O Cavaleiro E O Lobisomem
17 Os irmãos wolf
Notas iniciais
Eu realmente me esforcei para fazer esse cap, então eu espero que vocês gostem!
A mãe cuidava dos dois filhos sozinha. Perdeu o marido numa guerra. Humanos lutando contra outros humanos parecia algo absurdo, mas aconteceu. O filho mais velho tinha 12 anos. Ajudava a mãe como podia. O mais novo tinha seus 6 anos e ainda perguntava sobre o pai.
Moravam numa vila pequena. Eram felizes como podiam.
Ate que um dia um exercito passou por aquela vila. Eles queimavam as casas com as pessoas dentro.
A mãe rapidamente mandou os dois filhos correrem o máximo possível para longe da cidade.
-Mas mãe... – o filho mais velho, que era loiro tentou ir contra essa idéia.
-Vá logo, salve seu irmão – a mãe fechou a porta.
Ela poderia muito bem sair com eles, mas seria muito fácil os homens do exercito encontrarem ela. Gerrard sempre teve o rosto bonito da sua mãe na cabeça. Os cabelos longos pretos, ela parecia um anjo.
A casa deles pegou fogo junto com sua mãe.
-Irmãozão, nos ainda vamos ver nossa mãe não é? – Dante era muito pequeno, ainda não entendia o que estava acontecendo.
-Sim, mas por enquanto vai ser só nos dois – Gerrard estava furioso por dentro, mais furioso ainda por não ter força para proteger a própria mãe.
Eles voltaram a vila depois que o exercito tinha passado. Mas só restaram cinzas. Nenhum aldeão tinha sobrevivido a não serem os dois garotos.
Então seguiram viajem. Gerrard fazia de tudo para não faltar comida para Dante. Roubava frutas. Pegava em arvores quando dava. Passava fome, mas seu irmão nunca passou.
Até que eles chegaram a uma cidade grande. Era impressionante. Nunca tinham visto algo assim.
Os dois garotos estavam com farrapos e um tanto sujos. Os nobres olhavam para eles com nojo.
Passou-se dois anos que eles saíram da vila.
Ficaram em uma casa velha abandonada. A casa ficava num lugar estranho, numa localização horrível, era longe do centro da cidade. As madeiras estavam infestadas de cupim e tinha todos os tipos de insetos. Gerrard já havia matado uma cobra que encontrara lá.
Os dois roubavam frutas e ouro dos nobres para sobreviver. Era fácil e ninguém sentia falta de quatro maças, ou de duas moedas de ouro. Mas nos dias de chuva era difícil roubar.
O truque dos dois era bastante simples. Era fácil pegar ouro sem ninguém ver. Só precisavam de cautela e de uma distração. Dante fingia se machucar e chamava a atenção dos vendedores. Enquanto Gerrard pegava maças de barracas de frutas.
Até que um dia Gerrard foi pego. Ele estava tão entretido com as maças que não percebeu o homem ao seu lado.
O homem segurou sua mão, sem usar muita força.
-Você não devia roubar – o homem abriu um sorriso idiota.
-Você não sabe de nada, deve ser um nobre rico, não sabe o que é passar fome, eu tenho que cuidar do meu irmão então isso não é o errado a se fazer – Gerrard tentava explicar, mas ainda falava com um pouco de arrogância.
O homem não se vestia como nobre, tinha roupas leves, era um homem normal, mas sua espada estava à vista e Gerrard ficou com muito medo. O homem possuía uma cicatriz no rosto, seus olhos eram rápidos. Os cabelos eram curtos e azuis.
-Pega o ladrão! – o vendedor gordo falou.
-Calma, senhor eles estão comigo – o homem falava bonito, as palavras não importavam, era a forma com que ele falava que seduzia – posso me desculpa de qualquer forma, ouro, trabalho?
-Se estão com você tudo bem – o homem pensou um pouco e falou – podem levar quantas maças vocês quiserem.
Gerrard pegou um monte de maças.
-Venham comigo – o homem chamou eles.
