irmãos chegam, a abraçando. O diretor Sweet, Victor e Daphne estavam falando com o chefe dos policiais, enquanto Anya senta ao lado de Sam.

– Então... Isso foi divertido? — perguntou Anya.

Sam ri.

– Você não faz ideia — disse Sam.

– Sabe, Bruno tem sorte de ter uma melhor amiga corajosa — disse Anya — Que faz de tudo para proteger os amigos.

Sam pára e pensa.

– Como você...

Anya se vira.

– Tia Anya sabe tudo — disse Anya, rindo.

Ela se levanta e vai embora, enquanto Bruno vem chegando e senta ao lado da amiga.

– O que minha tia falou para você? — perguntou Bruno.

Sam ri.

– Nada demais — disse Sam — Bruno, obrigada por tudo.

– Como assim? — perguntou Bruno.

– Ser meu amigo, se preocupar comigo — disse Sam — Nunca tive ninguém assim do meu lado.

Bruno ri.

– Bom, acho que essa é minha hora — disse Bruno.

– Como assim? — perguntou Sam.

Os dois se viram.

– Sam, quer namorar comigo? — perguntou Bruno.

Sam se alegra.

– Sim. Sim! Sim! Sim! — disse Sam.

Os dois se beijam, até ouvir alguém discutindo. Era a mãe de Sam, Maya com seu pai, Leonard, ao seu lado.

– Alunos somem sem ninguém perceber, um incêndio causado por uma máquina de fumaça — disse Maya — Acha que somos burros? Que tipo de escola é essa?

– Senhora Jonas, me perdoe por tudo — disse Sweet — Eu sei que aconteceu muitas coisas desde... Desde...

– Desde o que, diretor Sweet? — perguntou Leonard.

– Desde a chegada de sua filha — disse Sweet.

– Está querendo dizer que nossa filha é culpada de tudo? — perguntou Maya.

– É claro que não! — disse Sweet.

– Diretor Sweet, nós queremos o bem da nossa filha, por isso vamos tirar ela desta escola — disse Leonard.

Os pais de todos os alunos concordaram.

– Que Deus consiga colocar algum juízo na cabeça de você, diretor Sweet — disse Maya.

Os pais começam a levar seus filhos embora. Justin vai até Julieta.

– Eu prometo ficar com você — disse Justin.

– Justin, isso é tão romântico! — disse Julieta.

Raina e Louis se aproximaram deles.

– E nós também — disse Louis.

– Somos amigos, não devemos nos separar — disse Raina.

Nick olha para Mary.

– Eu vou voltar para Londres, mas me prometa que vai me visitar — disse Mary.

– Eu convenço meus pais — disse Nick — Ou eu vou com você.

Os dois voltam a se beijar. Max e Mia vão junto de seus pais.

– Eu prometo que vou seguir você — disse Max — Ninguém mais me separa de você.

– Nem se voltássemos para a nossa antiga escola? — perguntou Mia.

– Pelo amor de Deus, não me diz que vai voltar para lá — disse Max — Mas, mesmo assim eu te sigo.

Eles se abraçaram, enquanto Sam e Bruno se levantaram.

– Possivelmente, todos vão querer ficar juntos — disse Bruno.

– E você? Quer ficar comigo? — perguntou Sam.

– É o que eu mais quero — disse Bruno, rindo — E eu vou te seguir aonde quer que você vá.

Eles seguem os casais, se beijam e dão as mãos. Nessa mesma hora, o sol estava na frente deles, finalmente nascendo. Sam e Bruno estavam finalmente juntos e eram abençoados por Nut. Agora, nada iria dar errado. E... Victor entra no escritório e joga a jaqueta na mesa. Ele olha Corbierre.

– Acabou Corbierre — disse Victor — Para sempre. Nut se entregou a Anúbis, se pondo no lugar do coração puro. Agora, nunca mais terei meu elixir.

Ele houve um som vindo do porão e corre até lá. Quando chega, percebe que há um frasco com algum líquido em cima da mesa. Há um cartão amarrado na garrafa.

– “Agora tudo mudou” — leu Victor — “Você mereceu isso, mas agora, siga outro caminho. Siga a profecia do Escolhido”.

Victor entendeu.

– Ainda não acabou — disse Victor — Quem será esse Escolhido ou essa Escolhida?

Notas finais
Obrigada a todos que acompanharam até o final e realmente gostaram! Um abraço e que Anúbis os proteja e guarde.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!