O Casamento da Minha Melhor Amiga
3 MISSÃO INFILTRADOS - O SEQUESTRO DA NOIVA
Notas iniciais
CAPÍTULO 3: MISSÃO INFILTRADOS — O SEQUESTRO DA NOIVA
A linha que separa o comportamento de um médico respeitável da insanidade criminal é assustadoramente tênue. Eu descobri isso na noite de sexta-feira, a maldita véspera do casamento da minha melhor amiga, enquanto ajustava uma gravata borboleta preta medonha no espelho retrovisor do jipe do Emmett, estacionado estrategicamente entre os arbustos do The Theodor Lounge. Faltavam menos de vinte e quatro horas para a Bella subir ao altar, e eu estava em frangalhos.
— Eu sou um médico pediatra— murmurei para o meu próprio reflexo, ajeitando o colete de cetim barato. — Eu dou palestras sobre reanimação neonatal. O que eu estou fazendo vestindo um uniforme de garçom clandestino, que provavelmente vai virar um stripper, em um estacionamento úmido na noite anterior ao casamento da minha melhor amiga?
— Você está prestes a cometer um crime de invasão de propriedade por amor, Edward. Cale a boca e segure os canudos — Emmett mandou do banco de trás, lutando bravamente para fechar os botões de uma camisa branca três tamanhos menor que o torso dele. Ele parecia um segurança de boate que tinha roubado as roupas de um adolescente. — Jazz, como está o perímetro?
Jasper estava no banco do carona, segurando um clipboard com uma planta baixa da boate desenhada à mão. Ele estava hiperventilando tão alto que o para-brisa do jipe estava embaçando.
— A Alice colocou duas amigas da faculdade na porta principal com uma lista de convidadas com código QR — Jasper relatou, a voz trêmula de puro pânico conjugal. — Há um segurança de dois metros de altura na entrada de serviço. Se a Alice me vir aqui, Edward, ela não vai apenas pedir o divórcio. O casamento é amanhã de manhã! Se a gente estragar a noite de hoje, ela vai usar a minha coleção de vinis autografados do Frank Sinatra como pratos de arremesso. Eu estou sentindo uma arritmia supraventricular. Meu braço esquerdo está dormente.
— É psicológico, Jasper. Você é psicólogo, deveria saber disso — respondi, abrindo o porta-malas e puxando uma bandeja de alumínio cheia de copos de shot vazios. — Emmett conseguiu os aventais com o primo do Mike que trabalha no buffet de apoio. Nós entramos pela doca de carga, deixamos as bebidas extras, eu acho a Bella e nós saímos. Ninguém vai notar. A Alice está ocupada demais garantindo que o DJ toque apenas a discografia pop que ela programou.
— Exatamente! Vamos lá, equipe de resgate tático! — Emmett abriu a porta do jipe, quase arrancando-a das dobradiças com o entusiasmo de sempre.
A infiltração foi um exercício de pura comédia pastelão. Entramos pelas fundos fingindo carregar engradados de gelo seco. Emmett passou pelo segurança da doca dando um tapinha nas costas do homem e puxando assunto sobre o campeonato de futebol americano, agindo com tanta naturalidade que o segurança sequer pediu os crachás. Jasper caminhava atrás de nós parecendo um condenado a caminho da cadeira elétrica, usando um boné enfiado até o nariz.
Quando cruzamos as cortinas de veludo vermelho que davam acesso ao salão principal, o som de um remix estourado de Sabrina Carpenter quase estourou meus tímpanos. As luzes estroboscópicas rosas e roxas cortavam a penumbra, e o lugar estava cheio. Cerca de trinta mulheres dançavam, usavam tiaras que piscavam com formatos obscenos e bebiam drinks coloridos de copos com canudos anatomyicamente questionáveis.
No centro de tudo, em um camarote VIP elevado cercado por balões de hélio metalizados, estava a minha irmã. Alice operava a festa como um general comanda uma linha de frente. Ela gesticulava, apontava para o bar, exigia mais espumante e inspecionava o ambiente com os olhos semicerrados de um falcão.