Dante rapidamente se aproximou dele, mas Gerrard o puxou pela mão. Hesitou um pouco. Ele não sabia confiar nas pessoas.
-Eu poderia ser um cara mau – o homem parecia realmente confiável – eu já fui um dos caras maus, mas eu não uso mais essa espada que você esta vendo.
Ele apontou para espada. Com um pouco de insistência os dois resolveram confiar no espadachim.
-Por que você nos ajudou? – Gerrard ainda estava desconfiado.
-Não tem um grande motivo, eu tenho uma filha da sua idade – ele parecia falar a verdade – vi que vocês eram garotos de rua, me deu vontade de ajudar.
-Qual é o seu nome senhor? – Dante era um garoto sorridente, perguntou sem mais delongas.
-Meu nome é Velasco – Velasco era um homem simples, mas cativante, algo nele trazia muito carisma.
-Eu sou Dante e o meu irmão mais velho se chama Gerrard – Dante não parava de sorrir – não somos ladrões por que queremos.
-Vocês devem ter seus motivos – Velasco pegou Dante e o colocou no ombro.
Gerrard por um momento ficou ofendido, achou que Velasco fosse fazer algo mau, mas depois começou a confiar nele.
-Eu posso dar uma casa para vocês morarem – Velasco falou olhando para Gerrard – e se me ajudarem nas coisas do dia eu posso dar comida também, o que acham?
-Não sei... – Gerrard pensou.
-Nos aceitamos claro – Dante tomou a decisão – nossa daqui de cima da para ver bem o rio.
Eles estavam subindo uma montanha. A casa de Velasco ficava longe de tudo e de todos. Era uma casa simples de madeira. Pequena, mas aconchegante. Coisas que Dante e Gerrard não estavam acostumados. Sofreram por dois anos.
A porta se abril e revelou uma menina um pouco mais nova que Gerrard. Era nova, mas já era bonita. Os cabelos longos azuis tinham seu charme. A pele era branca como leite. Seus olhos tinham cor verde. Ela viu seu pai e deu um sorriso, o dente da frente havia caído, mas isso só a deixava com uma beleza ainda mais infantil.
-O nome dela é Ana – Velasco devolveu sorriso para a garota.
Ele se aproximou ainda com Dante nos ombros.
-Pai quem são eles? – Ana estava um pouco envergonhada, ela se escondia na porta.
-São dois amigos para você – Velasco não parava de sorrir – você estava sozinha e eles precisavam de um lugar para ficar.
-Eu sou Dante! – Dante falou frenético pulando dos ombros de Velasco – e o meu irmão mais velho...
-Me chame de Gerrard – Gerrard interrompeu Dante, estava um pouco vermelho como Ana.
O tempo se passou e Ana acabou se acostumando com os dois.
Gerrard ajudava muito Velasco. Que tinha uma plantação de tomates. Ele carregava a água da cachoeira próxima até a casa todos os dias.
Sem falar que tinha que encontrar lenha. Dante e Ana brincavam muito, mas Gerrard sempre puxava a orelha do pequeno para ele ajudar. A vida era simples, mas era divertida e prazerosa.
Mais dois anos se passaram e Velasco resolveu dar aulas com espada para os dois.
Dante e Gerrard usavam espadas de madeira. Velasco já tinha ensinado o básico para eles.
-Como carregar algo, serve para o treinamento? – Dante reclamava, estava cansado.
-Pegar peso vai fazer os seus músculos crescerem – Gerrard tentou explicar para o irmão.
Depois eles estavam varrendo a casa.
-E varrer ajuda em que? – Dante mais uma vez quebrou a cabeça para descobrir.
-Na coordenação motora, com a repetição de movimentos. – Gerrard explicou mais uma vez.
Depois eles estavam pegando lenha.
-Não vejo como isso pode ajudar – Dante se sentou no chão.
-Na verdade... – Gerrard não encontrou nenhuma desculpa.
-Você só esta me fazendo trabalhar não é? – Dante chutou o pé de Gerrard.
