O Começo Do Fim!?
4 Capítulo 4
Notas iniciais
A imagem começa a ganhar forma, agora já era possível saber que era uma mensagem de Iris. Um garoto com cabelo castanhos, olhos cinzas aparece na imagem. Ele parecia bastante preocupado, mas seu rosto se alivia ao ver que todos estava bem. Voltando a ficar preocupado ao ver Myrion desmaiado. Era James, um filho de Atena, atual conselheiro do chalé.
-Graças a Atena. fico feliz ao ver que estão bem. O que houve com o Myrion, ele não foi...mordido, arranhado ou qualquer coisa parecida ? Fala James, visivelmente preocupado.
-Também ficamos. Não, ele só desmaiou. Mas, como você já sabe dos zumbis? Você sempre fica no acampamento... Diz Gray
-Que bom, isso muito me alivia. E era verdade, o rosto de James fica mais alegre até. — Bem, eles também estão aqui, as fronteiras estão os mantendo longe do acampamento, e de tempos em tempos mandamos um forte grupo matá-los. Enquanto isso estamos analisando-os, infelizmente perdemos um campista. Mas, vocês estão aonde? Precisam vir para o acampamento o mais rápido possível.
-Entendo. Estamos logo após a ponte de Williamsburg, mas estamos agora sem transporte. Não sabemos como continuar... Fala Gray
O rosto se James fica um tanto pensativo, mas logo depois se ilumina e um sorriso aparece em seu rosto
-Por acaso vocês tem algum dracma?
-Tenho alguns sim Fala Gray um tanto confuso.
-Ótimo, então vocês poderão pegar o táxi das irmãs cinzentas.
-Ah, claro! Eu deveria ter pensado nisso antes. Como pude esquecer delas? Fala Gray
-Então você sabe como invocá-las, certo? Pergunta James
-Mas é claro! Responde já mais alegre Gray
-Er...o que são as irmãs cinzentas? Pergunta Eli. Que até então esteve quieta,apenas ouvindo a conversa enquanto tomava conta de Myrion.
-Elas atualmente dirigem um táxi, são três irmãs que dividem algumas coisinhas. Rapidamente chegaremos no acampamento, é bom que você não fiquei enjoada a altas velocidades e algo bem importante, confie nelas. Fala Gray
-Bem é isso pessoal, boa sorte para vocês e espero-os aqui!
A imagem na névoa começa a sumir. Gray coloca a mão no bolso e tira um dracma de ouro. Ele recita algumas palavras em grego antigo e atira a moeda no chão. A moeda é absorvida e uma fumaça começa a aparecer e a se solidificar. Em pouco tempo um táxi cinzento aparece. Gray ajuda Eli colocar Myr dentro do táxi e depois entra fechando a porta.
-Levem-nos para o acampamento meio sangue!
-Podemos levá-los até lá jovens, mas o lugar está praticamente cercado..... Por apenas um dracma não o levaremos até lá.... Não queremos nos tornar um deles.
Disseram pausadamente cada uma das senhoras. Elas tinham um rosto bastante preocupado, realmente estavam com medo de tudo o que estava ocorrendo.
-Como assim se tornar um deles? Isso é possível? Pergunta Eli
-Eu posso pagar mais. Sabem que estão falando com um filho de Zeus!? Não façam esse tipo de cobrança imbecil é claro que poderei pagar, mesmo que não pudesse apenas a gratidão do meu pai já seria pagamento suficiente. Diz rispidamente Gray.
-Certo, 3 moedas a mais e os levaremos até lá. Diz a senhora do meio, que estava com um dente, a senhora do banco do motorista, que estava sem olho o que chocou Eli, acelera. Enquanto isso, a senhora que levava um olho dizia a outra por onde ele deveria dirigir. Dessa vez elas não brigaram, estavam muito assutadas com a situação. Com a resposta de Gray, Eli acabou esquecendo da pergunta. E as irmãs cinzentas, não fizeram questão de lembrar, elas haviam falado demais.Logo eles estavam a uma velocidade que seria impossível.
Eli faz uma cara enjoada, assim como Gray. Myr abre os olhos, mas sente uma nova tontura e acaba fechando-os. Eli começa a aparentar que iria vomitar. Gray ao perceber, pega sua mochila e tira de lá um saco de papel. E entrega a Eli, que dá um sorriso agradecido. Ela enfia a cara lá dentro e vomitar. As senhoras aceleram mais ainda e Gray pega o saco de Eli e segue seu exemplo. Subitamente o carro para. As senhoras sorriem, Gray as paga. Myr levanta, voltando ao normal. Eli dá um pouco de ambrosia amassada a ele que a come e fica com uma aparência um pouco melhor.
