Notas iniciais
Pessoal mais um sabado e eu aqui, ainda não atrasei nessa fic, só no dia do enem, mas eu me expliquei. Mais um cap enorme para vocês espero que gostem.
Como sempre espero que alquem ainda leia.

A capital Deodon era protegida pela natureza. Para chegar nela, era necessário atravessar um rio e logo depois subir uma montanha, mas claro os convidados chegavam de outra forma. Por magia.

Porem eram só os convidados do rei, mas ninguém entraria ali daquela forma. Quem quisesse ir poderia simplesmente ir, todavia teria que passar por aquela provação.

E isso também aconteceu com Gerrard, mesmo não sendo tão difícil para ele.

Já subia a montanha por dias e não demonstrava cansaço, nenhum pingo de suor se atrevia a sair do corpo dele. Sempre tinha um sorriso no rosto. Subia como ninguém, por que não tinha medo de morrer ou cair.

Duas semanas depois ele conseguiu chegar próximo a cidade.

Os portões enormes estavam abertos e alguns guardas vigiavam a entrada. De alguma forma Gerrard passou despercebido. Não se escondeu, não passou rápido, não encontrou outra entrada. Ele simplesmente entrou de cabeça erguida pelo portão da frente e nenhum guarda pode vê-lo. Ele simplesmente era tão poderoso que os humanos comuns não viam ele.

A cidade era enorme, era o que se esperava pela raça que melhor comerciava. Haviam lojas de todos os tipos e de todas as coisas. Havia uma loja que só vendia frutas, outra que só vendia legumes, mais atrás uma que só vendia carne.

Era uma grande diversidade de lojas, mas cada uma só podia vender uma coisa. Também haviam lojas que vendiam itens maléficos, mas por enquanto não vamos falar sobre elas.

Gerrard andava pela rua como um fantasma, ninguém o via.

Chegou ao castelo real Entrou com facilidade. Os melhores guerreiros do exercito humano estavam em missão. Gerrard se decepcionou, pois queria uma luta boa e divertida. Nenhum guarda pode vê-lo.

Entrou no quarto real, o rei estava no seu trono como de costume, entediado. Uma breve visão para a porta e viu um homem loiro se aproximando. Não se importou.

-Me desculpe sua majestade – Gerrard fez todo um protocolo de gestos que normalmente os conselheiros faziam quando iriam falar com o rei, mas é claro Vaptor achava tudo uma baboseira de nobre – me desculpe, mas eu vou lhe matar – Gerrard se curvou e mostrou o olhar sanguinário dele.

-Não precisa falar coisas que eu já sei garoto – Vaptor de alguma forma não se surpreendeu – é necessário um rei velho morrer, para um novo e melhor rei nascer, mas eu não vou morrer sem lutar – o rei jogou a coroa infestada de diamante e ouro no chão.

-Renegou a coroa? – Gerrard retirou a espada da bainha.

-Não, ela nunca sérvio para mim desde o começo – Vaptor pegou uma espada que estava atrás do trono, sempre estava lá, retirou da bainha e a espada de prata brilhou – uma vez no passado, antes mesmo de ser rei, uma bruxa me fez uma previsão.

-E qual seria? – Gerrard se preparou para lutar.

-Que um homem lobo viria me matar depois que eu virasse rei – Vaptor soltou uma gargalhada – e que eu iria morrer pouco depois disso, não acreditei na hora, por que seria uma piada eu ser rei.

-Não seria mais estranho um homem lobo lhe matar – Gerrard ficou curioso.

-Não, sempre achei que só um lobisomem pudesse me derrotar – Vaptor soltou uma gargalhada maior – já matei dragões!

A prata era a única coisa que machucava um lobisomem, mas mesmo com prata o monstro não morria fácil, era necessário, perfurar varias vezes seu coração.

Gerrard avançou contra o rei. Com um fervor nos olhos.

X

A espada de prata estava quebrada no chão, o rei havia sido totalmente derrotado, não sabia se tinha sido derrotado pelo invasor ou pelo tempo que lhe tirou a habilidade de lutar.

Cortes por toda a parte do corpo do velho, ele estava prestes a morrer.

Gerrard se aproximou dele e mostrou olhos vermelhos.

-Meu irmão vai vir aqui, eu sei – Gerrard dava ordens – e você não vai morrer até ele chegar, quando ele vir dê um jeito de ele ir para o submundo.

