O professor Flamin estava escrevendo coisas e olhando antigos projetos, quando Victor entra na sala, sem ele perceber.

– Professor! — disse Victor.

Flamin se vira rapidamente.

– Ah! — disse Flamin — É você Victor. O que deseja?

– Me conte sobre Samantha Jonas — disse Victor.

– O que quer saber sobre ela? — perguntou Flamin.

– Tudo! — disse Victor.

– Bom, ela é uma ótima aluna — disse Flamin — Muito querida e carinhosa, é uma das minhas melhores alunas. E parece que tem uma paixão por Bruno Potter.

– Potter? — perguntou Victor — Não me diga. O que mais?

– Ela é um doce de menina — disse Flamin — Lembra minha querida, que Deus a tenha, minha filha.

– É isso? — perguntou Victor.

– O que mais quer saber? — perguntou Flamin.

Victor sai da sala, enquanto Flamin não entende nada. A senhora Andrews andava pelos corredores da escola, quando avista Sam. Ela vai até ela.

– Olá Samantha — disse Daphne.

– Senhora Andrews, como vai? — perguntou Sam.

– Muito bem, obrigada — disse Daphne — Samantha, eu gostaria de lhe dar um aviso.

– Eu estou em uma fria? — perguntou Sam.

– É claro que não bobinha — disse Daphne. As duas riram — Eu só gostaria de lhe avisar que há algo acontecendo entre os professores e eu quero que você me perdoe algum dia pelo o que vai acontecer.

– Eu acho que não entendi senhora Andrews — disse Sam.

– Você vai entender — disse Daphne — Mais uma coisa, a deusa Nut irá te proteger.

– O que...

– Senhora Andrews!

Elas se viraram e viram o diretor Sweet não muito longe.

– Podemos começar a nossa reunião? — perguntou Sweet.

– Claro Eric — disse Daphne.

A senhora Andrews acompanha o diretor para fora do lugar, enquanto Sam fica pensativa. E... Os alunos da casa de Anúbis estavam na sala de teatro, fazendo várias coisas, quando Raina e Louis entram na sala, de mãos dadas. Julieta percebe que Raina está usando um colar com uma esmeralda e fica uma fúria. O casal pára no meio da sala.

– Gente, temos algo para dizer — disse Louis — Eu e a Raina estamos namorando e vamos fazer uma festa na casa de Anúbis amanhã a noite.

Todos os alunos comemoraram, enquanto Raina dá um sorriso maléfico para Julieta. Enquanto o casal senta, Julieta se levanta e vai até Justin.

– Oi Ju — disse Justin — O que foi?

– Você quer que eu dê o primeiro passo, não é? — perguntou Julieta. Ela olha Raina — Pois bem.

Julieta puxou Justin pela camiseta e o beijou na frente de todo mundo. Raina e Louis ficam de boca aberta e Justin olha para Julieta, assim que ela se afasta.

– Essa é minha garota — disse Justin.

Os dois voltam a se beijar, deixando Raina com raiva. E... Sam está na biblioteca com Bruno.

– Porque estamos aqui mesmo? — perguntou Bruno.

– A senhora Andrews mencionou uma tal de... Deusa Nut — disse Sam — Tenho que saber quem é ela.

– Nut? — perguntou Bruno — Ela não é a mãe de todos os deuses egípcios?

– Você tem certeza? — perguntou Sam.

– Sei lá — disse Bruno — Uma vez eu li uma história sobre ela, mas eu não lembro de quase nada.

Sam foi até a sessão de história egípcia e procurou livro atrás de livro.

– Achei! — disse Sam — Aqui está!

Bruno foi até ela.

– “Na mitologia egípcia, Nut era a deusa do céu e a deusa-mãe do Egito antigo.” — leu Bruno — “Nut foi a mãe de cinco deuses egípcios: Osíris, Ísis, Seth e Néftis.”

– Espera, não tinha uma tal profecia sobre Osíris? — perguntou Sam.

– Sim, eu já li uma coisa desse tipo — disse Bruno. Ele vai folhando as páginas do livro por um tempo — Aqui.

Era um artigo sobre Osíris.

– Aqui diz que existe um descendente de Osíris e que ele deve proteger o Escolhido — disse Bruno.

– Escolhido? — perguntou Sam — Isso virou Star Wars agora?

– Parece que sim — disse Bruno, rindo — Mas aqui não diz nada sobre esse tal Escolhido e quem é esse descendente.

– Já é grande coisa — disse Sam — Mas porque a senhora Andrews disse que Nut iria me proteger?

– Talvez porque ela é a deusa-mãe? — perguntou Bruno.

