O Começo: O Que Aconteceu Antes da Escolhida?
6 Finalmente!
Bruno, Sam e Lydia entraram em uma sala cheia de garrafas, potes, tubos coloridos no teto e vários instrumentos de mistura. Aquele lugar cheirava a gasolina e o chão era meio escorregadio.
– Tem certeza que estamos no lugar certo? — perguntou Sam.
– Absoluta — disse Lydia — Conheço bem minha madrinha.
– Ela é meio maluquinha — disse Bruno — Deixa que eu falo, conheço ela a mais tempo que a Lydia.
Do nada, uma mulher de cabelos brancos longos, sai de baixo da mesa, usando um estranho óculos.
– Ok, ou tem alguém na minha casa, ou eu estou mesmo vendo espíritos — disse a mulher.
– Dinda, tire os óculos — disse Lydia.
A mulher tirou os óculos mostrando os olhos verdes.
– Lydia! — disse a mulher.
As duas se abraçaram.
– É bom te ver de novo! — disse Lydia.
Lydia virou a mulher para Sam e Bruno.
– Sam, essa é Anya, minha madrinha de nascimento — disse Lydia.
– E nossa tia — disse Bruno.
– Tia Anya sabe tudo — disse Anya — Bruno, essa é sua namorada que a Lydia falou?
– Tia! — disse Bruno.
– Mas você sabe escolher uma menina de classe, garoto! — disse Anya.
– Tia! Eu e a Sam não somos namorados! — disse Bruno — Somos só colegas!
– Oh — disse Anya — Muito bem, eu pelo menos acho que vocês dois ficam muito bem juntos!
– Você acha? — perguntou Bruno.
– Tia Anya sabe tudo — disse Anya — Pois bem, eu sei que vocês não mataram o intervalo de vocês só para virem me visitar.
– Estamos brincando de detetive — disse Lydia.
– Que ótimo! — disse Anya, animada — Eu adoro brincar de detetive!
– Ela é doidinha — sussurrou Sam.
– Eu te disse — sussurrou Bruno.
Lydia tirou duas garrafas da mochila.
– Bruno e Sam encontraram isso no porão da casa de Anúbis — disse Lydia.
Anya pegou as garrafas.
– Jura? A casa de Anúbis? — perguntou Anya — Victor já morreu?
– Você conhece o Victor? — perguntou Sam.
– Quando eu estudei lá, ele tinha uma cara de velho já — disse Anya, olhando as garrafas.
– Que idade você tem? — perguntou Sam.
– Só porque tenho cabelo branco não quer dizer que eu seja velha — disse Anya — Eu pinto meu cabelo de branco porque acho que é mais bonito. E eu tenho 31.
Sam olha para Bruno, que ria.
– Muito bem — disse Anya — Querem que eu veja o que é isso?
– Exatamente — disse Lydia.
Anya senta em uma cadeira de rodinhas e vai até a mesa. Ela abre um dos frascos e bebe.
– Tia! — disse Lydia — E se isso for venenoso?
– Se cada coisa que eu bebesse fosse venenoso, eu já teria morrido há 15 anos — disse Anya.
Bruno e Sam riem. Anya pára e sente o cheiro da garrafa.
– Isso é água oxigenada com alfazema e hidromel — disse Anya.
– Mas água oxigenada pode matar se alguém a beber! — disse Bruno.
Anya olha para os três e tira uma garrafa de debaixo da mesa. Assim que ela bebe tudo o que tinha na garrafa, ela bebe o outro frasco.
– Olha... — disse Anya, bêbada — Que... Que... Que tem no... Segundo frasco, sei não. Mas não é nada ruim.
– Acho melhor a gente já ir — disse Lydia — Obrigada pela ajuda, tia!
– De nada! — disse Anya, bêbada — Bruno, fica com a Sam!
– Tchau tia! — disse Bruno.
Bruno puxa Sam pelo braço, saindo do lugar. E... O sinal bate na escola. Os alunos vão entrando na classe de química, enquanto o sr. Sweet vai escrevendo coisas no quadro. Bruno e Sam sentam juntos em uma das bancadas e vão tirando os materiais.
– Muito bem, quero falar sobre o trabalho do mês — disse Sweet — Todos já chegaram?
Mia fecha a porta e volta a bancada.