-Se eu não inventar alguma coisa, você não faz nada! – Gerrrard deu um soco fraco em Dante.
-Eu sou uma criança, crianças devem brincar não trabalhar! – Dante reclamou e bateu no irmão.
No fim os dois estavam rolando no chão brincando. Gerrard ficou por cima.
-O almoço já está pronto – Ana veio com o sorriso de sempre.
Gerrard ficou parado não sabia o que falar. Ana estava linda com o vestido branco que veio.
-Ana, você ficou linda – Dante disse por fim.
Gerrard empurrou o rosto dele no chão.
-Obrigado – Ana saiu rindo alegre.
-Por que você tinha que falar, eu ia dizer isso – Gerrard levantou um pouco irritado.
-Você não ia falar – Dante olhou para ele levantando – eu sei que você gosta dela, mas não faz nada...
Gerrard empurrou Dante de volta para o chão.
-Eu não gosto dela – Gerrard saiu.
Mais um tempo se passou. Os dois irmãos já lutavam um contra o outro com espadas de verdade. Bem afiadas, mas Dante sempre perdia, sempre ficava sem espada.
E eles estavam disputando mais uma vez. Gerrard estava com os cabelos mais longos. Já tinha os seus 17 anos. O corpo já estava bem desenvolvido, ele também estava alto. Os cabelos loiros balançavam para lá e para cá a cada golpe.
Dante aos seus 11 anos era incrivelmente habilidoso. Tanto que podia lutar contra o irmão. Os cabelos pretos eram bem curtos, ele estava quase careca. Por brincadeira do seu irmão.
Gerrard bateu no cabo da espada de Dante, o fazendo perder a arma. E a luta mais uma vez havia acabado.
-Eu perdi de novo – Dante se lamentava.
-Não fique assim irmãozinho, você é muito bom – Gerrard bagunçou os cabelos de Dante – mais uns seis anos e você pode me derrotar.
-Só está assim arrogante por que vai entrar no torneio de espadachim – Dante pegou a espada no chão.
-Esta na hora de você treinar comigo – Velasco apareceu.
-Certo mestre – Gerrard falava sério, tinha muito respeito e considerava Velasco mais que um pai.
-Eu vou poder ver dessa vez?– Dante estava entusiasmado.
-Não – Velasco tirou Dante de dentro da sala e fechou a porta.
-Droga – Dante chutou uma pedra no caminho.
-Não fique assim Dante, em pouco tempo você estará grande e vai poder treinar com o pai – Ana estava colocando as roupas no varal.
Agora ela era uma mulher. O corpo já estava bem formado. Com curvas que deixariam qualquer homem de queixo caído.
-Eu sei, mas eu queria pelo menos os ver lutando – Dante abraçou Ana – eu vou sentir saudade de você quando eu e Gerrard viajarmos.
-Eu também, meu irmãozinho – Ana deixou as roupas de lado e abraçou ele também – cuide bem do seu irmão mais velho, ele vai se perder em algum lugar se você não estiver com ele.
-Pode deixar – Dante soltou Ana – vou deixar você terminar.
Ele saiu em direção à floresta.
-Será que eles vão ficar bem? – Ana se perguntou.
Até que recebeu um abraço por trás.
-Nos vamos ficar bem sim – Gerrard falou – só não vou conseguir aguentar ficar longe de você.
-Talvez eu nem sinta saudade – Ana falou manhosa.
Os dois se beijaram.
-Vocês vão amanhã não vão? – Ana encostou-se ao peito de Gerrard.
-Sim, mas se você quiser ir – Gerrard segurou a mão dela.
-Não posso, eu já te falei – Ana abraçou ele forte – mas volte bem, não quero ver meu namorado machucado.
-Claro, eu vou vencer o torneio sem me machucar, fácil para quem enfrenta o sogrão – Os dois riram juntos.
No outro dia Dante e Gerrard se despediram. E foram para outra cidade.
Velasco ficou em casa e Ana foi vender frutas numa cidade próxima. Passou se cinco dias e ela não tinha voltado. Velasco ficou desesperado.
