O Caçador

9 Encontro


Notas iniciais
Oi meus amores mais um capitulo para vocês!
Ele é dedicado as minhas leitoras fiéis que mandão seus reviews todos os capítulos obrigada minhas lindas.
fantasmas please por favor apareçam quero conhecer vocês! =)
BOA LEITURA!

Um homem vagava pelas ruas escuras da cidade, se aproxima de uma menina sentada sozinha no ponto de ônibus, um sorriso malicioso se forma em seu rosto à medida que se próxima da moça.

– O que uma belezinha como você faz a essa hora sozinha?

A menina olha para o homem grotesco a sua frente e se encolhe com o medo passando por todo seu corpo, ela tenta se afastar porem a cada passo que ela recua ele da um em sua direção a encostando na parede.

– Não precisa ficar com medo, nós vamos nos divertir essa noite gatinha – o homem fala alisando o cabelo da menina que tenta se afastar com nojo, ele segura em seu braço e a arrasta ate um beco próximo ali à menina grita apavorada esperando um milagre a salvar daquele homem nojento a sua frente.

– Não adianta gritar vadia, ninguém vai te escutar – ele diz beijando seu pescoço, mas ele estava enganado uma bela morena assistia a cena com o ódio e a adrenalina exalando de seu corpo “cretino hoje vai receber sua lição” ela pensou com um sorriso sádico em seu rosto, sua garganta já queimava o desejo ansiando ser saciada, ela começou a se aproximar do beco onde eles estavam.

Andréia assim como seu irmão não gostava de sacrificar vidas inocentes, mas estupradores e bandidos não são pessoas inocentes por isso ela só caçava pessoas assim. Chegou onde começava o beco, olhou com deus olhos emanando o desejo e disse:

– Porque não larga a criança.

O homem tirou sua atenção da garota que se contorcia em seus braços e olhou para a bela morena a sua frente avalizando seu corpo se satisfazendo com o que via.

– Porque o que eu ganho com isso? – disse malicioso com um sorriso sacana em seus lábios, Andréia sorriu e foi se aproximando de forma sensual e falando a cada passo:

– Se larga a menina vamos nos diverti muito – mordeu os lábios vagarosamente o olhando com um sorriso – Num joguinho delicioso.

O homem jogou a menina de lado a deixando ir assim que Andréia viu a menina se afastar sumindo do campo de sua visão voltou sua atenção para o homem a sua frente, o olhou fria e terminou de caminhar ate chegar junto a ele, passou a mão em seu corpo como se fosse o acariciar e falou:

– Sabe tenho certeza que hoje será um dia inesquecível para você – falando isso o olhou fria e em um golpe rápido destroncou o ombro direito do homem o fazendo gritar de dor e tentar ataca lá sem sucesso só fazendo aumentar sua vontade de acabar com o homem a sua frente.

Ele num momento de desespero a vendo se aproximar puxou um pequeno canivete que ele possuía tentando a machucar, ela desviou de suas tentativas e o chutou na região do tórax, mas contendo sua força, queria o matar de forma lenta e dolorosa, o homem caiu no chão sem ar deixando cair o canivete de sua mão Andréia pegou o pequeno objeto e sorriu sagaz para o novo brinquedo.

Aproximou-se rapidamente do homem antes que ele se levantasse e cravou o canivete em seu braço esquerdo o rasgando, o homem se contorcia de dor a fazendo sorrir excitada com seus gritos, ficou em cima dele que se contorcia e dava socos no ar tentando se libertar. A morena retirou lentamente o seu brinquedo do braço do homem e passou sobre seu peito o fazendo se retorcer ainda mais em desespero.

Os olhos de Andréia brilhavam pelo desejo ela se aproximou seu rosto do homem que sentia uma dor insuportável o rasgar ate para de se mexer e sua vida se esvair agora ele era apenas um corpo inerte caído em um beco qualquer.

Andréia sentiu alguém a observando, um frio percorreu por sua espinha se levantou rapidamente e correu para fora do beco vultos começaram a passar por ela, os calafrios percorriam seu corpo ela não fazia idéia de quem estaria atrás dela, mas seu instinto só a mandava correr.