– Obrigado Mia — disse Sweet — Bom, todos sabem que tem um trabalho por mês e eu já estou agendando. Anotem a data de entrega!
Mia e Max abrem os cadernos e começam a anotar.
– Seria bom se ele nos dissesse quanto vale cada trabalho — disse Max — Até hoje ele não disse nenhuma das nossas notas.
– Não seja um nerd, Max — disse Mia — Combina com você, mas nem tanto.
– E isso vale metade da sua nota — disse Sweet.
– Satisfeito? — perguntou Mia.
A classe soltou um suspiro de decepção.
– E eu quero que seja em dupla — disse Sweet.
A classe soltou um grito de alegria.
– Mia! — gritou um dos alunos — Faz comigo o trabalho! Eu preciso de nota em química!
– Foi mal, mas já tenho dupla! — gritou Mia.
Mia e Max se olharam e riram.
– Sim, os que estão a cima da média, podem escolher a dupla, mas quem está abaixo da média, eu irei escolher a dupla — disse Sweet.
– Qual é? — perguntou Nick.
Alguns riram.
– Senhorita Jonas, você pode escolher sua dupla, já que é nova e ainda não fez nenhuma prova minha — disse Sweet.
Sam olhou para Bruno ao seu lado.
– Eu faço com o Bruno — disse Sam.
– Muito bem, agora eu vou começar a explicar a nova matéria — disse Sweet — E sem celulares, senhorita Evans.
Enquanto Sweet explicava a matéria, Sam derruba sem querer o lápis. Bruno vê e quando ia juntar o lápis, os dois dão de cabeça. Eles começam a rir.
– Desculpe — disse Bruno, esfregando a cabeça e rindo.
– Não. Foi minha culpa — disse Sam, esfregando a cabeça e rindo.
Assim que eles param de rir, Sam pega o lápis e eles ficam se olhando. Mary observa a cena e tem uma ideia. Ela se vira para Nick.
– Tive uma ideia — disse Mary.
– Quando você não tem? — perguntou Nick.
– Vamos! — disse Mary — Essa agora é boa!
– Ok, fala — disse Nick — Mas só porque eu não gosto de química.
– É o seguinte, hoje a noite vai ter a festa da Juliana e da Raina, já que as duas começaram a namorar no mesmo dia — disse Mary.
– Sim e daí? — perguntou Nick.
– Você já viu o Bruno bêbado? — perguntou Mary.
– Sim, ele perde totalmente o controle, pensa que está entre as mulher mais lindas do mundo e quer beijar cada uma delas — disse Nick.
– Exato — disse Mary — Vamos embebedar o Bruno e eu vou fazer ele me beijar.
Nick dá um salto.
– Não! — gritou Nick — Isso não!
Ele percebe que todos estão olhando para ele, inclusive o professor.
– Como é, Nick? — perguntou Sweet.
Ele não sabe o que falar.
– Hã... Não, isso não é possível porque... Porque senão irá dar uma... Uma... Reação atômica e... E... E pode matar organismos importantes para os seres humanos? — perguntou Nick, envergonhado.
– Brilhante senhor Miller! — disse Sweet, animado — Brilhante! Essa é a resposta correta!
Nick se senta novamente, se sentido “o cara”.
– Viu só, eu sou brilhante! — disse Nick.
– Não se acha, Nicholas — disse Mary.
E... Trudy ia de lá para cá, levando tigelas de comidas para a sala, onde estava tendo uma festa com os alunos da casa de Anúbis e os outros alunos das outras casas. Eles dançavam, conversavam, gritavam e alguns comiam. Na parede havia uma faixa escrito: “Parabéns Louis e Raina” e outra faixa em baixo escrito: “Felicidades Julieta e Justin”. Louis e Raina estavam sentados em um dos sofás, conversando com outros alunos, enquanto Julieta e Justin faziam a mesma coisa no sofá ao lado. Julieta e Raina estavam uma olhando feio uma para a outra, fixamente, sem se mexer. Victor entra na sala e vê a festa.
– Mas o que é que está acontecendo aqui? — perguntou Victor.
Nick e mais alguns garotos o empurram para fora do lugar, fazendo todos rirem. Bruno, Sam, Mia e Max conversavam, quando chega Mary, segurando uma bandeja com vários copos.
– Olá pessoal — disse Mary.
