Notas iniciais
É mais um sabado e eu sempre aqui, não sei se vocês ainda estão gostando da historia, mas eu estou dando meu máximo e eu tava dando uma olhada e vi que essa historia ja tem mais de 165 paginas, isso por que causada fonte das letras, mas poderia ser mais. Me assustei na por que é muita coisa. Ta quase chegando a o tanho de um livro. Por enquanto essa é a maior historia que eu ja fiz, mas chega de falação e vou deixar mais cap ai, espero que gostem!

O dragão enorme levantou voou e olhou para os dois humanos por cima, abriu a bocarra e atirou o elemento desconhecido.

Snake posicionou a lança no chão e uma barreira de luz foi formada.

O ataque se chocou na barreira e não fez efeito. Dante se sentiu inútil por não ter feito nada.

-Vamos atacar agora! – Snake gritou e correu.

-Como? – Dante olhou o dragão e o viu numa altura impossível para se chegar.

Snake pulou com a lança e começou a escalar enfiando a lança e se apoiando. Foi repetindo essa ação até que conseguiu ficar na mesma altura que o dragão. Pulou e foi em direção do animal colossal.

Dante olhou o que ele fez e ficou impressionado. Antes ele achava que podia fazer qualquer coisa, por que estar com Lisa o dava forças que ele não sabia de onde vinham. E antes ainda quando era sozinho não se importava com nada, então podia fazer isso também.

-Derrube ele se puder eu resolvo as coisas aqui em baixo – Dante gritou o máximo que pode para Snake ouvir.

Os olhares se encontraram, os olhos eram de tamanhos totalmente diferentes. O olho enorme mostrava desprezo. O olhar de Snake estava penetrante e decidido.

Snake apontou a lança e jogou. A lança penetrou o olho do dragão de prata. A coisa se desesperou e rugiu de dor. Começou a se chocar com as paredes naturais do submundo e começou a derrubar pedras enormes. Acabou sendo subterrado e foi ao chão.

Dante viu que uma única lança pequena tinha feito aquilo. Ele podia fazer algo também.

O dragão estava furioso. Ele soltava baforadas para todos os lados. O dragão só estava irritado, seus ferimentos eram pequenos e insignificantes.

As azas se abriram e jogaram os pedregulhos para todos os lados. Dante esquivou de alguns que vinham na sua direção e apontou a espada para cima. Enfiou a espada num lugar onde parecia ter carne e a espada de fogo ele emanou o máximo de fogo que conseguia e enfiou o mais fundo que podia.

O dragão rugiu de dor. Dante retirou as duas espadas e com um pressentimento mau ele se afastou.

A calda veio em velocidade muito grande destruindo tudo pela frente, as laminas da calda eram tão afiadas, que cortavam as ciosas como se nada tivesse acontecido. Dante se abaixou e a calda passou por ele. Uma lamina quase o acertou, mas ele repeliu com a espada.

O dragão não se sentiu satisfeito e fez o caminho de volta com a calda, Dante viu que não poderia esquivar, pular, ou tentar defender. Então ele cruzou as espadas e fez um golpe único, a calda veio com força e acabou se partindo e queimando.

O rugido do dragão foi maior ainda.

Dante ainda assim sentiu o impacto e caiu no chão, mas seu dano seria muito maior se ele estivesse sofrido o ataque. Talvez uma morte, em que ele ficasse todo despedaçado.

Ele se levantou mais uma vez e Snake apareceu ao seu lado. Estava um pouco sujo e as mãos destruídas pela escalada doida, mas estava bem, estava mais confiante.

-Finalmente voltou? – Dante perguntou sarcástico, batendo no ombro do amigo.

-E você não disse que iria resolver as coisas? – Snake fez a mesma brincadeira e deu um sorriso de poucas vezes, não era acostumado a isso.

-Se eu fosse você voltava a minha atenção ao dragão, ele estava com muita raiva e esta vindo para cá – Dante falou sério, apontando para lado onde o dragão prateado, Tantus estava.

O dragão se virou para o lado dos dois. Os olhos enormes procuravam as coisas pequenas. As garras afiadas refletiram os dois guerreiros. Ele levantou as duas patas da frente e se preparou para um ataque definitivo.

Uma das patas chocou com Dante que o fez voar se arrastar no chão e quase quebrar um braço ou uma perna, a armadura quebrou mais ainda, agora eram só restos, só pedaços que não iriam proteger nada. Dante caiu a metros de distancia e olhou para Snake, que parecia tão vivo.

Mas com Snake as coisas foram muito piores. O dragão escolheu o ataque bem, Usou a garra, para que pudesse penetrar o humano. A lamina entrou furando uma grande parte do corpo de Snake como se ele fosse feito de papel. Sangue se esvaia para todos os lados, criando uma possa no chão.

Dante viu seu companheiro morrer. Não tinha como alguém ficar vivo depois daquilo.

O dragão sentiu interesse em ver o sangue sair do corpo e tirou a garra para que o buraco aumentasse. Snake caiu no chão apático.

Dante fez força para correr para perto do amigo, mas já era tarde mais.

