O Cobiçado Dr. Cullen
14 Não pode ser...
Notas iniciais
Povs Bella...
Enquanto dirigia o carro levando o doutor até a minha casa, não sabia direito o que dizer, o que pensar, por isso me calei. Aconteceu tantas coisas... primeiro o segui, depois ele me flagrou lhe seguindo, em seguida o beijo... E que beijo! Tão molhado e ardente que estou sem ar até agora. Então arranquei com o carro, bati no veículo da frente, o cara estúpido que era dono dele me ofendeu pelo meu peso, aliás como a maioria das pessoas. No entanto, a atitude de Edward foi uma surpresa pra mim. Além da minha família e amigos nunca ninguém me defendeu daquele jeito, e talvez seja exatamente por isso que estou sem palavras.
Nunca imaginei que um médico tão renomado e bem sucedido como ele pudesse ter um ato tão passional, tão humano e que se deixasse se levar pelo calor do momento como qualquer pessoa com bons sentimentos faria. Céus... Ele me surpreendeu como nunca. Achei que não ia ligar pra ofensa que o cara me fez, ou até que concordasse, e começo a me perguntar se não o estou julgando mal... Será? Só sabia que sua atitude foi nobre, não importa qual motivo o levou a isso, além do que ainda queria pagar o prejuízo que eu dei no carro. Sim, muito surpreendente, muito nobre, e extremamente encantador.
Então... já que ele foi tão gentil comigo agindo como um verdadeiro "herói". Que bobagem! Nunca precisei que ninguém me defendesse, mas confesso que me encantou, me senti como a própria "donzela dos filmes medievais." Céus! Sou uma gorda patética mesmo. Só sabia agora que devia compensá — lo de alguma forma, por isso lhe ofereci a carona até em casa pra cuidar de seus ferimentos... Deus! Claro que não é só isso, o fato é que seu beijo, suas palavras, o modo viril e impulsivo como me defendeu... Também contou pra que o quisesse tê — lo mais perto de mim, e está claro que há culpa por saber que por minha causa machucou seu lindo rosto e suas mãos.
Mas, assim que chegamos em casa foi impossível disfarçar o nervosismo, e a tensão, afinal também havíamos nos beijado aqui dias atrás. E quando trouxe a coisas pra cuidar dos seus ferimentos tremia como "vara verde." Ele tocou em minhas mãos, e em seus olhos pude ver que sabia o quanto mexia comigo e com meu corpo. Tanto que agora estou assim no chão com uma massa de músculos e virilidade em cima de mim, afirmando com todas as letras o seu desejo, e pedindo pra fazer amor comigo. Se ja estava tensa e nervosa antes... Agora estava a beira do colapso. A boca secou, as mãos ficaram frias, o coração disparou, o rosto esquentou e fiquei terrivelmente úmida entre as pernas.
Nunca conheci um homem assim... Tão seguro, tão viril e determinado, e também nunca ouvi de ninguém o que ele me diz, ou a forma como me toca, e me beija. Minha cabeça girou... Seus olhos me olhavam diretamente, estavam baixos, e o verde deles se tornou ainda mais intenso. E quando se mexeu pude sentir algo longo, morno e rijo contra as minhas coxas. Sua boca estava perto da minha e sei que não seria capaz de dizer não, ainda mais no estado em que estava de desejo e excitação, e provavelmente eu me arrependeria, afinal duvido que seu desejo por mim seja real e se for não vai durar muito, logo vai ser envergonhar por eu ser gorda... Foi sempre assim, por que mudaria agora? Sim, essa é a verdade.
Porém, o barulho estridente do meu celular foi como a campainha que precisava pra acordar daquele feitiço... Sim, só podia ser, como cheguei a imaginar que duas pessoas tão diferentes como nós pudessem... Além do mais provavelmente riria de mim se soubesse que com toda a idade que tenho ainda sou virgem, então o empurrei desesperadamente.
