O Cobiçado Dr. Cullen
20 Só seu
Notas iniciais
Povs Bella...
Me mexi lentamente, e quando abri os olhos despertando percebi que já era dia. O sol banhava meu corpo na cama. Um arrepio prazeiroso cobriu minha pele. Então a noite anterior se passou na minha mente, e um sorriso bobo aflorou nos meus lábios. Foi tão maravilhoso e incrível estar nos braços de Edward que mais pareceu ser um sonho, mas não... Foi real! O cheiro dele sobre a minha pele, e uma leve sensibilidade entre as minhas pernas comprovam isso.
Me virei pro lado vendo a cama vazia, passei a mão levemente pela coxa de cama, comprovando que ainda estava quente. Ele levantou a pouco tempo. Peguei seu travesseiro adorando sentir seu cheiro e sussurrei baixinho:
– Em que momento eu me apaixonei por você?
Talvez tenha sido desde a primeira vez quando fui empurrada pros seus braços no hospital... Sim! Desde então ele habita a minha mente e os meus sonhos. Um dos médicos mais renomados e importantes desse país... O que pode ter visto na gorda e boba enfermeira feito eu? Céus! Não faz sentido nenhum. Aposto que só namorou mulheres lindas, magras. Sem dúvida, elas correm todas atrás dele, assim como as enfermeiras do hospital. Ele é um homem encantador, gentil, doce... Tão raro de encontrar hoje em dia.
E ontem... O modo como me olhou, me tocou... Era como se fosse a mulher mais linda e especial do mundo, ele parece adorar meus "quilinhos" a mais, algo que todos os homens que conheci, inclusive o Jake, odiavam. Nenhum deles se importou com o que eu pensava, ou com os meus sentimentos. Mas, Edward é o oposto, elê é tão incrível... Que me dá medo de acreditar... E se só quiser uma transa? e se daqui a pouco ele aparece e diz que foi bom, mas que agora cada um segue o seu caminho? Seria terrivel.
Sem dúvida, não vou aguentar ouvir isso, e vou desabar na sua frente. Pois, ontem enquanto estávamos na cama, pareceu bem mais que sexo... O modo como me olhou, sua cara de puro prazer e satisfação quando estava dentro de mim, as palavras doces e quentes que sussurrou em meu ouvido... Será que pra ele foi só uma transa mesmo? Será que coleciona mulheres? Não... Ele não parece ser assim. No hospital nunca ouvir dizer que desse em cima das enfermeiras, ou que fosse desrespeitoso.
Todos adoram o seu trabalho, e só tecem elogios ao grande cirurgião cardíaco que é. Como já levantou com certeza precisou sair, e não quis me acordar, por isso não devo abusar, é melhor ir embora, afinal... Ele não assumiu nenhum compromisso comigo, foi só uma noite... E meu coração apertou ao imaginar que pode ter sido isso mesmo. Devo levantar, vestir minhas roupas e ir embora. Quem sabe... Ele não me liga mais tarde, não é? Vou esperar por isso, sem dúvida.
Nem que seja pra ouvir que foi bom ou ruim dormir com a gorda "virgem de trinta anos." Qualquer homem no lugar dele sairia correndo, pela minha idade e excesso de peso... Mas, ele ficou e me deu a noite mais maravilhosa da minha vida. E mesmo que ele me dê "um pé na bunda", nunca vou esquecer o que houve... Dizem que uma mulher virgem nunca esquece a sua primeira vez... Sem dúvida, não vou esquecer não. Dei um suspiro lânguido e passei os dedos levemente pelos meus lábios, pescoço, ombros... lembrando onde sua boca e suas mãos estiveram. Sim... eu iria lembrar de tudo pra sempre.
– Hum... Continue assim, e vamos ter que pular o café e voltar pra cama, carinho.
Abri os olhos engolindo um grito de susto, ao ver o doutor ali na porta com a cara ainda sonolenta, vestindo apenas uma calça de moletom, segurando uma bandeja de café, e com os cabelos levemente bagunçados. Então ele me deu um sorriso ardente, escorregando os olhos levemente pelo meu corpo, e me arrepiei inteira, sentindo o coração disparar... Céus! Tão lindo e sexy. Apertei o lençol contra o meu corpo, me sentindo timida, o que era uma bobagem, ontem ele viu cada centímetro de mim.
– Bom dia, minha flor. Dormiu bem?
Ele se aproximou da cama e me sentei, ele me deu um beijo molhado, antes de sentar ao meu lado e colocar a bandeja no meu colo.
Céus! Havia café, torrada, frutas, queijo... Me senti uma idiota por pensar que ele já teria saído e me deixado. Fiquei completamente sem jeito, nunca fui tão mimada assim antes, principalmente por um homem.
– Não repare no café, não tenho muito jeito na cozinha.
– Está incrível... Não precisava ter se incomodado.
– Não foi incômodo, foi um prazer, meu anjo.
Mordi os lábios com nervosismo. Ele sabia me encantar e me aquecer com uma simples frase. Ele passou geléia na torrada, a levando até meus lábios e prosseguiu:
– Além disso... Preciso ter certeza que a noite de ontem foi tão boa e prazerosa pra mim, quanto foi pra você.
Dei uma dentada na torrada, e quase engasgo com a sua pergunta. Ele sorriu acariciando meu rosto.
– Adoro essa sua timidez... Te deixa ainda mais linda, Sabia?
Minhas mãos ficaram úmidas, e o coração bateu tão rápido que tive medo que ele pudesse ouvir.
– A noite... Foi incrível pra mim também.
Ele me dei um olhar ardente, colocou a bandeja de lado, antes de dizer num tom rouco:
– Talvez devêssemos repetí — la... só pra ter certeza.
Ele me beijou, colocando seu corpo sobre o meu. Perdi o fôlego com seu desejo inesperado. Ele beijou meu ombro e pescoço, enquanto sentia seu membro inchar entre as minhas coxas.
– Me deixou tão louco de desejo ontem... Que esqueci os preservativos e isso nunca aconteceu comigo. Sou médico, minha linda. Proteção e assepicia pra mim vem em primeiro lugar.
Céus! Também esqueci... Erro grave pra uma enfermeira, mas nos braços dele perco a capacidade de pensar. E perguntei engolindo um gemido.
– Nunca mesmo?
– Nunca... É a mulher que mais desejei na vida. E devo confessar também que lhe tomar sem proteção... Foi a coisa mais quente e deliciosa que já fiz.
Suas palavras me deixaram úmida, rubra e me mexi inquieta embaixo dele, louca pra que me tomasse como ontem. Ele me colocou as mãos entre as minhas pernas, e falou num tom escuro e provocador.
– Hum... Tão molhada. Pelo visto está pronta pra mim, não está? Quer repetir tudo... não quer?
E quando respondi não pode mais segurar meu gemido de prazer.
– Sim... Meu doutor!
Talvez tenha ido longe demais... Afinal ainda era cedo pra criar expectativas, mas, ele me enviou um olhar ardente, e falou de forma possessiva.
– Repete isso, minha delícia.
– Meu... doutor.
Ele começou a baixar sua calça de moleton, revelando que não estava de cuecas, e falou roucamente:
– Sim, só seu... E vou te mostrar isso agora, minha doce enfermeira.
Continua...
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