Notas iniciais
Desculpem pelo capítulo mais ou menos, prometo que tentarei fazer os próximos com melhor qualidade.
Adorei as fichas.

As portas do salão de jantar foram abertas e uma multidão de alunos adentrou de uma vez, os professores também entravam por portas que havia nas laterais, o salão das refeições continuava rústico como sempre, a imagem do céu era estrelado e atrás da imensa mesa de madeira dos professores que ficava na frente estavam quatro janelas cada uma com a imagem de uma ave se mexendo junto a um homem, a segunda janela da direita para esquerda era de uma Arara-Azul o homem que brincava com ela era Tobias Gomes, atual diretor do Instituto, ele que anda quando professor teve o direito de instaurar a quarta casa.

Os alunos já estavam devidamente acomodados e olhavam para os pratos esperando que o delicioso banquete de boas vindas aparecesse. O som das conversas era imenso.

Da direita para a esquerda tinham-se quatro grandes mesas de madeira negra e bem polida, cheia de bandejas e pratos, a primeira mesa era dos Gaviões-De-Penacho, a maior Casa de todas. Não no sentido de força, mas sim no de membros, a mesa era de longe a que tinha mais membros.

Já a Casa das Araras-Azuis ao lado era o oposto, eram o com segundo menor número de membros, lar dos pacifistas e sentimentais, ou dos “politicamente corretos”, não é por menos que a maioria dos professores que haviam passado pelo Instituto Oliver Groon após a criação dessa casa era das Araras-Azuis.

O terceiro da direita para esquerda era a mesa dos “Falcões-Peregrinos”, lar daqueles que vieram de longe para o instituto (estrangeiros), fundado por um professor peruano de DCAT é a casa de onde mais saíram estrelas de Quadribol, outra maioria era de nordestinos por sua capacidade no Quadribol.

A última mesa estava ocupada por estudantes com belas vestes cinza com o símbolo da sua casa estampado, a “Harpia”, aqueles que entram naquela casa é porque estão quase que predestinados a serem grandes bruxos e bruxas, o que por vezes não acontece, mas o que falar, o próprio Tobias Gomes tinha sido um “Harpia”.

Falando no diretor, ele já estava presente na sala, todos os diretores ficam no centro da mesa dos diretores, em um canto mais elevado que mostra que ele é o primeiro no comando daquele instituto. Os alunos começavam a desanimar já que a comida não era logo servida. Foi à deixa para Tobias se levantar e por a varinha sobre a garganta e com a voz amplificada começar a falar:

-Bem vindos meus alunos á mais um ano letivo no Instituto Oliver Groon, por sorte as viagens foram tranquilas e sem problemas, quer dizer... Tivemos um pequeno problema com a nossa querida aluna Katherine Maria Parker dos Peregrinos que teve um pequeno problema com um feitiço... – Ele se referia á francesa ter se confundido com as palavras e ter soltado um bando de ratos pelo dirigível invisível que os levava para o instituto.

Todos riram e a garota abaixou a cabeça, estava com vergonha, essa seria uma atitude que um aluno dos penachos, talvez um segundanista das Araras, mas não para os respeitáveis tetracampeões da “Taça das rapinas”, o torneio de quadribol do instituto.

-Bem, a casa será poupada por o evento não ter acontecido dentro do instituto, mas peço que tenham mais cuidado á fazer feitiços que não tenham total domínio. – O diretor tinha um pequeno sorriso no rosto.

-Não preciso explicar o sistema de pontos para vocês, e todas as casas têm chance de vencer o campeonato de pontos. – O diretor disse olhando para os alunos da Casa “Arara-Azul” sentados na segunda mesa, mesmo ele tendo sido o criador daquela casa e tendo um afeto especial por todos os membros, a casa nunca, em seus vinte e dois anos de história tinha sido a primeira em pontos.

-Diretor Tobias! – Uma menina loira sentada na última mesa das Harpias chamou sua atenção e ele a fitou era um diretor liberal e permitia que seus alunos falassem entre suas notificações.

A garota loira com um sorriso sarcástico no rosto o olhava e sem medo declarou:

-Diretor, você ainda acha que as Araras vão ganhar a “Copa das Casas”, só se o senhor for muito bondoso e der para eles uns mil pontos por nada no final do ano e mesmo assim tenho minhas duvidas se conseguiriam. Até onde eu sei de todas as aves daqui a Arara é a única com as asas quebradas. –O grande salão se encheu de risos, a maioria por parte das Harpias e dos Peregrinos, os penachos riam de leve, afinal eles não ganhavam a copa á pelo menos dez anos.

-Menos cinquenta pontos para as harpias. E menos vinte para os peregrinos. – As outras duas casas da direita gritaram em comemoração, enquanto as duas da esquerda se calaram.

-Mas para constatação Sra. Mila Brocklengust eu tenho uma surpresa para todos os alunos. Mas apenas depois da apresentação dos novos integrantes do instituto.

Após falar isso as portas se abriram e alguns poucos alunos entraram, tentando manter a melhor postura possível para causar boa impressão. Alguns eram mais velhos, mas a maioria eram primeiranistas de onze anos.

Os nomes começaram a ser ditos um por um em ordem alfabética e estes iam até a frente onde Tobias pegava um fio de cabelo e o molhava na água de um cálice e quando o tirava era um papel que dizia o nome da casa destinada.

“Como sempre” a casa que via mais membros irem á sua mesa eram a dos penachos, e a mesa ia se alongando instantaneamente para abrigar a todos os novos membros.

De vez em quando saia um nome para as Araras ou para os Peregrinos, algumas harpias também saíram, até que acabou a cerimônia de seleção. E Tobias voltou ao seu posto mais alto.

-Como já havia falado, após a seleção haveria de falar as novidades do ano, primeiramente o novo professor de feitiços, Heleno Casagrande. – Um homem loiro usando uns óculos escuros com armação rosa e um casaco gigantesco cheio de plumas rosa balançou as mãos como se fosse uma “diva”, todos riram, e o novo professor até virou alvo de chacota de alguns alunos mais machistas e até das meninas.

-E para o 5º, 6º e 7º ano que farão os NOM’s e NIEM’s pela primeira vez estará o nosso novo professor de transfiguração, Benjamin Alaric. — Percebeu que os alunos nem mais prestavam atenção nele, estavam com fome. Deixaria para que a nova notícia fosse dada em sala de aula.