O rei ficou hipnotizado.

-Sim – Vaptor falou e desmaiou.

-Venha logo Dante, o veneno no corpo do velho vai matá-lo em uma semana – Gerrard colocou a espada de volta na bainha – e vá para o submundo, depois de ir para lá você vai ficar como eu, vai conhecer o verdadeiro poder da nossa família, nos somos malignos por natureza você não vai fugir disso.

Logo soldados aparecem e viram o estado do rei, não entenderam nada. E Gerrard saiu como entrou no reino, sem ser visto por ninguém.

X

-Nos vamos ter que atravessar o rio e as montanhas e nem sabemos se ele esta lá – Vicent reclamava – eu ainda sou um vampiro, não posso fazer nada de dia.

-Então fique ai! – Lisa repreendeu ele.

-Elena é tão cruel – Vicent se encolheu num canto.

-A questão não é se vamos atravessar o rio e sim como nos vamos atravessá-lo? – Gandalfr tomou a iniciativa e fez a primeira pergunta.

-Então vamos ter que eleger um líder provisório, por que é melhor quando alguém toma as decisões – Zack disse.

E todos ficaram pensando por um tempo.

-Droga! – Gandalfr cansou de pensar – não consigo pensar em ninguém como Dante, parece que ele tinha nascido para liderar.

-Verdade – Zack concordou.

-Bom alguém experiente e habilidoso poderia ser o líder – Gandalfr já ia se promovendo.

-Eu acho que Zack seria um bom líder – Irian sorriu para Zack e deu confiança a ele.

-É verdade – Vicent não tinha opinião própria.

-Então Zack vai ser nosso líder provisório – Lisa disse – vamos encontrar aquele idiota do Dante de qualquer forma!

X

Dante espirrou.

-Você ainda esta doente? – Louis perguntou.

-Não, alguém deve estar falando de mim – Dante brincou.

-Pode ser... – Eliza se atrapalhou nas palavras quando olhou nos olhos de Dante.

Eles estavam num barco. Atravessando o rio para chegar a Deodon, mas eles não iriam subir nenhuma montanha, um mago tele-transportaria eles.

-Então, aquilo sobre o rei ser assassinado era verdade? – Eliza ainda estava desconfortável, não conseguia conversar direito com Dante, não sabia como agir, nunca tinha conhecido o amor ou se apaixonado, era difícil para ela.

-Sim, alguém muito forte, que seu rei não teria nem chance de lutar – Dante falou com olhos fixos, ele podia ver a imagem de Gerrard na sua cabeça – desculpe, talvez ele já tenha falecido.

-Não, se ele tivesse morrido eu já teria sido comunicada, afinal de contas eu sou um general – Eliza disse.

-Para falar a verdade eu não acreditaria nisso, mas do jeito que você fala parece ser verdade – Louis disse.

-Estamos quase chegando – o homem que guiava o barco avisou.

X

-O que? – Lisa se surpreendeu – nenhum barco sai hoje?

-Sim – um aldeão velho a informou – é melhor vocês esperarem até amanhã.

-É melhor mesmo, nos estamos andando sem descanso Lisa – Zack tocou no ombro dela – você é a que esta mais cansada.

-Não, ele pode estar precisando da gente – Lisa retrucou – ele pode estar morren...

Lisa acabou por desmaiar de cansaço.

No outro dia, aconteceu uma tempestade e eles não puderam passar pelo rio.

A tempestade continuou por longos três dias.

E não parou.

-Nos vamos hoje! – Lisa se decidiu.

-Mas ninguém vai nos levar, não existe um pescador doido o bastante para nos levar – Zack tentou convencer ela a fazer o contrario.

-Nos só precisamos de um barco – Lisa disse – alguém sabe usar um?

Olhou para todos, mas ninguém parecia saber.

-Mesmo se alguém pudesse nos levar – Zack era sensato, tinha que ser – a tempestade vai virar o barco e nos vamos morrer em vão.

-Eu posso invocar uma hidra – Lisa tentava sair dessa situação.

-Nem que você invocasse um dragão – Zack foi um pouco insensível, mas era necessário.

Mais um pouco atrás estava um grupo de roupa estranha, pareciam piratas. Mesmo não sendo o mar, ali era a divisa com Deodon, era um bom lugar para roubos e os piratas estavam tentando ir para lá.

