Notas iniciais
Oi, cupcakes :3 Como prometido o capítulo 5 está aí. Espero que gostem e continuem comentando e acompanhando a fic. Como será que nossos heróis irão se sair no submundo? Lembrando de agradecer novamente a Alasca, por ter favoritado a fic, e a A Semideusa e Madchen, por seus comentários incríveis. Tentei passar o meu lado mais sentimental nesse capítulo. Se houver algum errinho me avisem, pois fiz esse cap meio na hora. Boa leitura!

Zeus ainda explicou que Hades iria tentar impedi-los, o que fez Nico ficar com mais raiva do deus.

Todos saíram da Sala dos Tronos e voltaram a andar pelas calçadas com um brilho celestial do Olimpo – tudo parecia brilhar lá, na verdade. O Argo II estava sendo contemplado por alguns ciclopes amigos de Tyson. Leo aproveitou a ocasião e fez um discurso de como ele havia trabalhado para construí-lo e como havia arranjado as peças, o que serviu para deixar os ciclopes ainda mais interessados. Após o demorado discurso, todos subiram a bordo.

Hedge ainda estava entretido nas suas lutas, e Leo já manejava o controle de Wii, girando o rapidamente para os lados, numa manobra para levantar voo sem bater em nada ali embaixo.

– Qual é a próxima parada? – ele perguntou, olhando para Annabeth.

– Eu não sei. A entrada para o submundo muda. Talvez Nico possa saber – ela respondeu, olhando para o garoto de cabelos negros.

– Nós poderíamos viajar pelas sombras, mas isso nem sempre é seguro. Atualmente a entrada ainda fica no letreiro de Hollywood.

– Uhuul! – Leo disse. – Vamos ser contratados pelos melhores diretores com essa belezinha aqui! – continuou, batendo na beirada de madeira do navio.

Annabeth e Piper limitarem-se a sorrir.

– Só que quando nós chegarmos lá, precisaremos de dracmas para Caronte nos levar até a entrada pelo Estige. Caso contrário, não teremos como chegar até os portões – Nico lembrou.

– Eu tenho alguns dracmas em minha mochila – Annabeth disse.

– Fala sério! Você é o filho do patrão. Não teria como subornar o cara pra atravessarmos de graça? – Leo perguntou, com sua expressão sorridente.

Nico bufou, mas respondeu:

– Não é tão simples quanto parece!

Argo II continuou voando sobre as nuvens, enquanto Leo ajustava o GPS para Hollywood, com um sorriso no rosto. Festus, o dragão que cuspia fogo, estava atento na proa do navio, pronto para eliminar qualquer ameaça.

Piper foi até o seu quarto e sentou em sua cama. Ela estava preocupada com a missão, assim como os outros. Pensou em ver algo em Katoptris – espelho, em grego –, sua adaga que a mostrava o futuro, mas decidiu não fazer nada. Ela ainda pensava em Jason. Quase nunca ficavam sem um ao outro, e agora ela iria se arriscar sem a ajuda de seu melhor amigo e namorado. Como um filha de Afrodite, o amor era mais sentido para ela do que para qualquer outro. Por mais que Piper tentasse disfarçar sua beleza com roupas surradas, os sentimentos herdados de sua mãe ainda a atingiam.

Agora, que estavam indo para Hollywood, uma pontinha de alegria surgiu em seu coração. Poderia ver seu pai gravando em alguns dos estúdios. E isso era outra coisa que ela escondia: seu pai era ator. Mal esperava para chegar ao Distrito dos Famosos e tentar ao menos ver seu pai, embora boa parte de si dissesse que isso não aconteceria.

Todos estavam um tanto ansiosos para a viagem para o outro lado do país, embora o navio pudesse fazer isso em poucas horas, talvez mais rápido do que alguns aviões.

Eles ainda não sabiam como os humanos iriam reagir ao enorme navio cheio de balistas e armas, com uma cabeça de dragão dando as boas-vindas. No mínimo, esperavam que a Névoa disfarçasse o navio, transformando-o num grande avião ou até mesmo em um balão.

Annabeth foi até o estábulo e sentou sobre a abertura de vidro que mostrava as nuvens passando com rapidez pelo casco. Ela tinha boas lembranças de Percy quando ficava ali. Certa noite os dois haviam dormido juntos ali, abraçados. Quando Frank, o amigo romano deles, viu os dois deitados no chão, ficou sem reação. Na verdade, tudo o que rolou ali foram alguns beijos longos e depois os dois simplesmente dormiram, sentindo o calor um do outro.

Percy. Ele estava tão longe agora. Annabeth podia sentir a sua voz, e até rir sozinha lembrando-se da lerdeza dele em algumas coisas. Como ela o amava. Seria capaz de dar a vida por ele. Sempre tão corajoso, protegendo-a de tudo e de todos. Ela ainda não sabia o que iriam passar no submundo, mas quando voltassem – caso voltassem –, ela prometeu a si mesma que não iria mais ficar longe de Percy.

Annabeth encostou sua cabeça na proteção de vidro e fechou os olhos, imaginando Percy ao seu lado. E mais uma vez dormiu, com Percy em seus pensamentos.

...

Leo pigarreou, tentando acordou Annabeth. Quando ela por fim abriu os olhos, ele disse:

– Olhe para baixo e veja a fama!

Annabeth olhou para baixo e viu os prédios de Los Angeles ganharem forma. Eles ainda estavam alto, mas muito mais baixo do que horas atrás.

– Quanto tempo se passou? – ela perguntou, levantando-se.

– 4 horas – Leo respondeu.

Devia ser uma hora da tarde, pelos cálculos de Annabeth. Ela certificou-se de que sua adaga ainda estava em sua mão e começou a ir em direção as escadas para o convés, mas Leo a interrompeu:

– Você não vai comer nada?

– Não estou com fome – ela disse, pisando no primeiro degrau da escada.

Annabeth sabia que precisava comer, mas preferiu ir se juntar aos outros. Em poucos minutos iriam pousar e ela queria estar preparada. Sabia que era a líder, embora ninguém tivesse dito isso, então deveria estar pronta para ser a primeira descer do navio.

Hedge parecia estar um pouco chateado. A ideia de ter que ficar cuidando do navio e não ir para a “pancadaria”, como ele dizia, era constrangedora. Mas ele aceitou a sua missão, esperando em pensamentos que um monstro tentasse atacar o navio para ele mostrar um dos seus novos golpes de MMA para todos.

Piper ainda olhava os edifícios e um grande estúdio de TV lá embaixo, mas seu pai não apareceu. Ela ficou decepcionada, embora já soubesse que isso fosse acontecer.

Aos poucos, os letreiros famosos de Hollywood apareceram no horizonte. Leo diminuiu a velocidade do navio e começou a pousar. Se os humanos viram algo diferente cruzando o céu, não demostraram indiferença.

Como estava nos seus planos, Annabeth foi a primeira a descer. Logo, todos, exceto o treinador Hedge, estavam na montanha rochosa. Nico os guiou até a entrada – uma placa de madeira antiga. Ele a removeu e a deixou para o lado.

– Estão prontos? – ele perguntou.

Todos assentiram, e entraram na fenda escura e com um ar sombrio.

Notas finais
Curtiram? Deixem seus reviews, semidivos! Postaremos o próximo em breve! Até logo...