O Começo Do Fim!?
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Apolo observa aquele grupo de campistas, alguns filhos e filhas seus. Seu desejo era proteger todos,mas não podia. Até que seu olhar se foca no conselheiro de Atena, James.
-James – diz Apolo- você é o conselheiro de Atena, deve ser o que sabe mais a respeito dessas criaturas, certo?
-Cer...certo! — diz um James pego de surpresa – Por qual motivo, senhor?
-Conte-me- diz Apolo ignorando a pergunta- o que sabe.
-Bem, são mortos-vivos, precisamos destruir seu, precário, cérebro se não atingirmos esse local eles não morrer. Já foram humanos que morrerão por terem se exposto com o sangue deles e depois voltaram como um deles. O fato de já terem sido humanos, os deixam mais difíceis de matar, já que nossas armas não os ferem...
James subitamente para, Apolo por alguma razão começara a rir. Os campistas do local, olham para ele sem entender muito bem o que estava ocorrendo. Apolo se controla e diz
-Desculpe, é que eu não fazia ideia que vocês sabiam tão pouco...Acho que posso dar essa informação a vocês se Zeus permitir. — Apolo olha para o alto, procurando algum raio, ao não aparecer nenhum, ele simplesmente dá de ombros. — Bem, acho que isso é um consentimento da parte dele. Essa doença tem origem mágica, aqueles infectados por ela, tornam-se monstros como todos os outros. Porém, há algo ainda mais sinistro nela. As almas humanas somem. Nem mesmo Hades sabem para onde elas vão. Enquanto estão nesse estado,essas criaturas ainda possuem uma alma. Porém, ela fica muito fraca lá dentro, totalmente impotente, quase desaparecendo. Quando elas morrem de vez, as almas somem. Não vão a caminho do Mundo Inferior como deveriam e nenhum deus sabe para onde elas vão.
Apolo para de falar fitando os campistas. De repente um enorme culpa de abate sobre todos os campistas. Eles estavam condenando aquelas almas para o esquecimento, era simplesmente a morte da alma.
-Sei o que estão pensando – Apolo retoma a palavra após um longo silêncio -, mas não se culpem por aqueles que vocês mataram, afinal eram vocês ou eles. Tentem não matá-los, mas se for preciso não exitem em fazê-lo. Se o fizerem, vocês ficarão na mesma situação que eles.
Eli ouvia todo aquele discurso atentamente, as peças do quebra-cabeça começam a se encaixar em sua cabeça. “Doença mágica? Transforma todos em monstros...o que as irmãs cinzentas disseram mesmo?” Porém, antes de Eli concluir seus pensamentos Gray fala e a garota presta atenção nele:
-Bem, então se são monstros como todos os outros, nossas armas de bronze celestial os ferem? Se isso for verdade então passamos maus bocados sem nenhuma razão.
Apolo dá um meio sorriso e fala – Sim, bronze celestial, ouro imperial, ferro estígio todas esses metais os ferem. Mas, não foi em vão, vocês evitaram mortes e aprenderam mais com a experiência. Agora tenho que ir, antes que Zeus fique irritado demais.
-Espere – diz Eli – sobre o que as irmãs cinzentas falaram, é verdade não é? Essa doença também atinge seres mágicos....
Um som de trovão é ouvido, Apolo olho para o alto e sem responder, acena e desaparece em um feixe de luz solar.
-Bem, sós novamente – fala Quíron, assustando muitos campistas com sua súbita aparição em forma totalmente de centauro. - Ouvimos bastante por hoje, vão agora para os seus chalés e meditem nas palavras de Apolo. E que os deuses nos protejam nesse momento tenebroso.
Embora relutantes, os campistas descem a coluna indo cada um em direção aos seus respectivos chalés. Quíron também se recolhe, indo para a casa grande. Logo, apenas o trio de recém-chegados para o próximo período se encontra na área comum, mais especificamente na frente do chalé de Zeus. Ambos muito pensativos.
-Nossa – diz Eli quebrando o silêncio – é muita coisa para digerir, não é mesmo?
Myr olha para ela, tenta dá um meio sorriso e diz:
-Sim, nosso mundo virou de pernas para o ar em tão pouco tempo, né? Agora temos que nos preocupar com os mortos-vivos vindo nos devorar na calada da noite...
