O Coelho da Lua
26 Boa sorte coelhinho.
Notas iniciais
Sou meio suspeito para falar o que é elegante ou não, pra mim não sendo uma rua suja com um pedaço de papelão pra dormir já é bom. Mas provavelmente essa é uma boa palavra para descrever a casa do lobo, era bem simples na verdade, tinham alguns moveis básicos e poucos vasos, mas eram muito bem arrumados e limpos. Nos sentamos no sofá e ele me ofereceu chá e biscoito. Não eram tão gostosos quanto os do papai, mas ainda assim eram ótimos.
Daniel e o lobo, se não me engano Maître o chamou de Lang, conversaram sobre coisas sem importância, mas o jeito que Daniel falava estava me dando medo. Aqueles dois pareciam se odiar e tentavam não deixar isso tão na cara, eles eram péssimos mentirosos. Eu com certeza fingiria melhor que eles. Não havia nada muito interessante pra olhar, não dava pra levantar e explorar o andar de cima, de onde vinha um cheiro que bolo que merecia minha atenção, porque eu estava do lado de Daniel, eles não falam sobre nada relevante, só essas coisas chatas de adulto.
O lobo guará falava mais, a voz dele era um pouco aguda e irritante, se eu estava irritado nem quero imaginar como o coiote do meu lado esta. O sorriso de Lang era muito forçado, alegre demais, ele também parecia ansioso. Papai havia me alertado milhões de vez pra nunca confiar em pessoas assim. Daniel já nem tentava esconder a irritação.
Tudo que eu podia chamar de racional dentro de mim estava me mandando sair correndo. Encostei a cabeça no ombro de Maître, fingindo estar com sono, ele voltou a atenção pra mim. Mesmo eu dando uma brecha perfeita para dar o fora dali, Daniel permaneceu parado. O sorriso do lobo ficou ainda mais assustador.
Bonne chance
Fale com o autor