Notas iniciais
Mais uma vez desculpem a demora, estou bastante enrolado na escola. Tentarei no entanto postar pelo menos um capítulo por semana. E ah, desculpem qualquer erro de digitação e/ou português.

Após ter ido se deitar, Myr ficou muito tempo se movendo de um lado para o outro da sua cama. O sono simplesmente não vinha. Sempre que fechava seus olhos, o que vinha a sua mente era a imagem de corpos podres, famintos, com uma expressão voraz no rosto, mas muito pouco inteligente, sempre atrás de comida e nada mais. A um dia atrás, a ideia de um Apocalipse Zumbi sempre havia sido excitante para ele, sempre gostou muito disso. Eram jogos, como Resident Evil, séries como The Walking Dead, mangás e animes como High School of The Dead, livros como Resident Evil ou O Guia de Sobrevivência a Zumbis, além de diversos filmes que ele tanto adorava, comparando sempre os zumbis de um com os de outro. Antes tudo isso era muito legal, agora era um pesadelo. Ele sempre pensou no que faria caso realmente acontecesse, agora via, que nada daquilo o deixava preparado para a gravidade da situação. Além, claro, do fato que não era nenhuma espécie de vírus ou algo do tipo, mas sim uma magia, que estava provocando tudo aquilo. Ele queria, desesperadamente até, achar algo que pudesse fazer. Afinal, ele era ou não um filho da Magia!? Porém, nesse momento ele se sentia impotente. Finalmente o cansaço do dia começa a se abater sobre ele e aos poucos ela vai conseguindo adormecer. Quando ele abre os olhos, ele vê que se encontra em um local um tanto familiar., mas não o chalé. Era uma sala ampla, velha e empoeirada. No final uma mulher vestida de branco emanava uma aura de luz verde. Ela estava ajoelhada e sorriu quando Myr a viu. Mesmo sem olhar para ele. Ela parecia está orando, o que era um pouco estranho.

-Myrion, filho, fico feliz que esteja bem.

Myr se ajoelha e diz:

-Lady Hécate, a senhora realmente não pode fazer nada?

Pois essa era a identidade da mulher que ali se encontrava, a deusa da magia Hécate, mãe de Myrion.

-Infelizmente não, essa é realmente uma magia muito poderosa, todos nós, deuses, estamos...como vocês diriam, de mãos atadas. Há coisas que fogem ao nosso poder...

-Mas isso é uma magia! Você deveria ser capaz de fazer algo. Diz Myr visivelmente perturbado, interrompendo sua mãe.

-Algumas coisas eu realmente posso fazer- Continua a deusa calmamente-,mas há coisas que fogem ao meu poder, como salvar quase toda a população dessa magia. Advirto-o que a menos que o inimigo seja detido, e essa magia interrompida, o mundo continuará no caos. E se o mundo se perder, nós deuses, nos perderemos com ele.

Myr fica um tanto sem palavras, a verdade era que ele achava que sua mãe poderia fazer algo. E não sabia ao certo o que fazer agora. As palavras de sua mãe, voltam a sua mente e ele fala:

-Então...o que você pode fazer? - Diz em um tão esperançoso.

Ela sorri,- O que eu posso fazer eu estarei ensinando para você, quando chegar a hora certa você certamente vai saber o que fazer. Mas, tenha cuidado, isso cobrará muito de você e nenhuma magia é eterna . — depois ela olha para ele com um expressão difícil de ler. Estala os dedos, uma aura envolve Myr por um tempo. E subitamente Myr acorda. Estava de volta ao chalé, mas se surpreende, já não era noite.

O sol entrava pela janela do chalé, parecia ser ainda começo de manhã. O ar estava ainda frio, agradável, até. Uma fresca brisa entrava pelas janelas abertas. Seus irmãos ainda dormiam. Eles não eram muitos, apenas James, o segundo mais antigo (depois dele), Melanie e Clark. Logo se levanta, estava totalmente desperto e sem sono. Não sabia ao certo o que achar do seu sonho com sua mãe, estava ficando muito nervoso, tentando entender tudo que sua mãe havia falado, principalmente a última parte,

-Chega! Isso é demais para minha cabeça a essa hora do dia. — Diz o garoto em tão exaltado. Clark, o mais novo do chalé, com seus 10 anos, se remexe em sua cama. Por um momento Myr, achava que ele iria acordar, mas, felizmente isso não acontece.

Um pouco mais calmo, Myr pega uma toalha limpa. Uma muda de roupas e sai do chalé em direção aos banheiros. Felizmente aquela hora do dia, devia ser ainda umas seis horas, o acampamento estaria vazio. Ele realmente não queria encontrar-se com ninguém. Ele se dirigi distraído até o banheiro, quando ele entra, ele ouve apenas o barulho de água de uma único chuveiro. Ele sorri, isso era bom. Ele então, começa a se despir colocando sua roupa em um canto, não sem antes, colocar uma pequena maldição para quem pegasse suas roupas. Aprendera, da pior forma, que isso era necessário. Mesmo que seja bastante improvável que quem estivesse ao lado fosse algum garoto do chalé de Ares ou Hermes, os mais conhecidos por fazerem esse tipo de brincadeiras. Ele então vai até o box, levando apenas a toalha. Abre o registro e se delicia com a água quente, que começava a formar um pequeno nevoeiro no box. Logo se sente mais relaxado, ele realmente estava precisando daquilo.