-Derrote ele Dante! – Snake falou suas ultimas palavras – Só você pode derrotá-lo.

E seu coração bateu pela ultima fez, bateu forte antes de parar. Seu celebro parou de funcionar. Os olhos dele perderam o brilho. Seu corpo não tinha mais sangue. Não tinha mais alma. Ele morreu. Sua alma devia ter ido para algum paraíso, pois ele sempre havia lutado pela paz.

Os olhos de Dante se encheram de água. Era muito ruim ver alguém morrer e ver um amigo morrer era muito, muito mesmo pior. Dante estava horrível.

E os seus olhos se encontram com os do dragão. Uma aura negra começou a sair dele e logo depois ele soltou um uivo de lobo, era só o inicio da transformação. Seu ódio havia o consumido.

X

Um ovo estava no meio da morte. As espadas, os escudos encharcados de sangue, os homens mortos dos dois lados. Uma guerra havia acabado e não tinha existido nenhum vencedor. Mortos para todos os lados e no meio estava o ovo. E era uma guerra sem sentido, os humanos lutando para ver quem iria reinar.

Aos poucos o ovo foi se chocando. Era um ovo de dragão, um dragãozinho prateado nasceu. Não devia ter mãe ou pai. Era um filhote sozinho. Ou havia nascido da guerra.

Aos poucos ele foi crescendo e tomou a forma de um humano, para não assustar os outros humanos.

Ele conheceu a natureza ruim dos humanos, que não cuidavam bem nem de sua família. Acabou se criando na rua, sua força era enorme, por isso não tinha problema com comida, matava pessoas se fosse nesseçario.

Não sabia por que tinha nascido, ou o que deveria fazer.

Viu-se numa briga no bar em que ele lutou contra muitos homens.

-Rapaz, se quiser uma luta de verdade, não bata nesses bêbados – o homem de armadura prateada bateu o copo na mesa – saia daqui e eu vou lhe enfrentar lá fora.

O rapaz de cabelos brancos e olhos perola viu uma chance de se divertir.

Saiu do bar e encontrou o cavaleiro. Ele portava uma espada enorme do mesmo elemento da armadura. Pura prata.

Tantus se esquivava da espada e via algumas aberturas para socar a armadura, mas não fazia efeito nenhum. Seus punhos estavam machucados e os dedos quebrados.

-Lutar com as mãos é para bêbados – o cavaleiro riu – arranje uma espada e terá chance contra mim.

Tantus ignorou o que ele havia falado. Ele era um dragão, não precisava ouvir aquilo, era forte o bastante para derrotar qualquer um.

O cavaleiro desceu a espada na direção de Tantus e ele ficou parado. O sangue espichou.

Tantus havia segurado a espada com as mãos nuas e elas se cortaram. Ele tomou a espada e enfiou no peito do cavaleiro.

Tantus achou uma boa idéia lutar com pessoas mais fortes. Ele pegou a armadura e a espada do estranho. Ele podia ter mulher e filhos, mas Tantus não ligava, era só um fraco que havia perdido uma luta.

Daí em diante ele viajou o mundo lutando e encontrando pessoas fortes, mas nunca havia perdido uma luta. Acabou entrando no submundo e lutou com todos, venceu. Venceu até o soberano do lugar.

Aquela acabou sendo a sua melhor luta, e como não poderia lutar com mais ninguém, resolveu ficar no lutar, ganhou uma moradia em troca de lealdade. E foi leal o bastante ao soberano do submundo. E depois ao seu filho.

Ele não envelhecia, suas feridas se curavam sozinhas, aos poucos foi perdendo o seu lado humano, a armadura acabou sendo seu corpo. Nunca mais tinha voltado para sua forma de dragão. Ele vivia uma vida solitária, talvez fosse esse o motivo dele querer encontrar pessoas fortes.

X

O deserto estava escaldante, o calor podia matar. Gandalfr estava dentro da minhoca gigante, não era um lugar muito agradável. Mas o ruim era só o cheiro por que Gandalfr não via nada. A escuridão era quem reinava dentro do monstro.

Ele andava devagar com bastante cautela e segurava o machado com toda a força. Fazia movimentos tentando encontrar algo que pudesse atacar ou bater.

Até que acabou batendo em algo, ele sentiu o machado cortar e o cheiro de sangue, agora ele sabia que estava em uma das extremidades do monstro. Ele deu alguns passos para trás e correu em máxima velocidade. Pegou impulso e se jogou com o machado para frente abrindo um buraco.

O Animal chorou de dor. O anão repetiu o processo varias vezes até consegui sair da minhoca gigante.

Ele saiu suado e melado e respirou profundamente. Se sujou com areia do deserto, mas se sentiu bem. A minhoca desistiu de comer ele e foi embora entrando na terra.

O anão se levantou e continuou seguindo por um caminho só. Torceu para estar indo para o lado certo.

O calor daquele deserto era diferente, pois não tinha sol. Era incrível que tivesse um deserto e luz naquele lugar. Havia um sol sim, um sol artificial.