— Me solte, doutor. Por favor.
Mas ele não parecia nem um pouco feliz ou disposto a se afastar.
— Bella...
Seu tom era suave, rouco.
— É o meu telefone... Eu preciso atender.
Era a desculpa perfeita pra fugir, e precisava antes que implorasse pra ele como uma "gorda idiota" pra que tirasse a minha virgindade no chão da sala de casa. Ele por fim cedeu, depois de dar um longo suspiro, e me ajudou a levantar. E quando atendi o celular ele aproveitou pra juntar as coisas que havia deixado cair antes.
— Olá, Bella. Como está?
— Jake.
Imediatamente a atenção do doutor se voltou pra mim.
— Me desculpe por aquele dia, perdi a cabeça. Ainda somos amigos, não é?
— Sim, claro. Hoje quando for pro plantão olharei seu pai, eu prometo.
Não era fácil fingir que os efeitos do desejo já tinham deixado meu sistema. Meu corpo ainda estava quente, a cabeça confusa e o olhar atento do doutor em cima de mim, não ajudava. Porém, conversar com Jake ultimamente tinha o dom de me esfriar tanto quanto a um "icerberg". Ele já não me despertava nada como fazia antigamente.
— Então está mesmo com aquele, Doutor?
Engasguei de repente, ficando rubra.
— Não... Doutor Cullen é só meu chefe no hospital.
Eu achava que isso o irritaria, no entanto ele apenas sorriu charmosamente, cruzando os braços no peito. Céus! Ele sabia com certeza todo o poder de sedução que possuía, e sabia também o quão excitada me deixou a poucos minutos atrás.
— Passo mais tarde no hospital, e mais uma vez obrigada por tudo, Bella.
— De nada, até lá.
Me distrair um minuto olhando pela janela e quando voltei o olhar a sala estava fazia. Ele teria ido embora sem falar comigo... Deus! E agora? Porém, o encontrei na cozinha, ele tinha aberto a cesta que me mandou e comia um bolinho, sua atitude me encheu de surpresa, e por um momento quis rir por seu gesto tão comum.
— Hum... Está delicioso. Tive que provar por medo de não ter aberto por passar que estava ruim.
Infernos! Como fui boba e infantil em desprezar seu presente.
— É que... Eu não tive tempo de comer nada ainda, desculpe.
Disse sem jeito e rubra, com certeza não engoliu minha "desculpa esfarrapada."
— Sabe porque terminei com minha ex — namorada, Bella?
Sua pergunta me encheu de surpresa e curiosidade.
— Não, por quê?
— Ela não gostava de comida. Era tão magra e tão vaidosa que se tornou uma pessoa amarga, egoísta e interesseira. E eu percebi que gosto de mulheres reais. Que não conseguem esconder o que sentem, o que pensam, o que apreciam uma mesa farta. Por isso mandei a cesta pra você. Se fizesse isso com Tânia, ela com certeza seria capaz de "cortar os pulsos."
Achei engraçado o que ele falou e acabei sorrindo.
— Desculpe... Não devia rir.
— Devia... É mesmo engraçado eu ficar três anos com uma mulher que não tinha nada a ver comigo, não acha?
De repente ele pegou outro bolinho e foi se aproximando lentamente de mim, colocando a deliciosa iguaria perto dos meus lábios. E me deu um olhar ardente antes de dizer:
— Prove que não estou enganado, meu anjo.
Me senti completamente hipnotizada pela força de suas palavras e do seu olhar. Sim... Estava sendo seduzida, arrebatada e a emoção que corria dentro de mim foi tão forte que temia cair ali mesmo. O coração disparou, o rosto ficou quente e rubro. E sem conseguir desviar o olhar do seu mordi o bolinho... Sabendo que queria mais... Muito mais! e que seria loucura acreditar que pudesse ser real e que de fato o sexy e rico médico se interessou por mim, a gorda e boba enfermeira, Bella Swan.
Continua...
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