Após o banho, Myr se seca com a toalha, e depois a enrola na cintura e sai do box para pegar suas roupas e se vestir. Ele ao não ouvir mais o barulho do outro box, achou que o ocupante já havia ido. Surpreende-se ao ver, ainda só de cueca boxer, e secando os cabelos, ninguém mais, ninguém menos que Gray. Comparando os dois, Myr se sentia um tanto...fora de forma. Não que não tivesse um belo corpo, era forte, atlético, tinhas braços fortes, um abdômen bem definido. Mas, não se comparava a Gray nesse quesito. Os músculos do braço dele ficavam a mostra com muita facilidade, seu corpo era totalmente sarado. Se Myr apreciava isso? Ele era um adepto do fisiculturismo. E realmente achava que para idade Gray estava muito bem. Ao vê-lo Gray sorri e fala:

-E ai Myr, bom dia!

-Dia, vejo que não fui o único que cai da cama hoje. Mas, não há um banheiro no chalé de Zeus? Cortesia dele próprio?

-Sim, há. Mas, eu queria aproveitar que está cedo e dar uma caminhada, tomando banho aqui. Faz tempo que não tomo, né?Pensei que não iria encontrar ninguém logo cedo. Pera, está me expulsando daqui? Fala Gray com um sorriso.

-Entendo, tirando o fato que não tenho escolha, também queria caminhar um pouco. Claro que não, idiota.

-Então, qual o motivo de ter acordado tão cedo Myr?

-Sonho ruim...

- Você também? Não pode ter sido tão ruim quando o meu, nem consegui dormir após ele.

-Foi tão ruim assim? Conta ai como foi.

-Depois eu conto, quando estivermos juntos da Eli, assim conto logo só uma vez.

-É tem razão, vou fazer isso também.

Myr pega suas roupas e começa a se vestir. Com alguns garotos, ele preferia se trocar no próprio box, mas como ele e Gray já eram amigos, ele não se sentir muito constrangido ao fazê-lo. Após os dois terem se vestido. Eles saem do banheiro, conversando trivialidades, tentando não tocar no assunto zumbis. Fingindo por um momento que nada daquilo era real. Porém, se eles chegassem próximos da colina o suficiente para ver, iriam se deparar com mais e mais zumbis tentando penetrar no acampamento. Já eram mais do que na noite anterior, algo os atraia até ali.

Eles caminham em direção a área comum. A fogueira de Héstia anda ardia, com chamas bem baixas e vermelhas. Perto da estátua de um sátiro, eles param. Voltando a conversar.

-E ai Gray, foi muito perseguido esse ano?

Gray ri e fala:

-Bem vamos ver, tinha aquela garota que era uma empousai, que tentou me seduzir. Havia também aquela inspetora dracaenae, o cara do ônibus que era um ciclope, fora alguns cães infernais, hum, acho que foram quatro desses. como o do parque, eu realmente queria ter aproveitado aquele piquinique.Algumas harpias, já nem sei quantas foram e ah, como posso esquecer? Teve também dois telquines.

-Uau! Ano bem movimentado esse o seu. Eu quase não me encontrei com monstros, foram só alguns cães infernais. Sinceramente, eu acho que eles me odeiam mais do que os outros, foram quatro ao todo esse ano. Apareceram também alguns esqueletos, e ao todo, três dracaenaes. Não foi muita coisa. Agora você heim? Até os monstros estão se insinuando para você!

Fala Myr tentando alegrar um pouco mais o dia e tentando tirar a tensão do ar. Funcionou. Gray deu uma gargalhada e falou, ainda sorrindo.

-Sim, nossa, como ele queria me cantar. — Fala sarcasticamente Gray — Quando ela disse que eu era gostoso, estava querendo dizer isso literalmente, quando ela lambia os lábios, estava imaginando o sabor da minha carne. Só se for dessa maneira que ele me desejava.

-Ah, mas deve ter alguma garota que te queria por lá e que você deve ter ficado. -Fala brincando Myr.

Gray apenas sorri e fala

-Garotas haviam, mas sabe que eu não gosto muito de ficar na escola, certo?

-Ah sim, vou reformular minha pergunta. — Diz Myr com um sorriso maroto nos lábios- Deve ter algum garoto que te queria por lá. Ficou com algum? Qual era o nome do bofe? Tinha pegada? Beijava bem?

Gray gargalha mais uma vez e entra na brincadeira. - Ah, agora sim falou minha língua. Claro que tinha, acho que fico com algum que não tenha pegado e que não beija bem? Depois te apresento, para você pegar ele também.

Os dois caem na gargalhada, brincadeiras como aquela eram um tanto comuns entre eles, os dois se divertiam com aquilo. Após terem se recuperado do ataque de risos, os dois se despedem, quando já iam se afastando, Myr para e grita para o outro.

-Treino de esgrima as 11?

-Sim, apareço lá na arena essa hora. De lá vamos ao refeitório juntos, e nos encontramos com a Eli. Ela me convenceu esse ano a treinar arco e flecha com o chalé de Apolo. E provavelmente vai se certificar que eu cumpra e não fuja.

Os dois riem e se separam, indo cada um para o seu chalé.

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado e não...por enquanto não têm zumbis, deixem o pessoal curtir o acampamento...enquanto podem hihi