Foi quando descobriu que ela havia morrido. Foi confundida com uma criminosa e acabou sendo atacada pelo exercito do reinado.
Velasco fez um tumulo sem corpo.
Um mês tinha se passado e Gerrard voltou alegre, por que havia vencido o torneio.
Entrou na casa e procurou Ana por todos os lugares. Até que encontrou Velasco tomando alguma bebida alcoólica.
-Onde esta Ana? – Gerrard perguntou ainda sorrindo.
-Você venceu o torneio? – Velasco perguntou com a voz alterada – claro que venceu, é meu melhor pupilo.
-Eu perguntei onde Ana esta? – Gerrard levantou Velasco da cadeira.
-Eu não há vi, me falaram que o exercito a matou... – Velasco chorava.
Gerrard soltou Velasco.
Ele parou pensou.
-Ela não morreu, nunca morreria – Gerrard estava descontrolado e começou a quebrar tudo da casa.
Sangue saiu dos olhos de Gerrard. Ele ficou descontrolado, bateu em Velasco o quanto pode. E saiu da casa.
-Eles vão pagar, todos os humanos! – Gerrard começou a se transformar, era lua cheia.
-O que foi irmão? – Dante chegou sem saber o que tinha acontecido.
-Os humanos mataram nossa mãe, e agora mataram Ana – Gerrard estava se contorcendo e caiu no chão – não vou perdoá-los.
Pêlos começaram a crescer pelo corpo de Gerrard. Os seus olhos ficaram vermelhos. Ele ficou um pouco maior, os músculos saltaram do corpo. Garras também cresceram. Os dentes viraram presas enormes que fugiam a boca.
Ele não era mais humano. Agora era uma fera. Era um lobisomem. Mas ao contraio das lendas, ele tinha os pêlos prateados.
-O que é isso? – Dante ficou aterrorizado.
O lobisomem rugiu para a lua. Olhou para Dante. Uma aura negra saiu de dentro daquilo. Rugiu, mas não atacou o pequeno e foi embora em ruma à cidade.
Dante correu para dentro da casa e achou Velasco todo machucado.
-O que esta acontecendo? – Dante não sabia o que fazer e pegou a primeira espada que viu e correu em direção à cidade.
O lobisomem estava matando tudo que via pela frente. Suas garras estavam vermelhas de sangue. Gerrard devia ter perdido a consciência do que estava fazendo, ou talvez ele sabia muito bem o que estava fazendo. Tinha muita raiva. Muito ódio.
As pessoas corriam com medo e se escondiam em suas casa, mas não adiantava, por que o lobisomem entrava e cortava as cabeças.
Os homens sobreviventes tentavam lutar, mas no fim acabavam com o mesmo destino. Perdiam a cabeça num ataque. Era simples, a garra passava cortava e a pessoa morria instantaneamente.
Gerrard bebeu o sangue de toda e qualquer pessoa da cidade. Não importava se era nobre ou plebeu. Eram humanos.
Até que ele chegou onde o exercito estava. A aura negra só aumentava.
Uma energia azul começou a se juntar nas garras de Gerrard e ele atacou. Um laser queimava todos os homens do exercito.
Alguns tentavam lutar e ainda conseguiam cortar o monstro, mas de nada adiantava. Nada parava aquilo.
Dante andou pela cidade e ficou horrorizado com o que via. Pessoas mortas de todas as formas. Ele chorou quando viu uma mãe morta ao lado dos filhos.
-Não acredito que você tenha feito isso – Dante começou a achar que não era seu irmão, que algo tinha tomado o corpo dele – não vou deixar isso continuar.
Metade do exercito tinha morrido. E as vitimas passavam de quinhentas pessoas. Um ser na escuridão observava atentamente.
Mas o dia começou a amanhecer. E a transformação de Gerrard aos poucos foi sumindo.
Instintivamente os soldados foram ao ataque de Gerrard, mas o loiro pegou uma espada no chão e continuou matando os soldados.