— Ali — cochichei para Emmett, apontando com o queixo para o canto oposto do camarote.
Bella estava sentada em um sofá de couro branco.
Ela usava um vestido curto de seda branca, simples e absurdamente lindo, que deixava as pernas dela, pernas que eu raramente via expostas, inteiramente à mostra. Ela tinha um véu de noiva de brinquedo preso no cabelo desalinhado e segurava um copo de shot de plástico entre os dedos. As bochechas dela estavam coradas de um jeito profundo, e os olhos castanhos pareciam fixos no teto, piscando lentamente. Ela estava alta. Claramente alta de tequila, mas a postura dela não era de comemoração; era de alguém que estava tentando anestesiar a própria mente diante do altar que a esperava no dia seguinte.
— Vá,Edward!— Emmett sussurrou perto do meu ouvido, bloqueando a linha de visão da Alice com o seu corpo imenso. — O Jazz e eu vamos criar uma distração no bar de caipirinhas. Você tem exatamente três minutos antes que a patroa faça a ronda.
Jasper soltou um gemido de agonia, mas foi arrastado pelo Emmett em direção aos fundos do bar.
Respirei fundo, ajeitei a bandeja vazia embaixo do braço e atravessei a pista de dança, desviando das amigas de faculdade da Bella que tentavam me puxar para dance achando que eu era parte da equipe de entretenimento masculino da noite. Subi os três degraus do camarote VIP. A Jessica Stanley estava de costas, gritando com o DJ. A Angela Weber estava rindo perto da mesa de doces. Ninguém me viu chegar por trás do sofá.
Inclinei-me sobre o encosto de couro, ficando com o rosto a poucos centímetros do ouvido da Bella.
— O diagnóstico clínico para essa quantidade de álcool no seu sistema é uma ressaca catastrófica amanhã de manhã,Bells — sussurrei, a minha voz saindo baixa e cortante por cima do som da música.
Bella deu um sobressalto. O copo de plástico quase escorregou dos dedos dela. Ela girou a cabeça rapidamente, os olhos castanhos arrecadados, tentando focar a imagem à sua frente. Quando as pupilas dela finalmente processaram o meu rosto, a minha gravata borboleta e o meu avental de garçom, a boca dela se abriu em um "O" de pura incredulidade.
— Edward? — ela semivocalizou, a voz saindo um pouco arrastada, mas perfeitamente consciente. Ela esfregou os olhos com as costas da mão. — Eu... eu estou tendo alucinações alcoólicas. Eu sabia que a terceira dose de tequila com iogurte infantil de morango ia me fazer ver coisas, mas o meu cérebro projetar você vestido de garçom stripper na minha véspera de casamento é um nível de trauma psicológico que eu não esperava.
— Não é uma alucinação, Bella. Sou eu — agarrei o pulso dela com suavidade, sentindo a pele quente e o pulso acelerado. — E nós vamos sair daqui agora, antes que a Alice me transforme em um doador de órgãos involuntário.
— Você está maluco? — ela tentou puxar o braço, mas a coordenação motora dela estava ligeiramente comprometida pelo álcool. — Essa é a minha festa! Eu sou a noiva! Eu caso amanhã, Edward! Eu tenho que ficar aqui e usar essa tiara ridícula!
— Você não vai ficar aqui — respondi com uma firmeza possessiva que me surpreendeu.
Aproveitando que a Jessica tinha começado a puxar um trenzinho de dança no meio da pista e atraído a atenção de todas as mulheres, passei o braço pela cintura da Bella, içando-a do sofá em um movimento contínuo. Ela soltou um ganido de surpresa, os pés descalços, ela já tinha abandonado os saltos sob o sofá, mal tocando o chão enquanto eu a guiava rapidamente em direção à saída de emergência dos fundos, usando os corredores de serviço que o Jasper tinha mapeado.
— Edward, me solta! — ela protestava, mas o tom de voz dela carecia de qualquer raiva real; ela estava rindo, aquela risada contida de quem estava achando o absurdo da situação deliciosamente atraente. — Você é um criminoso! Eu vou chamar a polícia! Meu pai é o chefe de polícia, Cullen!