-Capitão! – um homem de careca com uma espada de esgrima falou – eles tem uma elfa, nos podemos vender ela, vai dar um bom dinheiro, ela é jovem.

-Sim, boa idéia Spuk – o capitão era um pirata como nas historias, chapéu de pirata, tapa olho, perna de madeira e um gancho no lugar do braço, dentes podres e cicatrizes no rosto.

O grupo de piratas se afastou, pegaria a elfa despercebida.

-Já falei que da para ir! – Lisa ainda esperneava como uma criança.

A elfa viu algo brilhar num beco. Interessou-se.

Se aproximou e pode ver, era o gancho do pirata. Tentou fugir ou gritar, mas um pano molhado com alguma substancia foi colocado na sua boca e ela desmaiou.

-É melhor capturar assim, pois ela não se machuca – Spuk disse.

Ninguém percebeu o que tinha acontecido. Mas depois de um tempo Zack sentiu falta de Irian.

-Onde Irian esta? – Zack perguntou, mas não escutou nenhuma resposta.

-A ultima vez que eu a vi, ela estava indo naquela direção – Gandalfr apontou para o beco escuro.

Zack foi averiguar e encontrou um chapéu de pirata e logo matou a charada.

-Irian foi sequestrada – Zack falou desanimado.

-Desculpe, foi culpa minha, eu não devia insistir tanto para viajarmos hoje – Lisa acabou por se sentir culpada.

-Não a culpa é minha, eu não sou um bom líder – Zack puxou a culpa, era uma atitude de quem lidera e sussurrou – Dante nunca deixaria isso acontecer.

-Se foi piratas, eles devem querer vender ela, é comum o trafico de elfos – Vicent se intrometeu – temos que achá-la logo.

-Para onde devemos ir? – Gandalfr tirou o machado das costas – preciso lutar um pouco, eu só consigo esquecer as coisas lutando!

Gandalfr queria esquecer Dante. Ele via um jovem muito promissor, um companheiro, um líder e um amigo. Depois que Dante havia morrido, ele falava menos. Era um dos que mais sofria, mas nunca demonstrava isso.

Lisa se perguntou se ele queria esquecer Dante, mas não importava. Tocou na espada dele, sentiu que nunca esqueceria ele, olhou para o horizonte e viu a cena de Dante sorrindo. Uma lagrima escorreu do rosto dela.

-Vamos! – Lisa limpou a lagrima – não quero perder outra pessoa importante.

-Sim! – Vicent concordou.

-Vamos procurar um navio de piratas e acabar com ele! – Gandalfr se empolgou.

-Sim, nos quatro somos mais que o bastante para derrotar quem for – ele quase falou “nos cinco”, mas lembrou que ele não estava lá – vamos!

X

-Queria saber como eles estão? – Dante se deitou no barco.

-Eles quem? – Louis perguntou, por que Eliza estava muito envergonhada para perguntar.

-O meu grupo, os meus companheiros – Dante sorriu, Eliza corou – eles devem estar lutando por algum motivo, sempre lutando.

-Diga... os nomes – Eliza não conseguia nem terminar uma frase, seu rosto estava quase tão vermelho quanto seus cabelos.

-Lisa, Gandalf, Zack, Irian e Vicent – Dante viu os rostos dos cinco – eles são especiais para mim, tem também Snake, mas por minha teimosia ele ainda não esta com a gente.

Eliza se perguntou por que o nome daquela mulher vinha primeiro, se ela era algo importante para Dante, se eles eram um casal.

X

Chegaram ao navio pirata, era um navio comum, não era grande, um pouco velho, no mastro estava uma bandeira pirata com uma caveira de ossos cruzados. Era uma tripulação comum, num lugar comum, mas que tinha muito azar. Sequestraram a elfa errada.

Logo ao chegar eles já virão Irian amarrada, inconsciente.

-Eles não parecem ser muitos – Zack pensou em um plano rapidamente – Vicent vem comigo, nos vamos atacar diretamente a distancia, Gandalfr e Lisa iram escondidos e vão subir no navio, conto com vocês.

-Certo! – todos falaram em conjunto.

Zack disparou umas flechas na bandeira pirata e queimou ela. Conseguiu chamar a atenção dos piratas. Alguns pularam no rio com medo.