Uma mulher a alcançou pelas costas a golpeando Andréia cambaleou mais não caiu se virou e viu a loira a sua frente, seus olhos se arregalaram seu coração pulsava acelerado, se lançou para a loira tentando a golpear, porem leonora era mais rápida desviando sem problemas de seus golpes.

A loira sorriu e acertou Andréia com o objeto em suas mãos cortando seu braço direito, na pequena adaga continha uma erva misteriosa que assim que rasgou o braço de Andréia ela sentiu seu corpo queimar a dor era insuportável, olhou Fixamente para leonora não suportou e perdeu os sentidos.


Andréia foi lentamente recobrando os sentidos estava amarrada em uma cadeira em uma sala escura e aparentemente vazia a não ser por uma mulher que a olhava sem expressão.

– Ora vejo que já despertou querida – disse a mulher irônica

Andréia a olhou reconhecendo, era Leonora a sua frente.

– O que quer de mim vadia? – perguntou Andréia irritada olhando para a loira com seus olhos transbordando o ódio e a raiva que sentia no momento.

– É assim que você fala com sua amiga que não vê há anos – disse a leonora falsa se aproximou da cadeira e falou – Não seja ingrata Andréia vocês hospedaram tão amigavelmente a minha filha que eu resolvi lhe devolver o favor.

Andréia tentou se soltar da cadeira sem sucesso arrancando uma gargalhada divertida da loira.

– Não perca seu tempo minha querida essas cordas foram banhadas a Salvia splendens. – Leonora era uma grande conhecedora das plantas sagradas e rituais bruxos, sua família tinha linhagem bruxa eles eram chamados de veneficas impurum por terem misturado o seu sangue mágico com o dos amaldiçoados e assim também carregando a maldição em suas veias contaminando todas as futuras gerações, mas a maioria já tinham sido mortos leonora era uma das poucas veneficas impurum sobrevivente.

– você sempre com seus truques sujos sua maldita – ela gritou – o que quer ainda de mim já destruiu minha vida uma vez o que quer agora?

– Calma Andréia nós só vamos nos divertir um pouquinho – disse acariciando seu rosto foi ate uma mesa e pegou uma adaga feita de cobre com uma pedra de turmalina negra em seu centro.

– Creio que lembra desse meu brinquedinho – disse leonora fria, Andréia olhou para adaga e sua respiração se acelerou, objetos normais não a machucavam, mas essa adaga e algumas outras coisas conhecidas apenas por bruxas e sua linhagem podiam ferir um amaldiçoado.

– o que... Vai fazer – disse hesitando, leonora não respondeu sorriu sórdida e gravou a adaga do ombro da morena a fazendo gritar.

– Por que pegaram a Julia, quais são os panos do Daniel – perguntou leonora com a voz gélida.

– Eu não sei por que ele pegou a vadia filha – disse Andréia a olhando nos olhos sem se intimidar – quer me matar vá enfrente mate logo desgraçada.

– Calma Andréia a brincadeira só começou – sorriu cravando outra adaga no outro braço a fazendo trincar os dentes, mas dessa vez não gritou “não vou te dar esse prazer sua vaca” pensou Andréia.

– Sabe Andréia eu te avisei para não atravessar o meu caminho novamente, mas você não me escutou não é mesmo – disse cética batendo fortemente na morena.


****


Julia estava sentada no sofá da sala da pequena biblioteca onde ultimamente estava sendo o seu refugio, pensando como sua vida poderia ter chegado àquela loucura, quando Daniel entrou e a ficou observando sem ser notado.

– Ola Julia – disse a tirando de seus devaneios

– AH oi – disse desconfortável

– Você tem passado todo o seu tempo nessa biblioteca, estava pensando quer respirar ar puro – ele disse amigável fazendo Julia estranhar sua súbita gentileza.