— Diga a ele que foi um sequestro médico de emergência — respondi, empurrando a porta corta-fogo.
O ar frio e úmido da noite de Washington nos atingiu como um tapa. Atravessei o beco dos fundos, onde o meu Volvo estava estacionado na penumbra (eu tinha trocado de carro com o Emmett na última hora). Abri a porta do carona, joguei a Bella lá dentro com o máximo de cuidado para ela não bater a cabeça, fechei a porta, dei a volta correndo e pulei no banco do motorista, arrancando com o carro antes que o primeiro balão rosa da Alice pudesse cruzar a porta dos fundos.
O silêncio dentro do Volvo era quebrado apenas pelo som sutil do motor e pelos limpadores de para-brisa. Bella estava encostada na porta, com as pernas recolhidas no banco de couro, o véu de brinquedo agora pendurado torto na orelha dela. Ela me encarava fixamente, a névoa da tequila gradualmente dando lugar a uma intensidade cortante à medida que o calor do aquecedor do carro subia.
— Para onde você está me levando, Edward? — ela perguntou, a voz agora séria, sem qualquer vestígio da brincadeira da boate.
— Para o meu apartamento — respondi, sem desviar os olhos da estrada escura. — Nós precisamos terminar aquela conversa que nós não tivemos na sala. Aquela conversa que nós estamos adiando há vinte e sete anos.
Quando estacionei na garagem do meu prédio e subimos pelo elevador privativo, a tensão entre nós era tão densa que o air parecia difícil de respirar. Assim que a porta do elevador se abriu direto na sala do meu apartamento de cobertura, um espaço minimalista, com móveis de design e paredes de vidro com vista para as luzes distantes de Forks , Bella deu três passos para dentro do ambiente e parou, virando-se para mi.
Ela arrancou o véu de plástico da cabeça e o jogou no chão de madeira.
— Pronto. Estamos aqui — ela disse, os olhos castanhos brilhando com uma mistura de mágoa, álcool e uma fúria contida. — O que você quer me dizer, Edward? Vai me desejar felicidades de novo? Vai dizer que o Jacob é um cara de sorte? Vai continuar fingindo que você não ouviu o que eu sussurrei naquela sala enquanto eu usava a porcaria de um vestido de noiva que foi feito para você ver? Eu caso em poucas horas!
Fechei a porta do elevador atrás de mim. O som do trinco ecoou como o disparo de largada. Arranquei a gravata borboleta e o colete de garçom, jogando-os de qualquer jeito na poltrona do hall. Dei dois passos longos na direção dela, a distância entre nós sumindo como se nunca tivesse existido.
— Eu ouvi, Bella — minha voz saiu grave, baixa, vibrando no fundo do meu peito. — Eu ouvi cada maldita sílaba. E é por isso que eu estou enlouquecendo. É por isso que eu sabotei tudo! Porque eu sou um imbecil. Um covarde patológico que passou a vida inteira tentando achar os seus olhos em dez mulheres diferentes e falhando miseravelmente em todas elas porque nenhuma delas era você!
Bella estacou. A respiração dela parou por completo. As bochechas dela perderam o rubor da tequila, empalidecendo diante da violência da minha confissão.
— O que... o que você está dizendo? — ela sussurrou, a voz trêmula.
— Estou dizendo que eu te amo, Isabella Marie Swan! — dei o último passo, encurtando o espaço entre nós até que o meu peito estivesse quase tocando o dela. Eu conseguia ver o tremor nos lábios dela. — Estou dizendo que eu passei a vida inteira morrendo de medo de te contar isso e estragar a única coisa pura que eu tinha na vida, que era a sua amizade. Mas ver você impressa naquele convite dourado... ver você vestida de noiva... aquilo quase parou o meu coração de verdade. Eu não posso deixar você casar com o Jacob amanhã. Eu não posso passar o resto da minha vida assistindo você ser dele quando cada pedaço da minha alma sabe que você pertence a mim.