– Mary? — perguntou Max — O que você está fazendo?
– O que eu pareço estar fazendo, Max? — perguntou Mary — Só estou ajudando a Trudy com as bebidas. Querem algo?
– Ainda não — disse Mia.
– E você Bruno? — perguntou Mary — Não quer nada?
– Não, eu ainda não quero nada — disse Bruno.
– Tem certeza? — perguntou Mary.
Todos olhavam para ela, Mary estava com um sorriso diabólico no rosto.
– Mary, você está bem? — perguntou Sam.
– Melhor do que nunca — disse Mary.
Ela vai embora.
– Isso foi sinistro — disse Max — Mia, quer ficar aqui? Eu recebi os meus DVDs da saga Star Wars.
– Vamos ver? — perguntou Mia.
– Você que manda! — disse Max.
Mia e Max saem da sala.
– Como eles podem trocar uma festa por Star Wars? — perguntou Sam.
– Eles são nerds — disse Bruno — Deixa eles.
Sam puxa Bruno para dançar e os dois ficam dançando por um bom tempo. E... Sam, cansada de tanto dançar, se afasta, indo sentar na mesa da sala de jantar. Os convidados iam indo embora e Bruno vê Sam sentada. Ele vai até ela.
– Ei, algum problema? — perguntou Bruno.
– Nada não — disse Sam — Só estou cansada... Foi uma festa boa.
– É... Com certeza — disse Bruno — Hã... Sam?
– Fala — disse Sam.
– Acha que a tia Anya tem razão? — perguntou Bruno — Tipo, acha que ficamos bem juntos?
Sam não se mexe após Bruno falar isso.
– Acho... Acho que sim — disse Sam — Eu pelo menos acho.
Bruno deu um suspiro.
– Quer saber? — perguntou Bruno — Eu não estou nem ai.
Bruno do nada, beija Sam. Mia e Max iam entrar na sala, mas Mia segura Max e aponta os dois, que ainda se beijavam.
– Você me deve 20 euros — sussurrou Mia.
Assim que eles haviam se beijado, os dois trocam olhares.
– Eu espero isso faz tempo! — disse Sam.
Eles voltam a se beijar e Mia e Max saem da porta.
– Sabe o que isso me lembra? — perguntou Mia.
– Não fala no que eu estou pensando — disse Max.
– Não é isso, idiota — disse Mia, socando o braço de Max — Eles precisam de uma música tema.
– Isso não é comigo — disse Max.
Mia pega o iPhone do bolso e conecta um cabo USB. Enquanto Sam e Bruno continuam a se beijar, Mia conecta o iPhone em um rádio e põe a música A Thousand Years, Pt. 2 de Christina Perri. Ela volta ao saguão.
– Bom, meu trabalho aqui está feito — disse Mia.
– Só você mesmo — disse Max.
Max a beija na testa e os dois vão indo para os quartos. E... É manhã. Sam vai descendo as escadas e quando chega a sala, vê que todos estão de pé, esperando ela.
– Hã... Bom dia? — perguntou Sam.
– Sua danada! — disse Julieta — Na nossa festa?
Sam fica perdida.
– Do que estão falando? — perguntou Sam.
– Estamos falando de uma garota que conseguiu finalmente o beijo de seu boy — disse Raina.
Sam olha para Bruno, que ria.
– Eu não disse nada! — disse Bruno.
Ela vê Mia indo em direção do rádio e tira o iPhone do cabo USB. Finalmente caí a ficha dela.
– Ah, sua safada — disse Sam.
Mia pisca para a amiga. E... O sinal bate na escola. Sam e Bruno entram de mãos dadas na escola e Lydia corre até eles!
– Finalmente! — disse Lydia — Eu já estava esperando isso faz um bom tempo!
– Lydia! — disse Bruno.
– Vou contar para a dinda! — disse Lydia.
– Não vai não, vá para a aula — disse Bruno.
Lydia resmunga e vai andando.
– Não devia tratar ela assim — disse Sam.
– Você sabe que é só brincadeira — disse Bruno.
Enquanto eles vão andando, o diretor Sweet observa o casal. Assim que a senhora Andrews passa por ali, Sweet a puxa pelo braço para uma das salas.
– Eric, o que está fazendo? — perguntou Daphne.
– Você viu a Samantha e Bruno? — perguntou Sweet — Estão de mãos dadas!
