O Castelo do Vilarejo
2 Floresta de Cárpatos
Notas iniciais
Ao todo, caminhando pela trilha da floresta, estão sete integrantes da cena underground do vilarejo, três casais liderados pelo Oldschool, o guia da galera. Enquanto elas admiram o caminho, eles, a poucos metros, sussurram sobre os possíveis perigos.
— Se lembro bem, eles não aconselham a caminhar pela floresta, porque é cheia de lobos e — virando pro lado, diz: — também tem ursos.
Após escutar a conversa, percebendo que elas estão caminhando a certa distancia deles, o guia da galera se aproxima dos três amigos, sem aumentar muito o tom da voz, evitando chamar a atenção das três garotas, comenta sobre suas experiências ali:
— Nunca encontrei nenhum aqui! Vocês acham que, tendo tantas pessoas andando pela estrada velha, um lobo... um urso... vai atacar alguém da galera?
Durante um bom tempo, somente o som da caixinha, ora tocando Withim Temptation, ora tocando Tiamat, era escutado na trilha. O guia seguia na frente do grupo, seguido das garotas e, a certa distancia, os três amigos protegendo o grupo dos possíveis ataques.
Após mais ou menos meia hora, tendo escutado quase a playlist inteira, o guia espera os demais integrantes, parado numa pequena colina. Assim que os outros se aproximaram dele, avistam um pequeno córrego, marcando o final da trilha secreta da floresta.
— Olha só... — disse o Oldschool, indicando lhes uma pequena ponte rústica de madeira, ligando a Floresta, ao que parecia, as dependências do Castelo.
Quando eles avistaram aquela pequena ponte, foi manifesto, no ato, o imaginário da galera mais pagã. Nunca ouviram falar sobre a existência duma conexão secreta entre a Igreja e o Castelo, porque eles, há muito tempo, são vistos como inimigos declarados.
— Então, é verdade. — comentou um deles, sendo acompanhado assertivamente pelos outros integrantes do grupo, exploradores da floresta de Cárpatos.
— O Padre tinha contato secreto com a Condessa, a líder política desse antigo condado, Cachtice. — acrescentou o Oldschool, enquanto caminha na direção da ponte.
Vendo de perto, perceberam que a ponte era trabalhada em madeira dali da floresta. Dois troncos, colocados em paralelo, na distancia de 2 metros, tendo galhos menores ligando os dois troncos, liga as margens do córrego, formando uma passagem alternativa.
O grupo, agora, reunido no inicio da ponte, espera alguns instantes antes de iniciar a travessia do córrego, tendo mais ou menos uns 2 metros de largura — não permitindo metrificar a profundidade. Por isso, resolveram não arriscar a travessia pelas águas daquela fosso.
Perto das 07h, o grupo iniciou a travessia da pequena ponte, projetada pelos servos, marceneiros da Condessa. Esse local de passagem permitia secretamente a travessia de bens e serviços entre a Igreja e o Castelo, entre a liderança Religiosa e Política.
Após passar ilesos pela sombria e perigosa Floresta de Cárpato, o grupo de amigos, agora, estão entrando nas dependências do Castelo. Esse antigo caminho nunca foi cartografado, porque era uma passagem de segurança daquela época pra lá de bélica.
Pouquíssimos conheciam a existência desse caminho alternativo pela floresta, saindo pela parte lateral do Castelo. A nobreza, por meio dele, era informada do que acontecia na vila, e ordenava os serviços repassados, nas missas, pelo líder religioso.
Durante a travessia do córrego pela antiga ponte, o guia do grupo explica lhes a conexão entre os antigos lideres do vilarejo, revelando o porque não era muito conhecida a trilha da Floresta. Quando chegaram na outra margem do córrego, se encontraram no lugar.
— Chegamos, amigos! — disse o Oldschool e avisa: — Se preparem! Daqui a pouco, vou mostrar um detalhe que descobri sobre o Castelo do Condado.
Aos poucos, a galera foi recobrando o senso de direção. Há pouco, se não estivessem sendo guiados pelo Oldschool, tentando percorrer sozinhos a trilha serpenteando mata adentro, eles, na verdade, seriam engolidos pelo lado sombrio e perigoso daquele lugar desconhecido.
Como o frescor da manhã está passando, o grupo decide parar um pouco pra beber e comer alguma coisa antes de continuar a caminhada na direção, agora, do Castelo. Todos estão visivelmente animados. E essa animação tem também contagiado o mais velho da cena.
Enquanto eles estão recreando na clareira, a certa distancia dali, os passos deles estão sendo discretamente monitorados pelos frequentadores do lugar. A certa distancia, eles tiram algumas fotos do grupo, sem serem visto pelo grupo, retornam para entrar nas ruinas do castelo.
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