– Bom, já é um bom começo — disse Sam — Temos que ir. Amanhã começam os ensaios para a peça de teatro e temos que decorar as falar.

– Eu já decorei — disse Bruno — Você é que está me incomodando para ensaiar de novo.

Antes de irem embora, Sam observa algo no livro.

– Ei, aquele é Anúbis? — perguntou Sam.

Eles olharam o livro novamente.

– Sim, é sim — disse Bruno — “Gerações passam até que apenas um fica. Esse é o verdadeiro leal a Anúbis e irá merecer o doce néctar da vida”.

– O que isso quer dizer? — perguntou Sam.

– Sei lá — disse Bruno, confuso — De repente, existe uma pedra filosofal aqui na escola e os professores estão a escondendo.

Os dois riem e vão embora. E... Mia está em seu quarto, escrevendo no notebook, quando Mary entra.

– Mary? — perguntou Mia, fechando o notebook — O que você quer?

– Ora Mia — disse Mary — Eu só vim ver como está o quarto sem mim.

– Isso é uma coisa estúpida de se fazer — disse Mia.

Mary a olha.

– Não para mim — disse Mary — Agora, me escute. Amanhã vão começar as audições para a peça de teatro e eu sei que você vai avaliar cada um dos casais.

– Ok, se você veio aqui para me ameaçar para que eu te faça a atriz principal, pode desistir — disse Mia.

– Mas é claro que não! — disse Mary — Eu não seria tonta de fazer isso! Só quero que saiba... Cuidado com suas escolhas.

Mary sai do quarto, dando de cara com Sam.

– Mas olha quem está aqui — disse Mary — Se não é a queridinha do professor.

– Eu? — perguntou Sam.

– Claro — disse Mary — O que você quer aqui?

– Você está na frente da porta do meu quarto — disse Sam.

Mary fica um tempo em silêncio e vai embora. Sam entra na quarto, quando Mia está digitando coisas no notebook.

– Então? — perguntou Mia — Como foi na biblioteca?

– Sei lá — disse Sam — Essa tal Nut ainda é muito estranha.

– Acho que eu posso dar uma ajuda — disse Mia — Senta do meu lado.

Sam senta ao lado da amiga. Mia abre o Skype no computador e um homem um pouco parecido com Mia aparece.

– Oi Mia — disse o homem.

– Sam, esse é o Charles — disse Mia — Charles, essa é minha amiga Sam.

– O seu irmão? — perguntou Sam.

– Exatamente — disse Mia.

– E como ele vai ajudar? — perguntou Sam.

– Meu irmão é arqueólogo — disse Mia — Ele está no Egito agora porque quer descobrir mais coisas sobre os antigos túmulos egípcios.

– No que precisam de ajuda? — perguntou Charles.

– Sam está procurando informações sobre a deusa Nut — disse Mia.

– Nut? — perguntou Charles — Bom, pelo o que eu sei, Nut era a deusa-mãe de todo o Egito e protegia quem precisava de apoio ou quem estivesse em perigo. E ela gostava de visitar o mundo em duas formas.

– E como eram? — perguntou Sam.

– As vezes era na forma de uma vaca e outras vezes na forma de uma borboleta azul — disse Charles.

Sam se dá conta.

– Você disse... Borboleta azul? — perguntou Sam.

– Sim — disse Charles — Nut também era a deusa do céu e a forma de borboleta dela era a mais fácil de aproveitar o vento e o céu. Por isso, ela se transformava em borboleta e azul porque era a cor do céu.

– Isso é verdade ou você está inventando isso? — perguntou Mia.

– Alguma vez eu já menti para você irmãzinha? — perguntou Charles.

– Não, isso é que é chato — disse Mia.

– Ah, então você quer que eu minta para você? — perguntou Charles.

– Tchau Charles — disse Mia.

Ela fecha o notebook.

– Então? — perguntou Mia.

Sam se levanta e vai até a janela.

– Victor sabe de alguma coisa — disse Sam.

– Como assim? — perguntou Mia.

– Teve uma... Uma... Borboleta azul que pousou na minha janela um dia desses — disse Sam — Ela era exatamente como seu irmão descreveu.

– Você tem certeza? — perguntou Mia.

– Amélia Stravinsky!!

As duas abrem a porta do quarto e veem Julieta e Raina.

– Eu quero o papel principal da peça — disse Raina.

– Nada disso — disse Julieta — Eu e o Justin somos os melhores e vamos ganhar os papeis.

– Até parece — disse Raina — Eu tenho um colar com uma esmeralda.

– E eu tenho um namorado de verdade que não precisa de jóias para me conquistar — disse Julieta.