Era brutal. Gerrard ignorava qualquer ataque, ele sempre respondia cortando as cabeças. Gerrard já estava banhado a sangue, quando Dante apareceu.
-Irmão – Dante não parava de chorar – por que esta fazendo isso?
-Eles mataram Ana – Gerrard não pensava em mais nada, só o ódio ficava na sua cabeça – vou matar todos, todos os malditos humanos.
Dante não aguentou, acabou desmaiando.
E Gerrard continuou matando. Até que não conseguir mais segurar a espada.
Alguns soldados ainda estavam vivos, uns dez. E resolveram atacar Gerrard que já estava ajoelhado no chão, pronto para ser morto.
Mas antes que eles pudessem fazer alguma coisa. Um monstro apareceu. Era um lorde das profundezas. O mais terrível demônio do submundo.
Ele abriu a boca e uma baforada de larva caiu nos dez sobreviventes. Os corpos se dissolveram, sem sobrar nem ossos.
Gerrard olhou a coisa contra o sol e achou que era um anjo. Mas as azas daquela coisa eram vermelhas.
-Eu vou ser levado para o inferno? – Gerrard achava que tinha morrido.
-Não, você vai virar o meu servo – Zaghtis falou dando algo como uma mão para Gerrard se levantar.
X
Aquela tinha sido uma noite horrível para a raça humana, uma cidade inteira tinha sido dizimada. 700 pessoas tinham morrido, pelas mãos de um único ser. Ninguém sabia o que tinha acontecido. Dante foi o único sobrevivente.
Dante voltou para a casa de Velasco e explicou o que tinha acontecido.
-Então eu perdi um filho e uma filha – Velasco chorou e abraçou Dante – você não vai me deixar, vai?
-Eu vou sim, mas preciso ficar forte antes – Dante falou sério como nunca, nem parecia mais uma criança – me faça o melhor guerreiro, eu tenho que salvar o meu irmão da escuridão.
Então Dante começou seu treino. Ele treinava e treinava. Não se importava com coisas básicas como comer, dormir e ir ao banheiro. Seu único pensamento era treinar. Velasco já estava ficando com medo, nunca tinha visto alguém tão determinado assim.
Passaram-se então quatro anos. Dante cresceu, parecia mais forte fisicamente, mas as sequelas do treino errado apareciam. Seus cabelos pretos estavam grandes e seus braços eram mais fortes que suas pernas.
Foi quando ele começou a treinar lutando contra Velasco. Dois meses se passaram e ele terminou o treino.
-Você vai para onde agora? – Velasco se sentia morto, estava perdendo todos que ele amava.
-Não sei, eu ainda não sou forte o bastante, vou viajar pelo mundo – Dante não tinha qualquer expressão no rosto, não estava com raiva, ou feliz, ou muito menos era aquela criança alegre e brincalhona que Velasco conheceu – vou aprender a viver lutando.
-Tome cuidado, talvez você tenha a mesma maldição do seu irmão – Velasco se despediu assim.
-Tome cuidado você, pare de beber não faz nada bem – Dante sorriu pela ultima vez para Velasco – esta ficando velho – Dante acenou e virou as costas – adeus.
Velasco pensou que ele não tinha intenção de sobreviver. Só queria salvar seu irmão, sua vida não era tão importante. Que Dante arriscaria sua vida em qualquer momento.
-Talvez para ser o melhor guerreiro, não se deve estar apegado à vida – Velasco falou alto o bastante para Dante ouvir – mas não é verdade, o melhor é aquele que tem alguém para proteger, é aquele que não pode morrer.
Dante guardou aquelas palavras e partiu. Ele foi para onde o vento o levava. Sabia que algo estaria o esperando. Que alguma cidade com monstros precisaria de ajuda. Que poderia enfrentar gigantes. Salvar princesas e derrotar um dragão.
Dante parou e gritou bem alto para Velasco poder ouvir.
-A partir de agora me chame de cavaleiro negro! – Dante pensou num nome para a sua lenda – vai ouvir muito sobre mim nos próximos anos!
Notas finais
Até mais!
Ja na!
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