Bella olhou para mim, os olhos castanhos se enchendo de lágrimas de frustração e desejo reprimido por anos. Ela ergueu as mãos e bateu contra o meu peito, um golpe fraco, cheio de mágoa.
— Você é um monstro covarde, Edward Anthony Masen Cullen! — ela chorou, as lágrimas finalmente rolando. — Você teve vinte e sete malditos anos! Vinte e setes anos assistindo eu esperar por um sinal seu! Eu chorava no meu quarto toda vez que você aparecia com uma Jessica ou uma Tanya na porcaria daquela casa ao lado! Eu aceitei o Jacob porque eu achei que você só me via como a garota desengonçada que quebrava os brinquedos! Por que você está me dizendo isso agora? Na véspera do meu casamento?!
— Porque eu não aguento mais mentir! — rosnei, perdendo o último vestígio de controle racional.
Antes que ela pudesse desferir outro golpe contra o meu peito, minhas mãos subiram, espalmando-se nas bochechas dela, os meus dedos se enredando no cabelo castanho e puxando o rosto dela para cima. Eu não esperei por uma resposta. Eu não calculei os riscos. Inclinei-me e calei a boca dela com o beijo que vinha se acumulando no meu sistema nervoso central desde o jardim de infância.
O impacto do beijo foi eletrizante. Não foi um toque gentil de melhor amigo; foi um choque térmico de pura urgência, posse e desespero. Bella soltou um suspiro de sufoco contra a minha boca, as mãos dela instantaneamente abandonando os socos e subindo para o meu pescoço, os dedos dela se cravando nos meus ombros com a força de quem estava se afogando e tinha finalmente encontrado terra firme.
Minha língua invadiu a boca dela com uma fome que eu não sabia que possuía, encontrando a dela em um ritmo frenético, faminto. O gosto de tequila e morango era inebriante. Eu a puxei contra o meu corpo com tanta força que os nossos quadris colidiram, e a Bella soltou um gemido baixo, gutural, que vibrou direto na minha espinha.
O amasso no meio da sala escalou em segundos para um incêndio incontrolável. Minhas mãos desceram pelas costas dela, apertando a carne macia da sua cintura através da seda do vestido branco, puxando-a para mais perto, querendo eliminar qualquer milímetro de ar que nos separasse. Bella estava arqueada contra mim, as pernas dela roçando nas minhas, a respiração dela saindo em arfadas curtas e quentes contra a minha bochecha sempre que nossas bocas se separavam por um milésimo de segundo para buscar oxigênio, apenas para se colidirem novamente com mais força.
— Edward... meu Deus, Edward... — ela arfou entre os beijos, as mãos dela puxando o meu cabelo, os olhos castanhos completamente obscurecidos pelo desejo.
Não respondi com palavras. Segurei-a pelas coxas, içando-a do chão. Bella instantaneamente entrelaçou as pernas ao redor da minha cintura, os braços firmes ao redor do meu pescoço, enquanto eu a carregava pelo corredor às escuras direto para o meu quarto de casal. Chutei a porta de madeira, abrindo-a, e nos joguei na cama de casal enorme, o colchão afundando sob o peso dos nossos corpos interligados.
O ambiente estava iluminado apenas pela luz pálida da lua de Forks que filtrava pelas enormes vidraças. Ali, em cima dos lençóis de algodão egípcio cinza, a urgência bruta deu lugar a uma densidade quase sagrada.
Afastei as mechas de cabelo que grudavam no rosto suado da Bella. Meus olhos fixos nos dela. Minhas mãos desceram devagar pelas alças finas do vestido branco dela, deslizando o tecido de seda pelo corpo dela até deixá-la exposta diante de mim. A pele dela parecia feita de porcelana sob a luz do luar — perfeita, intocada, tremendo sutilmente não de frio, mas de pura expectativa.
