O Colar Sentimental
1 O Colar Sentimental
Notas iniciais
Lá estava o delegado... sentado em sua habitual cadeira, tomando seu café. Há alguns dias não havia nenhum caso para o Delegado Garcia resolver, e a delegacia estava tão vazia que dava para ouvir até a porta ranger. Mal sabia o delegado que este fato iria mudar naquele fim de tarde.
O delegado estava sem nada para fazer quase dormindo em seu serviço, quando Srta. Diana entrava eufórica na delegacia. O Delegado Garcia, por sua vez, foi perguntando com muita animação o que havia acontecido. Srta Diana explicou que roubaram-lhe o seu bem mais precioso, o colar que sua falecida mãe lhe dera antes de sua alma ir para outro lugar e seu corpo morrer.
Animado com o novo caso o Delegado Garcia mandou todas as suas viaturas procurarem o suposto ladrão, e enquanto isso conversava com a Srta. Diana que estava muito abalada. Ele perguntou se ela tinha alguma suspeita sobre quem teria roubado o colar, e ela disse que não, ninguém em especial, mas que qualquer um poderia querer roubar o colar, ele era muito raro e encrustado com diamantes.
Eles esperam, e muito depois, quando já estava de madrugada, os homens do Delegado Garcia disseram que tinham encontrado o tal ladrão do colar. Ele logo mandou para trazer o ladrão.
E imagine, caro leitor, quão grande foi a surpresa do Delegado, quando não um ladrão, mas uma ladra, muito bonita por sinal, entrou pela porta da delegacia. A Srta. Diana ficara imóvel, mas por que não ficaria? Aquela "ladra de colares" era sua irmã!
O delegado logo perguntou-a porque roubara o colar de sua própria irmã. Ela disse que sempre desejou ter aquele colar e ficou arrasada quando descobriu que sua mãe, no seu leito de morte, dera o colar para Diana e não para ela.
E naquela madrugada, Srta. Diana voltou para casa com o seu colar, mas havia perdido sua irmã naquela delegacia. E tudo isso por um colar carregado de sentimentos.
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