– Mas precisa fugir as cinco da madrugada para te acordar com um buquê de rosas de manhã — disse Raina.

– Eram rosas brancas! — disse Julieta — Minhas favoritas!

Mary chega na discussão.

– Desculpa interromper, mas de quem é o dia de limpar o quarto? — perguntou Mary.

– Não é o seu? — perguntou Julieta.

– Não, eu limpei semana passada — disse Mary.

Julieta e Raina se olham.

– Continuamos essa discussão depois — disse Raina.

As três entram no outro quarto e Sam e Mia fecham a porta.

– Continuando — disse Mia — Porque você acha que o Victor sabe de alguma coisa?

– Porque semana passada, quando eu fugi do sr. Sweet depois do interrogatório, eu vi a mesma borboleta no chão — disse Sam — Ela estava morta! Victor a matou!

– Mas, ele disse porque a matou? — perguntou Mia — Tipo, porque ele mataria uma borboleta? É um ser tão frágil.

– Ele disse que era porque não gostava de borboletas! — disse Sam.

– Meu irmão disse que Victor está com uma aparência muito jovem para a idade dele — disse Mia.

– Quantos anos ele tem? — perguntou Sam.

– Charles disse que ele tem 93 — disse Mia.

– O que? — perguntou Sam, surpresa — Impossível!

– É verdade — disse Mia — O Charles mexeu nas coisas dele há uns anos atrás e viu que ele nasceu em 1915.

– De novo... Impossível — disse Sam.

Alguém bate na porta.

– Vocês tem cinco minutos! — disse Victor, de trás da porta.

As garotas se olharam e ouvem Victor ir embora. Mia guarda o notebook em baixo do travesseiro e Sam sai do quarto com uma muda de roupa no braço. Quando entrou no banheiro, vê Victor e fixa o olhar nele por um bom tempo. E... Victor dormia em seu escritório, quando Trudy entra e o sacode.

– Victor! — disse Trudy. Ele acordou — Pensei que já estivesse dormindo!

– Eu estava — disse Victor — Até você vir me acordar.

– Vá para seu quarto — disse Trudy.

Victor se levanta e acompanha Trudy para fora.

– Mais uma coisa — disse Trudy — Você deveria dar uma olhada no porão. Tem alguém ou algo lá em baixo.

Ele sai correndo e abre a porta na escadaria. Victor desce as escadas e vai procurando algo estranho. Ele ouve um som de alguém correndo.

– Quem está ai? — perguntou Victor.

– Eu.

Victor se vira e vê uma garota de cabelos ruivos, usando duas tranças e segurando uma mochila.

– Quem é você? — perguntou Victor.

– Porque eu te diria? — perguntou a garota.

– Porque você está muito encrencada mocinha — disse Victor.

– Quem disse? — perguntou a garota.

Do nada, a garota passa por baixo das pernas de Victor e corre para as escadas.

– Volte aqui! — gritou Victor.

A garota chega no saguão e quando ia abrir a porta, vê que está fechada. Victor a encontra.

– Você está sem saída agora — disse Victor.

Ela sobe as escadas e para no corredor dos quartos das garotas. Sam abre a porta, para ver o que estava acontecendo e a garota entra no quarto, vê a janela aberta e pula. Victor e Sam vão para a janela e veem que a garota já estava no chão, mas se levanta facilmente.

– Eu estou encrencada não é mesmo, Victor? — perguntou a garota.

– Eu vou te pegar! — gritou Victor.

A garota sai correndo com a mochila nas costas e Victor observa que Sam, Mia, Raina, Mary, Julieta e Trudy estavam no quarto.

– E vocês todas para a cama — disse Victor.

E... Sam estava lendo o roteiro da peça de teatro com Bruno na sala de teatro.

– O que houve ontem a noite que eu só ouvi os gritos do Victor? — perguntou Bruno.

– Olha, eu também mal sei — disse Sam — Só me lembro de ter levantado com o som da briga e uma garota entrou no meu quarto e pulou a janela.

Bruno pára.

– Pulou... A janela? — perguntou Bruno.

– É — disse Sam — Parecia aquele tal de Parkour.

– Você se lembra como era essa garota? — perguntou Bruno.

– Não — disse Sam — Estava noite e eu não consegui ver muito bem.

– É ela!!

Os dois foram para o corredor e viram o sr. Sweet, Victor, a senhora Andrews em volta de uma aluna.

– Eu não sei do que você está falando — disse uma garota.

Era a garota da noite anterior.

– Você sabe muito bem — disse Victor.

– Essa não — disse Bruno.

Bruno vai correndo até a garota.

– Diretor, o que foi que minha irmã fez? — perguntou Bruno.

– Essa é sua irmã? — perguntou Sweet.

