O Cobiçado Dr. Cullen
38 Conversa séria
Notas iniciais
Povs Bella...
Depois de passar horas olhando a caixa que continha além do pendrive, fotos e artigos de jornal que incriminavam Edward, ainda era difícil acreditar que o médico renomado, e honesto que sempre pareceu ser na verdade nunca existiu. Chamei Rose pra ver comigo e ela parecia tão chocada e perplexa quanto eu.
– Deus! Como esse... vou matar o Edward.
Ela respirou fundo tentando obviamente controlar a sua raiva.
– Eu não entendo. Como ele pode me enganar tanto assim? Sou uma grande idiota, miga.
Comecei a fungar em função do choro e Rose me abraçou.
– Ele enganou a todos nós. O doutor parecia o homem mais apaixonado do mundo. Bella ainda é muito difícil acreditar nessa história.
– Eu sei... Daria tudo pra que fosse mentira também.
De repente ela se afastou de mim e começou a dar voltas em torno da sala de casa franzindo o cenho com preocupação. E perguntei:
– O que foi?
– Bella, desculpa. Mas essa caixa é como se pertencesse a outra pessoa. Se for mesmo verdade, como o doutor conseguiu abafar uma "sujeira dessas"?
– Edward é riquíssimo. Com dinheiro se compra tudo hoje em dia.
– E a atitude da tal mulher? Vir aqui do nada entregar essa caixa justo quando vocês estão felizes e prestes a se casarem... Não parece suspeito demais?
Não tinha olhado por esse lado e de fato pareceu estranho.
– Como assim? Acha que pode ser mentira e que alguém quer nos afastar?
– Bom já tentaram. Lembra da Tânia e do Black?
Uma centelha de esperança se ascendeu no meu coração... Será mesmo? Ou estaria me iludindo se acreditasse nisso?
– Eu fiquei confusa agora... Não sei o que pensar. Porém, as provas na caixa parecem bem reais.
– Eu sei, Bella. Todavia, pode haver algo mais. É bem difícil acreditar que o Doc fez isso. Não acha? Não o conhece bem?
E disse com certa mágoa.
– Achei que conhecia, Rose. Entretanto, pensa bem. Nunca fui popular com os homens. De repente ele chega do nada, tão lindo, atraente e diz que está louco por mim. Edward podia ter qualquer mulher. E o advogado disse pra ele namorar uma mulher gorda e feia.
– Não significa que seja você. Precisa realmente tirar essa história a limpo.
– Não. Meu coração não tem dúvidas.
– Bella, sempre teve uma auto — estima muito baixa por ser uma mulher "cheinha" e relacionamentos amorosos frustrados no passado. Não está se deixando levar por isso?
– Claro que não.
Todavia, Rose tinha um pouco de razão.
– Rose... Era perfeito demais pra ser verdade, não vê? Tudo não passou apenas de um plano sórdido desde do começo pra Edward salvar sua carreira.
– Não é tão simples assim, Bella. Vocês vão ter um filho.
– Não. Vou ter meu filho sozinha. Nunca vou deixar esse homem chegar perto de nós.
– Bella, se isso tudo for verdade. Nada impede que o doc tenha mesmo se apaixonado por você. Ainda sim vai deixá — lo?
– Sim. Isso não é mentira, eu sei. E agradeço a essa mulher por abrir meus olhos. Não tem como ele gostar de mim, muito menos em tão pouco tempo. É duro, difícil, estou despedaçada por dentro. Mas chegou a hora de acordar desse sonho.
– Ainda acho que devia falar com ele. Você o ama. Ele é o homem da sua vida.
– Como pode dizer isso? De que lado está, afinal?
– Do seu, claro. E ainda quero e vou matar o Doc se isso.tudo for verdade. Só tenho medo que faça algo de cabeça quente e se arrependa depois.
– Não vou. Sei exatamente o que vou fazer.
Em seguida liguei pros recursos humanos do hospital e pedi que redigissem a minha carta de demissão. E disse que eu mesma daria a Edward pessoalmente pra que assinasse. Sim... Não ia deixar barato o que me fez. Assim que desliguei o telefone, Rose disse:
– Tem certeza que não prefere ir com calma? Esfria essa cabeça. Conversa com o Edward.
– Não! Vou ao hospital esfregar a carta nas "fuças dele." Em outros tempos eu iria me encolher e chorar. Porém, mudei. Hoje sou mais forte.
Deus... Meu coração estava partido. Me sentia "um trapo." Uma dor tão grande que era difícil de descrever. Ainda sim eu direi a ele algumas verdades.
– Tudo bem, Bella. Você acredita na caixa. Acha que se perguntar a ele provavelmente o doc vai mentir pra você. Mas acho que sei de alguém que vai nos falar a verdade.
– Quem, Rose?
– Carlisle.
– O pai dele, miga?
– Tenho certeza que Carlisle não mentiria pra você. Ele não me parece um homem que seria conivente com os erros do filho. Além disso espera o neto que ele tanto quer.
– Sim. Talvez tenha razão. Carlisle não teria porque mentir pra mim. Então ligaremos pra ele?
– Não. Algo assim tem que ser falado pessoalmente, não acha? Vamos fazer o seguinte. Faz o que tem que fazer hoje e a noite embarcamos. Eu cuido do resto. Compro as passagens de avião pra Boston e ligo pro meu chefe pra que possa me ausentar por uns dias.
E perguntei com nervosismo:
– Mas, e se Carlisle disser exatamente o que já sabemos?
– Aí vou te apoiar na sua decisão e te ajudo a acabar com o Edward. Estarei sempre com você.
– Eu sei, miga. Agradeço o apoio. Está bem, me convenceu. Nós iremos pra Boston.
Durante o dia fiz a consulta com o obstetra e apesar da tristeza e angústia que enfrentava meu filho estava ótimo. E mesmo que fosse difícil fui até o hospital e deixei Edward ciente que sabia de tudo. Foi horrível... E estava muito abalada quando peguei o avião.
Pelo menos tinha Rose comigo. Cheguei em Boston na manhã seguinte, e assim que bati na porta de Carlisle ele atendeu abrindo um sorriso pra mim e pra Rose não escondendo sua surpresa. Em seguida me deu um abraço caloroso.
– Bella, como está meu anjo? E o meu neto?
Cumprimentou Rose e nos convidou pra entrar. E respondi com o semblante triste.
– Ela está ótimo. Eu que gostaria de estar melhor.
Ele franziu o cenho com preocupação.
– Como assim? onde está o Edward? Ele não veio com vocês?
Respirei fundo torcendo as mãos nervorosamente e disse:
– Não. Ele não veio. Preciso ter uma conversa muito séria com você, Carlisle.
Continua...
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