O Cobiçado Dr. Cullen

4 Sem tempo de fazer mais nada


Notas iniciais
#doutorcullenatacando Boa leitura!!!

Povs Bella...

Eu sou uma burra mesmo, não passo de uma "gorda desajeitada." O senhor Cullen me elogia como uma das melhores enfermeiras, e eu saio correndo? No mínimo ele vai achar que tenho algum "retardo mental." Mas o que podia fazer? Quando fui empurrada até ele senti coisas que jamais havia sentido antes. Eu só pensei em lhe tocar, em lhe beijar. Deus... Tudo culpa da minha virgindade. Porém, por mais que já tivesse achado homens bonitos antes nenhum me deixou assim com a calcinha encharcada e o coração aos pulos.
Pensei em ter notado um certo interesse da parte dele também, o que é uma loucura. Um homem como ele não olharia pra mim duas vezes se não fosse sua funcionária. Eu vi nas colunas sociais as mulheres que lhe atraem e eu infelizmente estou abaixo do padrão. Ainda "mato" a Carmen, se não fosse por ela não teria passado por uma situação tão embaraçosa assim. O dia passou lentamente no hospital e não cheguei a ver mais o doutor Cullen. Ele nem deve mais lembrar da "enfermeira gorda" que elogiou, no entanto sei que não vou tirar ele tão cedo do pensamento.
No final da tarde, a secretária do hospital perguntou se podia guardar pra ela a ficha de alguns funcionários novos, e notei que a ficha do doutor Cullen estava no meio, mas não me atrevi a olhar. Não conseguia negar favores a ninguém, então disse que faria sim. Enquanto caminhava com as fichas, puxei do meu bolso o número que Rose havia me dado do tal encontro as cegas que havia arrumado pra mim. Deus... A que ponto uma mulher pode chegar pra não morrer virgem? Era muito humilhante marcar um encontro com um desconhecido pra tentar um relacionamento. Os homens não gostavam do meu "peso extra." Mas, Rose insistiu tanto, que já estava quase cedendo.
Acabei tropeçando no corredor, o papel que tinha na mão voou assim como as fichas. Praguejei com irritação e fiquei de quatro pra juntar tudo. E na pressa peguei rapidamente o número que Rose me deu e meti no bolso sem olhar, depois organizei o resto das fichas e finalmente consegui guardá — las no local adequado. E quando terminou meu turno fui pra casa, estava "moída." Rose apareceu em seguida por lá.
– Então, Bella. Já decidiu se vai ao encontro?
– Não sei, Rose. Todos os caras que eu conheço até gostam de mim no começo, depois começam a reclamar do meu peso, a me esconder de seus amigos e famíliares por vergonha da "namorada gorda", depois começam a insinuar de forma sutil que preciso emagrecer. Sinceramente, estou cansada. Não sei se quero passar por tudo isso de novo.
– Bella, que bobagem. Isso tudo só aconteceu porque conheceu apenas "caras babacas." E não deve se abater por isso. Aposto que lá fora tem um "gato gostoso" pronto pra estacionar um carrão nessa sua "garagem" nunca usada.
Caí na gargalhada e lhe dei um tapa no braço.
– Você não presta, sabia disso?
Estávamos na sala, então saí e fui até a cozinha decidida a pegar um sorvete no congelador. Rose me seguiu, e insistiu:
– Esse encontro não vai arrancar pedaço, amiga. Você não perde nada por tentar.
Abri o pote de sorvete, enchi uma colher com ele o levando aos lábios.
– Rose... sabe que isso não vai dar certo.
– Então faz por mim. Prometo que se não der certo não insisto mais.
Conhecia a Rose, se não cedesse agora ela ia me perseguir com essa história pelo resto da vida. Nos conhecíamos desde a infância. Então era melhor me render de uma vez.
– Está bem.
Ela sorriu animada e imitou meu gesto de antes pegou uma colher, meteu no pote de sorvete, em seguida o comeu e falou com a boca cheia.
