Doces sonhos eu não desejo sonhar.

Gritos não quero viver.

Apenas esperando tudo isso passar.

Minha dor já não é carnal.

As consequências são o que mais doem.

Me encontro em um ciclo vicioso, sofrimento, espera e alegria.

Não me deixe parar.

A cada nota aguda, uma de sangue.

A cada baixo, o gosto da esperança.

Sim, você deitará esta noite, aqueles pensamentos fluirão.

Por que você o fez?

Por que não o fez?

Aguarde, aquilo virá, calma e gradativamente.

O momento de maior alegria é o anterior à satisfação, repare.

Agora, tudo não lhe parece claro?

Eu vejo, você ânsia algo.

Alguma coisa, alguém, um momento.

Não hesite, tenha seu momento de coragem.

Então, quando abrir os olhos amanhã, não deixe que tudo seja apenas um sonho.

Os meus estão a se realizar neste momento.

Fique em silêncio e não me desaponte.

Vou estar a sua espera, no vale, de dia no meu sonho, em seu pesadelo noturno.

Sou seu espelho, sou seu lado esquerdo, seu bombardear, o simples escrúpulo.

Tão linda é a face do medo, inocente que ela, sem antecedentes nem ânsias, simplória e imaculada em seu único desejo, morrer, não ser, não sentir.

Eu a amo tanto, bela donzela.

Fique, deite, brinque em meu grandioso ciclo.

Fez-me concluir mais um deles.

Doces sonhos eu não desejo sonhar.

Com você eu não desejo acordar.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!