– Sim, essa é minha irmã Lydia — disse Bruno.

– Foi você que ontem a noite estava no porão da casa de Anúbis e roubou algo de lá — disse Victor.

– Você chegou a ver o que era? — perguntou Daphne.

– Não tive tempo — disse Victor.

– Provem — disse Lydia — Revistem o meu quarto na casa de Rá.

– É o que vamos fazer — disse Victor. Ele vai indo para a saída — Eric, vamos.

– Mas eu tenho um compromisso — disse Sweet.

– Então vamos Daphne — disse Victor.

Daphne segue Victor para fora do colégio e Bruno arrasta Lydia para a sala de teatro.

– O que você estava fazendo lá? — perguntou Bruno.

– Não te interessa! — disse Lydia.

– Interessa sim! — disse Bruno — Sou seu irmão.

Bruno senta ao lado de Sam, com Lydia ao seu lado.

– Se a Sophie estivesse aqui — disse Lydia.

– Fica quieta — disse Bruno — E não mete a Sophie.

– Quem é Sophie? — perguntou Sam.

– Nossa irmã mais velha — disse Bruno.

– Hã... Lydia, como você pulou da janela ontem e não se machucou? — perguntou Sam.

– Eu faço Parkour — disse Lydia.

O professor Flamin chega com o diretor Sweet e Mia. Havia uma mesa comprida de três lugares no palco e os três se sentaram.

– Muito bem — disse Flamin — Casais enfileirados. Que o melhor vença!

Mary e Nick ficaram na frente do trio.

– Lily, eu juro, eu te amo mais do que tudo no mundo — disse Nick — O que ele falou é mentira!

– Eu pensei... — disse Mary — Eu pensei...

– Corta!! — gritou Flamin — Não tem repetição no texto. Próximo!!

– Mas era para ser um tom de drama! — disse Mary.

– Até ficou, mas ficou horrível — disse Flamin — Próximo!!

Julieta e Justin subiram no palco.

– Era para isso que você me trouxe até aqui? — perguntou Julieta — Para vender meu poder para eles?

– Por favor! Me escuta! — disse Justin — Eu não sabia disso! Eu juro! Eu te amo mais do que tudo no mundo! Era uma armadilha!

– Corta!! — gritou Sweet — Acho que você está muito sério, Justin. Você perdeu a confiança do amor da sua vida! Seja mais dramático!

– Julieta, eu gostei bem da sua atuação — disse Mia — Acho que você pode ser a Lily.

– Ok, Julieta e Justin estão com os papeis de Lily e Thiago — disse Flamin — Próximo!!

Raina e Louis subiram no palco.

– Podemos dar mais uma ensaiada? — perguntou Raina.

– Dois minutos — disse Flamin.

Enquanto Raina e Louis liam o roteiro, o trio de avaliadores conversava.

– Meu irmão se chama Thiago — disse Mia.

– Ah, ele foi meu aluno — disse Flamin — Ele é biólogo, certo?

– Exatamente — disse Mia.

– Você não tem mais dois irmãos? — perguntou Sweet.

– O Charles é arqueólogo e o Cody é astrônomo — disse Mia.

– Que fantástica família você tem Mia — disse Flamin.

– Estamos prontos! — disse Louis — Lily, minha paixão por ti é maior que todo o mundo! Eu daria as estrelas para ficar contigo!

– Espera!! — disse Sweet — Que século você acha que estamos? Isso é muito sério! É muita formalidade!

– Hã... Diretor, podemos ouvir a Raina? — perguntou Mia — Talvez ela se saia muito melhor.

– Tem razão — disse Sweet — Raina, continue por favor.

– Eu confiei em você! — disse Raina — Eu te amava! E você me trouxe aqui para vender meu poder!

– Eu gostei — disse Flamin — Parece que as garotas são melhores que os garotos.

– Raina e Louis empatados com Justin e Julieta — disse Mia — Os últimos!

Bruno deu a mão para Sam.

– Não se preocupe — disse Bruno — Vai dar tudo certo.

Sam sorriu para o colega e os dois subiram no palco. Mia piscou para a colega.

– Lily, por favor, me ouve! — disse Bruno — Eu não sabia de nada! Era uma armadilha! Eu juro! Eu te amo.

Sam se afastou.

– Eu confiei em você! — disse Sam — Eu confiei em você e você me trouxe para cá! Eu pensei que você me amasse! De verdade! Mas você me trouxe para cá para vender meus poderes... Eu... Eu te amei...

– Lily... — disse Bruno.

– Chega! — disse Flamin, se levantando — Isso é... Perfeito! Sam, Bruno, o papel é de vocês dois!