– Tenho certeza que dessa vez será diferente, Bella.
Mas, infelizmente não tinha toda a fé de Rose.
– Quando inscrevi você usei apelidos como eles pedem no site, o seu é "morango com chocolate", e o dele é "delícia do Havaí"
– Rose se tá de "sacanagem", né? Esses nomes são ridículos.
– É pra proteção das pessoas e tem mais se não gostar dele nem precisa dizer seu nome de verdade. Entretanto, acho que vai sim. Ele tá no final dos trinta, é divorciado, moreno, carinhoso, esportista. Tudo que uma mulher pode querer.
Sacudi a cabeça pros lados sem acreditar e falei com ironia.
– Sem dúvida deve ser tudo isso mesmo.
– Pare de ser pessimista. Dá uma chance pro cara. Vem cá se não tem uma calda pra pôr nesse sorvete, não?
– Não, acabou.
Gostaria de saber como Rose comia tanto e não engordava, já eu... Era bem diferente. Depois que Rose saiu alegre por ter aceitado ir ao encontro e frustrada por não ter calda pro pôr no sorvete, finalmente criei coragem e marquei o tal encontro. A voz do homem pelo telefone era firme, rouca e me pareceu familiar. Não, foi só impressão mesmo. Existem muitas vozes parecidas por aí. Mas, se ele fosse tão sexy e atraente quanto a sua voz... E achei melhor não alimentar expectativas, era bem provável que fosse me decepcionar, aliás, isso sempre acontecia.
Quando cheguei na boate e fui pro bar, confesso que estava bem nervosa. Rose me metia em cada uma. Sentei num banquinho que havia ali e pedi um coquetel de frutas ao bar men. Só espero que o cara não demore, pois não vou esperar a noite toda. Não devia ter arrumado o cabelo, feito maquiagem, tudo isso será uma grande perda de tempo. Pelo menos lhe disse como estarei vestida, ele saberá quem sou, só espero que não corra ao ver o meu "tamanho."
– Cheguei na hora, "morango com chocolate."?
E quando me virei ao som da voz e dei de cara com o doutor Cullen, ele se mostrou tão surpreso quanto eu. Espere como ele sabia que... Então lembrei das fichas, eu troquei o número, deus... Não acredito. Levantei do banco tão rápido que teria caído se ele não tivesse me amparado. Será que sempre viveria caindo em seus braços agora?
– Senhor Cullen... Quer dizer que foi com o senhor que falei ontem a noite?
– Parece que sim.
Agora seus olhos se iluminavam de diversão. E notei o quanto estava bonito numa calça escura e numa camisa clara de botões e seu perfume delicioso me causou um arrepio pela pele.
– Eu... Me perdoe, foi um engano. Só espero que não me demita por isso e...
Eu não podia perder meu emprego, só espero que ele seja razoável.
– Não se preoucupe, não vou demití — la. Quer dizer que existia realmente "A delícia do Havaí."?
Eu estava com tanta vergonha agora que queria que a terra se abrisse e me engolisse.
– É... mas, eu troquei os números. Doutor Cullen, não quero que pense que fiz de propósito, jamais lhe faltaria com respeito.
– Tem certeza?
Ele me puxou pros seus braços e arfei com surpresa.
– Já que o homem com o qual marcou esse encontro não veio por engano, me dê um motivo pra não beijá — la agora mesmo.
Suas palavras fizeram meu coração disparar, minhas pernas tremeram. E não tive tempo de fazer mais nada pois sua boca cobriu a minha.

Continua...

Notas finais
Como assim Brasil? Eu morri!!! Que homem é esse? Rssssss!!! A última enquete deu a letra B, acertaram? Como a Bella vai reagir depois do beijo? A) Ela vai ficar magoada. B) Ela vai ficar irritada. C) Ela vai desmaiar. Votem!!! Entrem no meu grupo "O lado B das FICS da Nia." Todos os meus leitores estão entrando, agradeço o carinho. Lá tem tudo sobre as minhas fics, confiram agora!!!! BJS!!!