O Cobiçado Dr. Cullen
2 Impossível...
Notas iniciais
Povs Bella...
Hospital "Cedars-Sinai", Los Angeles, Califórnia. 10:15 da manhã.
Havia acabado de chegar pro meu turno de enfermaria, e fui até a sala privativa pra me trocar. Assim que terminei, Carmen entrou pela porta. Ela é uma mulher de quase quarenta anos, sem filhos e já estava no segundo casamento. Era enfermeira também e chegou ao hospital há quase dez assim como eu e uma ótima colega de trabalho. Sempre foi muito calma e agora parecia quase eufórica.
– Bella! Já sabe da novidade?
Franzi um cenho um tanto confusa.
– Que novidade?
– O novo diretor do hospital acabou de chegar.
Lembrei que isso seria inevitável, agora que o Dr. Aro teve que se afastar da direção por motivos de saúde. Não conseguia entender o que Carmen viu de tão interessante em substituir o nosso chefe por outro.
– Bom... Isso ia acontecer em algum momento, ou não?
Ela me olhou de forma estranha... Como se eu tivesse "duas cabeças."
– Não sabe quem é ele, não é?
E que diferença faria? Deve ser um médico bem mais velho, mais experiente, e tão exigente e chato quanto o último e que vai nos explorar com turnos exaustivos. Deus... Adorava o meu trabalho, porém, não consigo lembrar a última vez que consegui tirar férias.
– Pensei que veio aqui pra me dizer.
Ela sorriu me dando um leve tapa no ombro.
– Claro que sim! é o Doutor Edward Cullen. Não é incrível?
Incrível é pouco! Meu queixo caiu e devo ter ficado no mínimo pálida. Não podia ser... O médico mais jovem a ser formar em Harvard e com as melhores notas, aquele que fez melhorias absurdas no último hospital que esteve em Boston, que sempre foi elogiado, por médicos, enfermeiros, e que ano passado ganhou o prêmio de "Médico do Ano." Deus... O homem era um verdadeiro "pop star da medicina". Rico, lindo, inteligente. Costumava sempre vê — lo em revistas e jornais ao lado de lindas, magras e jovens mulheres, o oposto daquilo que sou.
– Carmen, você está brincando, não é?
– Sabe que não. Ele marcou uma reunião com todos os enfermeiros e médicos pra daqui a pouco, quer se apresentar formalmente.
Oh... Não! Eu precisava melhorar um pouco minha péssima aparência. Vou prender meus longos cabelos em um coque, talvez passar um pouco de baton. E se ele não gostar da minha figura e me demitir por isso? Com as mulheres que anda vai me achar uma "baleia gorda e velha". Sempre fiz um bom trabalho no hospital, mas e se isso não for suficiente? E se além de competência ele exigir beleza também? Estou perdida. Minha cara não deve ter ficado nada boa, pois Carmen me olhou com preocupação.
– Eu venho aqui te dizer que nosso novo chefe é o médico mais lindo, sexy e famoso desse país e você faz uma cara de quem vai "pra forca." O que ouve?
– E se ele me julgar pela minha aparência... Achar que assim como sou desleixada com meu corpo serei com os pacientes?
– Não seja boba, Bella. É uma das melhores enfermeiras desse hospital. Os médicos te elogiam e os pacientes te adoram. Além do que não tem nada de errado com você, apenas precisa enxergar o quanto é bonita. O que eu não daria pra ter esses seus seios grandes, essa anca enorme, e essas coxas, então...
Não pude segurar o sorriso, Carmen só falava isso porque gostava de mim. E porque era magra e popular com os homens. Tenho plena consciência que meu excesso de peso nunca atraiu ninguém.
– Bom... talvez tenha razão.
– Eu sempre tenho. Não demora, ele quer todos no salão da recepção em dez minutos.
Dez minutos? Assim que Carmen saiu me olhei no espelho que havia na sala. Decidi mesmo prender os cabelos e passar um pouco de baton. Alisei meu uniforme nervosamente, pelo menos havia lembrado de passá — lo. Respirei fundo dizendo a mim mesma que poderia sobreviver. Ele só vai fazer como todos os homens e médicos fazem ao me conhecer, um comprimento formal, um olhar desdenhoso, ou uma piadinha sobre meu peso. Já sobrevivi a tantas críticas, sou capaz de engolir mais essa.
