O Cobrador
2 Depois de muito tempo...
Notas iniciais
Boa leitura!
POV CL
4 meses se passaram depois daquele dia. Eu disse que esse "amor" não daria certo, eu nunca mais o encontrei. Duvido muito que volte a encontrá-lo.
-CL, dá pra parar de ficar sonhando com aquele cara e vim me ajudar? — Dara gritou da cozinha. Levantei do sofá derrubando alguns livros. Larguei-os lá mesmo e fui até onde ela me chamava.
-O que você precisa? — Perguntei exasperada.
-Preciso de comida! Eu não consigo nem fritar um ovo!
-Será possível que você não sabe fazer macarrão instantâneo ?
-Se eu soubesse você acha que eu estaria te pedindo ajuda?! — Ela fez uma careta arrogante.
-Ah tá, tá bom. Você tem que começar aprender a se virar. Come um biscoito ou então vai comprar alguma coisa pronta. — Revirei os olhos. Em pleno fim de semana, no qual eu estou livre pra fazer o que eu quero, tenho que ficar cozinhando pra Dara.
-Eu mando em você. Eu estou mandando você cozinhar algo pra mim! — Ela bateu o pé como uma criança mimada.
-Problema seu. Eu não tô afim de cozinhar pra você. — Dei-lhe ás costas peguei a chave e saí de casa batendo a porta. Não vou ficar em casa me estressando com a Dara por quê ela não sabe cozinhar. O tempo está totalmente fechado, como sempre. Comecei a caminhar pela calçada de braços cruzados, pensando naquele homem...Será que um dia eu vou voltar a vê-lo? Depois de alguns segundos, 3 ônibus passaram um atrás do outro. Olhe para os 3 e inevitavelmente procurei pelo cobrador. Os dois primeiro não eram e o último não tinha nenhum passageiro. Apenas o motorista, que eu reconheci. Acho que ele também me reconheceu, pois acenou. Acenei de volta e continuei andando.
-Garota! Heey, loira! — Olhei para trás e vi quem eu menos esperava, e quem mais queria ver. Ele corria com uma chave na mão, que parecia muito com a minha chave. — Isso caiu do seu bolso. — Ele disse parado á minha frente, respirando fundo para recuperar o ar.
-O-obrigada. — Eu disse, meio que muito surpresa, por encontrá-lo de forma inusitada. Peguei a chave de sua mão e guardei no bolso, mas dessa vez, no bolso da frente.
-Éer, já vou indo.
-Hum, ok. — Quando ele virou-se chamei-o de novo. — Hey, posso saber seu nome? — Ele virou-se para mim novamente com um sorriso de canto, que ele parecia evitar.
-Jiyong. Kwon Jiyong. Ou GD se preferir. Ás suas ordens. — Curvou-se como um súdito se curva á sua rainha. Ri timidamente. — E o seu?
-Lee Chaerin. Ou CL. Ás suas ordens. — Repeti seu movimento, também lhe arrancando risos.
-Até mais, Chaerin.
-Até mais, Jiyong. — Gostei de pronunciar seu nome. Ele virou-se de costas e entrou em um ônibus. Respirei fundo 3 vezes e contei até 50 pra não dar um grito histérioc ali no meio da rua. Quando vi o ônibus que ele entrou, indo embora, corri de volta para casa. — DARA! DARA! — Cheguei em casa gritando feliz, com um sorriso de orelha á orelha.
-O quê? — A pessoa mais feliz do mundo, respondeu com um ânimo incrível, parecendo parentes em um velório de um ente querido.
-Eu vi ele de novo!
-Ele quem? O cobrador? — Ela me olhou meio surpresa.
-ELE MESMO! — Gritei pulando de um lado para outro.
-Para de gritar. Isso é chato. Mas... YAH! Sua idiota, por quê você pegou um ônibus? Foi só pra ver ele?
-Yah, não me chame de idiota. Eu não peguei nenhum ônibus, ele desceu de um pra me entregar ás chaves, que haviam caído.
-Ah, menos mal. E você ficou feliz assim por quê ele te entregou as chaves e foi embora?
-Não. Ele me entregou as chaves, ficou bem pertinho de mim, curvou-se para mim e disse o meu nome! E além do mais, disse que está ás minhas ordens. — Disse me gabando, sentando á seu lado no sofá.
-Hum, legal. Então agora sabe o nome dele?
-É! — Eu não conseguia desfazer o sorriso gigantesco que insistia em ficar no meu rosto.
-Qual é o nome dele, então?
-Jiyong. Kwon Jiyong.
-Legal. Minha irmã mais nova, está apaixonada por um cobrador, que deve ser 30 anos mais velho que ela, deve ser casado e ter filhos. Nossa! Que mágico.
-Você só está com inveja do meu amor. — Disse fazendo bico, provocando-a.
-Inveja do seu amor? Chaerin, eu tenho metade da escola á meus pés. Não preciso desse "amor" que você diz.
-Tá bom, vamos fingir que é isso mesmo. -Me levantei e subi correndo para o quarto, sentei no computador e fui tentando achá-lo em redes sociais. — Que droga, existe milhares de Kwon Jiyong. — Continuei tentando e não o achei. -A empresa que ele trabalha não tem nenhum site, não dá pra saber mais sobre ele, não pela internet. — Desliguei o computador e me deitei, abraçando minhas almofadas coloridas. -Eu ainda vou descobrir tudo sobre você. Ah eu vou. — Fiquei pensando nele até pegar no sono, mesmo que ainda fosse cedo demais para dormir.
Notas finais
Kissu e comentem!
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