O Começo Do Fim

6 Capítulo 5: Adeus


Capitulo 5: Adeus

POV Esme

Não tinha como acreditar no que estava ouvindo. Como? OMG!

— E-eu estou grávida? OMG! Renée, eu estou grávida!

— SIM! – gritou – E eu serei titia! – vibramos

Na hora ficamos completamente felizes, um lindo bebê fruto do meu amor por Carlisle estava ganhando forma dentro de mim. Com o ultrassom, ouvimos seu coraçãozinho que batia freneticamente e descobrimos que já estava com 3 meses – o que me deixou surpresa pois eu havia menstruado no último mês e também e não havia mudanças no meu corpo. A doutora disse que a menstruação é quase normal nos dois primeiros meses, mas no meu caso foram 3 e meu corpo não tinha sofrido quase nenhuma mudança. Ela também estava preocupada. De acordo com ela, isso poderia afetar a formação do neném.

Depois de alguns exames e várias vitaminas, Sam finalmente tinha boas notícias. Meu bebê estava bem e seguro e seria um garoto muito forte. Sim, um garoto! Um lindo menininho.

Quando completei 6 meses tudo mudou. Toda a felicidade se esvaiu com uma simples ligação.

...

— Deixa que eu atendo – gritou Caius correndo pra atender ao telefone – Alo?... Ah! Oi Senhora Brandon, como vai?... Que maravilha!... está sim, só um minuto que vou chamá-la. E meu parabéns pelo netinho heim, será um lindo garoto! – estaquei – Como assim que neto?... bem, sendo assim, acho melhor que ela mesma te fale. Até mais.

— Own, não, não, não! O que eu faço Renée? Ela não pode saber! – disse desesperada – ela vai cont6ar pra ele. Carlisle não pode saber de nada!

— OMG, Esme! Como assim? – disse Renée já indo pegar o telefone que Caius segurava em minha direção – espero que tenha uma desculpa muito boa dessa vez e que não seja mais uma de suas surpresinhas! Olá mamãe. ... Éh, eu estou grávida! – disse com falso ânimo enquanto me olhava – Não ele está viajando. ... Ok eu digo. ... Sim, vou telo aqui. ... Ok. Darei notícias. Até mais.

Assim que desligou, Renée me olhou com culpa, o que me fez correr pro quarto.

— Esme, espera! – gritou Renée atrás de mim. Tentei fechar a porta antes que ela entrasse, mais não consegui.

— Não, não. Estamos nessa juntas.

— Own Renée. O que eu faço? – chorei – Mais cedo ou mais tarde ela vai descobrir que quem está grávida sou eu e vai contar pra todo mundo que terá um neto herdeiro dos Cullen’s. Eles não vão permitir isso. Eles vão tomar o meu filho e vão afasta-lo de mim – gritei – Eu não vou permitir isso. Não vou!

— Calma, calma. Vamos resolver isso juntas. Nós daremos um jeito.

— Um jeito? Como um jeito, Renée? Que juiz no mundo dará a guarda de uma criança pra uma mãe que não tem casa, não tem emprego, nem se quer tem uma profissão? Eu não terei como sustenta-lo. Não vou poder lhe dar uma casa nem uma família. Eu vou perde-lo. Mesmo largando tudo por ele eu vou perde-lo! – gritei.

— Não! Você não vai ter que abrir mão de nada.

— Mas como vou cuidar dele? Eu tenho que trabalhar.

— Eu fico com ele! – travei – Isso! Eu fico com ele. Assim vai poder ir pra faculdade e ele não ficará sozinho, será muito bem cuidado e não faltará nada a ele. Você vem visita-lo sempre e assim que se formar ninguem poderá tira-lo de você.

— Mas como, Renée? Daqui a 3 meses ele nasce e as aulas começam em 5. Ele estará muito fraquinho, ainda mais com as complicações que tive. Ele precisará de cuidados e eu não vou deixá-lo. Não vou consegui!