-Andem...vocês precisam sair daqui rápido...não queremos ficar aqui...se não saírem os levaremos conosco de volta. Dizem as senhoras.
O trio já armado sai do local, o táxi se afasta e some em meio a fumaça. A colina estava logo a frente deles, porém ente eles e ela, estavam uma horda de zumbis. Eles veem o dragão Peleu matando todos os zumbis que se aproximam do velocino. Mas, apenas esses ele atacava. O trio começava a pensar em como eles conseguiriam chegar até os limites protegidos. Quando ouvem um grito de guerra. Logo depois uma saraivada de flechas acerta os zumbis. E um grupo de guerreiros totalmente equipados para a batalha aparece. O grupo começa a exterminar vários zumbis. Animados, o trio já ia avançar para matar os zumbis. Mas, eles param ao perceber que as armas não eram de bronze celestial, mas sim armas comuns. Logo eles nada poderiam fazer. Por um momento eles esqueceram que bronze celestial não fere humanos. Logo os três voltam e se escondem atrás de um arbusto. Quando eles percebem que era menos perigoso, os três correm para dentro dos limites do acampamento. Desviando de alguns e sendo auxiliados pelos campistas que ali se encontravam e que estavam fechando uma linha de defesa atrás deles quando eles passaram, o trio alcança o limite do acampamento. Os campistas aos poucos vão recuando até que todos ficam dentro do acampamento.
Abraços, apertos de mãos, saudações são trocados. Um campista tira o elmo, era James. Ele dá um largo sorriso.
-É bom ter vocês de volta ao acampamento. Vejo que Myrion acordou, se sente melhor? Pergunta James
-É bom estar de volta, principalmente com o caos que está lá fora. Fala Eli
-Hum, sim estou melhor. Tentarei usar menos magia da próxima vez. Diz Myr e dá um largo sorriso.
Quando de repente um forte brilho surge. Uma figura alta, forte, bronzeada, jovem e com cara de surfista aparece no local. Porém, havia algo de errado com sua expressão, parecia acabado. Ele estava sério, bem diferente do seu habitual.
-Olá campistas do acampamento Meio Sangue! Vim aqui trazer um recado para vocês, mesmo que Zeus não goste muito de minha presença aqui.
-Apo...apolo!? Diz uma aturdida Eli
-Sim criança. Responde Apolo e tenta dar um sorriso, que sai meio forçado e sem graça. E continua.
-Queria que a situação fosse melhor, mas não é. O mundo está um caos, aquelas coisas estão se espalhando rapidamente. Sua natureza é um mistério para os deuses, forças antigas e fortes estão em ação por aqui. Diz Apolo com uma expressão séria.
Se alguém já o viu apenas uma vez, não o reconheceria agora, toda aquela seriedade não era dele. Algumas campistas tentavam não suspirar, muito. O momento era sério, mas não conseguiam suportar a incrível beleza de Apolo, mesmo no estado em que ele se encontrava.
-Por favor, conte-nos tudo o que sabe. Fala James, quebrando o silêncio que havia sido instaurado.
Apolo olha o filho de Atena e então continua:
-Hum, filho de Atena, sempre tentando ser inteligentes e perspicazes. Pois bem, quando isso tudo começou nós deuses nos assustamos e tentamos investigar o ocorrido. Mas, foi tudo em vão, há algo maligno nisso. Um dedo de alguém antigo e poderoso, suspeitamos de algum Titã ou Gigante que não lutou nas duas últimas guerras contra os mesmos. Mas, não sabemos quem.
-Vocês não podem simplesmente estalar os dedos e curar as pessoas? Pergunta Myr
Apolo dá um sorriso desanimado e responde:
-Infelizmente não. Há alguma magia que os protege de nós, mas nós podemos tentar curar alguns antes que se transformes. Assim que são atacados, porém isso gasta uma incrível energia nossa. É por isso que meu estado está tão deplorável, vim aqui agora, pois não consigo curar mais ninguém. Zeus determinou algumas pessoas para serem curadas, apenas um grupo seleto de pessoas importantes e eu o fiz. Queria poder ajudar mais, porém não posso.
Apolo suspira, ele parecia realmente triste e um tanto irritado. Chegava a dar um pouco de pena. Eli estava extremamente preocupada, nunca vira seu pai daquela maneira. Cadê seu humor? As brincadeiras típicas, as poesias, seu sorriso como o sol e todas as outras coisas típicas dele? Tudo sumira. E o pior, quem era o culpado de tudo isso? Todas essas perguntas giravam na mente de Eli. E na verdade, de muitos ali.
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