— Bella... — minha voz saiu como um sussurro quebrado, os meus dedos traçando a linha da costela dela, descendo até o quadril. Eu sabia. O Emmett tinha me dito no bar, mas ver a inocência dela ali, a entrega absoluta que ela estava me dando após seis anos de um namoro de fachada com outro homem, fez com que uma onda de reverência e cuidado tomasse conta do meu corpo de médico. — Você tem certeza? Eu não quero... eu não quero forçar nada. Se você quiser parar...
Bella estacou a mão, os dedos quentes tocando os meus lábios, calando-me. Ela abriu um sorriso fraco, os olhos marejados de uma emoção profunda.
— Eu esperei vinte anos por essa noite, Edward — ela sussurrou, a voz firme apesar do tremor no corpo. — Não se atreva a parar agora. É sua. Sempre foi sua.
A partir daquele momento, o tempo em Forks pareceu parar de correr. Cada toque meu foi uma promessa de cura para os anos de negação. Despi-me com movimentos rápidos, jogando as roupas no chão do quarto, e voltou para cima dela, sentindo o contraste do calor da pele dela contra a minha.
Iniciei uma trilha de beijos lentos e deliberados que começou na linha da mandíbula dela, desceu pelo pescoço arqueado, fazendo-a soltar um suspiro sibilante, e estacionou na curva da clavícula dela, onde apertei meus lábios com uma pressão possessiva que a fez curvar as costas contra o colchão. Minhas mãos mapearam cada curva do corpo dela com uma precisão cirúrgica, mas preenchida por uma ternura devastadora. Eu queria que ela sentisse, em cada célula da sua pele, o tamanho do amor que eu tinha escondido no meu peito por duas décadas.
Quando meus dedos encontraram o centro da intimidade dela, Bella soltou um ganido agudo, as mãos dela se cravando nos lençóis cinzas, os quadris dela se elevando instintivamente em direção ao meu toque. Ela estava úmida, quente, perfeitamente pronta para mim. Eu a preparei com paciência, usando meus dedos e meus lábios para fazê-la relaxar, ouvindo o ritmo da respiração dela mudar, os gemidos dela se tornando mais frequentes, mais necessitados, ecoando pelo quarto silencioso.
— Edward... por favor... eu preciso de você — ela suplicou, as pernas dela se abrindo mais, convidando-me a entrar na fortaleza que ela tinha guardado apenas para mim.
Posicionei-me entre as pernas dela. Olhei nos olhos dela, querendo que a última imagem que ela tivesse antes de se entregar inteiramente a mim fosse o meu rosto. Apoiei meu peso nos cotovelos, alinhando nossos corpos.
— Olhe para mim, Bella — pedi, a voz rouca de desejo.
Ela fixou os olhos castanhos nos meus. E, com uma lentidão calculada para não machucá-la, eu me empurrei para dentro dela.
Houve uma fração de segundo de resistência física, um leve franzir de cenho nas sobrancelhas dela e as mãos dela se apertando com força nos meus bíceps quando a barreira da sua inocência foi rompida. Parei por um instante, mantendo-me imóvel dentro do calor apertado do corpo dela, depositando beijos suaves nas pálpebras dela, limpando a única lágrima que escorreu pelo canto do olho dela.
— Tudo bem? — sussurreu perto do ouvido dela.
— Sim... meu Deus, sim... — ela arfou, os olhos se abrindo novamente, brilhando com uma nova tonalidade de prazer. Ela moveu os quadris de leve, testando a sensação de me ter completo dentro dela. — Continua, Edward. Por favor.
Comecei a me mover. No início com movimentos curtos, lentos e profundos, garantindo que o corpo dela se acostumasse à minha presença maciça. Mas a sensibilidade da Bella era absurda. A cada investida minha, ela soltou um gemido que desarmava qualquer controle que eu ainda tentasse manter. O calor interno dela parecia me sugar para mais fundo, e o ritmo inevitavelmente acelerou.