— não fala isso! Não fica assim! Muitas crianças são amamentadas por pouco tempo, ou nem se quer são amamentadas, e crescem fortes e saudáveis. Em dois meses ele estará forte e você recuperada.

— De qualquer jeito não adianta. Terei que registra-lo. Ele terá o meu nome e não o seu. Você dependerá da minha autorização pra tudo e eu estarei longe.

— Eu posso registra-lo em meu nome – falou sem pensar

— Como assim? Ele é MEU filho! – gritei

— Sim. E ele saberá disso, Esme! Eu só quero o melhor pros dois. Se eu registrar ele em meu nome ninguem terá como dizer que ele não será meu filho e Marcus pode me ajudar. Ele sempre saberá que você é a mãe dele. Eu sempre o direi.

— Mas como faremos? Isso é falsificação!

— Samantha pode ajudar. Faremos seu parto aqui no hospital, mas na ficha de entrada terá o meu nome, não o seu.

— Será que dará certo? Não posso arriscar perde-lo.

— Não chore. Tudo vai dar certo!

[...]

E assim os meses passaram me deixando alegre e triste ao mesmo tempo.

A todo o momento eu me via no espelho olhando e admirando o meu corpo, o quanto ele havia mudado. Eu havia me tornado realmente uma mulher, não só pelo corpo mais também pelas atitudes. Eu estava mais madura e convicta do que era melhor, não pra mim, mais para o meu filho. Eu faria tudo o que fosse necessário para fazer ele feliz.

[...]

Fazia tempo que eu não ria tanto. Vendo Caius e Marcus vestidos de Britney e Amy Waynehouse, eu e Renée nos contorcíamos de tanto rir. Foi quando senti uma dor aguda e bastante forte no pé da barriga.

— ARGH! — gritei

— OMG, o que foi? – perguntaram os três juntos

— O-o neném – tentei dizer abafando um grito sem sucesso – ARGH!

— Meu Deus! o neném?

— Calma Renée! – disse Marcus – vamos pro hospital. Caius liga pra Sam e avisa pra deixar tudo pronto que já estamos indo. Esme você consegue andar?

— N-não sei.

— Vem. Eu te levo. Renée pegue as coisas dela e do bebê. Temos que ir logo.

E assim fomos todos para o hospital. Ao chegarmos já estava tudo pronto e fomos direto fazer os exames necessários, como o de toque, pra saber se seria realmente parto normal como Sam tinha previsto. Sam estava certa. Depois de longas horas de agonia finalmente pude ouvi o chorinho, foi como se estivesse dopada. Como uma droga que eu nunca cansaria.

— Deixe-me vê-lo – pedi

— Ele é lindo – nessa hora já estávamos chorando. Renée ficou ao meu lado o tempo todo.

— Meu filho! – chorei – Você já é tão amado! Ele é lindo não é?

— É, é sim. Mas terá que ter um nome – sorriu

— Mais é claro! Eu estava pensando em Emmett, o que acha? – chorei ainda mais de emoção

— E-é perfeito – Renée também se emocionou com o nome – Papai ficaria orgulhoso.

— Sim, ficaria. Mas agora temos um pedacinho dele novamente, mesmo que seja só em nome. Quero que Emmett tenha muito dele como o jeito, o caráter, a simpatia..

— E ele terá. Ele será um homem muito bondoso e amoroso como o Sr. Emmett Brandon – rimos.

...

Naquele mesmo dia Renée registrou Emmett como sendo seu filho. Apesar de triste e magoada sabia que seria o melhor pra ele.

Em dois meses Emmett se tornou forte e saudável, mas isso em nada aliviou o peso da minha decisão. Deixa-lo seria a coisa mais difícil pela qual teria que passar. Me lembro de como doeu quando o deixei no aeroporto e embarquei no avião para Yale:

— cuide bem dele – disse a Renée – agora ele é tudo o que eu tenho. Adeus meu filho. Mamãe te ama.

Essas foram as últimas palavras que disse a ele antes de embarcar me despedindo, não pra sempre, mas por um bom tempo.