O Cobiçado Dr. Cullen
41 Aflito
Notas iniciais
Povs Edward...
Depois que tive aquela conversa difícil com a Bella no jardim da casa de meu pai, decidi subir até o quarto, arrumar as minhas coisas, pois estava decidido a ir embora imediatamente. Porém, ouvi batidas na porta, era Carlisle.
– Podemos falar um minuto, filho?
Fechei a pequena mala em cima da cama dando um longo suspiro.
– Agora não é o momento. Já estou de partida.
– Eu sei. Serei breve.
Ele entrou fechando a porta e me sentei na cama.
– Já sei o que vai dizer, pai. Que devo relevar o fato dela não confiar em mim, não é? Tente ver pelo lado bom. Terá o neto que tanto quer mesmo que eu e Bella não fiquemos juntos.
– Não é nada disso. Só acho que devia olhar o lado dela um pouco. A moça é muito complexada. Não acredito que a Bella não confie em você.
Levantei indo até a janela mexendo nos cabelos nervosamente.
– Eu estou cansado, pai. Cansado... De amar essa mulher que não é capaz de ver o grande valor que tem. Cansado de ter que provar que a amo sempre. Será que já não fui claro o suficiente?
– As mulheres são assim mesmo, muito complexas. Ou acha que sua mãe quase não me enlouqueceu também?
– Mas, as outras relações que tive foram bem mais fáceis, pai.
– E você amava as suas outras namoradas?
– Não... Claro que não.
Ele se aproximou tocando meu ombro e o encarei.
– Não quero que meu neto cresça sem o pai por perto. E não vou aceitar outra nora que não seja a Bella. Gosto muito dela ainda que tenha errado com você. Ela te ama, eu sei. Vi como ficou feliz quando lhe disse a verdade sobre o processo.
– Eu também a amo muito. Ela é minha vida. Mas, a atitude dela me machucou muito pai. Preciso de um tempo pra pensar se devemos seguir adiante.
– Não pense demais. Um amor desses não se encontra em qualquer lugar. Nunca se sabe quanto tempo a pessoas que amamos ficarão ao nosso lado. Veja a sua mãe que não está mais aqui. Pra quem a gente ama o tempo e principalmente o perdão... É tudo que importa.
Como me arrependi de não ter ouvido as palavras do meu pai nesse dia. Se o tivesse escutado, Bella estaria junto comigo e não teria dado entrada na emergência do hospital. Agora estou aqui correndo aflito e preocupado pelos corredores, tentando chegar até lá e só consigo pensar em nosso filho. Sem dúvida algo muito grave aconteceu. E é minha culpa.
Não ouvi suas desculpas, nem atendi as suas ligações. A tratei com frieza da última vez que nos vimos, falando apenas de trabalho. Com certeza Bella se estressou com o minha indiferença e passou mal. Céus! Se algo acontecer ao nosso filho nunca vou me perdoar, nunca. Liguei pra Carmem, ela sem dúvida sabia exatamente em que parte da emergência Bella está.
– Carmen, Soube que Bella deu entrada a pouco minutos aqui. Pra que área da emergência a mandaram?
– Área leste, doutor. Pegue o elevador.
– O que aconteceu, ela caiu?
– Parece que um vizinho ouviu gritos no seu ap, coisas caindo. E viu também um homem saindo de lá. Então resolveu chamar a emergência.
Gritos, coisas caindo... E um homem? Não entendi nada. E entrei no elevador.
– Será que um ladrão entrou no seu apartamento?
– Não sei dizer, doutor.
– Ela está coincidente?
– Sim. Porém, ela reclama de fortes dores nas costas e no ventre.
– Deus... Eu já estou chegando. Cancele todas as minhas consultas. Hoje só cuidarei dela.
– Espere doutor, não...
Não esperei que terminasse e desliguei. Estava aflito demais. Precisava está com a Bella o quanto antes. E assim que cheguei na sala de emergência onde Bella estava. Fui impedido de entrar por Emeett.
– O que isso? Quero cuidar da Bella. Me deixe passar.
– Sabe como funciona as regras aqui. Como tem um envolvimento emocional com a paciente, não pode cuidar dela. Olhe pra você, está transtornado.
E fui enfático.
– Sai da minha frente. Bella está grávida de um filho meu. Ninguém vai cuidar dela além de mim.
– Ela está nas mãos de ótimos profissionais. Será muito bem atendida. Você agora não é o médico aqui. É apenas o noivo da paciente.
Já pretendia partir pra cima dele, mas fui impedido por Rose.
– Não, Edward. Emeett está certo. Você está nervoso, descontrolado. Não tem condições de cuidar dela. Olhe pra você. Está a ponto de bater no seu amigo.
Só então me dei conta que tinha realmente perdido o bom senso. Respirei fundo tentando me acalmar e disse:
– Eu sei... Desculpem. Estou realmente muito nervoso. E muito mais por Bella está grávida.
Emeett me olhou seriamente e disse:
– Fique tranquilo. Estarei por perto. Ela será muito bem assistida. Em breve volto com notícias.
Assim que ele saiu me sentei numa cadeira que havia ali. E fechei os olhos. Rezando mentalmente pra que a Bella e o meu filho ficassem bem. Rose sentou numa cadeira ao meu lado e disse:
– Eles vão ficar bem. Bella é muito forte.
Abri os olhos a encarando.
– É tudo minha culpa. Não estava por perto quando... É minha função protegê — la.
– A culpa não foi de ninguém. E pelo que sei seu apartamento foi invadido. E quem está livre disso hoje em dia?
– Eu deveria ter escutado a Bella, ter perdoado. E se algo acontecer a ela ou a nosso filho... Eu morro, Rose.
– Nada disso. Parou, ok! Os dois vão ficar bem. Ela está coincidente. Isso já é um bom sinal.
– Mas está com dor. Principalmente no ventre... Isso não é justo. Queríamos tanto esse bebê.
– E vão ter. Eu já comprei um enxoval enorme pro meu afilhado, ouviu? E não vou ficar no prejuízo.
Em outra situação teria rido dessas palavras.
– Mesmo?
– Sim. Vocês se amam. E tudo vai dar certo.
Queria ter a fé de Rose, mas estava apavorado demais pra pensar de forma positiva. E quando Emeett voltou quase uma hora depois, me levantei com um nó no peito.
– Bella e seu filho estão bem, meu amigo. Porém, ela faturou duas costelas, e ficará alguns dias aqui pra se recuperar.
O alívio da notícia foi tão grande que parecia como se um enorme peso tivesse sido tirado dos meus ombros. E Rose disparou com um sorriso.
– Graças a deus! Eu sabia que tudo daria certo.
E perguntei em seguida:
– Será que posso vê — la agora?
E Emeett falou com certo gracejo.
– Pode claro. Ela também quer muito ver um "certo doutor."
Continua...
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