Quando cheguei ao salão ele estava cheio, acho que todos os médicos e enfermeiros do hospital estavam ali. As enfermeiras mais novas tentavam se arrumar um pouco mais ajeitando o cabelo e a maquiagem. Pelo visto não era a única a querer causar boa impressão. Me coloquei ao fundo da sala tentando me esconder e chamar o mínimo de atenção. E quando Edward Cullen entrou, foi como se todo o ar escapasse dos meus pulmões e a garganta secou. Ele era muito mais bonito e atraente ao vivo do que nas revistas e jornais.
Era muito alto também, quase um metro e noventa, tinha um rosto másculo, anguloso. A boca cheia, bem desenhada, os cabelos num tom de bronze, levemente bagunçados... E os olhos tão verdes e brilhantes como uma campina no verão. Ele não parecia um médico... E sim um homem saído de uma revista de moda. Sua roupa e seu jaleco estavam impecavelmente brancos e bem passados. Agora tinha certeza absoluta que seria severamente ignorada, já que o Deus da "Beleza e sensualidade" seria meu novo chefe. Ele olhou em volta, dando um leve aceno de cabeça aos presentes.
– Fico feliz que estejam todos aqui. Como sabem serei o novo diretor. Fiz muitas melhorias no último hospital onde trabalhei e pretendo fazer o mesmo por aqui. Quero que saibam que sempre estarei aberto ao diálogo, e vim pra somar, e ser o chefe de vocês é só um detalhe, apenas isso.
Nossa... Pra um homem como ele tão famoso e tão premiado, demonstrou tanta seriedade e humildade. Realmente estou admirada. Oh deus... E que voz ele tinha... Rouca, sexy e... Um calor invadiu meu corpo e meu coração disparou. Mas, o que estava acontecendo comigo?
– E sei reconhecer um bom profissional quando vejo um.
Ele tinha uma prancheta na mão, a olhou como se lesse algo em seguida prosseguiu:
– No último mês soube que uma enfermeira foi muito elogiada por seu trabalho e gostaria de comprimentá — la por isso. Por favor, quem é Bella Swan?
Ele disse meu nome? Minhas pernas tremeram e fiquei pálida. Quando me olhasse e me visse duvido que ainda quisesse me cumprimentar. Isso é um pesadelo, só pode ser. Se Carmen estava eufórica antes, agora estava praticamente maluca. E sorriu me dando uma cotovelada.
– Deus! Eu não acredito, é você! Vai lá, o que tá esperando?
Eu neguei com a cabeça completamente apavorada. De jeito nenhum! Não ia aguentar passar ridículo no meio de tantas pessoas quando ele fizesse piada com a enfermeira "competente e gorda." Eu tinha que sair dali, mas não tive tempo, Carmen me empurrou e no minuto seguinte fui parar de encontro a um peito largo e forte... O peito de Edward Cullen. Deus... Ele era tão quente, tão forte, a loção de barba que usava... gritava virilidade. Meus seios se eriçaram com o contato, e minha fenda inchou e umideceu e fiquei pra morrer de vergonha.
Puxei o ar dos meus pulmões, temendo cair, mas, mãos fortes me seguraram pelo braço, foi então que o encarei e esse foi meu grande erro. Seus olhos estavam estreitos, escuros, ardentes. Engoli em seco tentando achar um maneira de sair daquela situação embaraçosa e humilhante, antes que fosse demitida por essa falta de decoro. O que Carmen tinha na cabeça pra me empurrar assim? Não sei dizer. Mordi os lábios nervosamente. Seu olhar se concentrou ali, em seguida sussurrou no tom rouco.
– Então é você... Bella Swan.
O modo como disse meu nome de maneira tão íntima, me arrepiou inteira. Minha cabeça girou e temi ter um "derrame." Ele aproximou o rosto do meu como se fosse... Me beijar? De onde tirei isso? Fiquei louca, pode apostar. Um homem como ele beijar a mim... A velha, gorda e virgem, Bella Swan? Ainda mais aqui na frente de todos... Impossivel, com toda certeza.
Continua...
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