O Começo Do Fim!?
3 Capítulo 3
Notas iniciais
-Nossa! Isso daqui está um caos.
Diz Eli olhando pelo vidro. Os gritos, antes muitos, agora eram bem periódicos. E cada vez mais zumbis andavam por ai. O nebuliforme estava só atropelando-os, parecia não se importar com isso. As imagens da destruição estavam por toda a volta, era cada vez mais frequente os barulhos de arranhões na lataria e nas vidraças. Os rostos famintos nos vidros, já estavam se tornando comuns. Felizmente o vidro era a prova de balas, e estava aguentando bem as investidas que ocorriam sempre que eles desaceleravam um pouco. Os três agora estavam aproveitando para descansar, principalmente Myr e Gray, ambos haviam consumido muita energia com seus truques.
-Bem, parece que estamos seguros por enquanto. Então, pelos deuses, o que está ocorrendo aqui? — Diz Gray.
-Não sei, só Zeus sabe o que está ocorrendo.... Diz Myr quando um trovão se faz ouvir. - Ok, nem Zeus sabe o que está acontecendo. Mas, tudo isso é muito estranho. Estava tudo muito normal quando começaram a ouvir alguns gritos e logo a cidade estava infestada "deles".
Eles mal reparam, mas aos poucos estavam deixando de ouvir os barulhos que em pouco tempo se tornaram tão típicos.
-Ah propósito, que caminho o nebuliforme está pegando? Pergunta Eli mudando de assunto, ela procurava não aparentar, mas estava assustado com os mortos andando por ai.
-Hum...está indo para a ponte de Williamsburg. De lá seguirá para Long Island e para o acampamento meio sangue. Parece um bom plano, não? Fala Myr
-Será mesmo seguro pegar o caminho mais direto? Pergunta Gray
-Talvez, quem sabe? Mas, não temos muita gasolina, então é o melhor que podemos fazer. Fala Myr e suspira antes de continuar. - Não temos escolha, precisamos pegar esse caminho.
Quando o carro para. Confusos olham para o nebuliforme e logo entendem. Vários carros estavam tentando deixar a cidade pela ponte. Do outro lado uma barreira de contenção militar fora organizada. Que impossibilitava as pessoas de atravessarem.
-E agora, o que faremos? Pergunta Eli
-Precisamos dar um jeito de atravessar de qualquer forma! Não serão esses mortais que irão nos impedir. Fala autoritariamente Gray
-Ok, mas ao menos que você estava cogitando atravessar a nado o rio East e por conta disse criar um terceiro olho, como faremos? Pergunta Eli
Myr estava bastante pensativo, procurando encontrar alguma solução para o problema deles. Quando de repente seu rosto se ilumina.
-Já sei! Diz de súbito
Ele paga um cartão que tinha desenhado a forma de um livro. Ele bate duas vezes no cartão e um livro grosso, antigo aparece. Parecia que o livro emanava poder, era o livro de feitiços que Myr possuía, dado por sua própria mãe como presente. Ele começa a folhear rapidamente as páginas, até que para em uma, achando o que procurava. Eli tenta ler as páginas, mas nada conseguiu entender de forma que deixou que Myr terminasse e os contasse o que era. Quando Myr tira os olhos do livro, uma expressão de triunfo estava em seu rosto. Os outros dois olham para ele com expectativa.
-Achei algo que nos pode ser útil. É uma runa mágica, seu poder é deixar o usuário invisível por um curto período de tempo. Requer muita energia, mas acho que posso fazer para nos três. Diz Myr com um sorriso no rosto, adorava ser útil.
O rosto dos outros dois se ilumina, vendo a possibilidade de fugir. Mas, logo a expressão de Gray escurece novamente quando olha para trás.
-Bem, então acho que é melhor andar logo com isso. Olhem! Estão vindo mais “deles” para esse local. Será um massacre para as pessoas que ainda estão aqui. Pena que não podemos fazer mais nada a respeito disso. Fala Gray
Os outros dois viram o pescoço para tentar ver, e conseguem ver um pouco do que Gray estava falando. Alguns primeiros zumbis estava começando a aparecer, pessoas lutavam contra alguns deles, tiros eram ouvidos, assim como sons de pancadas. Vários tipos de objetos viraram armas, por enquanto as pessoas que estavam mais atrás estavam conseguindo deter os zumbis. Não lutavam para proteger outras pessoas, lutavam pois foram cercadas entro os zumbis e a confusão infernal mais a frente. Porém, era uma questão de tempo, se a ajuda não chegasse, para eles sucumbirem, cada vez mais pessoas morriam.
-Então é isso, vamos!Fala Myr. Ele primeiro toca em um cartão vazio e o nebuliforme desaparece, aparecendo no mesmo instante uma figura humana desenhada no cartão. Myr toca em Eli e diz algumas palavras rapidamente que só ele consegue entender. Um símbolo brilha no local que foi tocado, logo depois perdendo esse mesmo brilho e parecendo que foi desenhado ali. Ele depois repete o processo em Gray e em si mesmo. Ambos saem do carro.
-Vamos tentar avançar o máximo possível a pé, quando não der mais eu ativo as runas. Está bem para vocês? Fiz Myr
-Ok . Repetem juntos Eli e Gray
O trio começa a avanças pelos carros e logo veem a confusão que estava por ali. Pessoas gritando e correndo desesperadas tentando sair da ilha. Policiais armados atrás de uma barreira de blocos, montada as pressas. Muitos xingamentos, alguns disparos de armas não-letais, tanto disparo com balas de borracha, tanto com armas de choques. O trio tenta avançar sendo constantemente empurrados naquela mar de pessoas desesperadas. Afinal, para todos os efeitos eram apenas três “crianças” no meio de muitas pessoas “grandes”. Até que eles, com muito esforço conseguem chegar em um ponto próximo a barricada. Quando um grande barulho é ouvido, primeiro o barulho de helicópteros, logo depois de um míssil. Um helicóptero militar, estava bombardeando logo no começo da ponte, matando alguns zumbis e pessoas que por ali se encontravam. Os garotos mais desesperados olham para Myr. Ele apenas se concentra e começa a tocar nos símbolos de cada um. E aquele tocado desaparecia no mesmo instante. Sem perda de tempo, ambos se dirigem para a barricada e rapidamente a pulam. Depois, desviando dos policiais furam o bloqueio. Quando já estavam quase saindo do alcance dos policiais, as runas começam a falhar e logo explodem. Fazendo com que o grupo reapareça. Um policial os vê e vem na direção deles. Mas, myr apenas estala os dedos. Uma lufada de ar aparece e o policial fica com uma expressão estranha, como se estivesse esquecido o que estava fazendo ali. Myr havia usado a Névoa, sendo sua mãe a pessoa que a controla, para ele isso era razoavelmente fácil, considerando que tinha que influenciar apenas uma pessoa. Mas, devido as suas circunstâncias, esse último truque custa o resto de força de Myr. Que desabaria no chão se não fosse amparado por Gray.
-Ótimo, escapamos de Nova York, mas como vamos chegar ao acampamento? Pergunta Gray enquanto apoiava Myr nos seus ombros com bastante cuidado. O sol já estava se pondo, Gray olha em seu relógio, já era 18: 15. “Como o mundo pode mudar em tão pouco tempo?" Se perguntou Gray mentalmente.
-Não sei, precisamos pensar em algo... Quando Eli para de falar, uma imagem estava se formando na frente deles.
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