X

Lisa pulou. Aos poucos ela ia caindo os cabelos balançavam forte com o vento da queda. Ela colocou a mão na canela e retirou uma adaga. Fez um movimento com a adaga e cortou o espaço e tempo, e invocou uma águia gigante.

Subiu nela e voou. Ela tinha conseguido o que queria e não precisava ficar mais naquele lugar. Ela só queria saber sobre o passado de Dante. E já tinha ouvido uma parte da vida de Dante. Já estava satisfeita.

-Estou com um mau pressentimento – Lisa falou alisando a cabeça da ave – quero ver ele, eu quero estar com Dante.

X

O lobo estava tomando Dante. Os pelos negros cresceram ao redor do corpo. Seus ossos se quebravam e se remodelavam. Seus olhos mudaram. Seu rosto ficou mais comprido. A transformação se completava.

As presas tomaram o lugar dos dentes. As garras tomaram o lugar das unhas.

Dante rugiu de dor. Perdeu a consciência. O lobisomem nasceu mais uma vez. O olhar, a postura, a forma de respirar. Não era mais Dante, agora era uma fera.

O dragão resolveu falar pela primeira vez depois de tempos, observou bem a transformação e viu em Dante algo que ele poderia ter.

-AGORA VOCÊ ESTA UM POUCO MAIS DIGNO DE ME ENFRENTAR – o dragão falou observando, olhando ao redor do lobo, mas em posição de ataque, como uma cobra pronta para dar o bote.

O lobisomem ficou parado. Sua sede de sangue era muito grande, tão grande que ele ainda não se mexia. Só observava os movimentos da fera muitas vezes maior que ele.

Até que ele se moveu e o dragão recuou sem perceber. O vapor negro que saia do corpo do lobo, tinha poderes que deixa qualquer coisa hesitante. O lobisomem pulou na pata do dragão e começou uma escalada sangrenta.

Mordia, cortava, apertava. O dragão levantou voou, mas não adiantou. O lobisomem continuava usando as garras para destruir fazendo um caminho com sangue de dragão. O dragão não tinha forças para tentar revidar ou fazer qualquer coisa. Só rugia de dor e mexia o corpo para fazer o lobo cair.

Mas o lobisomem se segurava com força o bastante para não cair.

O lobisomem subia aos poucos e o dragão não conseguia fazer nada para impedi-lo. Voava alto e descia. Soltava uma baforada na direção do inimigo, mas não conseguia acertar. Varias tentativas e nada.

Até que o lobo chegou ao pescoço, ele usou as garras das duas mãos de forma reta e foi cortando o pescoço da fera.

A dor era grande e o dragão não conseguiu ficar no ar. Acabou caindo aos poucos. A queda acabou ferindo muito Tantus. Ele já estava imóvel e esperava morte. Mais sangue escorria naquele lugar além do que havia saído de Snake.

O lobo ficou na frente do dragão com a luta já vencida, mas não era o bastante. Ele ainda tinha que massacrar o inimigo derrotado.

A aura negra que emanava do lobisomem aumentou drasticamente. Ele fez uma posição estranha e a aura se juntou na palma das mãos e se encolheu. A ação do lobo foi jogar a bola de energia que havia criado no dragão.

A bola negra tinha uma aparência estranha, como se fosse um pedaço do universo, tinha estrelas pequenas e uma vastidão. Era um buraco negro. Sugou Tantus e acabou a luta.

O lobo já iria correr para encontrar outra caça quando Dante lutou para retomar o controle. Metade do corpo ficou humano e a oura metade lobisomem.

Dante caiu no chão sentindo muita dor. Seus ossos tinham virado farelos com todas aquelas lutas. Mas ele ainda não podia parar. Ainda tinha mais lutas para vencer. Levantou e viu a sua forma estranha. Ainda tinha forças, pois de alguma forma a lua ainda banhava ele, mesmo no subsolo.

De lado direito pelos por todo o corpo, garras, presas. Do outro lado ele era como sempre foi.

Resolveu tentar vestir o pouco da armadura que conseguia, mas a armadura estava despedaçada, também por causa da transformação, então viu a armadura e a espada prateada. Resolveu vestir e pegou a espada também.

Estava com três espadas de novo.

Na vestimenta de prata. Retirou a espada de gelo seco e cortou o chão abrindo um buraco, pegou o corpo de Snake e o jogou no buraco. De alguma forma conseguiu fechar o buraco e colocou uma pedra para marcar o lugar.

Era um tumulo bem simples, mas era o que ele podia fazer. Podia até cremar o amigo, mas não sabia o que a religião dele fazia, então enterrou.

Algumas lagrimas fugiram seus olhos. Ele deu um uivo de cachorro triste e seguiu seu caminho.

Notas finais
É isso, eu ja estava imaginando a morte de um personagem e acabou sendo ele. O que me deixa chateado é que ele voltou só para morrer, ele podia ter ficado onde estava. É bem difícil matar um personagem que apareceu no começo da historia, me faz me sentir um pouco mau, mas é normal.
Até mas!
Ja na!