O quarto virou um turbilhão de pele contra pele, lençóis desalinhados e confissões abafadas na boca um do outro. Eu a amei com uma intensidade selvagem, possessiva, marcando os quadris dela com as minhas mãos, ouvindo os gritos curtos que ela dava sempre que eu encontrava o ponto exato que a fazia tremer por inteiro. Bella respondia a cada movimento meu com uma entrega visceral, arranhando as minhas costas com as unhas, envolvendo minha cintura com as pernas, puxando-me para mais fundo dentro dela como se quisesse me fundir à sua própria existência.
O clímax nos atingiu juntos, como uma tempestade perfeita sobre a costa de Washington. Senti os músculos internos dela se contraírem ao redor de mi em espasmos violentos e ritmados quando ela atingiu o ápice, gritando o meu nome contra o meu pescoço. O som do meu nome na voz dela foi o gatilho final; soltei um rugido baixo, desabando para a frente enquanto despejava tudo o que eu tinha dentro dela, o meu corpo inteiro tremendo com a força de um orgasmo que reescreveu todas as minhas definições de prazer.
Desabei com o peito arfante sobre ela, virando-me para o lado logo em seguida e puxando o corpo trêmulo e suado da Bella para o meu peito, cobrindo-nos com o edredom. Ficamos ali por horas, ouvindo apenas o som das nossas respirações voltando ao normal e as batidas sincronizadas dos nossos corações. Eu beijei o topo da cabeça dela até pegar no sono, com a certeza absoluta de que o casamento com o Jacob tinha morrido ali, naquela cama.
A luz pálida e cinzenta da manhã de sábado, o fatídico dia do casamento, começou a invadir o quarto através das vidraças por volta das seis da manhã.
Abri os olhos lentamente, um sorriso involuntário já se formando nos meus lábios. Pela primeira vez em trinta e dois anos, eu estava completo. Eu tinha a Bella. O casamento de hoje não ia acontecer; nós tínhamos quebrado todas as regras e ela era minha.
Virei-me para o lado esquerdo para puxá-la para um beijo.
O lençol cinza estava esticado. O lado da cama estava frio.
O sorriso sumiu do meu rosto instantaneamente. Sentei-me no colchão com o coração dando um solavanco de pânico. Olhei ao redor do quarto vazio. O vestido de seda branca que ela usava na boate não estava mais no chão. Os saltos dela tinham sumido do hall.
Saltei da cama, completamente nu, e corri até a sala de estar. Tudo estava em silêncio. Na mesa de centro de vidro, onde o sol fraco da manhã batia, havia um pedaço de papel rasgado, um pedaço da lista de tarefas que a alice comprou para mim e eu nunca havia usado.
Aproximei-me com as pernas trêmulas e peguei o papel. A caligrafia corrida e trêmula da Bella estava ali, escrita às pressas:
"Edward,
O que aconteceu aqui esta noite... foi a coisa mais perfeita e dolorosa que já aconteceu na minha vida. Você me deu a noite mais inesquecível de todas. Mas acordar e ver que hoje é o dia do meu casamento me fez cair na realidade.
Isso muda tudo entre nós, e ao mesmo tempo, não muda nada. Você levou vinte anos para ter coragem, Edward. Hoje as engrenagens já estão girando. A igreja abre em poucas horas, nossas famílias estão se vestindo, e o Jacob... o Jacob está esperando por mim no altar. Ele não merece ser destruído e humilhado publicamente por causa da nossa covardia tardia. É tarde demais para consertar o passado e tarde demais para destruir a vida de todo mundo.
Por favor, não venha atrás de mim. Me deixe ir.
— Bella."
Apertei o pedaço de papel contra o meu punho até rasgá-lo por completo, sentindo a bile subir novamente pela garganta.
Olhei para o relógio de parede. Eram seis e meia da manhã. O casamento começaria em poucas horas. Ela ia entrar naquela igreja. A Operação Sabotagem tinha falhado na diplomacia. Eu tinha menos de cinco horas antes de vê-la caminhar até o Jacob.
Se ela achava que eu ia deixá-la subir naquele altar depois da noite de hoje, ela realmente não conhecia o nível de desespero do Dr. Edward Cullen. Eu ia precisar recorrer ao plano mais extremo e absurdo de todos: o crime em flagrante.
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