– E dai? — perguntou Daphne.
Os dois vão até a porta e olham o casal.
– Isso pode afetar a escolha! — disse Sweet — Se quando Victor a levar e Bruno estiver muito perto dela, ele pode desconfiar!
– Eric, deixe disso — disse Daphne — Eles são jovens, deixe eles aproveitarem a vida! Isso vai ser assim quando seu filho vier para a escola.
– Nem me lembre disso — disse Sweet — Edison vai namorar apenas garotas comportadas... Como Mia.
– Mas e Raina e Julieta? — perguntou Daphne — Elas são ótimas também.
– Victor disse que as duas estavam brigando por ciúmes — disse Sweet — Esse é seu amor jovem.
– Sweet, temos ainda duas semanas — disse Daphne — Acalme sua mente.
Daphne vai embora, deixando Sweet pensativo. Mia e Max vão ao lado de Bruno e Sam.
– Os figurinos chegaram! — disse Mia, animada.
– Sério? — perguntou Sam.
– Estão lá na sala de teatro — disse Max — Querem vir com a gente?
Eles vão correndo para a sala de teatro, onde veem várias caixas e o sr. Flamin tirando algumas roupas. Ele vê os alunos.
– Ah, são vocês — disse Flamin. Ele mostra um elegante terno antigo — O que acham?
– Isso ai não é para mim, não é? — perguntou Bruno.
– Claro que não — disse Flamin — O personagem principal é mais elegante do que isso. Eu vou ser o pai da Lily.
– O senhor Sweet autorizou que o senhor fosse o pai? — perguntou Sam.
– Sim, ele disse que apenas a Mia não pode participar — disse Flamin. Ele percebe Bruno e Sam de mãos dadas — Ah! Vejo que estão entrando no clima.
Sam e Bruno se olham e riem.
– Mia contou a vocês? — perguntou Flamin.
– Contou o que? — perguntou Bruno.
– Ora! Vocês vão se beijar! — disse Flamin.
– O que? — perguntou Sam, nervosa.
– Mas é claro! — disse Flamin — No final da peça, assim que tudo acaba, Thiago e Lily se beijam. Melhor já entrarem no clima!
Flamin sai da sala.
– Bom, acho que já entramos no clima — disse Sam.
Todos riram.
– Você!
Eles se viraram e viram Victor, com uma cara de zangado.
– Victor? — perguntou Bruno.
– Senhorita Jonas, pode me explicar porque foi ao porão da casa de Anúbis? — perguntou Victor.
Sam se desespera e olha para Bruno.
– Mas eu não fui! — disse Sam.
– Mentirosa! — disse Victor — A senhorita Evans me disse que viu você arrombando a porta do porão e entrando.
Mary estava na porta, observando.
– Victor, quem pode te garantir que a Mary não está mentindo ou envolvida nisso? — perguntou Bruno.
– Coisas me foram roubadas daquele porão — disse Victor — E tenho certeza que não a senhorita Evans por um bom motivo, Sam foi a última a dormir naquela noite.
Mary começa a rir.
– Victor, eu não fui a porão nenhum! — disse Sam, desesperada — Eu nem sei mesmo onde fica o porão!
– Então porque eu revistei seu quarto e encontrei isso? — perguntou Victor.
Ele tira um frasco do bolso. Era um dos frascos que Anya tinha bebido e tinha deixado o frasco com Sam.
– Você está encrencada, mocinha! — disse Victor.
– Você mexeu nas minhas coisas? — perguntou Sam.
– Eu tenho direito de mexer, caso algum aluno tenha roubado algo que me pertence! — disse Victor.
– Mas eu não peguei isso! — disse Sam.
Victor a pega pelo braço.
– Vem comigo, mocinha — disse Victor.
Victor leva Sam para fora da sala.
– Maldição! — disse Bruno — Como o Victor soube?
Mary sai do lugar.
– Temos que tirar a Sam dessa confusão — disse Max.
– Espera... Espera... Acho que todos esses anos vendo Star Wars me inspiraram a fazer um plano! — disse Mia.
– Essa é minha garota! — disse Max.
– Ok, então o que vamos fazer? — perguntou Bruno.
– Me sigam younglings — disse Mia.
– Não usa termos de Star Wars agora, Mia! — disse Max.
Os três saem da sala.
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