Vicent tirou as pistolas e o barulho de tiros foi ouvido. Os piratas caiam. Zack se juntou com suas flechas.

Os piratas desceram do navio para atacar os dois. Lisa e Gandalfr subiram no navio escondidos. Sua missão era resgatar Irian. Lisa fez alguns gestos com as mãos e transformou 10 piratas em sapos.

Gandalfr fez questão de lutar e jogou alguns piratas no rio e outros para o asfalto da cidade. Lisa retirou as cordas de Irian e tentou acordá-la. Ela abriu os olhos aos poucos e sorriu como sempre.

Todos os piratas ou foram derrotados ou fugiram, só o capitão ficou no navio.

Zack e Vicent subiram no navio.

O capitão saiu derrotado.

-Não me matem por favor.

-Então ande na prancha – Zack brincou.

Era bom voltar a lutar, era bom voltar a ter aventuras. E quem tinha proporcionado isso a eles foi Dante. Cada um que estava ali pensou que não conseguiria mais sair daquela vida. A vida de aventureiros.

Eles usaram o navio dos piratas para ir a Deodon.

X

Dante acabou por dormir, os cabelos escondiam o rosto sonolento dele. Eliza se aproximou curiosa para tirar os cabelos, para poder ver o rosto dele dormindo. Dante se mexeu e ela se assustou.

Ele acordou e Eliza logo se afastou nervosa.

-Quando nos vamos chegar? – Dante perguntou.

-Chegamos! – Louis estava rindo da irmã.

Eles desceram do barco e logo encontraram a casa do mago. Na verdade parecia mais uma caverna.

Mas ao momento em que entraram ela era uma casa normal. Pura magia de camuflagem.

Logo um homem velho e barbudo apareceu.

-Por que os magos sempre tem que ser tão velhos? – Dante não se conteve.

-Por que nos estudamos muito meu jovem – o velho não achou o comentário ruim – e eu não sou velho, isso é um disfarce.

-É mesmo? – Dante se surpreendeu.

-Não, eu sou velho mesmo.

Todos começaram a rir.

Logo ele mostrou uma sala. A sala era circular, tinha algumas cadeiras e no chão e no teto tinha símbolos estranhos. Dante pensou que era algo a ver com magia.

O mago fechou a porta e disse:

-Tente não vomitar, meu jovem a primeira experiência sempre é horrível – o velho foi fechando a porta aos poucos – espero que não derrame o leite precioso do peito da sua mãe.

Dante pensou, não lembrava de ter tido uma mãe.

Uma luz azul surgiu e tudo ficou embaçado. Logo eles sentiram uma ventania. Ficaram de cabeça para baixo varias vezes. E depois tudo parou.

-Terminou? – Dante perguntou, se segurando para não cuspir suas tripas fora.

-Não, só esta começando – de alguma forma a voz do velho pode ser ouvida.

A experiência foi de mal a pior. Dante pensou que seria melhor subir as montanhas, mas não podia perder tempo.

Depois tudo parou e a porta se abriu. Dante saiu respirou um ar puro e vomitou.

-Vejo que você se acostumou – Eliza riu de Louis – vomitou nas 10 primeiras vezes que nos passamos por isso.

-Só você tem um estomago de ferro Eliza – Louis ainda se sentia mal.

-O pior foi o cheiro que eu senti – Dante reclamou – meu olfato é aguçado.

Depois um tempo Dante estava pronto para seguir caminho.

-Me lembre de nunca mais vir para essa cidade assim – Dante tocou no ombro de Elizabeth.

A mulher pulou de susto e depois se desculpou. Apressou-se e ficou andando mais na frente.

-O que deu nela? – Dante perguntou para Louis.

-Não sei talvez um cupido tenha acertado uma flecha nela – Louis não parava de rir das expressões da irmã.

Entraram na cidade e logo dois guardas se aproximaram nervosos.

-General! – o soldado, que patrulhava a entrada das pessoas, vestia uma farda azul comum no exercito baixou a cabeça ao falar – o rei esta doente, ele pediu a sua presença imediatamente.

-O meu p... O rei doente? – Eliza quase deixou escapar a palavra pai.

-Vamos – Louis segurou a mão dela.

-Sim – Dante concordou.