-Chega! — Diz Eli, vamos tentar não pensar nisso. Então ela repara em Gray, que estava muito pensativo até o momento. - O que houve Gray, em que está pensando?
Em um primeiro momento, ele não responde parecia não ter percebido que falavam com ele. Mas, logo depois ele olha para Eli, dá um sorriso forçado e diz:
-Pode deixar, não é nada...
-Eu te conheço muito bem Gray! - Fala um tanto alto Eli – Sei que algo está te preocupando, o que é?
-Conhece mesmo - Gray suspira e prossegue – É só...minha irmã, queria saber se ela está bem.
Eli parece um tanto surpreendida, não havia pensado no grupo de caçadoras. Mas, logo ela se recupera do choque e dá um sorriso e em tão relaxado responde:
-Ah, não precisa se preocupar com elas, com certeza ela está bem. Lembre-se que ele é bem mais velha que você, bem quase isso, só não envelheceu desde que entrou para a caçada.
Gray tenta se convencer disso, e parece, por um momento, se sentir melhor.
-É, -diz ele- acho que você tem razão.
-É claro – diz ela sorrindo – que tenho razão....
-Bem – Diz Myr cortando o assunto – não quero parecer indelicado, mas é melhor nós três irmos dormir, está ficando tarde.
-Tem razão, boa noite para vocês – fala Gray, entrando no chalé 1 logo em seguida.
Myr e Eli, saem dali e vão cada um para os seus chalés. Ambos se sentiam muito bem por estarem novamente em casa. Chegando na fogueira, os dois se despendem. Eli logo entra em seu chalé, enquanto Myr ainda estava chegando no seu, na nova área de chalés.
Após entrar em seu chalé, Gray logo se depara com a estátua de seu pai, Zeus. Ele caminha até ela e se ajoelha. “Pai, obrigado por nos proteger hoje e deixar que Apolo nos desse mais algumas informações, com certeza elas serão muito úteis para nossa...er sobrevivência. Mas, se não for pedir muito, peço que proteja ,sua também filha, Thália.” Um trovão se faz ouvir, porém não sabia-se se era um típico ou algum sinal de seu pai.
Gray então se levanta e se dirige ao quarto. Desde que chegou aqui, o chalé passou por algumas mudanças. Partes dela seu próprio pai ajudou a fazer. O Chalé havia deixado de ser aquele templo frio de quando ele chegara ali. Agora tinha uma sala, com Tv, dvd, um ps3 e um Pc. Havia também o quarto, com quatro camas de casal, além de alguns outros móveis, e o banheiro. Normalmente ele sempre gostava de tomar um banho antes de dormir. Mas, hoje, o cansaço era tanto que ele decidiu ir direto para a cama. Ele vai na única cama ocupada, forrada com um edredom que apresentava uma tempestade. Até que ele gostava dele. Ele deita e logo se cobre com o edredom. O sono estava custando a vir, todos os acontecimentos e as informações do dia voltavam a sua mente. Até que por fim ele acaba, entrando no reino de Morfeu. Mas, logo saindo dele e entrando no do irmão, Ícelo.
No sonho ele estava em um local que parecia ser o Central Park, porém estava com uma luminosidade estranha, o ar parecia escuro. As próprias árvores, pareciam mortas. Tudo emanava um cheiro de podre. Quando ele vê uma garota se afastando. Ele corre atrás dela. Mas, logo começam a aparecer zumbis. Primeiro um, depois dois, logo são dez e o número não para de aumentar. Sua espada aparece em sua mão, se ele a invocou, não saberia dizer. Tudo que ele queria era abrir caminho. Os zumbis começavam a vir, cambaleantes e gemendo, em sua direção. Sorte dele que eles eram bastante lerdos, mas eram muitos. Ele desvia de alguns, corta a cabeça, sem exitar, de outros. E vai abrindo caminho para a garota. Porém, a cada instante mais e mais deles apareciam. Logo eram demais para contar. Ele começava a ser puxado, vai caindo, ele começa a ser mordido quando a garota vira a cabeça. Era Thália....e o pior: era também era uma zumbi. No mesmo instante, Gray acorda. Suando, ofegante. De um momento para o outro, a noite parecia quente de mais, ele mal conseguia suportar. Tirou sua camisa, mostrando seu abdômen esculpido. Seu edredom estava no chão e ele nem fez questão de pegar. Só ficou pensando em seu pesadelo.
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