– Bom eu ate queria mais a porta da sala esta sempre trancada e não tem outra saída – disse desanimada

– Bem o jardim externo é perigoso, mas vem comigo vou te mostrar um lugar que acho que vai gostar – ele disse a conduzindo pela casa, ele a levou ate um jardim de inverno que havia na casa, ele tinha flores de todos os tipos que eram iluminadas pelo sol que entrava pelo teto de vidro que permitia a passagem do sol, no centro dele havia uma pequena fonte que formava uma espécie de lago que cruzava todo o jardim perto da fonte tinha um banco de madeira antigo.

– isso é lindo – murmurou Julia fascinada pelo local – nunca imaginei que tivesse algo assim nessa casa – falou sincera

– Ele existe a muitos anos – ele disse simplesmente sem querer aumentar o assunto – Matheus fez para uma pessoa que foi especial para ele.

Julia notou a inquietação de seus olhos e não quis tocar no assunto que o incomodava, sentou se no banco e o convidou a fazer o mesmo, ela começou a falar com ele pela primeira vez de forma natural e ria de algumas coisas que ela falava se esquecendo com quem estava sentada.

Ele estava hipnotizado por ela não conseguia compreender o que ela falava, olhou para a mulher a sua frente e notou como ela era bonita seu corpo de mulher se contrastava com seu rosto de menina ele por alguns instantes se viu perdido em meio aos seus olhos azuis e sem perceber foi aproximando seu rosto ao dela sentindo sua respiração se alterar e selou os lábios dela sem consciência do que fazia, Julia sentia os lábios de Daniel se movimentar sobre os seus com sua língua pedindo passagem ela relutante acabou cedendo ao seu beijo sentia seu corpo como se correntes elétricas percorressem por ele.

Daniel passou a mão em sua cintura a puxando mais para si, Julia não guiava mais seu corpo e suas mãos passeavam pelas costas de Daniel, suas línguas dançavam em harmonia se encaixando perfeitamente dando lhes uma explosão de sensações aquele beijo era único.

Daniel sentiu alguém o puxando, o afastando de Julia, Matheus olhava para a menina com os lábios vermelhos e inchados e os olhos arregalados sem saber o que dizer, olhou para Daniel furioso.

– O QUE PENSA QUE ESTAVA FAZENDO? — gritou para Daniel

–e qual é o seu problema com o que eu faço ou não — falou irônico e visivelmente atordoado

– Ela não é um brinquedo Daniel.

Daniel riu debochado pela fala de Matheus e disse debochado

– Ah você esta tão preocupado em defendê-la de mim e quem vai defendê-la de você ou já se esqueceu do plano Matheus do qual você faz parte. — disse Daniel saindo daquele lugar antes que fizesse outra loucura.

Matheus sentiu o peso das palavras de Daniel o que ele disse estava certo ele não soube o que dizer só saiu em silencio também deixando Julia estática no jardim sem palavras.


****


Leonora estava já há algumas horas torturando Andréia, mas não conseguia extrair nada da morena aquilo já estava a cansando.

– vamos me diga logo o que eles estão planejando e eu te solto não seja burra – falou sem paciência

– pois me mate logo então não sou uma traidora igual você sua cobra que trai os amigos por lhe convir. – gritou a fuzilando com os olhos.

– Não seja burra garota você acha que o Daniel é seu amigo, ou que se a situação fosse oposta que ele iria se manter integro – ela fez uma pausa e riu debochado e continuou – não, ele iria te trair sem nem pensar te entregava sem remorso algum ele não é seu amigo sua tonta.

– Pode ser que esteja certa mais meu irmão é, e ele nunca me trairia agora faça logo o que veio fazer porque eu não vou falar nada.

Leonora a olhou com desprezo pegou adaga e caminhou lentamente ate a morena sem desviar seu olhar dos olhos cheio de ódio de Andréia, a loira levou a adaga lentamente ate o pescoço de Andréia vendo o medo e a dor pulsar no corpo da morena. Leonora forma nos lábios um sorriso doentio vendo o terror nos olhos de sua ex-amiga, Andréia fechou os olhos e cerrou os punhos a espera do pior.


Notas finais
oi oi amores eai o que acharam? não esqueçam de me mandar os reviews falando suas opiniões são muito importante para mim.
beijinhos