Eles chegaram ao castelo. Eliza não estava se sentindo bem, mas não demonstrava fraqueza alguma, sua expressão era sempre a mesma, sempre séria, quer dizer, ela era sempre séria. Entraram no castelo e logo chegaram aos aposentos do rei.

Louis não pode entrar, mas de alguma forma Dante também era convidado. Talvez fosse coisa da hipnose de Gerrard, mas Dante não pensou nisso.

Entraram, o rei estava com a cor da pele meio esverdeada. Efeito do veneno.

-Pai – Eliza não se controlou – desculpe, majestade.

-Não precisa disso filha, eu já sabia – o rei falou com a boca torta, não pode se mexer, estava a beira da morte, as palavras saiam aos poucos sem pressa.

-O que? – Eliza não entendeu.

-Elizabeth, eu não podia te reconhecer como filha, ou era o que eu achava certo a fazer – o rei estava sendo sincero, não tinha por que mentir enquanto estava próximo a morte – me desculpe, é só isso que eu quero pedir.

-Sim eu te desculpo – Eliza se aproximou e fez o que sempre quis, ela abraçou o pai.

Lagrimas caíram do rosto do pai e da filha.

-Me desculpe – Vaptor tentou mexer a cabeça para olhar para o rosto de Eliza – eu fui orgulhoso de mais, acabei te fazendo sofrer.

-Não importa, desde que você fique vivo, eu não tenho do que reclamar – Eliza tentou forçar um sorriso.

Dante se sentia totalmente fora da situação, não sabia o que falar, ou se devia falar. Se perdeu nos pensamentos próprios.

-Eu não vou poder viver com você – Vaptor estava quase se despedindo – não vou durar nem minutos mais, mas eu quero que você me suceda.

-Eu não quero ser rainha – Eliza chorou no peito do pai – eu quero que você continue sendo rei.

-É, mas isso não vai acontecer – Vaptor riu leve – achei que você fosse como eu, nunca chorasse.

-Você esta chorando – Eliza forçou mais uma vez uma risada, não conseguiu rir numa situação daquelas.

-Eles não vão acreditar em você, mas prossiga – Vaptor conseguiu mexer o braço e bagunçou o cabelo da filha – seus cabelos são vermelhos, como os meus eram.

-Sim, são bonitos.

-Se você pegar a minha espada, a minha verdadeira espada – Vaptor disse aos poucos, a velocidade com que ele falava ia caindo aos poucos – ninguém vai poder contestar, a espada ficou no submundo, esta quebrada, mas vai servir.

-Não! – ela segurou ele mais forte.

O rei quase fechou os olhos, mas a hipnose de Gerrard fez efeito.

-E meu jovem, proteja ela, fique com ela – Vaptor fez Dante prometer a alguém que estava morrendo – prometa para mim?

-Sim, eu irei protegê-la – Dante não podia negar um ultimo desejo de uma pessoa que estava morrendo.

-Eu te amo filha... – os olhos de Vaptor foram perdendo o brilho e seu coração parou de bater.

Morreu.

Eliza chorou, por bastante tempo. Até que Dante resolveu conforta-lá, a abraçou.

-É culpa sua! – Eliza gritou – você sabia e não fez nada para impedir – Eliza bateu no peito de Dante, estapeou ele.

-Sim é culpa minha – Dante não pensou duas vezes e a calou com um beijo – e eu preciso me redimir.

Não foi um beijo de amor, foi mais para acalmar ela, Dante sentiu que aquela era a única forma. E ela se deixou cair nos braços de Dante.

-Eu queria chamar ele mais vezes de pai – Eliza estava mais calma, mas ainda chorava.

-Sim, mas não chore, eu não gosto de ver mulheres bonitas chorando – Dante passou a mão na cabeça dela e a comprimiu no peito dele.

-Diga que vai ficar comigo, diga que não vai me deixar como ele? – Eliza perguntou manhosa.

Na cabeça de Dante, varias imagens de Lisa passaram, o rosto de raiva, o sorriso dela, as vezes que ela ria, quando ela fazia uma pergunta, o rosto de curiosa, o biquinho que ela fazia quando ninguém podia responder a pergunta dela. E a ultima foi o rosto triste. Descobriu ali que estava apaixonado por ela.

-Eu vou ficar com você – Dante a abraçou mais forte – eu prometo.

Notas finais
É isso ai.
Não tenho muito o que fala.
Até sábado que vem.